SAÚDE

Obesidade e saúde da mulher: uma questão além da estética


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Acompanhamento médico é fundamental e poderá incluir outros profissionais, para atendimento multidisciplinar 

A obesidade é um dos principais desafios de saúde pública da atualidade e seus impactos vão muito além da aparência física. Na saúde da mulher, o excesso de peso está diretamente associado a alterações hormonais, distúrbios ginecológicos, dificuldades reprodutivas e mais riscos durante a gestação, exigindo atenção especial.

De acordo com o médico ginecologista Dr. Alexandre Rossi, responsável pelo ambulatório de Ginecologia Geral do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, a obesidade interfere de forma significativa no equilíbrio hormonal feminino.

“O tecido adiposo funciona como um órgão endócrino ativo, capaz de alterar a produção hormonal e desencadear uma série de consequências para a saúde da mulher, que vão desde irregularidades menstruais até dificuldade para engravidar”, explica.

No campo da ginecologia, mulheres com obesidade podem apresentar irregularidade do ciclo menstrual e têm mais riscos de desenvolver a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), resistência à insulina e infertilidade. O excesso de peso também está associado a doenças crônicas, como diabetes tipo 2, hipertensão e risco aumentado de cânceres ginecológicos, especialmente o câncer de endométrio.

Já na obstetrícia, os cuidados devem ser redobrados. A obesidade materna está relacionada a mais chances de complicações durante a gestação, como diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, trombose e parto prematuro.

“Essas condições podem impactar tanto a saúde da mãe quanto do bebê, aumentando o risco de complicações no parto e no período neonatal”, alerta o especialista.

Segundo o Dr. Alexandre Rossi, o acompanhamento médico antes mesmo da gravidez é um passo fundamental.

“O planejamento reprodutivo e a adoção de hábitos saudáveis antes da gestação contribuem significativamente para reduzir riscos e promover uma gravidez mais segura e tranquila”, destaca.

O tratamento da obesidade deve ser individualizado e multidisciplinar, envolvendo orientação nutricional, prática de atividade física regular e acompanhamento médico contínuo. Mais do que a perda de peso, o foco deve ser a promoção da saúde, do bem-estar e da qualidade de vida em todas as fases da vida da mulher.

“A obesidade não pode ser encarada como uma questão estética.Trata-se de uma condição de saúde que exige cuidado, informação e acompanhamento adequado, especialmente quando falamos da saúde ginecológica e obstétrica”, conclui o médico.


Saúde mental no dia a dia: pequenas escolhas que fazem diferença


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Falar sobre saúde mental é falar sobre a vida cotidiana. É sobre como lidamos com o estresse, com as pressões do dia a dia, com as relações e com nós mesmos. O Janeiro Branco, campanha nacional, criada em 2014, dedicada à conscientização sobre a saúde mental, surge como um convite para que esse cuidado não fique restrito a um único mês, mas se estenda ao longo de todo o ano.

Vivemos tempos acelerados, marcados por excesso de informações, cobranças constantes e uma rotina que muitas vezes não respeita os limites humanos. Dados apresentados pela campanha Janeiro Branco apontam que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo convivem com algum transtorno mental e que 1 em cada 8 pessoas apresenta sintomas clínicos de ansiedade, depressão ou estresse crônico, evidenciando a dimensão global desse desafio. Fonte: Manifesto JB26- Instituto de Desenvolvimento Humano Janeiro Branco – IDHJB).

No Brasil, o adoecimento emocional também tem se intensificado. A saúde mental tornou-se uma das principais causas de afastamento do trabalho, com crescimento expressivo nos últimos anos. Os transtornos de ansiedade e os episódios depressivos estão entre os principais motivos desses afastamentos, impactando não apenas o indivíduo, mas também as famílias, os ambientes profissionais e a sociedade como um todo.

Além disso, pesquisas indicam que mais da metade da população brasileira considera a saúde mental o maior problema de saúde do país, superando inclusive preocupações com doenças físicas. Esse dado revela uma mudança importante na percepção social: falar sobre sofrimento emocional deixou de ser um tabu e passou a ser reconhecido como uma necessidade coletiva.

Cuidar da saúde mental não significa apenas tratar doenças quando elas já estão instaladas. Significa prevenir, reconhecer sinais precoces de sofrimento e adotar estratégias que favoreçam o equilíbrio emocional. Esse cuidado começa nas pequenas escolhas do dia a dia: respeitar os próprios limites, permitir pausas, organizar melhor o tempo, cultivar relações saudáveis e falar sobre sentimentos sem medo ou culpa.

Buscar ajuda profissional quando necessário também é uma atitude fundamental. O Janeiro Branco reforça uma mensagem essencial: pedir ajuda é um ato de coragem, não de fraqueza. Reconhecer que não está bem é parte do cuidado consigo e com o outro.

Promover saúde mental é promover qualidade de vida. Pessoas emocionalmente mais equilibradas tendem a se relacionar melhor, tomar decisões mais conscientes e cuidar também da própria saúde física. Por isso, o cuidado com a mente deve fazer parte da rotina, assim como a alimentação adequada, o sono e a atividade física.

Que o Janeiro Branco nos inspire a levar esse olhar para além do mês de janeiro, construindo uma relação mais saudável com nossas emoções ao longo do ano. Cuidar da saúde mental é um compromisso diário, feito de pequenas escolhas, escuta, respeito aos limites e atenção às próprias necessidades.


Maria Goretti da Silva - Psicóloga – CRP 06/149116 SerMentes – Espaço que transforma inquietação em ação consciente e promove Saúde Mental de Janeiro a Janeiro


Janeiro roxo: conheça sete mitos da Hanseníase



Da transmissão ao tratamento, especialista avalia erros comuns propagados no debate sobre a doença

No primeiro mês do ano acontece o Janeiro Roxo, campanha que visa conscientizar o combate à hanseníase, antes conhecida como “lepra”. De acordo com um relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2025, o Brasil é o segundo país com mais número de casos em todo o mundo, atrás somente da Índia. 

A doença é transmitida pela bactéria conhecida como Mycobacterium leprae e a contaminação acontece através de vias inalatórias e por meio do contato prolongado com o enfermo. A enfermidade causa lesões na pele que se agravam e se apresentam com manchas brancas ou avermelhadas, o que provoca a falta de sensibilidade na região, levando ao comprometimento dos nervos periféricos. 

Para a enfermeira Andrea Tavares, da Cuidare Alphaville Pernambuco, a campanha também pode promover a redução gradual dos preconceitos sofridos pelas vítimas da doença. “O tema pode ser delicado para os pacientes que enfrentam a hanseníase e, por isso, buscam evitar ao máximo falar sobre o assunto. Dessa forma, o tratamento tem início tardio, o que torna a condição ainda mais agravada”, explica.

Com isso, a especialista apresenta sete mitos sobre a doença. Confira: 
 
1 - A Hanseníase é uma doença transmitida através do contato com os enfermos, de diferentes formas: a falsa afirmação fez com que muita gente se isolasse involuntariamente das famílias e amigos. Muitos eram colocados em locais de isolamento, os famosos leprosários. Hoje, sabemos que o compartilhamento de objetos não resulta na transmissão da doença.
 
2 - A Hanseníase é uma doença de transmissão fácil: é preciso estar por um longo tempo convivendo com alguém com a doença e numa mesma residência para ser contaminado pela Hanseníase. Pessoas que possuem contato breve ou que não ficam constantemente na mesma residência que o enfermo são mais difíceis de serem infectadas. 
 
3 - A Hanseníase é uma doença hereditária: a enfermidade não é passada pelos genes familiares, fato anteriormente disseminado e confiado pela população. A transmissão ocorre apenas por vias respiratórias, através de espirros ou tosses. 
 
4 - Não existe tratamento adequado para a doença: com o avanço da ciência, os médicos descobriram remédios capazes de curar quem possui Hanseníase. Medicamentos como rifampicina, dapsona e clofazimina - três antimicrobianos - atuam na ‘destruição’ do bacilo Mycobacterium leprae, agente causador da doença. Vale salientar que o tratamento só ocorre na rede pública de saúde, com o controle da doença feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 
 
5 - Pacientes com hanseníase precisam ser afastados das pessoas, do convívio social e familiar: diferentemente do que era feito no passado, os pacientes não precisam sofrer isolamento total de todos para serem tratados e também não transmitirem a doença. Com os tratamentos sendo feitos corretamente e as recomendações necessárias que pessoas ao redor precisam tomar, o enfermo não há de ser excluído socialmente como no passado.  
 
6 - A Hanseníase não tem cura: assim como explicado no tópico 3, o avanço da ciência contribuiu para tratamentos eficazes e que tiram totalmente a possibilidade da doença continuar na pessoa. Vale salientar que isso só ocorre caso todo o tratamento seja feito corretamente e, mesmo depois, é preciso estar alerta para não se contaminar novamente.  
 
7 - O paciente em tratamento continua podendo transmitir a doença: os enfermos que começam o tratamento contra a doença deixam de ser transmissores logo após algumas semanas. Ainda assim, é preciso que os cuidados médicos continuem durante os seis meses (pacientes com hanseníase paucibacilar - PB) ou um ano (pacientes com hanseníase multibacilar - MB).


Obesidade pode antecipar alterações cerebrais ligadas ao Alzheimer, apontam novos estudos



Pesquisas científicas indicam que o excesso de peso pode influenciar biomarcadores associados à demência anos antes dos sintomas

Pesquisadores vêm acumulando evidências de que a obesidade não afeta apenas o coração e o metabolismo — ela também pode impactar o cérebro de forma silenciosa e progressiva.

Estudos publicados em periódicos científicos internacionais e indexados no PubMed, repositório oficial de pesquisas médicas dos Estados Unidos, indicam que o excesso de peso ao longo da vida pode estar associado a alterações em biomarcadores ligados à Doença de Alzheimer, mesmo décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas clínicos.

Impacto da obesidade no cérebro
“O cérebro reage ao metabolismo do corpo de forma contínua. A obesidade crônica pode acelerar processos inflamatórios que prejudicam a função neuronal e aumentar o risco de doenças neurodegenerativas”, explica Dr. Adriano Faustino, médico nutrólogo, especialista em metabolismo e diretor da Sociedade Brasileira de Medicina da Obesidade (SBEMO).

Principais biomarcadores afetados
Os dados indicam que indivíduos com obesidade apresentam maior elevação de marcadores sanguíneos relacionados à neurodegeneração e à inflamação cerebral, como:
 
– Neurofilament Light Chain (NfL) – proteína encontrada nos neurônios; níveis elevados no sangue indicam dano neuronal precoce (Mielke et al., 2025 – estudo publicado em revista médica americana indexada no PubMed)

– Proteína Glial Fibrilar Ácida (GFAP) – proteína das células gliais do cérebro; níveis altos indicam inflamação cerebral (Raji et al., 2025 – estudo do ADNI, consórcio americano de pesquisa em neuroimagem e biomarcadores)

“Marcadores como NfL e GFAP ajudam a mostrar que o Alzheimer não surge de repente. Ele é resultado de processos biológicos que podem começar décadas antes, e o excesso de gordura corporal atua como um acelerador desses mecanismos”, ressalta Dr. Faustino.

O que os estudos mostram — e o que ainda não mostram
Pesquisas longitudinais, acompanhando milhares de adultos por até 10–12 anos, analisaram dados metabólicos, composição corporal e biomarcadores cerebrais. Os resultados sugerem:
 
– A obesidade está associada ao aumento progressivo de marcadores de neurodegeneração, mesmo em pessoas cognitivamente normais (Mielke et al., 2025 – PubMed)

– Alterações inflamatórias sistêmicas e resistência à insulina podem atuar como ponte entre o excesso de gordura corporal e o cérebro (Koriath & Perneczky, 2025 – estudo publicado em revista internacional indexada no PubMed)

– Nem todos os biomarcadores clássicos do Alzheimer (como amiloide e tau) se alteram de forma uniforme, indicando que o processo é multifatorial (Raji et al., 2025 – ADNI)
 
“É importante frisar que a obesidade não significa que toda pessoa desenvolverá Alzheimer. O que vemos é um risco maior e um processo biológico mais acelerado”, pondera Dr. Faustino.
 
Implicações práticas e futuras investigações
Os resultados levantam hipóteses relevantes: o controle da obesidade poderia, no futuro, ajudar a reduzir o risco de demência ou retardar o início do declínio cognitivo. Estratégias potenciais incluem:

 – Mudanças sustentáveis no estilo de vida

– Controle metabólico precoce

– Avaliação do impacto indireto de medicamentos para obesidade sobre a saúde cerebral

“Do ponto de vista clínico, qualquer intervenção que melhore metabolismo, inflamação ou resistência à insulina tem potencial de proteger o cérebro. Mas ainda estão em curso estudos clínicos específicos para confirmar esses efeitos”, explica Dr. Faustino.

Por que o tema importa agora
Com o envelhecimento acelerado da população mundial, a Doença de Alzheimer já é considerada um dos maiores desafios de saúde pública do século. Paralelamente, a obesidade atinge níveis epidêmicos em diversos países.


“Cuidar do metabolismo hoje é, na prática, cuidar do cérebro amanhã”, destaca Dr. Adriano Faustino.


Dormência nos pés: quando o formigamento revela algo mais sério do que cansaço



Especialista alerta para sinais de neuropatia periférica, condição comum e pouco diagnosticada

A sensação de dormência nos pés é tão cotidiana que muitas pessoas sequer consideram que o formigamento possa ser um alerta do corpo. Porém, quando a dormência se torna frequente ou aparece sem motivo claro, pode estar ligada a neuropatia periférica, condição que afeta os nervos responsáveis pela sensibilidade e pelos movimentos dos pés. 

Segundo Andrea Medeiros, coordenadora técnica da All Pé, grande parte dos pacientes só busca atendimento quando os sintomas já evoluíram para perda sensorial, dor intensa ou até feridas que não cicatrizam.

“A dormência recorrente não é normal. É um dos primeiros sinais de que algo está comprometendo os nervos. Quanto mais cedo investigamos, maiores as chances de evitar complicações”, explica a especialista. 

A neuropatia periférica pode surgir por diversos motivos: diabetes, compressões nervosas, deficiências vitamínicas, problemas na coluna, alcoolismo, hipotireoidismo e até o uso prolongado de calçados apertados. Embora comum, a condição é frequentemente subestimada, especialmente entre pessoas que passam longas horas em pé ou acima dos 40 anos.
 
Quando a dormência merece atenção
De acordo com Andrea, é importante diferenciar a dormência ocasional — como quando alguém cruza as pernas por muito tempo — da dormência persistente ou repetida. 

“Quando há sensação de dormência frequente nos pés, mesmo em repouso, ou quando ocorre perda de sensibilidade, sensação contínua de agulhadas, queimação ou dificuldade para perceber o contato com o chão, é sinal de que é necessário buscar avaliação especializada”, orienta.
 
Consequências que vão além do desconforto 
O comprometimento dos nervos pode afetar o equilíbrio, alterar a marcha e aumentar o risco de quedas. Em casos avançados, pequenas lesões tornam-se porta de entrada para infecções, especialmente em pessoas com diabetes. 

“Já recebemos pacientes que não perceberam queimaduras, cortes ou machucados por falta de sensibilidade. Isso mostra como a neuropatia é perigosa quando negligenciada”, afirma Andrea.

O que fazer?
A avaliação adequada inclui testes de sensibilidade, análise da pisada e investigação das possíveis causas clínicas. O tratamento pode envolver controle glicêmico, mudança de hábitos, suplementação, fisioterapia, ajustes na rotina de calçados e acompanhamento podológico. 

A especialista reforça ainda a importância da prevenção: 
· observar mudanças na sensibilidade dos pés;

· evitar sapatos apertados ou rígidos;

· fazer pausas durante longos períodos em pé;

· manter exames em dia se houver fatores de risco, como diabetes.

“Cuidar dos pés é cuidar da saúde geral. Dormência frequente nunca deve ser normalizada”, conclui.


A força silenciosa da vitamina D na prevenção e na longevidade


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Um olhar atualizado sobre como a vitamina D influencia câncer, envelhecimento e saúde cardíaca, segundo evidências científicas

Segundo um trabalho publicado, o VITAL TRIAL (um dos maiores e mais respeitados estudos, conduzido pelo Brigham and Women’s Hospital, da Harvard Medical School - acompanhou cerca de 25 mil americanos por cinco anos para avaliar os efeitos da suplementação diária de vitamina Dƒ .), a Vitamina D não é só essencial para ossos e imunidade, como pode ser uma aliada poderosa na longevidade celular, no apoio a pacientes oncológicos e, potencialmente, na prevenção de novos eventos cardíacos, especialmente em quem já sofreu um infarto.

Ou seja, uma única substância natural pode influenciar enormemente a saúde.

“A vitamina D continua sendo uma das ferramentas mais subestimadas da medicina preventiva moderna”, explica o Dr. Adriano Faustino, médico nutrólogo, especialista em medicina integrativa e funcional, em geriatria e diretor da Sociedade Brasileira de Medicina da Longevidade (SBML) e da Sociedade Brasileira de Medicina da Obesidade (SBMO).

Benefícios em três grandes pilares:

• Prevenção e evolução do câncer
Pesquisadores observaram que a suplementação de vitamina D não apenas reduz o risco de câncer de cólon surgir, como melhora a resposta ao tratamento em pacientes já diagnosticados. O tempo de sobrevida também apresentou aumento relevante.

“Quando falamos de câncer, qualquer intervenção segura que modifique evolução já é valiosa — e a vitamina D tem mostrado exatamente isso”, reforça o Dr. Adriano Faustino.

• Envelhecimento e proteção dos telômeros
A vitamina D demonstrou atuar na integridade dos telômeros — estruturas celulares diretamente ligadas ao processo de envelhecimento. A preservação dos telômeros desacelera o desgaste natural das células.

“Envelhecimento não é apenas tempo; é biologia. Manter telômeros íntegros é um passo importante para viver mais e melhor”, afirma o especialista.

• Saúde cardiovascular
Talvez o achado mais impressionante: a suplementação diária de 2.000 UI de vitamina D reduziu em até 50% o risco de um segundo infarto em pacientes que já tinham histórico prévio.

“Quem já teve um infarto vive com risco aumentado. Se uma estratégia simples consegue reduzir esse risco pela metade, precisamos olhar para ela com muita seriedade”, destaca o Dr. Faustino.

Os resultados reforçam a importância de compreender doses, segurança e individualização — especialmente para quem já tem diagnóstico prévio ou faz acompanhamento médico.

“Vitamina D não é moda; é ciência aplicada. Usada corretamente, ela transforma saúde pública e individual”, conclui o Dr. Adriano Faustino.



5 mitos sobre saúde bucal que colocam a prevenção em risco



Principais mentiras vão dos hábitos diários a tratamentos avançados

Na era da informação rápida, boatos e fake news se espalham com velocidade — e a saúde bucal não escapa desse fenômeno. Desde a escovação diária até tratamentos sofisticados, a odontologia é alvo frequente de desinformação. Quando não esclarecidas, essas crenças podem confundir a população e até comprometer a prevenção e o tratamento adequados. Por isso, especialistas reuniram cinco dos mitos mais comuns sobre saúde bucal, que merecem ser desmentidos de uma vez por todas.
 
A cárie é transmissível
Um dos equívocos mais comuns é acreditar que a cárie pode ser “contagiada” de uma pessoa para outra. Para a cárie se desenvolver, não basta só ter contato com as bactérias, é preciso também fatores como má higiene bucal, consumo frequente de açúcar e baixa proteção da saliva. É um processo de desgaste do dente provocado principalmente por higiene bucal inadequada, associada ao consumo excessivo de açúcar e produtos ultraprocessados. Ela também pode surgir como consequência de doenças que afetam a saúde geral ou do uso de medicamentos que reduzem a produção de saliva — uma situação frequente em casos de diabetes e hipertensão. 

A cárie se forma quando micro-organismos presentes na boca fermentam restos de alimentos, especialmente açúcares, produzindo ácidos que atacam o esmalte dentário. A saliva é um importante mecanismo de defesa, pois ajuda a neutralizar esses ácidos e protege os dentes. Manter-se hidratado favorece a produção salivar e, aliado a uma boa higiene bucal, é essencial para a prevenção. “Escovar os dentes com creme dental com flúor após as refeições e antes de dormir é fundamental, já que durante o sono a salivação diminui, favorecendo a ação das bactérias”, explica o dentista especialista em Implantodontia da Neodent, Sérgio Bernardes.
 
Flúor causa malefícios à saúde
Outra crença muito difundida é a de que o flúor pode prejudicar o organismo. Pelo contrário: em concentrações controladas, o flúor é um dos principais aliados na prevenção da cárie, pois fortalece o esmalte dentário e cria uma barreira que reduz a ação dos ácidos produzidos pelas bactérias.

O único problema relacionado ao excesso de flúor (ou fluoreto, sua forma utilizada em cremes dentais e na água potável) é a fluorose dentária — manchas no esmalte que ocorrem apenas em casos de ingestão exagerada, especialmente na infância.
 
Não é possível tratar casos complexos com alinhadores
Ainda existe a ideia de que os alinhadores ortodônticos transparentes servem apenas para correções simples, como pequenos desalinhamentos. Porém, a evolução da odontologia digital mostra o contrário. Pesquisas avançadas, novos materiais plásticos mais resistentes e maleáveis, aliados a softwares de planejamento 3D, ampliaram as possibilidades de tratamento. 

Hoje, os alinhadores permitem desde ajustes estéticos até correções ortodônticas complexas, garantindo conforto e maior previsibilidade. “Os alinhadores se tornaram uma alternativa eficaz mesmo em casos mais desafiadores. Com a tecnologia atual, conseguimos planejar cada etapa digitalmente. Além disso, eles são removíveis e discretos, o que favorece a adesão e melhora a qualidade de vida durante o tratamento”, explica a dentista especialista em Ortodontia da ClearCorrect, Ana Alvoledo, empresa focada em soluções modernas em ortodontia.
 
Clareamento com produtos caseiros é seguro
Na internet, há muitas “receitas caseiras” que prometem dentes mais brancos de forma rápida e barata. O problema é que esses métodos, além de ineficazes, podem causar danos irreversíveis. 

O limão, por exemplo, é altamente ácido e desgasta o esmalte dental, deixando os dentes mais sensíveis e vulneráveis a manchas. Já o bicarbonato de sódio, por ser abrasivo, “raspa” a camada protetora, provocando corrosão. O resultado imediato pode até parecer um clareamento, mas a longo prazo enfraquece a estrutura dentária e aumenta o risco de cáries.

Felizmente, existem métodos seguros e eficazes disponíveis no mercado, como procedimentos realizados em consultório, que usam produtos com concentrações controladas e aplicação supervisionada por profissionais, garantindo resultados rápidos e proteção da saúde bucal. Outra opção são os kits personalizados fornecidos por dentistas, que permitem o tratamento em casa, sempre com acompanhamento profissional para assegurar a eficácia e evitar riscos.
 
Implante dental dura para sempre e não precisa escovar
Outro mito comum é acreditar que, após a colocação, o implante dental é eterno e não exige cuidados. Na prática, ele pode durar muitos anos, mas a longevidade depende diretamente da rotina de higiene e das visitas regulares ao dentista. 

Escovação correta, uso de fio dental e acompanhamento profissional são indispensáveis para evitar inflamações, acúmulo de placa bacteriana e até a perda do implante. “O implante não dispensa atenção. A tecnologia garante resultados duradouros, mas é a manutenção diária que preserva a saúde bucal”, destaca Bernardes. 

Desvendar esses mitos é essencial para que mais pessoas compreendam a importância da prevenção e busquem tratamentos de forma consciente. Com informação confiável e hábitos de higiene consistentes, é possível manter um sorriso saudável por muito mais tempo.


A combinação silenciosa que pode parar os rins: médico alerta para risco da “tríade letal” de medicamentos



Especialista explica como o uso simultâneo de anti-inflamatórios, diuréticos e remédios para pressão pode causar insuficiência renal aguda sem sintomas aparentes

O alívio rápido de uma dor pode esconder uma ameaça grave ao funcionamento dos rins. A chamada “tríade letal” — combinação entre anti-inflamatórios, diuréticos e inibidores da ECA (IECA) — é uma das principais causas de insuficiência renal aguda induzida por medicamentos, especialmente entre idosos e pacientes com doenças crônicas.

O alerta é do médico nutrólogo e geriatra Adriano Faustino, especialista em medicina integrativa e funcional, coordenador do Ambulatório de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital Regional de Betim e diretor da Sociedade Brasileira de Medicina da Longevidade (SBML).

 “O cenário é comum em consultórios e pronto-atendimentos, quando o paciente relata sentir dor nas articulações ou na coluna, e receber a indicação de um anti-inflamatório e ter melhora. O problema é que, muitas vezes, ele já usa um diurético ou um remédio para pressão. Essa interação pode ser desastrosa para os rins e evoluir rapidamente sem causar dor ou sintomas evidentes”, alerta o médico. “A dor melhora, a inflamação cede, mas o risco começa aí”, complementa.

Analgesia x anti-inflamação: o que pouca gente diferencia
Os anti-inflamatórios são amplamente usados para aliviar dor e inchaço, mas diferem dos analgésicos comuns. Enquanto o analgésico apenas bloqueia a dor, o anti-inflamatório atua sobre o processo inflamatório. Essa diferença, segundo o Dr. Adriano Faustino, explica parte do problema.

“O anti-inflamatório funciona bem, porque reduz a inflamação e tira a dor. Só que essa combinação de medicamentos — anti-inflamatório, diurético e IECA — pode reduzir a perfusão renal e causar uma insuficiência aguda, principalmente se o paciente já tem o rim ou o fígado comprometidos. E quando o corpo dá o sinal, às vezes já é tarde”, destaca.

O perigo não está no remédio isolado, mas na combinação
Para o especialista, o foco da medicina não deve ser apenas tratar sintomas, mas entender como diferentes substâncias interagem silenciosamente dentro do corpo.

“O problema não é o remédio em si, e sim o contexto. O mesmo medicamento que salva vidas pode ser perigoso quando somado a outros. E é isso que muitos pacientes e até profissionais acabam subestimando”, afirma o médico, que há anos se dedica à prática clínica e ao ensino de medicina preventiva.

O especialista explica que o uso combinado de três medicamentos muito comuns pode se tornar perigoso — uma associação que ele chama de “tríade letal”:
· Anti-inflamatório;

· Diurético (como a hidroclorotiazida e a furosemida);

· IECA (inibidor da enzima conversora de angiotensina, como a benazeprila e o captopril, usados no tratamento da hipertensão).

Essa combinação, em poucos dias, pode causar insuficiência renal aguda, mesmo sem sintomas perceptíveis. “O problema não está no remédio isolado, mas em como essas substâncias interagem silenciosamente dentro do corpo. É um colapso renal que muitas vezes se instala sem dor, sem febre, sem nenhum sinal de alerta.”

Dr. Faustino destaca que o perigo aumenta quando há automedicação ou quando o paciente usa diferentes medicamentos prescritos por profissionais distintos, sem que um saiba o que o outro indicou. “O corpo não avisa. Por isso, toda prescrição deve considerar o histórico completo do paciente. Uma simples checagem pode evitar uma tragédia.”

Medicina da doença x Medicina da saúde
A visão do Dr. Adriano Faustino vai além do tratamento pontual. Ele defende uma transição da chamada “medicina da doença” — reativa e tardia — para uma “medicina da saúde”, que busca causas antes dos sintomas.

“Cuidar da saúde não é só apagar incêndios quando o corpo entra em colapso. É fortalecer as células, equilibrar os hormônios, desinflamar o organismo e despertar a energia vital. Essa é a verdadeira medicina preventiva”, explica.

Essa mudança de perspectiva também inspirou o médico a escrever o livro Cientificamente Divino – Princípios bíblicos e científicos para uma saúde máxima, em que une ciência, espiritualidade e propósito para defender um modelo de saúde baseado em harmonia entre corpo, mente e espírito.

“É possível viver em plenitude quando corpo, mente e espírito funcionam em harmonia. A doença perde espaço quando o ser humano entende que saúde é consequência de escolhas diárias, não apenas de medicamentos.”

Orientação e prevenção


O Dr. Adriano Faustino reforça que qualquer uso de anti-inflamatório deve ser orientado por um profissional de saúde, especialmente em pacientes que já utilizam diuréticos ou medicamentos para hipertensão.

“Quando há supervisão médica e exames de acompanhamento, o risco é controlável. O que não pode é misturar remédios por conta própria. A automedicação continua sendo uma das principais causas evitáveis de complicações renais”, alerta Dr. Adriano Faustino.


Cirurgião vascular e endovascular dá quatro dicas para quem já pratica ou deseja começar a praticar corridas


Dr. Gustavo Solano, cirurgião vascular e endovascular, também é atleta e compartilha dicas para amadores e profissionais - Foto: Divulgação

Meias de compressão graduada proporcionam conforto e auxiliam na recuperação muscular após a atividade

A prática regular de atividade física é uma das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde (MS) para a prevenção de diversas doenças e para um envelhecimento saudável, com maior qualidade de vida. Dentre as modalidades mais populares, a corrida se destaca, mas apesar de ser um esporte altamente benéfico, é essencial que os corredores busquem orientação de um profissional para usufruir dos benefícios sem impactos negativos à saúde. Além disso, é importante o uso de recursos que podem colaborar no desempenho e na recuperação pós-corrida, como o uso de meias de compressão graduada.

De acordo com o médico e atleta amador de corrida, Dr. Gustavo Solano, cirurgião vascular e endovascular, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) e da International Society for Vascular Surgery, as meias de compressão graduada são importantes para promover conforto durante as corridas, evitar lesões e melhorar a recuperação do praticante. Além disso, auxiliam na recuperação muscular após a atividade. 

“Isso ocorre porque as meias de compressão provocam uma pressão maior nos tornozelos e menor nas panturrilhas, o que favorece o retorno do sangue venoso e melhora a oxigenação da musculatura. Durante o exercício, isso resulta em um menor acúmulo de ácido lático, substância conhecida por causar as cãibras, que aparece após a sensação de cansaço e fadiga”, detalha o médico.

Ainda segundo o especialista, as meias proporcionam estabilidade muscular, diminuem as vibrações da musculatura, proporcionam a sensação de pernas mais leves e uma redução significativa de edemas ou inchaços, acelerando a recuperação muscular do atleta. “Além disso, elas colaboram para a prevenção da insuficiência venosa e do aparecimento de varizes, especialmente em atletas que praticam longas distâncias. Há uma redução no risco de lesões musculares e inflamatórias repetitivas, comuns devido à alta frequência e intensidade dos treinos”, pontua.

Dicas para quem quer começar
Começar uma atividade física é um passo fundamental para a melhoria da saúde, mas é preciso ficar atento para algumas precauções básicas. Segundo Dr. Solano, o primeiro passo é a realização de uma avaliação cardiológica e vascular, principalmente se a pessoa tiver histórico familiar de varizes, trombose, pressão alta, cardiopatias, qualquer problema cardiológico. “Com esses dados, podemos avaliar se o paciente está apto para a prática esportiva ou precisa de alguma atenção especial antes disso”, comenta.

Entre as outras dicas estão:
1. A regularidade é mais importante do que a intensidade. O corpo se adaptará gradualmente ao exercício;

2. Fortalecimento muscular, principalmente da panturrilha, apelidada de coração periférico do corredor, pois tem grande papel no bombeamento do sangue venoso;

3. Uso de meias de compressão para auxiliar a panturrilha e musculatura neste trabalho de bombeamento do sangue e estabilidade muscular;

4. Respeitar os limites do corpo e entender que a evolução é gradual. A ideia é envelhecer com saúde. Por isso, é importante ficar atento aos sinais do corpo, principalmente das pernas.

A terapia de compressão colabora para a circulação saudável não apenas nas corridas, mas, em diferentes situações do cotidiano. Existem diversos tipos que podem ser usados diariamente e modelos que são recomendados conforme avaliação médica. Dentre as mais bem avaliadas do mercado estão as meias da SIGVARIS GROUP. A companhia possui um amplo portfólio, com produtos que podem ser usados pelos mais variados perfis de pessoas.

Escute suas Pernas
Para conscientizar a sociedade sobre os riscos e a importância de se prevenir doenças venosas, a SIGVARIS GROUP, empresa especializada em soluções de compressão médica inovadoras e de alta qualidade, lançou a campanha “Escute Suas Pernas”, que visa compartilhar informações de saúde em todos os seus canais. Saiba mais no site oficial sigvaris.com/escutesuaspernas e no perfil sigvarisgroup.brasil nas redes sociais.


Diabetes: prevenção, diagnóstico precoce e manejo — um compromisso com a saúde



Dia 14 de novembro é o Dia Mundial do Diabetes, data criada para conscientizar sobre a importância da prevenção e controle da doença

Novembro, mês mundialmente dedicado à conscientização sobre a diabetes, nos lembra que a doença não é apenas um problema individual, mas um desafio de saúde pública que cresce em escala global. A maior parte dos casos é do tipo 2 — fortemente associada a fatores de estilo de vida — e, quando não diagnosticada ou mal tratada, a diabetes leva a complicações graves como doenças cardiovasculares, insuficiência renal, perda de visão e amputações.

A adoção de hábitos saudáveis — alimentação balanceada, prática regular de atividade física, controle do peso e redução do consumo de produtos ultraprocessados e bebidas açucaradas — reduz substancialmente o risco de desenvolver diabetes tipo 2. Essas medidas também melhoram o controle glicêmico em pessoas que já vivem com diabetes, diminuindo o risco de complicações ao longo do tempo. Políticas públicas que incentivem ambientes mais saudáveis (escolas, locais de trabalho e espaços urbanos) amplificam esse impacto.

Muitos casos de diabetes permanecem sem diagnóstico por anos porque a doença pode ser silenciosa nos estágios iniciais. Exames simples — como glicemia de jejum, hemoglobina glicada (HbA1c) e teste de tolerância à glicose quando indicado — permitem identificar a condição precocemente. O diagnóstico precoce aumenta a eficácia das intervenções (mudança de hábitos, medicação quando necessária) e reduz o risco de desenvolver complicações crônicas. Em contextos de baixa e média renda há uma lacuna grande no acesso ao diagnóstico e tratamento; fechar essa lacuna é essencial para reduzir a carga global da doença.

Dados que reforçam a urgência
Segundo estimativas recentes da International Diabetes Federation (IDF), aproximadamente 589 milhões de adultos (20–79 anos) convivem com diabetes no mundo (dados de 2024) — número projetado para continuar crescendo nas próximas décadas. A diabetes já representa milhões de mortes anuais e custos enormes para os sistemas de saúde. No Brasil, a prevalência em adultos está na casa dos 10%, representando dezenas de milhões de pessoas afetadas. Esses números demonstram que prevenção, diagnóstico e tratamento eficazes não são apenas prioridades clínicas, mas investimentos em bem-estar social e econômico.

Tratamento
O tratamento da diabetes deve ser individualizado e frequentemente requer a atuação conjunta de médicos, enfermeiros, nutricionistas, educadores em diabetes e, quando necessário, psicólogos. O manejo inclui: educação em saúde, mudanças no estilo de vida, monitorização regular da glicemia, controle de fatores de risco cardiovascular (pressão arterial, lipídios), imunizações (quando indicadas) e acesso a medicamentos seguros e eficazes — incluindo insulina para quem precisa. A atenção integral também deve contemplar suporte à saúde mental, pois o impacto emocional da doença afeta adesão ao tratamento e qualidade de vida.

O papel das políticas públicas e da sociedade
Programas de vigilância, acesso universal a exames básicos, políticas fiscais e regulatórias que promovam alimentos saudáveis, infraestrutura para atividade física e garantia de acesso a medicamentos essenciais são medidas fundamentais para controlar a epidemia de diabetes. Profissionais de saúde, gestores e a sociedade civil devem trabalhar juntos para tornar essas medidas realidade, especialmente em áreas com menos recursos. A data de 14 de novembro — Dia Mundial do Diabetes — é uma oportunidade anual para acelerar ações locais e nacionais.

Mensagem final para leitores
Se você tem fatores de risco (ex.: excesso de peso, sedentarismo, histórico familiar, idade avançada), procure avaliações regulares. Se foi diagnosticado com diabetes, siga as orientações de sua equipe de saúde, faça acompanhamento periódico e não subestime a importância da alimentação, do movimento e da adesão ao tratamento. Pequenas ações no dia a dia fazem diferença — e somadas, transformam o panorama de saúde de comunidades inteiras.


Dr. Danilo Carvalho Luciano Médico Endocrinologista e professor do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco

Sobre a Afya
A Afya, maior hub de educação e tecnologia para a prática médica no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina e 20 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos.


Novembro Azul: urologista esclarece mitos e verdades sobre o câncer de próstata


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Do exame de toque à hereditariedade, especialista explica por que a prevenção ainda é o melhor caminho e como o tabu pode atrasar diagnósticos

O mês de novembro marca a campanha Novembro Azul, dedicada à prevenção e conscientização sobre o câncer de próstata, o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Mesmo com os avanços no diagnóstico e tratamento, o tema ainda é cercado de tabus e desinformação — o que leva muitos homens a adiar exames essenciais e, em alguns casos, descobrir a doença tardiamente.

De acordo com o urologista Dr. André Rubez, do Studio Gorga Bem-Estar, a resistência em procurar o médico é um dos maiores desafios da saúde masculina. “Muitos homens ainda associam o exame de toque a constrangimento e deixam de realizar um procedimento que pode salvar vidas. O câncer de próstata tem alta taxa de cura quando diagnosticado precocemente”, afirma o especialista.

Estima-se que o Brasil registre cerca de 72 mil novos casos de câncer de próstata por ano, e boa parte poderia ser identificada em estágios iniciais com a combinação correta de exames e acompanhamento médico. A seguir, o Dr. André esclarece alguns mitos e verdades sobre o tema.

Só precisa fazer os exames preventivos depois dos 50 anos
Mito. A recomendação varia conforme o histórico familiar e os fatores de risco. “Homens sem histórico podem iniciar os exames aos 50 anos, mas quem tem parentes de primeiro grau com câncer de próstata deve começar aos 45 ou até antes. A prevenção é a melhor forma de combater o câncer de próstata”, explica o Dr. André. O médico acrescenta que o rastreamento precoce é a chave para reduzir a mortalidade, já que a doença costuma ser silenciosa nas fases iniciais.

O exame de sangue substitui o toque retal
Mito. O exame de sangue que mede o PSA (Antígeno Prostático Específico) é um aliado importante, mas não substitui o toque. “Os dois exames se complementam. Há casos em que o PSA está normal, mas o toque revela alterações na glândula”, esclarece o especialista. O toque retal é rápido, indolor e essencial para avaliar o tamanho, a consistência e possíveis nódulos na próstata.

Câncer de próstata é apenas hereditário
Mito. Embora o histórico familiar aumente o risco, a maioria dos casos não tem relação com hereditariedade direta. “Fatores como idade, obesidade, síndrome metabólica e sedentarismo também influenciam. Por isso, mesmo quem não tem casos na família deve realizar os exames de rotina”, afirma o urologista.

O câncer de próstata tem cura quando diagnosticado precocemente
Verdade. Quando detectado nos estágios iniciais, as chances de cura ultrapassam 90%, segundo o INCA. “O grande problema é que a doença costuma ser silenciosa, assintomática, por isso que recomendamos o rastreamento. Visto que os sintomas, quando aparecem, são sintomas de doença metastática”, alerta o Dr. André.

Atividade física e alimentação equilibrada ajudam na prevenção
Verdade. O Dr. André Rubez explica que assim como outras doenças, o câncer de próstata também está associado ao estilo de vida. “Alimentação saudável, além da prática regular de exercícios, ajuda a reduzir o risco do câncer de próstata e de outras doenças crônicas”, orienta o médico.

Homens cuidam menos da saúde
Uma verdade, que precisa mudar. De acordo com o Dr. André Rubez, o maior desafio da prevenção ao câncer de próstata é mudar a mentalidade sobre autocuidado masculino. “Muitos homens só procuram o médico quando estão com dor severa ou por insistência da parceira. É preciso entender que prevenção não é sinal de fraqueza, mas de responsabilidade com a própria vida”, reforça. Para o especialista, falar sobre o tema de forma aberta é o primeiro passo para quebrar o tabu. “Quanto mais natural for a conversa sobre saúde masculina, mais cedo os homens vão buscar informação e cuidado. E isso salva vidas”, conclui.


André Rubez é médico urologista do Studio Gorga Bem-Estar. Formado Urologista pela UNICAMP; Preceptor da residência de urologia da UNICAMP; Assistente do serviço de urologia do HRP-UNICAMP; Cirurgia Robótica - Centro Hospitalar de Lisboa Central - Portugal; Mestrando pela urologia UNICAMP


Síndrome do olho seco já atinge 9 em cada 10 jovens, aponta estudo



Problema antes restrito aos mais velhos agora afeta cada vez mais quem vive conectado nas telas e enfrenta rotinas aceleradas, má alimentação e altos níveis de estresse

O olho seco, antes associado ao envelhecimento, tornou-se uma condição cada vez mais comum entre os jovens. Um novo estudo realizado por pesquisadores da Aston University, no Reino Unido, e publicado na revista científica The Ocular Surface, revelou que 90% dos jovens avaliados apresentavam ao menos um sinal clínico da doença. “Os jovens estão cada vez mais afetados pelo olho seco justamente pelo tempo diante de celulares e computadores, o que faz com que pisquem menos e deixem a superfície ocular exposta por mais tempo”, explica o Dr. André Lopes, oftalmologista do IOBH – Instituto de Olhos de Belo Horizonte. 

Além da rotina digital intensa, outros fatores agravam o problema. “A alimentação desequilibrada, o estresse, o consumo de cafeína e o uso de cosméticos — inclusive sabonetes e protetores solares — contribuem para a piora da qualidade do filme lacrimal”, observa o especialista. Segundo ele, até o ambiente tem papel importante: “A poluição e o ar-condicionado, com baixa umidade, favorecem a evaporação precoce da lágrima e aumentam o desconforto ocular.”

Os primeiros sinais exigem atenção. Ardência, vermelhidão e visão turva intermitente indicam que algo não vai bem. “Muitas vezes, o paciente fala em cansaço visual, mas o cansaço pode ser um dos sintomas do olho seco. Ele não é um diagnóstico em si”, esclarece o médico. “Por isso, o ideal é procurar o oftalmologista assim que surgirem os sintomas. Mesmo quadros leves merecem avaliação.” 

Ignorar o problema pode trazer consequências sérias. “Sem o tratamento adequado, o paciente pode desenvolver lesões na córnea, o que aumenta o risco de infecções e reduz a acuidade visual”, alerta o Dr. André. “Além disso, há impacto direto na rotina, já que a visão pode ficar instável e causar insegurança nas atividades diárias.” 

Os cuidados preventivos passam por hábitos simples, mas eficazes. “Pausar o uso de telas, piscar com mais frequência, manter uma alimentação equilibrada e rica em ômega 3 e ômega 6 são atitudes que ajudam muito”, orienta o oftalmologista. “Esses ácidos graxos participam da camada lipídica da lágrima e evitam sua evaporação precoce. O difícil é manter a constância, mas é fundamental.”

Nos últimos anos, os tratamentos também evoluíram. “Além das lágrimas artificiais, já temos terapias com luz pulsada, que melhoram a secreção da camada lipídica e a qualidade da lágrima”, explica o médico. “Existem ainda antibióticos tópicos que regulam a produção sebácea das pálpebras, colírios em gel para casos graves e suplementação de vitaminas e minerais que fortalecem a superfície ocular.” 

Em situações mais severas, a tecnologia das lentes esclerais se mostra uma aliada. “Elas criam uma fina camada de soro fisiológico entre a lente e a córnea, proporcionando hidratação contínua e alívio imediato em olhos extremamente secos”, detalha o Dr. André. 

O especialista reforça que o estilo de vida moderno é um dos grandes desafios para a saúde ocular. “O olho seco, na verdade, é um reflexo de vários comportamentos diários. Jovens estressados, que dormem pouco, se alimentam mal e passam horas em ambientes fechados e com ar-condicionado, estão criando o cenário perfeito para o surgimento do problema”, afirma. 

A mensagem final é um alerta e um convite à mudança de hábitos. “Se o seu olho está seco e você é jovem, há algo de errado — ou várias coisas erradas — no seu estilo de vida. Melhorar cada um desses aspectos é difícil, mas sempre vale a pena. Os olhos agradecem”, finaliza o Dr. André Lopes, oftalmologista do IOBH – Instituto de Olhos de Belo Horizonte.


Casos de conjuntivite alérgica aumentam na primavera



Estação mais florida do ano eleva a presença de alérgenos e expande casos de irritação ocular, alerta oftalmologista

A primavera, conhecida por suas flores e dias ensolarados, também marca o aumento das alergias oculares. Com o pólen em alta e o ar mais seco, cresce o número de casos de conjuntivite alérgica — uma inflamação da conjuntiva, a membrana transparente que reveste a parte branca dos olhos e o interior das pálpebras. De acordo com o Dr. Pedro Antônio Nogueira Filho, chefe do Pronto-Socorro do H.Olhos – Hospital de Olhos da rede Vision One, esse período exige atenção redobrada com a saúde ocular. 

“Apesar de a primavera ser uma estação agradável, ela traz um aumento expressivo nas queixas de coceira, vermelhidão e irritação nos olhos. Isso acontece porque há uma maior concentração de pólen e outros alérgenos no ar, que desencadeiam a conjuntivite alérgica em pessoas predispostas”, explica o especialista. 

A conjuntivite alérgica é uma das alergias oculares mais comuns e pode se manifestar de diferentes formas. Os sintomas variam entre coceira intensa, ardor, lacrimejamento e sensação de areia nos olhos. “Muitos pacientes confundem esses sintomas com os de uma conjuntivite infecciosa, mas o tratamento e os cuidados são diferentes. Por isso, é fundamental buscar avaliação médica para um diagnóstico correto”, alerta o Dr. Pedro. 

Segundo o oftalmologista, o aumento de partículas suspensas no ar, como poeira e poluentes, também agrava o quadro. “Além dos fatores naturais da estação, o tempo seco e a poluição urbana contribuem para irritar a mucosa ocular, tornando os sintomas mais incômodos e persistentes”, acrescenta. 

Para aliviar os desconfortos e evitar complicações, o Dr. Pedro Antônio Nogueira Filho recomenda adotar medidas simples no dia a dia. “É importante manter os ambientes bem ventilados, evitar coçar os olhos e higienizar as mãos com frequência. Compressas frias e colírios lubrificantes ajudam bastante, mas o uso de qualquer medicamento deve ser orientado por um oftalmologista”, ressalta. 

O médico também reforça a importância de não se automedicar. “Muitas pessoas recorrem a colírios com corticoides por conta própria, o que pode trazer sérios riscos à visão. Esses medicamentos só devem ser usados sob prescrição médica, pois o uso inadequado pode causar efeitos colaterais graves, como o aumento da pressão intraocular”, adverte. 

Com quase um mês desde o início da primavera, o movimento nos prontos-socorros oftalmológicos já mostra crescimento. “Neste período, observamos um aumento considerável na procura por atendimento por alergias oculares. O ideal é que o paciente procure orientação assim que surgirem os primeiros sinais, evitando que o quadro se agrave”, afirma o Dr. Pedro. 

Ele conclui destacando que prevenir é sempre o melhor caminho. “Proteger os olhos da exposição excessiva ao vento e à poeira, manter a hidratação adequada e usar óculos de sol com proteção UV são atitudes simples que fazem toda a diferença. Com cuidados básicos, é possível aproveitar a primavera sem desconfortos e com a saúde ocular em dia”, finaliza o Dr. Pedro Antônio Nogueira Filho, chefe do Pronto-Socorro do H.Olhos – Hospital de Olhos da rede Vision One.


Diabetes e doenças vasculares elevam riscos de amputação de pernas e pés



Últimos levantamentos do Ministério da Saúde, analisados pela Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (SOBRASP), apontam um quadro alarmante: as amputações de membros inferiores provocadas pelo diabetes seguem em patamar elevado no país. Em 2023, o SUS registrou 11.326 procedimentos. Somente no primeiro semestre de 2024, outros 5.710 casos já foram contabilizados.

Essas amputações são, em grande parte, resultado de uma complicação conhecida como “pé diabético” – condição que causa úlceras e infecções nos pés devido a problemas de circulação e danos nos nervos. Se não tratada a tempo, pode levar à perda de parte do membro.

Segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF), o Brasil tem hoje 16 milhões de pessoas entre 20 e 79 anos com diabetes, ficando atrás apenas de países como China (148 milhões de registros), Índia (89,8 milhões), Estados Unidos (38,5 milhões), Paquistão (34,5 milhões) e Indonésia (20,4 milhões). No mundo, são 589 milhões de casos, o que equivale a 1 em cada 9 pessoas. Em 2024, o Brasil já registrou 111 mil mortes relacionadas ao diabetes.

Complicações graves-neuropatia e má circulação: Uma das complicações mais graves do diabetes é a neuropatia diabética, condição que causa danos nos nervos, principalmente nas pernas e nos pés. Esse problema pode comprometer diversas funções do corpo e, em casos mais avançados, levar a quadros graves como úlceras, infecções e até amputações.

Os sintomas são variados e muitas vezes difíceis de identificar no início. Entre os mais comuns estão:

· Perda de sensibilidade nos pés, mãos e pernas;

· Dores intensas e formigamento, com sensação de queimação, especialmente à noite;

· Fraqueza muscular e dificuldade de coordenação;

· Desconforto extremo ao toque, como dor ao sentir o peso de um lençol;

· Problemas digestivos, como azia, inchaço, indigestão, diarreia ou prisão de ventre;

· Tonturas ao se levantar, causadas pela queda de pressão arterial;

· Alterações na sudorese, como suor em excesso ou pele extremamente seca;

· Disfunções urinárias e sexuais;

· Dificuldade em perceber sinais de hipoglicemia (queda de açúcar no sangue);

· Complicações cardiovasculares, com impactos nos vasos sanguíneos e no coração.

A neuropatia diabética é progressiva e precisa de diagnóstico precoce e tratamento adequado para evitar que evolua para quadros irreversíveis.

Outro agravante é a Doença Vascular Periférica (DVP), que dificulta a circulação do sangue nos membros inferiores. Essa condição é provocada pelo acúmulo de gordura nas artérias, que leva ao estreitamento do vaso sanguíneo, impedindo sua circulação, o que pode resultar em possíveis derrames, infartos e amputações. Diabetes, pressão alta, colesterol e triglicerídeos elevados, tabagismo e histórico familiar de doença cardiovascular são alguns dos fatores de risco.

Sintomas comuns e sinais de alerta - Tanto a neuropatia quanto a DVP podem apresentar sintomas como:

· Sensação de queimação nos pés (frequentemente confundida com calor do ambiente);

· Feridas que não cicatrizam;

· Formigamento ou dor intensa;

· Pele seca ou com rachaduras;

· Frieza nas pernas e pés;

· Tonturas, especialmente ao se levantar.

Como se prevenir?
O controle rigoroso da glicemia é a principal forma de prevenir essas complicações. Especialistas recomendam:

· Monitorar a glicose regularmente;

· Manter uma alimentação saudável;

· Controle de peso;

· Examinar os pés todos os dias;

· Muito cuidado ao cortar as unhas e ao retirar cutículas. Estes atos podem resultar em inflamações importantes; 

· Usar hidratantes para evitar rachaduras;

· Cuidar das unhas e evitar andar descalço;

· Beber bastante água;

· Praticar fisioterapia, com foco em equilíbrio, força e estímulos sensoriais.

“O avanço do diabetes e de suas complicações, como o pé diabético e a doença vascular periférica, exige atenção imediata do sistema de saúde. A Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (SOBRASP) alerta para o impacto dessas condições na segurança do paciente, especialmente devido ao alto número de amputações evitáveis”, ressalta a mestre vascular membro da SOBRASP, Ana Terezinha Guillaumon.

A entidade destaca que ações preventivas, diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo são essenciais para preservar a integridade física dos pacientes, reduzir riscos e evitar desfechos graves.

Para a médica, promover um cuidado seguro e humanizado é mais do que importante — é urgente. “É preciso que os profissionais de saúde tenham um diálogo claro com os pacientes, explicando a doença, seus sintomas e riscos com palavras simples, de fácil entendimento. Por exemplo: alertar para cuidados alimentares, utilizar sapatos macios e confortáveis e a importância da higiene dos pés e na região interdigital. Essa é a chave para garantir qualidade de vida e evitar complicações graves associadas ao diabetes”. E complementa: “Estamos diante de um cenário crítico, e é fundamental que tanto a população quanto os órgãos públicos de saúde estejam atentos a essa doença, que avança de forma silenciosa e rápida. Hoje, o diabetes não afeta apenas idosos. Cada vez mais, vemos crianças e jovens entrando nessas estatísticas alarmantes. Por isso, as famílias precisam redobrar a atenção com a alimentação e os hábitos dos seus filhos, para que eles não façam parte desses números no futuro”.

Para a médica, o Brasil necessita de políticas públicas e eficazes. “Precisamos de uma agenda positiva que enfrente o diabetes com a seriedade — porque, infelizmente, ainda há muito desconhecimento e descaso em torno de uma condição que pode ser muito preocupante quando negligenciada”, ressalta a médica.


Covid-19, corticoide e osteonecrose: especialista alerta sobre importância de diagnóstico precoce



A pandemia da Covid 19 acabou há alguns anos, mas os impactos indiretos da Covid-19 continuam a se manifestar na população. Um que vem chamando a atenção de cirurgiões de quadril é o aumento de casos de osteonecrose da cabeça femoral.

Esta condição, caracterizada pela morte do tecido ósseo em razão da redução ou interrupção do fluxo sanguíneo local, acomete com maior frequência adultos entre 20 e 50 anos e costuma se manifestar com dor na região do quadril, rigidez e dificuldade para caminhar ou realizar atividades cotidianas.

Segundo o Dr. Fábio Elói, cirurgião de quadril e oncologista ortopedista, são sintomas frequentemente confundidos com problemas musculares ou com sinais naturais do envelhecimento. Por isso, a doença vem sendo diagnosticada tardiamente. 

Os corticoides e a pandemia
“Na pandemia da Covid 19, o uso de corticoides foi frequentemente utilizado no tratamento de casos graves, por sua potente ação anti-inflamatória. No entanto, o uso prolongado ou em altas pode ser um dos fatores de risco para o desenvolvimento da osteonecrose”, explica o Dr. Fábio.

Isso porque os corticoides alteram o metabolismo lipídico e podem favorecer a formação de micro êmbolos de gordura, que bloqueiam a microcirculação sanguínea dentro do osso. Além disso, prejudicam a função das células ósseas e reduzem a capacidade de regeneração do tecido.

Risco trombótico
Além da medicação, há suspeita de que a própria infecção pelo coronavírus contribua para este crescimento de casos de osteonecrose, revela o especialista.

“Estudos indicam que o vírus provoca um estado pró-trombótico, ou seja, uma tendência à formação de coágulos, que pode levar à obstrução dos pequenos vasos, responsáveis pela irrigação da cabeça femoral. Somado ao uso de corticoides e períodos prolongados de imobilidade durante a doença, o risco aumenta consideravelmente.”

Detecção precoce
A osteonecrose pode evoluir de forma silenciosa por meses ou até anos, o que dificulta o diagnóstico precoce. Em muitos casos, o desconforto inicial é leve e intermitente, levando o paciente a adiar a busca por ajuda médica. Quando não identificada e tratada nas fases iniciais, a doença pode progredir até o colapso da articulação, causando dor intensa e limitação funcional importante.

“Os principais sinais de alerta incluem dor profunda na virilha, no quadril ou na parte interna da coxa, com piora ao caminhar, subir escadas ou permanecer em pé por longos períodos”, explica o Dr. Fábio.

Para a confirmação do diagnóstico, o médico poderá solicitar exames de imagem complementares, como ressonância magnética, radiografias e tomografias, que auxiliarão a avaliar o grau de comprometimento da articulação.

Tratamentos e novas abordagens
O tratamento dependerá do estágio da doença. Nos casos iniciais, medicamentos serão utilizados para melhorar a circulação sanguínea local, fisioterapia e descompressão óssea, um procedimento cirúrgico minimamente invasivo, que alivia a pressão dentro do osso.

“Nos casos avançados, quando há colapso da cabeça do fêmur e destruição da articulação, a artroplastia total do quadril, que é a colocação de uma prótese, pode ser necessária para restabelecer a mobilidade e aliviar a dor.”

Atenção aos sinais e prevenção
Estima-se que cerca de 20 mil novos casos de osteonecrose sejam diagnosticados anualmente no Brasil, sendo o quadril a região mais afetada. Em até 80% dos pacientes, ambos os lados são comprometidos, o que agrava o impacto sobre a qualidade de vida.

A osteonecrose pode atingir pessoas jovens e ativas, reduzindo drasticamente sua capacidade de locomoção e produtividade. Por isso, é essencial ficar atento a dores persistentes no quadril e evitar a automedicação. O diagnóstico precoce aumenta muito as chances de tratamento menos invasivo.


O Dr. Fábio Elói é cirurgião de quadril e oncologista ortopedista, doutor em Oncologia pela Fundação Antonio Prudente - AC Camargo Cancer Center, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT, da Associação Brasileira de Oncologia Ortopédica e da Sociedade Brasileira de Quadril


Ondas de frio no Brasil: cuidados para prevenir gripes e resfriados



O que são as ondas de frio?
As ondas de frio são fenômenos meteorológicos caracterizados por uma queda brusca e significativa da temperatura, que pode durar de alguns dias a semanas. Esses eventos climáticos ocorrem principalmente devido à entrada de massas de ar polar, que se deslocam do sul do continente e avançam sobre o território brasileiro.

Durante essas ondas de frio, nosso organismo precisa se adaptar rapidamente às mudanças de temperatura, o que pode comprometer temporariamente nosso sistema imunológico. Isso porque o ar frio e seco resseca as mucosas do nariz e da garganta, que são nossa primeira linha de defesa contra vírus e bactérias. 

Além disso, o frio faz com que os vasos sanguíneos se contraiam, reduzindo o fluxo de células de defesa para as vias respiratórias.

Diferença entre gripe e resfriado: aprenda a identificar
É comum confundir gripe e resfriado, mas existem diferenças importantes entre essas duas condições que podem ajudar no diagnóstico correto e no tratamento adequado.

Conhecer essas diferenças é fundamental para saber quando buscar ajuda médica, portanto, veja mais a seguir!

Sintomas da gripe
A gripe é uma infecção viral mais severa, causada pelo vírus influenza. Seus sintomas de gripe incluem:

· Febre alta (acima de 38°C) que surge repentinamente;

· Dores musculares e articulares intensas;

· Dor de cabeça forte;

· Fadiga e fraqueza extrema;

· Calafrios;

· Tosse seca e persistente;

· Dor de garganta;

· Congestão nasal.

Sintomas do resfriado
O resfriado é uma infecção viral mais leve, geralmente causada por rinovírus. Seus sintomas mais comuns são:

· Febre baixa ou ausente;

· Congestão nasal intensa;

· Coriza com secreção clara;

· Espirros frequentes;

· Dor de garganta leve;

· Tosse leve;

· Fadiga mínima;

· Raramente causa dores musculares.

Portanto, a principal diferença é que a gripe costuma ter um início súbito com sintomas mais intensos, enquanto o resfriado se desenvolve gradualmente com sintomas mais brandos.

Seis dicas para se proteger durante as ondas de frio
1. Mantenha-se aquecido
Durante as ondas de frio, é fundamental manter o corpo aquecido. Use roupas em camadas, dando preferência a tecidos que conservem o calor corporal como lã e algodão. Não se esqueça de proteger as extremidades como mãos, pés e cabeça, pois são áreas por onde perdemos mais calor corporal. 

2. Hidratação em dia
O frio pode diminuir nossa sensação de sede, mas a hidratação continua sendo essencial. Beba bastante água, chás mornos e sopas. Uma hidratação adequada ajuda a manter as mucosas respiratórias úmidas e fortalece nossa defesa natural contra vírus e bactérias.

Além disso, evite bebidas alcoólicas em excesso, pois o álcool pode interferir no sistema imunológico.

3. Imunidade forte e alimentação balanceada
Uma alimentação rica em vitaminas e minerais é muito importante durante as ondas de frio. Consuma alimentos ricos em vitamina C (frutas cítricas, acerola, kiwi), vitamina D (peixes, ovos, lácteos), zinco (carnes, sementes, castanhas) e antioxidantes (frutas vermelhas, vegetais folhosos).

Sopas e caldos quentes também são ótimas opções, não apenas porque aquecem o corpo, mas também fornecem nutrientes essenciais e hidratação.

4. Tenha uma higiene respiratória
Lave as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos, especialmente antes das refeições e após usar o transporte público. Use álcool em gel 70% quando não for possível lavar as mãos. Evite tocar o rosto, principalmente boca, nariz e olhos. Cubra a boca e o nariz com o cotovelo ao tossir ou espirrar.

5. Preze por ambientes ventilados
Mesmo durante o frio, é importante manter uma boa ventilação dos ambientes. Abra janelas por alguns minutos várias vezes ao dia para renovar o ar. Além disso, evite aglomerações em locais fechados e mal ventilados.

Se usar aquecedores, certifique-se de que estejam em bom estado de funcionamento e nunca os deixe ligados durante a noite em quartos fechados.

6. Reduza o estresse e priorize uma boa noite de sono
O sono de qualidade é fundamental para o bom funcionamento do sistema imunológico. Procure dormir entre 7 a 9 horas por noite e mantenha horários regulares.

O estresse crônico também pode enfraquecer nossas defesas naturais, então pratique técnicas de relaxamento como meditação, yoga ou exercícios leves. Durante as ondas de frio, evite exercícios intensos ao ar livre muito cedo ou muito tarde.

Quando buscar ajuda médica?
É importante saber quando os sintomas requerem atenção médica profissional. Em geral, a recomendação é procurar atendimento médico se apresentar:

· Febre acima de 38,5°C por mais de 3 dias;

· Dificuldade para respirar ou falta de ar;

· Dor no peito;

· Tosse com sangue;

· Sintomas que pioram após uma melhora inicial;

· Sinais de desidratação;

· Confusão mental ou sonolência excessiva.


Perda auditiva é o principal fator de risco modificável para demência, alerta estudo


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Mais de 40% das pessoas acima de 50 anos têm algum grau de deficiência auditiva, e diagnóstico precoce pode reduzir impacto cognitivo

Pouca gente sabe, mas a perda auditiva está diretamente associada ao risco de desenvolver demência. Estudos apontam que a deficiência auditiva é o fator de risco mais importante e modificável para a doença, superando até tabagismo e depressão. De acordo com pesquisas citadas pela Dra. Kátia Virginia, otorrinolaringologista do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco, ela está relacionada a até 8% dos casos de demência no mundo.

“A deficiência auditiva afeta mais de 40% da população com idade igual ou superior a 50 anos e cerca de 71% dos indivíduos acima de 70 anos. É o fator mais proeminente para demência entre os 12 fatores modificáveis já identificados”, explica a especialista. 

A médica destaca que a dificuldade de ouvir impacta diretamente o funcionamento cerebral. “A perda auditiva provoca atrofia em áreas do cérebro responsáveis por processar sons, como o lobo temporal, e causa sobrecarga em outras regiões, que precisam se adaptar para suprir o déficit. Isso leva à sobrecarga cognitiva, acelera o envelhecimento cerebral e aumenta o risco de doenças como Alzheimer”, afirma. 

Entre as causas da perda auditiva estão fatores genéticos, infecções durante a gestação, exposição a sons intensos, doenças sistêmicas como diabetes e hipertensão, uso de medicamentos ototóxicos e, principalmente, o envelhecimento natural das células sensoriais. “É importante investigar a audição desde cedo. A triagem auditiva neonatal, obrigatória por lei em todo recém-nascido, conhecida como “teste da orelhinha”, visa rastrear precocemente a perda auditiva e possibilitar intervenção precoce, prevenindo atrasos de linguagem e fala. Nos adultos, a avaliação deve começar a partir dos 40 anos, mesmo sem queixas”, orienta.

Segundo a especialista, os sinais que merecem atenção incluem dificuldade para compreender conversas, aumento excessivo do volume da televisão, isolamento social, irritabilidade, ansiedade e presença de zumbido. “Muitas vezes o paciente passa a responder de forma desconexa, porque não ouviu bem, e acaba se isolando por não conseguir acompanhar interações. Esse isolamento, somado à privação auditiva, acelera ainda mais o declínio cognitivo”, alerta a Dra. Kátia. 

O uso de aparelhos auditivos é apontado como uma das formas mais eficazes de reduzir o risco de demência. “O aparelho melhora a comunicação, devolve estímulos sonoros ao cérebro e ajuda a evitar o desgaste cognitivo. Associado à terapia fonoaudiológica, proporciona reabilitação auditiva e melhora significativa da qualidade de vida”, explica. 

O diagnóstico precoce é fundamental tanto em crianças quanto em adultos. “Na infância, ele possibilita o desenvolvimento adequado da linguagem e da socialização. Já no idoso, ajuda a prevenir doenças degenerativas, como Alzheimer e Parkinson, e a reduzir problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade”, reforça a médica. 

A mensagem final da especialista é clara: “Procure ajuda o quanto antes. A perda auditiva pode ter tratamento mais simples se identificada cedo. Os estímulos sensoriais – visão, audição, tato, olfato e paladar – são vitais para mantermos a qualidade de vida e retardarmos o envelhecimento cerebral. Ignorar a perda auditiva é abrir caminho para o declínio cognitivo precoce”, finaliza a Dra. Kátia Virginia, otorrinolaringologista do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco.


Câncer de pele: como identificar e qual tratamento?



O câncer de pele é resultado do crescimento desordenado de células anormais na derme ou epiderme, as camadas da pele. A origem dos tumores se dá a partir de mutações que fazem com que as células da pele se multipliquem rápida e desordenadamente. O câncer de pele é o mais frequente no Brasil e, em mulheres, o de mama fica em segundo lugar.

O que é o câncer de pele e quais os tipos da doença?
O câncer de pele é uma doença que ocorre por causa do desenvolvimento anormal das células da pele: elas se multiplicam repetidamente até formar um tumor maligno. Mas essa é uma doença que tem cura, se descoberta logo no início. 

Existem alguns fatores de risco que podem potencializar o desenvolvimento do câncer:

• Histórico familiar de câncer de pele.

• Pele e olhos claros, com cabelos ruivos ou loiros.

• Pessoas que trabalham frequentemente expostas ao sol, sem a proteção adequada.

• Exposição prolongada e repetida ao sol na infância e na adolescência.

É fundamental destacar que a exposição ao sol é importante para a saúde, mas é preciso ter cuidado com o excesso. Quando seus raios ultravioleta (tipo B) atingem as camadas mais profundas da pele, eles podem alterar suas células e provocar envelhecimento precoce, lesões nos olhos e até essa doença.

Existem três tipos de câncer de pele:
• Carcinoma Basocelular: Esse é o tipo mais comum, que começa nas células basais, que produzem novas células da pele conforme as antigas morrem. Normalmente, é caracterizado por um nódulo de cera branco ou uma mancha escamosa marrom em áreas que estão expostas ao sol. 

• Carcinoma Espinocelular: Segundo tipo mais recorrente, que normalmente ocorre em razão da presença de células escamosas na camada mais superficial da pele (epiderme). 

• Melanoma: O melanoma é o tipo mais raro de câncer e tem origem nas células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele. Pode surgir em qualquer área do corpo humano. 

Como identificá-lo?
Para identificar sinais que possam indicar o desenvolvimento da doença existe um exame chamado de “ABCD”, que é feito a partir da observação das características de manchas e pintas para verificar se existem sinais que possam corresponder a câncer. 

Os sintomas mais comuns da doença são pintas que: 
• Aumentam de tamanho.

• Coçam ou sangram.

• Mudam de cor.

• Têm formato irregular. 

Além disso, existem alguns tumores que podem ter aspecto de lesões tipo verrugas, nódulos sobrelevados e avermelhados e manchas mais ásperas. Essas lesões devem ser sempre investigadas, especialmente se surgirem de repente, demoram mais de 4 semanas para cicatrizar e/ou apresentam aumento de tamanho ou sangramento.

Qual o tratamento para o câncer de pele?
As boas notícias são que a maioria dos cânceres de pele são diagnosticados no início e o principal tratamento consiste em cirurgia para retirada de lesão ou pinta.

Em alguns casos, especialmente nos de melanoma, além da cirurgia da própria lesão, pode ser indicada a retirada de alguns gânglios (linfonodos) próximos à lesão.

Nas situações em que a cirurgia não for possível, pode ser utilizada a radioterapia para auxílio do tratamento. Já quando o tumor não é mais localizado e apresenta metástases, existem tratamentos com quimioterapia e imunoterapia, a depender do tipo de câncer.

Fonte: Dr. Alexandre Kataoka, Cirurgião Plástico. Perito concursado da Secretaria da Justiça de São Paulo – Instituto de Medicina Social e Criminologia do Estado de São Paulo. Membro Efetivo da Câmara Técnica em cirurgia plástica – CFM. Conselheiro Responsável da Câmara Técnica do Cremesp. Coordenador da Comunicação do Cremesp.


Setembro Dourado alerta para importância do diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil


Divulgação: Freepik

Saiba como reconhecer os principais sinais e sintomas das doenças

O câncer infantojuvenil é a principal causa de morte entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Com o objetivo de disseminar mais informações sobre o caso, surge a campanha Setembro Dourado, dedicada à conscientização sobre sinais e formas de prevenção. 

Wagner Fujarra, supervisor clínico do Cecan, em Mogi das Cruzes (SP), explica por que o diagnóstico precoce é essencial em casos de câncer entre crianças. 

“Como o desenvolvimento do câncer em crianças está associado a mutações genéticas em determinadas células, a prevenção torna-se muito difícil. Por isso, a prioridade é sempre o diagnóstico precoce, tornando as chances de cura maiores”, indica o profissional. 

Além disso, Wagner ressalta a importância da disseminação de informações que ajudem os responsáveis a identificarem os principais sinais das doenças. “É importante que os pais saibam reconhecer os sintomas para ter tempo de realizar o diagnóstico precoce, e impedir que a doença se espalhe”, alerta.  
 
Tipos de câncer mais comuns entre crianças
 
Leucemia Linfótica Aguda (LLA)
• O que é: câncer que afeta os glóbulos brancos do sangue, responsáveis pela proteção do organismo da criança. Quando diagnosticada e tratada cedo, as chances de cura são de mais de 80%.

• Faixa etária: comum na infância, representando cerca de 30% dos casos.

• Sinais e sintomas: palidez, cansaço, febre prolongada, infecções recorrentes, perda de peso e apetite, manchas roxas, hematomas ou sangramento gengival, aumento de gânglios, dor óssea, irritabilidade e sintomas neurológicos.
 
Tumor de Wilms
• O que é: câncer que afeta o funcionamento dos rins.

• Faixa etária: comum entre 2 e 3 anos.

• Sinais e sintomas: aumento do volume abdominal, sangue na urina, pressão alta e dor abdominal.
 
Retinoblastoma
• O que é: câncer que se origina nas células da retina.

• Faixa etária: comum em crianças menores de 5 anos.

• Sinais e sintomas: brilho ocular (“reflexo do olho de gato”).
 
Linfoma
• O que é: acomete os gânglios e órgãos do sistema imunológico das crianças.

• Faixa etária: afeta em maior intensidade crianças menores de 16 anos.

• Sinais e sintomas: aumento de gânglios, suor noturno, febre, perda de peso, palidez, cansaço, manchas roxas, massa abdominal, aumento de vísceras, enjoos, vômitos, intestino preso e dor abdominal.

 Neuroblastoma
• O que é: tumor sólido que surge fora do cérebro, mais comum nas glândulas suprarrenais e região torácica, afetando os gânglios e órgãos do sistema imunológico.

• Faixa etária: geralmente diagnosticado nos dois primeiros anos de vida.

• Sinais e sintomas: massa palpável no abdômen ou pescoço, perda de peso e apetite, déficit de crescimento, febre, dor óssea, aumento de gânglios, palidez, mal-estar, irritabilidade, fraqueza nas pernas, sintomas oculares, nódulos subcutâneos, obstrução da bexiga e intestino, déficit neurológico.
 
Tumores do Sistema Nervoso Central
• O que é: tumores que afetam o cérebro e o sistema nervoso central.

• Faixa etária: a maioria dos casos são de crianças entre 5 e 9 anos.

• Sinais e sintomas: dor de cabeça persistente, enjoos, vômitos, alteração na coordenação motora, distúrbios visuais (visão dupla, estrabismo), déficits neurológicos, convulsões, baixo rendimento escolar, mudanças de comportamento, torcicolo e sinais de pressão intracraniana elevada.


Ceratocone aumenta risco de catarata em jovens



Uso frequente de colírio com corticoide e progressão da miopia antecipam a cirurgia de catarata. Entenda

Maior causa de transplante de córnea que não para de receber novas inscrições na fila da cirurgia segundo o SNT (Sistema Nacional de Transplantes), o ceratocone afina e faz a córnea tomar o formato de um cone impulsionado, sobretudo, pelo aumento da poluição e aquecimento global. O supervisor de segurança do trabalho, Marcos Nascimento, 34, convive há anos com 5 graus de astigmatismo irregular que lhe causou a doença. Nascimento também tem 22,5 graus de miopia e conta que desde criança não enxerga bem. Usa lente de contato para corrigir a visão desde o início da alfabetização e sofreu muito na escola com a visão curta da miopia. Isso porque, é alto e os professores não permitiam que se sentasse numa carteira próxima à lousa para não atrapalhar a visão dos colegas menores. Há alguns meses foi surpreendido ao ser reprovado no exame de renovação da CNH. “Esta situação é recorrente nos consultórios”, afirma o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier de Campinas. Um levantamento feito nos prontuários de 940 pacientes do hospital com idade entre 22 e 54 anos, mostra que mais da metade só passa por consulta quando vai renovar a CNH ou sente algum desconforto no olho. 
 
Riscos da alta miopia
Como se fosse pouco o ceratocone e a alta miopia nos olhos de Nascimento, aos 14 anos sofreu um descolamento de retina e até pensou que ia ficar cego, comenta. Queiroz Neto que é membro fundador da ABRACMO (Academia Brasileira de Controle da Miopia e Ortoceratologia), explica que um número cada vez maior de brasileiros corre risco de ter descolamento de retina, condição que pode cegar e em muitos casos está associada ao excessivo crescimento do eixo axial do globo ocular provocado pelo abuso de telas que pode predispor à alta miopia. O especialista afirma que é para evitar este risco, o glaucoma e a degeneração macular que os oftalmologistas membros da ABRACMO não se cansam de trabalhar pela conscientização dos pais para controlar o uso de telas pelas crianças e de lentes que comprovadamente diminuem a progressão da miopia. 
 
Diagnóstico de catarata
Paciente há mais de 10 anos de Queiroz Neto, Nascimento descobriu em uma consulta após ser reprovado no exame da CNH que o grau da lente de contato continuava o mesmo. Mas recebeu o diagnóstico de catarata, doença que embaça o cristalino e pode causar a perda completa da capacidade de enxergar caso não seja operada. O único tratamento para catarata é a cirurgia em que o cristalino opaco é substituído pelo implante de uma lente intraocular. Queiroz Neto afirma que a cirurgia só pode ser realizada quando o ceratocone está estabilizado há um ano. Nos olhos de Nascimento estava estabilizado a mais tempo e em julho deste ano passou pela cirurgia com Queiroz Neto sem uma única intercorrência. “Eu nunca enxerguei tão bem na minha vida! Nunca imaginei que pudesse enxergar tão bem. Não vejo a hora de receber meus óculos.” diz contente.
 
Fatores de risco
Queiroz Neto afirma que o diagnóstico de catarata entre jovens com ceratocone é mais comum do que se possa imaginar. Os fatores de risco elencados pelo oftalmologista são: 

1. Aumento da produção de radicais livre no cristalino causado pelo enfraquecimento da córnea com a perda dos ceratócitos, células da córnea que se interconectam com outras para produzir o colágeno, substância essencial à integridade da lente externa do olho.

2. Uso frequente de colírios com corticoide para aliviar a coceira nos olhos que eleva o estresse oxidativo e a dispersão das células do cristalino.

3. Maior predisposição à miopia progressiva que aumenta a formação de radicais livres no cristalino.
 
Desafios pré-cirúrgicos
“A cirurgia de catarata em olhos com ceratocone requer a detecção do estágio do ceratocone através de exames precisos da curvatura da córnea, grau de astigmatismo, presença ou ausência de cicatrizes na córnea,” salienta. O oftalmologista afirma que olhos com ceratocone moderado ou avançado podem ficar com algum grau residual para evitar risco de visão distorcida, tendo em vista as irregularidades mais acentuadas na superfície da córnea, tendo em vista o trabalho conjunto da lente externa a interna do olho.
 
Seleção da lente intraocular
O especialista ressalta que independente do grau do ceratocone as lentes multifocais são contraindicadas para pacientes com ceratocone porque podem causar aberrações visuais além de grau residual. Não quer dizer que a correção da visão para todas as distâncias esteja descartada para esta parcela da população. Há casos de ceratocone que as lentes de foco estendido podem proporcionar bons resultados cirúrgicos. De modo geral as lentes monofocais esféricas representam o padrão para a correção do astigmatismo desde que o cirurgião domine as equações que permitem o cálculo preciso da lente intraocular.

Queiroz Neto ressalta que a cirurgia de catarata em pacientes com ceratocone segue os mesmos padrões de segurança e etapas das cirurgias realizadas nos outros grupos de pacientes, mas exige expertise do cirurgião, finaliza.


Quando os hormônios caem, a pele sente: os efeitos da menopausa na saúde e na estética



A menopausa, fase natural do envelhecimento feminino que geralmente ocorre entre os 45 e 55 anos, vai muito além da interrupção do ciclo menstrual. As mudanças hormonais que marcam esse período, sobretudo a queda acentuada nos níveis de estrogênio, provocam impactos significativos na saúde da pele, afetando sua textura, firmeza, hidratação e viço.

Segundo estimativas do IBGE, aproximadamente 30 milhões de mulheres no Brasil estão na faixa etária do climatério e da menopausa, o que corresponde a 7,9% da população feminina. No entanto, apenas cerca de 238 mil receberam diagnóstico por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Por outro lado, a revista científica Climacteric aponta que 82% das brasileiras nessa faixa etária apresentam sintomas que afetam diretamente sua qualidade de vida.

A Dra. Samara S. O. Kouzak, médica dermatologista, especialista em dermatologia clínica e estética avançada, e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que o estrogênio desempenha papel fundamental na manutenção da estrutura e função da pele. Com a queda hormonal, há uma perda acelerada de colágeno – cerca de um terço nos primeiros cinco anos após o início da menopausa – o que provoca flacidez, afinamento da pele e o surgimento de rugas. Nos anos seguintes, esse declínio continua a uma taxa de cerca de 1 a 2% ao ano, agravando gradualmente os sinais do envelhecimento cutâneo.

Além disso, ocorrem alterações nas fibras elásticas da pele, resultando em perda de elasticidade e aumento das rugas. A barreira cutânea torna-se mais frágil, o que reduz a capacidade da pele de reter água, contribuindo para sintomas como ressecamento, coceira, sensibilidade e redução do turgor. Outra manifestação bastante comum são os episódios de flushing – ondas de calor intenso e vermelhidão no rosto e no pescoço – provocados por dilatação súbita dos vasos da pele.

Principais cuidados com a pele na menopausa
Para amenizar esses efeitos, a Dra. Samara destaca a importância de adotar uma rotina de cuidados adaptados para essa fase da vida. “Além de alimentação balanceada, boa hidratação, prática regular de atividades físicas e sono de qualidade, é essencial contar com orientação profissional para uma rotina dermatológica personalizada. O uso de hidratantes potentes, protetor solar, antioxidantes e produtos que promovam a renovação celular pode fazer toda a diferença na manutenção da saúde e da beleza da pele”, recomenda.

Em relação à terapia de reposição hormonal (TRH), a médica observa que, embora ela não seja aprovada exclusivamente para fins dermatológicos, estudos indicam que ela pode contribuir para melhorar a densidade do colágeno na derme, especialmente quando iniciada precocemente. “Há evidências de que a TRH com estrogênio pode restaurar os níveis de colágeno e desacelerar a progressão da flacidez nos anos seguintes. No entanto, a reposição hormonal deve ser cuidadosamente indicada, considerando os antecedentes pessoais e familiares, como histórico de trombose ou câncer, que contraindicam o uso”, alerta.

Para pacientes que não podem ou não desejam fazer reposição hormonal sistêmica, alternativas tópicas como o uso géis ou cremes com estrogênio em baixas doses ou derivados vegetais (fitoestrogênios) vêm sendo estudadas. Ainda que promissoras, essas opções carecem de evidência científica robusta para indicações dermatológicas, quando o papel da dermatologia estética cresce em importância.

Tratamentos estéticos como aliados
A Dra. Samara também destaca os avanços da dermatologia estética como importantes aliados na manutenção da qualidade da pele e preservação da autoestima durante a menopausa. “Procedimentos como a aplicação de toxina botulínica para suavizar rugas, preenchimentos com ácido hialurônico para restaurar sustentação e hidratação da pele, além de bioestimuladores de colágeno injetáveis, contribuem significativamente para devolver firmeza e elasticidade à pele, não só do rosto, mas também do pescoço, colo, braços e outras áreas do corpo”, explica.

Tecnologias como lasers fracionados, ultrassom microfocado e radiofrequência são especialmente eficazes no estímulo à produção de colágeno e na melhora da espessura e sustentação da pele, combatendo a flacidez e promovendo uma aparência mais jovem e saudável.

A dermatologista reforça que o acompanhamento dermatológico é fundamental para definir as melhores estratégias de cuidado em cada caso. “A pele da mulher na menopausa merece atenção redobrada. Com orientação adequada e um plano de tratamento individualizado, é possível atravessar essa fase com autoestima, conforto e bem-estar”, conclui.
 
Sobre a Dra. Samara S. O. Kouzak: médica dermatologista graduada pela Universidade de Brasília, especialista em Dermatologia Clínica e Estética Avançada. Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e diretora técnica e co-fundadora da Clínica Derma Advance.

Insta: https://www.instagram. com/dermaadvance/

Site: https://dermaadvance. com.br/


Dor no peito: Conheça o problema cardíaco que ataca principalmente mulheres



Pacientes podem ter exames cardíacos normais e ainda sofrer risco grave; saiba como identificar e tratar a tempo

Mais de 932 mil pessoas morreram no Brasil, em 2024, por causas relacionadas à saúde, violência ou acidentes. As doenças do coração ocupam o topo da lista, sendo responsáveis por mais de 237 mil óbitos, segundo dados do Painel de Monitoramento da Mortalidade, do Ministério da Saúde.

Agora, um novo exame para avaliação de angina microvascular está disponível no Brasil, e o Hospital São Marcelino Champagnat, de Curitiba (PR), é um dos pioneiros na realização. “É comum atendermos pacientes com dor no peito ou isquemia causada por obstrução nas grandes artérias, algo que conseguimos diagnosticar e tratar por meio do cateterismo. No entanto, há um percentual significativo de pacientes, principalmente mulheres, que apresentam artérias normais, mas cujo problema está na microcirculação, formada por artérias microscópicas que não são visíveis no cateterismo e que podem sofrer obstruções capazes de causar dor no peito”, explica a cardiologista Sarah Fagundes.

Cerca de 70% dos pacientes com esse problema são mulheres, o que está diretamente relacionado a fatores anatômicos, hormonais e meniscos fisiopatológicos distintos que envolvem  Disfunção microvascular  e alteração da vasorreatividade. “Alterações nos níveis de estrogênio, comuns após a menopausa, afetam o equilíbrio da vasodilatação arterial. Doenças autoimunes e processos inflamatórios crônicos — mais prevalentes entre as mulheres — também comprometem o endotélio e a reatividade dos vasos. Além disso, as artérias femininas, em geral mais finas e tortuosas,  podem dificultar a circulação sanguínea”, destaca a cardiologista.

Quando fazer o exame
A investigação da angina microvascular deve ser considerada pelo médico em pacientes com sintomas típicos de angina ou equivalentes anginosos, ou ainda em casos de isquemia identificada por exames como cintilografia do miocárdio, ecocardiograma de estresse ou ressonância magnética, mas sem evidências de obstruções nas principais artérias coronárias.

No check-up, esse exame não é indicado. “Nem todos os pacientes precisam realizá-lo. A prioridade inicial é avaliar as grandes artérias coronárias, pois elas representam a causa mais comum de angina (dor no peito) e isquemia (falta de circulação sanguínea). Somente quando estão normais e os sintomas persistem é que se justifica investigar a microcirculação, um processo mais detalhado e, muitas vezes, invasivo”, ressalta Sarah.

Diferenças no tratamento após o diagnóstico
Confirmar o diagnóstico é fundamental para direcionar o tratamento e melhorar o prognóstico. Sem a identificação correta, é comum que os pacientes tenham múltiplas internações e se submetam a repetidos cateterismos sem alterações relevantes, enquanto a causa real dos sintomas está na microcirculação.

O tratamento inclui medicamentos específicos para a disfunção microvascular, aliados ao controle rigoroso de fatores de risco cardiovascular, como hipertensão, dislipidemia (colesterol alto), diabetes e obesidade. A prática regular de atividade física e mudanças no estilo de vida são pilares essenciais para melhorar a função endotelial e a saúde das artérias.

“Tratar a causa exata, e não apenas os sintomas, é a chave para reduzir as crises de dor no peito e prevenir complicações futuras”, reforça a cardiologista do Hospital São Marcelino Champagnat.
 
Sobre o Hospital São Marcelino Champagnat
O Hospital São Marcelino Champagnat faz parte do Grupo Marista e nasceu com o compromisso de atender seus pacientes de forma completa e com princípios médicos de qualidade e segurança. É referência em procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade. Nas especialidades destacam-se: cardiologia, neurocirurgia, ortopedia e cirurgia geral e bariátrica, além de serviços diferenciados de check-up. Planejado para atender a todos os quesitos internacionais de qualidade assistencial, é o único do Paraná certificado pela Joint Commission International (JCI).


Abacate é poder: fruta versátil que nutre, protege e surpreende



Rico em gorduras boas, fibras e vitaminas, alimento é aliado do coração, do intestino e até da beleza

Por muito tempo evitado por quem associava seu alto valor calórico ao ganho de peso, o abacate hoje é reconhecido como um dos alimentos mais completos e funcionais da alimentação saudável. Considerado um verdadeiro “superalimento”, ele se destaca por seu perfil nutricional único e por reunir benefícios que vão da saúde cardiovascular à beleza da pele e dos cabelos.

A fruta é fonte de gorduras monoinsaturadas, especialmente o ácido oleico, que ajuda no controle do colesterol e na proteção do coração. Também é rica em fibras, que promovem saciedade e regulam o funcionamento do intestino. Além disso, o abacate concentra vitaminas como E, C, K e as do complexo B, associadas à imunidade, ao metabolismo energético, à saúde óssea e à ação antioxidante.

“O abacate oferece uma combinação poderosa de nutrientes. Ele ajuda a equilibrar a pressão arterial, melhora a sensibilidade à insulina e ainda contribui para a prevenção de doenças inflamatórias e cardiovasculares. É um alimento completo, seguro para todas as idades e que pode ser incluído na rotina de forma prática”, afirma a nutricionista e professora do curso de Nutrição do UNINASSAU - Centro Universitário Maurício de Nassau Recife, campus Boa Viagem, Jussara Pessôa.

Por ter baixo índice glicêmico, a fruta é uma excelente opção para diabéticos. Em crianças, colabora para o crescimento saudável. Já em idosos, pode auxiliar na saúde intestinal e no controle da pressão arterial. E os benefícios não param por aí: a presença de antioxidantes e vitamina E atua na hidratação e elasticidade da pele, além de fortalecer os cabelos.

Apesar de todos os pontos positivos, a especialista reforça a importância da moderação. Por ser calórico, o consumo exagerado pode levar ao ganho de peso. A porção ideal gira em torno de duas a quatro colheres de sopa por refeição, variando conforme a necessidade energética de cada pessoa.

Não há um horário certo para incluir o abacate na alimentação. Ele pode aparecer no café da manhã, em lanches, no almoço ou jantar. Amassado no pão com azeite e sementes, batido com leite vegetal e cacau ou servido em cubos nas saladas e guacamole, são muitas as formas de consumir.

Alguns mitos ainda cercam o alimento, mas são facilmente desmentidos por dados científicos. “É mito dizer que o abacate engorda ou faz mal ao fígado. O que engorda é o excesso calórico da dieta como um todo. Também não é verdade que ele só combina com receitas doces, e muito menos que pessoas com diabetes não podem consumir. Pelo contrário, ele ajuda no controle glicêmico”, explica Jussara.

Já o caroço e a casca não são recomendados para consumo humano, apesar de conterem compostos antioxidantes. Por segurança e digestibilidade, o uso mais indicado é em compostagem e jardinagem, evitando o desperdício e promovendo sustentabilidade.

Com sabor suave, alta densidade nutricional e versatilidade na cozinha, o abacate mostra que está longe de ser apenas uma tendência, é um alimento potente, acessível e que pode transformar a saúde de forma simples e eficaz.


Colesterol alto pode ser descoberto na visão mesmo sem sintomas


Crédito: Imagem de Freepik

Manchas nas pálpebras e alterações na retina podem revelar riscos silenciosos à saúde, alerta oftalmologista

Hoje, dia 8 de agosto, é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Colesterol — uma data que chama atenção para os perigos do acúmulo de gordura no sangue, geralmente associado a doenças cardiovasculares. Mas o que pouca gente sabe é que o colesterol alto também pode afetar diretamente os olhos, provocando alterações visíveis nas pálpebras e silenciosas dentro da retina. 

Sabe aquela manchinha amarelada próxima ao canto dos olhos, que parece inofensiva e que muita gente trata apenas como uma questão estética? Pode ser mais do que isso. “O xantelasma é um acúmulo de gordura e colesterol sob a pele, que aparece nas pálpebras e deve servir como um alerta”, explica a oftalmologista Dra. Cristiane Okazaki, gestora da especialidade de plástica ocular do H.Olhos, Hospital de Olhos, da Vision One. Embora muitas vezes indolor e discreto, ele pode estar apontando para um colesterol descontrolado, mesmo quando os exames parecem normais. 

Além do xantelasma, outras alterações podem aparecer dentro do olho, sem que o paciente perceba de imediato. “O colesterol alto pode provocar oclusões vasculares na retina, que são bloqueios nos vasos por placas de gordura e podem causar perda súbita da visão. Também pode gerar exsudatos — depósitos amarelos que indicam vazamento dos vasos e aparecem em doenças como retinopatia hipertensiva ou diabética”, explica a médica do H.Olhos. 

Os exsudatos são um sinal de que algo não vai bem nos vasos da retina. “Eles se formam quando o colesterol alto danifica as paredes dos vasos sanguíneos, facilitando o extravasamento de lipídios e proteínas. Isso causa edema e pode comprometer a visão se não for tratado”, afirma Okazaki. 

A retina, que funciona como um filme sensível à luz dentro dos olhos, é altamente vascularizada — por isso, qualquer alteração no sangue pode afetá-la diretamente. Segundo a oftalmologista, o colesterol elevado está associado a uma série de doenças oculares, como o xantelasma palpebral, o arco senil precoce (um anel esbranquiçado ao redor da córnea), oclusões vasculares da retina, exsudatos e, em casos mais graves, até neuropatia óptica isquêmica, que pode causar perda irreversível da visão. 

“Em algumas situações, a pessoa só descobre que está com o colesterol alto porque apareceu um problema visual”, alerta a Dra. Cristiane. “Visão embaçada por edema na retina, perda súbita da visão ou o surgimento do xantelasma podem ser os primeiros sinais clínicos do descontrole lipídico, completa a oftalmologista.” 

Mesmo quem não tem queixas visuais deve ficar atento. “O xantelasma, por exemplo, não desaparece sozinho, mesmo com o colesterol controlado. Ele pode ser removido cirurgicamente, mas seu aparecimento deve ser encarado como um marcador de risco cardiovascular. Estudos mostram que pessoas com xantelasma têm mais chance de infarto e AVC, mesmo com exames normais de colesterol”, alerta a médica do H.Olhos. 

A boa notícia é que o exame oftalmológico pode identificar precocemente essas alterações. “Durante a consulta, conseguimos observar o xantelasma externamente, o arco senil com o uso da lâmpada de fenda, e as alterações vasculares ou exsudatos no fundo do olho, por meio do mapeamento de retina. Em casos de oclusão vascular, o paciente costuma procurar o consultório com perda visual repentina”, explica a Dra. Cristiane. 

Outros fatores de risco, como hipertensão, diabetes, sedentarismo, tabagismo e obesidade, também aumentam a probabilidade de surgimento dessas lesões oculares. “O colesterol não afeta só o coração. Ele deixa marcas visíveis — nos olhos e na nossa saúde geral”, reforça a oftalmologista. 

A principal recomendação para quem já tem diagnóstico de dislipidemia — nome técnico para o desequilíbrio nos níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue — é manter acompanhamento regular com cardiologista e oftalmologista. “Mesmo sem sintomas, é fundamental controlar os níveis de colesterol e triglicerídeos, ter uma alimentação saudável, praticar atividade física e parar de fumar. Além disso, fazer exames oftalmológicos periódicos ajuda a detectar precocemente essas alterações silenciosas”, orienta a Dra. Cristiane Okazaki, do H.Olhos.


Diabetes infantil pode ser desencadeada por estresse? Entenda os gatilhos emocionais da doença



Estresse pode atuar como fator de risco em crianças predispostas; assunto ganhou repercussão graças ao filho de Marília Mendonça, que usa sensor para monitorar doença

Aos 5 anos, o filho da cantora Marília Mendonça, Léo, utiliza um sensor de glicose para controlar a diabetes tipo 1, diagnosticada aos dois anos, pouco após a morte da mãe. O assunto ganhou repercussão nesta semana e despertou o debate sobre o impacto dos fatores emocionais na qualidade de vida de adultos e crianças. Embora a causa seja genética, especialistas afirmam que episódios de estresse podem antecipar o surgimento da doença em indivíduos predispostos.

“O estresse não provoca a doença, mas pode precipitar os sintomas ao alterar o sistema imunológico e a resposta hormonal. O que muitas famílias chamam de ‘diabetes emocional’ é, na verdade, uma coincidência temporal. A condição já estava se desenvolvendo silenciosamente, mas só foi percebida após um evento marcante. O diagnóstico acaba sendo associado a esse momento”, explica a endocrinologista pediátrica Mônica Gabbay, cofundadora da health tech G7med.

O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune que geralmente se manifesta na infância ou adolescência. Atualmente, o Brasil ocupa a terceira posição mundial em número de casos de diabetes entre crianças e adolescentes de até 19 anos, com 92,3 mil diagnosticados, atrás apenas de Índia e Estados Unidos. 

O país também aparece na sexta posição global em número de casos entre pessoas de 20 a 79 anos, com 16,6 milhões de adultos diagnosticados. Os números são do Atlas da Federação Internacional de Diabetes (IDF) de 2025.

Como a doença age?
No diabetes tipo 1, o sistema imunológico ataca e destrói as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção da insulina — hormônio essencial para que a glicose presente no sangue entre nas células e seja usada como fonte de energia. Sem insulina suficiente, o açúcar se acumula na corrente sanguínea, provocando hiperglicemia.

Nas crianças pequenas como o filho da cantora, os sintomas podem passar despercebidos ou serem atípicos como irritabilidade, prostração, assadura de fraldas, sede excessiva.

O diabetes tipo 1 pode evoluir rapidamente para uma complicação grave chamada cetoacidose diabética — condição em que o corpo, sem acesso à glicose, passa a queimar gordura como fonte de energia, gerando substâncias tóxicas que causam desidratação, vômitos, confusão mental, dificuldade respiratória e até coma.

A médica explica, ainda, que o tratamento do diabetes tipo 1 exige um controle da glicemia, aplicações diárias de insulina, ajustes na alimentação e acompanhamento médico contínuo. O apoio psicológico também é essencial, tanto para o paciente quanto para sua família, já que o impacto emocional do diagnóstico e as mudanças na rotina podem comprometer a adesão ao tratamento e a qualidade de vida.

“Nosso maior desafio ainda é o diagnóstico precoce. Quanto mais cedo a doença for identificada e tratada, menores as chances de complicações graves. Por isso, é fundamental que pais, professores e profissionais de saúde estejam atentos aos sinais de alerta e busquem orientação médica diante de qualquer suspeita”, reforça a endocrinologista.

Sobre Mônica Gabbay
Médica Endocrinologista Pedíatrica; Pós-Doutora em Endocrinologia pela UNIFESP; Professora Afiliada da UNIFESP; Coordenadora do Ambulatório de Bombas de Insulina do Centro de Diabetes da UNIFESP; Cofundadora e Diretora Educacional do G7med.


Dor de cabeça pode ser problema de visão? Saiba como identificar os sinais



Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, mais de 140 milhões de brasileiros sofrem com dores de cabeça – e em muitos casos, a causa pode estar nos olhos

Você sente dor de cabeça com frequência e já tentou de tudo, mas ainda não descobriu a causa? Pois saiba que o problema pode estar nos seus olhos. A dor de cabeça, também conhecida como cefaleia, é um dos sintomas mais comuns entre os brasileiros e pode ter diversas origens. Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, mais de 140 milhões de brasileiros sofrem com o problema, e o que muita gente não imagina é que alterações oculares estão entre os principais gatilhos. E nem sempre é preciso ter um problema grave na visão para isso acontecer. 

“Erros de refração não corrigidos ou corrigidos de forma inadequada, uso excessivo de telas, olho seco, presbiopia, estrabismo, inflamações oculares e até doenças autoimunes podem provocar dores de cabeça”, explica o Dr. Leopoldo Ribeiro, oftalmologista do H.Olhos, Hospital de Olhos da Rede Vision One. 

O especialista alerta que os sintomas nem sempre são fáceis de identificar como oculares, o que torna o diagnóstico ainda mais desafiador. “É comum o paciente sentir dor ao redor ou dentro dos olhos, notar uma perda momentânea de parte da visão, enxergar pontos cintilantes, ter lacrimejamento, sensibilidade à luz e até visão dupla”, detalha o médico do H.Olhos. 

Entre os principais vilões estão os erros refrativos – como miopia, astigmatismo e hipermetropia –, especialmente quando os óculos estão com a receita desatualizada ou são usados de forma errada. O esforço excessivo para enxergar pode levar à fadiga visual e, consequentemente, à dor de cabeça. Outro fator importante é a chamada presbiopia, popularmente conhecida como “vista cansada”, que costuma aparecer a partir dos 40 anos. 

Para quem passa muitas horas em frente ao computador ou ao celular, o alerta é ainda maior. “O uso excessivo de telas exige esforço visual constante e exposição prolongada à luz azul, o que contribui diretamente para o surgimento de dores de cabeça de origem ocular”, ressalta o Dr. Leopoldo. 

Segundo o médico, essa exposição prolongada também está associada ao agravamento do olho seco — uma condição em que há redução na produção de lágrimas ou má qualidade da lubrificação ocular —, outro fator importante na origem da cefaleia. 

Outro ponto que costuma gerar dúvida é a diferença entre a enxaqueca clássica e a ocular. “A enxaqueca ocular geralmente dura menos tempo e está ligada a espasmos nos vasos sanguíneos da retina. Ela pode provocar pontos cegos, flashes de luz ou distorções nas imagens. Já a enxaqueca comum pode durar até 72 horas e vem acompanhada de dor pulsátil em um dos lados da cabeça, náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som”, diferencia Ribeiro. 

Muitas pessoas têm dúvidas sobre quando procurar um oftalmologista. O ideal, segundo o Dr. Leopoldo, é não esperar a dor se tornar constante. “Assim que os primeiros sintomas aparecerem, o paciente deve buscar avaliação oftalmológica. A consulta pode identificar causas visuais que muitas vezes passam despercebidas”, orienta o oftalmologista do H.Olhos. 

O exame oftalmológico completo vai muito além do teste de visão tradicional. “Avaliamos a acuidade visual, a necessidade de correção com lentes ou óculos, o reflexo pupilar, a motricidade ocular (a movimentação dos olhos), a superfície ocular, a pressão intraocular e o fundo de olho”, explica o Dr. Leopoldo.

E engana-se quem pensa que o problema atinge apenas adultos. Crianças e adolescentes também podem sofrer com dores de cabeça causadas por questões oculares, especialmente pela exposição excessiva a telas e erros refracionais não diagnosticados. 

Além de manter as consultas oftalmológicas em dia, algumas medidas simples ajudam a evitar esse tipo de dor. “É fundamental garantir boa iluminação ao ler ou trabalhar, fazer pausas visuais a cada hora, manter-se bem hidratado e usar os óculos ou lentes com a prescrição correta”, finaliza o Dr. Leopoldo Ribeiro, oftalmologista do H.Olhos, Hospital de Olhos da Rede Vision One.


Um mal crescente e silencioso: conheça os perigos da hepatite, como diagnosticar e se prevenir



O Julho Amarelo alerta para prevenção contra essa que já é a segunda doença infecciosa a causar mais mortes em todo planeta

O Julho Amarelo ganha ainda mais importância neste ano na luta contra a hepatite, que já é a segunda doença infecciosa a causar mais vítimas fatais no mundo, atingindo 1,3 milhão de mortes anuais, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

No Brasil, a luta contra as hepatites B e C é uma prioridade de saúde pública e o Ministério da Saúde instituiu com o Programa Brasil Saudável, em 2024, a eliminação das hepatites virais como meta a ser alcançada até 2030. Estima-se que em 2022, 254 milhões de pessoas viviam com hepatite B e 50 milhões com hepatite C.

“A hepatite A é uma doença, que costuma se resolver em poucas semanas, conferindo imunidade para o resto da vida em seguida - é geralmente tratada com hidratação, remédios para dor e para enjoo. Já as hepatites B e C na maioria das vezes se apresentam como doenças crônicas e silenciosas”, explica Pedro Martins, Infectologista, Mestre em Pesquisa Clínica em Doenças Infecciosas e Professor da Afya Educação Médica.

“As hepatites B e C podem passar anos sem manifestar nenhum sintoma. Durante esse tempo, há uma crescente inflamação das células do fígado. A longo prazo, essa inflamação pode causar a cirrose, mesmo nos pacientes que não consomem bebidas alcoólicas. A cirrose é uma condição irreversível, que pode causar insuficiência hepática (mal funcionamento do fígado). Em estágios mais avançados, a pessoa pode precisar de um transplante de fígado. No pior cenário, os vírus podem propiciar o surgimento de câncer de fígado (Carcinoma Hepatocelular)”, acrescenta.

A cirrose e o carcinoma hepatocelular são duas das principais causas de morte em decorrência das hepatites virais. Para combater a disseminação desta doença, é indispensável o acesso da população à informação para a prevenção, o diagnóstico e o tratamento. Além da importância da testagem para impedir a evolução, é preciso conhecer as formas de infecção e evitá-las. Além disso, para alguns tipos de hepatites também existem vacinas específicas.

Conheça as características de cada hepatite:
– Hepatite A: diretamente relacionada principalmente às condições de saneamento básico e de higiene e também a relações sexuais. É uma infecção leve e que se cura sozinha na maioria dos casos. Existe vacina para a hepatite A. 

– Hepatite B: atinge maior proporção de transmissão por via sexual e contato sanguíneo. A melhor forma de prevenção é a vacina, associada ao uso do preservativo.

– Hepatite C: tem como principal forma de transmissão o contato com sangue. Não existe vacina ainda.

– Hepatite D: ocorre apenas em pacientes infectados pelo vírus da hepatite B. A vacinação contra a hepatite B também protege de uma infecção com a hepatite D.

– Hepatite E: transmitida por via digestiva (transmissão fecal-oral). A hepatite E não costuma se tornar crônica, porém, mulheres grávidas que forem infectadas podem apresentar formas mais graves da doença.

A Hepatite A possui transmissão fecal-oral, ou seja, a infecção ocorre a partir do contato de materiais contaminados com fezes com a boca. Isso pode acontecer no consumo de água ou alimentos contaminados ou durante o sexo, quando houver contato da boca com o ânus. Já a transmissão das Hepatites B e C ocorre a partir de contato com sangue contaminado ou durante o sexo, complementa Martins.

Cuidados com a hepatite C
A hepatite C tem gerado preocupação especial nos últimos anos e é considerada hoje a maior epidemia da humanidade, com cinco vezes mais incidência que a AIDS/HIV². Dados do Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais do Ministério da Saúde mostram que entre os casos notificados, entre 2020 e 2023, 40,6% são referentes à hepatite C. “De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, cerca de 520 mil pessoas têm a doença, mas ainda sem diagnóstico e tratamento.” Até 2022, cerca de 150 mil pessoas já tinham sido diagnosticadas, tratadas e curadas da hepatite C3.

Na luta contra a propagação, a Roche Diagnóstica, referência em inovação e excelência em doenças infecciosas, lançou recentemente o teste HCV Duo, capaz de reduzir em quatro semanas a janela imunológica para diagnóstico da doença. O exame possui detecção dupla, conseguindo constatar além dos anticorpos, o antígeno do vírus da hepatite C, que são os componentes estruturais reconhecidos pelo sistema imunológico.

Com a automação dos equipamentos cobas® e 402 / e 801, o ensaio Elecsys® HCV Duo inova ao realizar detecção dupla, ou seja, identifica os anticorpos e também os antígenos do vírus da Hepatite C. O antígeno core do HCV, bem como os anticorpos para o HCV, podem ser identificados simultaneamente a partir de uma única amostra de sangue. O resultado do teste é calculado automaticamente pelo analisador, com a possibilidade do laboratório obter também a diferenciação, já que os resultados individuais do antígeno e anticorpo são acessíveis aos laboratórios.


Dia Mundial da Saúde Ocular: Saiba como proteger seus olhos



Pesquisa da OMS mostra que quase metade das deficiências visuais poderia ser evitada. Entenda

Ontem, quinta-feira, 10 de julho, foi celebrado o Dia Mundial da Saúde Ocular para alertar sobre cuidados que podem diminuir o risco de complicações nos olhos. Pesquisa da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostra que 2,2 bilhões de pessoas no mundo têm deficiência visual. Dessas, pelo menos 1 bilhão poderiam ser evitadas com tratamento correto. Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier, diretor executivo do Instituto Penido Burnier e membro do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) a maioria das doenças oculares passam despercebidas no início, devido à plasticidade da visão e à nossa capacidade de adaptação às mudanças. Pior: doenças como degeneração macular, retinopatia diabética, retinopatia hipertensiva e glaucoma não param de crescer. É urgente, portanto, a implementação de mudanças nos hábitos para reduzir os fatores de risco dessas doenças: hiperglicemia, hipertensão arterial e dislipidemia. 

As recomendações do oftalmologista para manter a saúde ocular são:
 
1. Consultas anuais para adultos e jovens que tenham diabetes, hipertensão arterial colesterol alto e astigmatismo que podem que funcionar como gatilhos de graves doenças oculares. As doenças detectadas logo no início tem melhores resultados.

2. Crianças recém-nascidas devem ter os olhos examinados a cada 6 meses até a idade de 3 anos para repetir o “teste do olhinho”. Queiroz Neto esclarece que doenças congênitas como a catarata, glaucoma, retinoblastoma, retinopatia da prematuridade e toxoplasmose nem sempre dão sinais no primeiro exame realizado na maternidade. Em bebês também é comum o canal lagrimal entupir e causar desconforto., pontua.
 
3. Atenção ao estrabismo natural até os quatro meses porque os olhos estão em desenvolvimento. Quando o desvio persiste após 6 meses pode sinalizar ambliopia, diferença importante de refração entre os olhos que requer a oclusão do que tem melhor visão para permitir o desenvolvimento do outro olho. Antes de iniciar o processo de alfabetização deve retornar à consulta para verificar se tem miopia, hipermetropia ou astigmatismo
 
4. Incentive as atividades ao sol Queiroz Neto afirma que as novas gerações têm mais propensão à miopia que se tornou epidêmica no mundo pela falta de exposição ao sol e excesso de telas. Por isso, a recomendação é expor as crianças durante 2 horas/dia à radiação ultravioleta. O descanso das telas, observa, fortalece as ligações entre as fibras de colágeno da esclera, parte branca do olho, diminuindo desta forma o crescimento axial do olho, maior entre míopes.

5. Evite coçar os olhos para não contrair ceratocone doença que fragiliza a córnea e é uma importante causa de transplante. Levar a mão aos olhos também pode contaminar a superfície com vírus e bactérias e desencadear conjuntivite ou ceratite (inflamação na córnea)
 
6. Não compartilhe e dispense a maquiagem e as lente de contato caso se tornem desconfortáveis após o compartilhamento. Estes itens são individuais e intransferíveis pontua o oftalmologista. Isso porque, cada pessoa tem uma flora bacteriana e a divisão com a amiga pode antecipar o vencimento de ambos. O sinal de maquiagem vencida é a alteração na cor ou cheiro. Das lentes de contato o desconforto ao usar.

7. Proteja os olhos no sol e esportes: Os óculos de sol precisam filtrar 100% da radiação ultravioleta (UV) emita pelo sol que aumenta em 60% o risco de contrair catarata de acordo com vários estudos. Os traumas nos esportes podem causar glaucoma, traumas superficiais na córnea que diminuem a acuidade visual e até perfurações que podem levar à perda da visão. Nove em cada 10 acidentes são causados por falta de proteção.
 
8. Limpe a borda das pálpebras com um cotonete embebido em xampu infantil que é neutro e não causa ardência caso toque a superfície do olho. Além de ficar livre de blefarite (inflamação crônica das pálpebras), elimina o risco de calázio, terçol e evita o olho seco por proteger. Usar colírio por conta própria pode causar complicações graves. São sinais de emergência importantes enxergar manchas escuras, cegueira momentânea e enxergar muitas moscas.


Gastrite: o que colocar no prato e o que tirar de vez



Nutricionista explica como a alimentação pode aliviar os sintomas e prevenir as crises

A gastrite é uma inflamação na mucosa do estômago que pode afetar diretamente a qualidade de vida de quem convive com ela. Os sintomas vão desde desconforto persistente na parte superior do abdômen, queimação, dor na “boca do estômago”, enjoo e perda de apetite, até casos mais graves com vômito com sangue ou fezes escurecidas. Segundo o nutricionista e professor do curso de Nutrição da UNINASSAU Olinda, Henrique Gouveia, os sinais variam de acordo com a causa do problema e podem ser confundidos com outras condições, como refluxo ou gastroenterite. Por isso, o ideal é procurar um profissional de saúde para um diagnóstico preciso.

Embora a alimentação não seja a causa direta da gastrite, ela desempenha um papel importante no agravamento ou no alívio dos sintomas. “Certos alimentos atuam como gatilhos para algumas pessoas, podendo intensificar as crises. Uma dieta desequilibrada não é, por si só, a origem da gastrite, mas pode ser um fator decisivo no agravamento dos sintomas. Por isso, ajustar a refeição é parte essencial do cuidado com o estômago”, afirma Henrique.

Na lista de alimentos que devem ser evitados a todo custo, o nutricionista destaca o álcool, o café em excesso, bebidas gaseificadas, alimentos picantes, frutas ácidas como laranja e abacaxi, frituras e itens ricos em gordura, como hambúrgueres, bacon e embutidos. Sobremesas industrializadas, bolos, tortas, chocolates e sorvetes também merecem atenção, pois costumam ter altas concentrações de açúcar e gordura, o que sobrecarrega ainda mais o estômago. Além disso, temperos industrializados como alho e cebola em pó, curry, mostarda e pimentas devem ser evitados, pois podem irritar a mucosa gástrica inflamada.

Por outro lado, o que entra no prato pode ser tão importante quanto o que sai dele. Durante uma crise, a recomendação é adotar uma dieta leve, com alimentos de fácil digestão, como proteínas magras, frutas menos ácidas, vegetais cozidos e grãos integrais. Mas o cuidado não deve ser restrito apenas aos momentos de desconforto. “Se a pessoa ainda não segue essas orientações fora das crises, é essencial que comece a mudar seus hábitos alimentares. Isso é fundamental para evitar novas crises e proteger o estômago a longo prazo”, ressalta o nutricionista.

A forma como as refeições são realizadas também influencia na saúde digestiva. Pequenas porções distribuídas ao longo do dia, sem longos períodos de jejum, ajudam a manter o estômago em equilíbrio. Após comer, é importante evitar deitar-se imediatamente e priorizar refeições caseiras, preparadas com alimentos minimamente processados. Frutas, vegetais, leguminosas, ovos, azeite de oliva, aves e pequenas quantidades de carne vermelha devem ser incluídos de forma equilibrada no cardápio. “Algumas especiarias naturais, como o gengibre, a cúrcuma, o orégano e o manjericão, podem ser aliadas no alívio dos sintomas, graças às suas propriedades anti-inflamatórias”, destaca o professor.

Henrique Gouveia faz ainda um alerta importante sobre o uso de medicamentos: tratar a gastrite apenas com remédios, sem mudar a alimentação, pode comprometer a eficácia do tratamento. Ele explica que, embora o uso de antiácidos, protetores gástricos ou antibióticos seja necessário em muitos casos, especialmente quando há infecção pela bactéria Helicobacter pylori, a recuperação completa depende também da mudança no estilo de vida. “Negligenciar os ajustes alimentares é um erro comum que pode prolongar o sofrimento do paciente e dificultar a cicatrização da mucosa gástrica”, afirma.

Embora hábitos saudáveis e uma alimentação adequada contribuam significativamente para o alívio dos sintomas, nem sempre são suficientes para reverter a gastrite por completo. O tratamento ideal depende da origem da inflamação, que pode estar associada ao uso prolongado de anti-inflamatórios, excesso de acidez no estômago ou infecções bacterianas. Por isso, o acompanhamento profissional é indispensável.

Para finalizar, o especialista lembra que cuidar da alimentação é também uma forma de autocuidado. “A saúde do estômago não depende apenas do que você come durante uma crise. Ela exige constância, atenção e escolhas conscientes todos os dias”, conclui Henrique Gouveia.


Chegada do inverno marca o aumento de casos de rinite e sinusite


A médica otorrinolaringologista Juliana Caixeta alerta que umidade baixa pode ressecar as mucosas do nariz e estimular os sintomas alérgicos, como a rinite alérgica

A rinite é a inflamação da mucosa nasal, causando sintomas principalmente no nariz, como espirros, coriza e congestão nasal

A combinação de baixas temperaturas e redução da umidade do ar provocam o ressecamento das vias aéreas, facilitando a entrada de vírus e bactérias

No dia 20 de junho, começou oficialmente o inverno 2025 no Brasil. As baixas temperaturas e a redução da umidade do ar marcantes nessa estação do ano são fatores agravantes para doenças respiratórias, especialmente asma e rinite. Vale ressaltar que a rinite é uma condição altamente prevalente, chegando a afetar quase 40% da população brasileira. Por isso, nessa época do ano, são necessários cuidados especiais para evitar complicações de saúde, alerta a médica otorrinolaringologista Juliana Caixeta.

“O tempo seco pode causar ou agravar doenças respiratórias devido à baixa umidade do ar, que resseca as vias aéreas e facilita a entrada de vírus e bactérias. Doenças como infecções de vias aéreas superiores, rinite alérgica, bronquite e pneumonia são as que mais levam à procura por atendimento médico nesta época do ano”, afirma Juliana Caixeta.

A médica explica que a umidade baixa pode ressecar as mucosas do nariz e estimular os sintomas alérgicos, como a rinite alérgica. Além disso, a alta circulação de vírus, como o da gripe, aumenta o risco para sinusites virais. O tempo mais frio também favorece aglomerações em ambientes fechados e mal ventilados, o que eleva o risco de transmissão de doenças infectocontagiosas e acúmulo de alérgenos como poeira e ácaros.

Rinite e sinusite são condições inflamatórias relacionadas ao sistema respiratório, mas afetam áreas diferentes. A rinite é a inflamação da mucosa nasal, causando sintomas principalmente no nariz, como espirros, coriza e congestão nasal. A sinusite, também conhecida como rinossinusite, é uma infecção, com sintomas que podem incluir febre, dor facial, dor de cabeça, tosse e secreção nasal espessa. 

Os sintomas da rinite são espirros, coriza, congestão nasal, coceira no nariz e olhos, e, em alguns casos, tosse. Já a sinusite é marcada por dor ou pressão facial, secreção nasal purulenta, congestão nasal, tosse, dor de cabeça e, em casos mais graves, febre. 

A otorrinolaringologista destaca que a rinite pode evoluir para sinusite, se não tratada adequadamente. “A inflamação nasal pode facilitar a entrada de bactérias e infecções nos seios da face. A obstrução nasal causada pela rinite também pode impedir a drenagem adequada do muco nos seios da face, criando um ambiente propício para infecções.”

O tratamento pode variar dependendo da causa e gravidade dos sintomas. “Em geral, pode envolver repouso, hidratação, descongestionantes nasais, analgésicos, anti-inflamatórios e, em casos de infecção bacteriana, antibióticos. Lavagem nasal também pode ser recomendada para remover o muco. Entretanto, em caso de sintomas persistentes ou agravamento, é crucial consultar um médico para diagnóstico e tratamento adequado”, salienta Juliana Caixeta.

Como se proteger
Para se proteger dos males à saúde causados pelo tempo seco e as temperaturas mais baixas, é recomendável se atentar à hidratação, principalmente porque quando está mais frio, é comum ter menos desejo de tomar água. “Beber bastante água ajuda a manter as mucosas hidratadas e a prevenir o ressecamento”, afirma a otorrinolaringologista.

Também é recomendável usar um umidificador de ar para ajudar a aumentar a umidade do ar em ambientes fechados; evitar fumaça, poeira e outros irritantes do ar pode ajudar a proteger as vias aéreas; manter a casa limpa e arejada; higienizar as mãos regularmente, o que pode ajudar a prevenir infecções; e usar soro fisiológico para limpar as narinas e os olhos, para manter as mucosas hidratadas.

É importante ainda evitar permanecer em locais fechados e mal ventilados, especialmente quando esse local estiver com excesso de pessoas; usar máscaras de três camadas quando estiver em transportes públicos; alimentar-se de forma saudável; ter boas noites de sono; manter as vacinas em dia; evitar o hábito de fumar; e também visitar ou receber visitas que estejam com sintomas respiratórios.

Sobre as atividades físicas, é recomendável evitar nos dias muito secos e procurar também praticar longe das vias de grande circulação de carros, devido ao aumento da poluição. É importante também evitar exercícios físicos entre às 10h e 16h, quando a umidade do ar costuma ficar ainda mais baixa.

“E, quando perceber os primeiros sinais de alguma doença respiratória, procure atendimento médico para as devidas orientações de como proceder. No caso de pessoas com doenças respiratórias crônicas, devem consultar um médico para avaliar a necessidade de ajuste na medicação e outras medidas preventivas”, orienta a médica. Estar com as vacinas em dia também pode evitar infecções.     

Dicas para amenizar os desconfortos
É possível adotar hábitos durante o tempo seco para evitar ou amenizar os desconfortos causados pela baixa umidade relativa do ar. Seguem algumas dicas dadas pela otorrinolaringologista Juliana Caixeta.

· Ingerir bastante líquido.

· Espalhar panos ou baldes com água em ambientes da casa, principalmente no quarto, ao dormir, ou utilizar umidificadores de ar.

· Evitar grandes aglomerações.

· Evitar carpetes ou cortinas que acumulem poeiras.

· Evitar roupas e cobertores de lã ou com pelos.

· Evitar exposição prolongada a ambientes com ar condicionado.

· Manter a casa higienizada, arejada e ensolarada.

· Lavar nariz e olhos com soro fisiológico algumas vezes ao dia.

· Trocar comidas com muito sal ou condimentos por alimentos mais saudáveis.


Gripe e resfriado aumentam casos de conjuntivite



Levantamento mostra que o frio aumentou em 12% a conjuntivite viral este ano e porque a conjuntivite alérgica é maior entre mulheres

Engana-se quem acredita que a conjuntivite acontece só no verão. De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier e membro do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) gripe e resfriado são mais frequentes no outono e inverno funcionam como gatilhos da condição no inverno. Outro fator de risco durante o frio é o ressecamento da lágrima que tem a função de proteger a superfície dos olhos das agressões externas e acontece em 2 mulheres para cada homem. 

Um levantamento nos prontuários do hospital mostra que entre abril e maio do ano o número de diagnósticos de conjuntivite viral no hospital saltou de 48 para 54, um aumento de 12%. O especialista explica que conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, membrana transparente que recobre o globo ocular. “No frio as aglomerações em ambientes pouco arejados facilitam a proliferação de diversas cepas de vírus, entre elas o adenovírus que causa resfriado e o influenza responsável pela maioria dos casos de gripe. Estas duas cepas estão por traz dos casos de conjuntivite viral que ocorrem no frio”, pontua. 
 
Contágio
Queiroz Neto afirma que a conjuntivite viral é altamente contagiosa e uma importante causa de afastamento do trabalho ou atividades escolares. No inverno, explica, a contaminação dos olhos se dá pelo ducto lacrimal que comunica olhos e nariz, pelas gotículas de espirro ou tosse e através das mãos que são levadas aos olhos após tocar superfícies contaminadas por estas secreções, entre elas, os teclados de computador compartilhados nas empresas, corrimão de escadas, interruptor de luz, bancadas entre outras.
 
Conjuntivite alérgica 
“No inverno a diminuição da lágrima também aumenta os casos de conjuntivite alérgica decorrentes de uso de cosméticos, maquiagem, cílios postiços e alongamento de cílios”, afirma Queiroz Neto. Outro dia, comenta, atendi uma paciente com extensão de cílios com uma conjuntivite alérgica terrível. Para Queiroz Neto o quadro pode ter sido ocasionado pela cola e detritos de maquiagem que notou nas bordas das pálpebras. “Nossos olhos devem ser higienizados completamente antes de irmos dormir. Nas bordas das pálpebras ficam localizadas pequenas glândulas que respondem pela produção da lágrima e podem ser bloqueadas se a maquiagem não for retirada completamente, pontua. No inverno, salienta, o uso de lente de contato requer cuidado redobrado para manter o conforto dos olhos. Carregar colírio lubrificante sem conservante é crucial para evitar lesões na córnea, orienta.
 
Sintomas e tratamentos
“Olhos vermelhos, lacrimejamento, coceira, sensação de corpo estranho, queimação, fotofobia, visão embaçada e secreção viscosa que pode colar as pálpebras ao amanhecer são os sintomas da conjuntivite viral. A única diferença em relação à conjuntivite alérgica é o tipo de secreção que é aquosa nos casos da alérgica”, afirma.

O oftalmologista diz que tanto na conjuntivite viral como na alérgica o tratamento inicial pode ser feito com compressas frias feitas com gaze e água filtrada. “Usar óculos escuros nos ambientes externo também ajuda, mas em geral é necessário instilar colírio anti-inflamatório para acelerar a recuperação da conjuntiva viral, sempre com supervisão do oftalmologista. Isso porque, há vários tipos de anti-inflamatório e a suspensão do colírio não pode ser repentina. “Na conjuntivite alérgica que geralmente é recorrente, a instilação de colírio antialérgico é crucial para conter a coceira que é mais intensa. Coçar ou esfregar os olhos causa astigmatismo que pode evoluir para ceratocone caso o hábito seja mantido.
 
Prevenção
As principais recomendações de Queiroz Neto para prevenir a conjuntivite são:

· Lave as mãos sempre que tocar em objetos que foram manipulados por outras pessoas;

· Higienize as mãos com álcool e mantenha um frasco em sua estação de trabalho;

· Não compartilhe produtos de beleza, toalhas de rosto, fronhas ou colírios;

· Interrompa o uso de produtos que causam desconforto nos olhos;

· Sempre lave os olhos em caso de penetração de produtos;

· Lave as esponjas e pinceis de maquiagem logo após o uso;

· Não use água boricada nos olhos. Pode aumentar a irritação;

· Evite ambientes com ar-condicionado quente ou frio direcionado ao seu rosto.


Dia Nacional do Diabetes reforça importância do cuidado com a pele entre os pacientes diabéticos


Foto: Freepik

Especialista destaca a relação entre a doença e alterações dermatológicas, reforçando a necessidade de atenção redobrada à saúde da pele

No próximo dia 26 de junho, o Brasil celebra o Dia Nacional do Diabetes, uma data dedicada à conscientização sobre essa condição crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Além das já conhecidas complicações cardiovasculares, renais e oftalmológicas, o diabetes também impacta diretamente a saúde da pele, muitas vezes sendo um dos primeiros sinais de alerta da doença.

Segundo o Dr. José Roberto Fraga Filho, dermatologista, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e Diretor Clínico do Instituto Fraga de Dermatologia, as alterações cutâneas estão entre os efeitos mais frequentes do diabetes, justamente porque a doença provoca desequilíbrios importantes em diversas funções do organismo.

“A diabetes é caracterizada por níveis elevados de açúcar no sangue, o que compromete a microcirculação, enfraquece o sistema imunológico, causa desidratação e afeta a sensibilidade da pele devido à lesão nos nervos periféricos”, explica o médico.

Como a pele é o maior órgão do corpo humano, qualquer alteração tende a se tornar perceptível mais rapidamente. Entre os problemas mais comuns estão o ressecamento, infecções fúngicas e bacterianas recorrentes, dificuldade na cicatrização, manchas escurecidas em dobras como pescoço e axilas, e alterações de sensibilidade, especialmente nos pés.

Dr. Fraga Filho destaca que, quando lesões não cicatrizam — especialmente nos pés —, é preciso acender um sinal de alerta.

“A combinação de má circulação e baixa imunidade facilita a entrada de bactérias e pode resultar em infecções graves, com risco inclusive de amputações em casos extremos”, alerta.

Os cuidados diários com a pele devem ser incorporados à rotina dos pacientes diabéticos. O especialista recomenda:

· Banhos rápidos com água morna;

· Uso de sabonetes suaves, sem álcool e sem fragrância;

· Hidratação após o banho com cremes espessos (como os à base de vaselina);

· Secagem cuidadosa das dobras e entre os dedos;

· Atenção redobrada ao corte das unhas dos pés;

· Evitar o uso de calçados apertados.

Durante o inverno, os cuidados devem ser intensificados, já que a tendência a banhos mais quentes pode aumentar o ressecamento e comprometer a barreira de proteção da pele.

Outro ponto crucial é o autoexame da pele, que deve ser feito com frequência. Caso surjam manchas, infecções recorrentes ou feridas que não cicatrizam, é fundamental procurar um dermatologista.

“O maior erro que vejo é o paciente negligenciar sinais importantes e acreditar que as complicações não acontecerão com ele. O acompanhamento multidisciplinar com endocrinologista e dermatologista é essencial para um tratamento eficaz”, reforça o Dr. Fraga Filho.

Neste Dia Nacional do Diabetes, o especialista deixa uma mensagem clara:

“As alterações na pele podem ser o primeiro sinal de que algo não vai bem. O diagnóstico precoce e o cuidado contínuo com a saúde são fundamentais para prevenir complicações e garantir qualidade de vida.”

Fonte: Dr. José Roberto Fraga Filho
Médico dermatologista, membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, fundador e Diretor Clínico do Instituto Fraga de Dermatologia.


Doenças respiratórias: entenda as mais comuns e como tratar


Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, esclarece dúvidas sobre o tema

Com a chegada do inverno e a queda das temperaturas, aumentam os casos de doenças respiratórias, como gripe, resfriado, rinite, sinusite e asma. De acordo com a pesquisa da Planisa, empresa de gestão hospitalar, um levantamento feito em 27 hospitais públicos e filantrópicos do país mostrou que, de janeiro a agosto, as internações causadas por doenças respiratórias aumentaram 27,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Além disso, segundo dados do Ministério da Saúde, há cerca de 20 milhões de brasileiros asmáticos, entre crianças e adultos e, anualmente, ocorrem 350.000 internações devido a casos mais extremos, sendo a terceira maior causa de hospitalização no Sistema Único de Saúde (SUS).

No Brasil, o dia 21 de junho é marcado como o Dia Nacional do Controle da Asma, um alerta para a importância da prevenção e do tratamento adequado dessas condições.

Segundo o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, a asma é uma das doenças respiratórias crônicas mais prevalentes, afetando cerca de 20 milhões de brasileiros. “A asma é caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas, o que leva a episódios de falta de ar, chiado no peito e tosse. O tratamento adequado e contínuo é essencial para o controle da doença e a prevenção de crises”, explica o especialista.

Além da asma, outras doenças respiratórias se destacam nesta época do ano. A gripe e o resfriado, causados por vírus, apresentam sintomas como febre, coriza, tosse e dor de garganta. A rinite alérgica é uma inflamação da mucosa nasal provocada por alérgenos como poeira, ácaros e poluição. Já a sinusite é uma inflamação dos seios da face, podendo ser viral ou bacteriana, e resulta em congestão nasal, dor facial e secreção espessa.

A prevenção é a melhor estratégia para evitar complicações. De acordo com o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, é fundamental manter a vacinação em dia, especialmente contra gripe e pneumonia, além de higienizar bem as mãos e evitar ambientes fechados e com aglomerações. Manter a casa arejada e livre de poeira e umidade, bem como beber bastante água para garantir a hidratação das vias respiratórias, também são medidas importantes. No caso da asma, seguir corretamente o tratamento prescrito pelo médico, utilizando medicamentos controladores e broncodilatadores quando necessário, é essencial para evitar crises.

“A orientação médica é fundamental para garantir um diagnóstico preciso e o melhor tratamento para cada paciente. O acompanhamento profissional reduz significativamente os riscos de crises e complicações”, ressalta o especialista.

No Dia Nacional do Controle da Asma, o alerta vai além do reconhecimento da doença, reforçando a importância da conscientização e do cuidado contínuo para garantir qualidade de vida aos pacientes. Para mais informações, procure um especialista e adote hábitos saudáveis para manter sua saúde respiratória em dia.
 
Sobre a Carnot Laboratórios
A Carnot® Laboratórios é uma empresa focada na pesquisa e desenvolvimento de produtos inovadores para a saúde. Fundada no México há mais de 80 anos, em 1941, a Carnot® é uma empresa empreendedora capaz de gerar medicamentos e tratamentos inovadores, em nichos especializados baseados em pesquisa e tecnologia próprias. O Grupo oferece uma grande variedade de medicamentos especializados em saúde da mulher, dermatologia, pediatria, gastroenterologia, sistema respiratório, sistema nervoso central, entre outros.


Maio Roxo: estomia pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes com DIIs



Campanha de conscientização sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs) informa a respeito dos sintomas e tratamentos, como a estomia

Criada pela European Crohn’s and Colitis Organisation (ECCO) e pela Crohn’s & Colitis Foundation em 2010, a campanha Maio Roxo é dedicada à conscientização das Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs), como a Doença de Crohn e a Colite Ulcerativa. A data foi adotada no Brasil por volta de 2014, com o apoio do Grupo de Estudo das Doenças Inflamatórias Intestinais do Brasil (GEDIIB) e da Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn (ABCD), e seu principal objetivo é informar e apoiar os pacientes que convivem com essas condições, além de aumentar o conhecimento da população, diminuindo o estigma e proporcionando acesso aos cuidados adequados. 

“As Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs) são condições crônicas caracterizadas pela inflamação do trato gastrointestinal. As mais comuns são a Doença de Crohn e a Colite Ulcerativa. Essas doenças podem causar sintomas como dor abdominal, diarreia, perda de peso e fadiga, impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes”, explica Silvia Alves da Silva Carvalho, enfermeira estomaterapeuta focada em doenças inflamatórias intestinais e cuidados com estomias de eliminação. 

No Brasil, a prevalência das DIIs alcança cerca de 100 casos para cada 100 mil habitantes no sistema público de saúde. A incidência tem aumentado nas últimas décadas, estima-se que aproximadamente 5 milhões de indivíduos em todo o mundo sejam afetados pelas DIIs, tendo uma maior incidência em adolescentes e adultos na faixa etária de 15 a 40 anos. Segundo Silvia, o tratamento das DIIs pode envolver medicação anti-inflamatória, corticosteroides para controlar surtos agudos, imunossupressores e biológicos para controle a longo prazo e cirurgia. “Em casos de complicações graves, como obstruções intestinais ou perfurações, a remoção de uma parte do intestino ou a realização de uma estomia pode ser necessária”, diz. 
 
Estomia é aliada no aumento da qualidade de vida
Diagnosticada em 2003 com Doença de Crohn, a enfermeira e embaixadora da Coloplast, Manie de Andrade, vive com uma estomia desde 2015. “Fiz diversos tratamentos que tiveram sucesso apenas por um tempo determinado. Então, no intervalo entre os ciclos de medicamentos tive um quadro mais grave com abscessos, estenose e perfuração intestinal. Foi nesse momento que a estomia chegou na minha vida”, conta. 

A estomia é uma cirurgia que cria uma abertura de um órgão para o meio externo do corpo, funcionando como um caminho alternativo para suas funções, como a eliminação das fezes ou urina. Em pacientes com DII, uma estomia pode ser indicada quando a parte afetada do intestino precisa ser retirada ou quando há bloqueios graves, complicações ou risco de perfuração. “Existem diferentes tipos de estomias, como a colostomia e a ileostomia, dependendo da parte do trato gastrointestinal afetada”, esclarece a estomaterapeuta.

Para Manie, mesmo tendo que passar pela adaptação, a estomia foi essencial para que ela voltasse a ter qualidade de vida. “Tenho o diagnóstico de uma forma grave da Doença de Crohn. Quando passei pela cirurgia, eu estava em uma crise muito difícil. Estava tendo dias de dores, depressão e crises de ansiedade. Mal saía de casa. Então, a estomia me proporcionou viver”, admite. 

De acordo com Silvia, nos casos de Doenças Inflamatórias Intestinais, a realização de uma estomia normalmente tem um impacto muito positivo na vida do paciente. Porém, a especialista alerta que é fundamental que os pacientes recebam suporte psicológico e orientação adequada sobre cuidados com a estomia para melhor adaptação à nova rotina. “É importante que haja acompanhamento psicológico para lidar com a mudança no corpo e a percepção do autocuidado e também o preconceito social, que infelizmente existe, além de educação a respeito dos cuidados com a estomia, já que a limpeza e a manutenção adequadas são essenciais para evitar complicações”, ressalta. 

“Depois da cirurgia, mudei completamente meu estilo de vida. Aprendi que a nutrição era mais do que comer e a musculação mais do que definir os músculos. Ambas têm efeito positivo na minha vida e contribuem com a remissão da doença”, afirma Manie. Atualmente a enfermeira tem uma rotina normal, faz musculação, dança, sai com amigos e constrói relacionamentos como qualquer pessoa. “Uso uma bolsa que tem o tamanho perfeito para mim, com o fechamento em velcro. Por ser super flexível, ela contribui na facilitação de atividades simples como amarrar um tênis, por exemplo. Graças à estomia, posso ter uma vida normal”, conclui. 
 
SOBRE A COLOPLAST
A Coloplast é líder global no desenvolvimento de produtos e serviços que tornam mais fácil a vida de pessoas com necessidades íntimas de saúde, incluindo cuidados com estomias, retenção urinária, feridas e pele.

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Endometriose afeta mais de 7 milhões de brasileiras e desafia o diagnóstico precoce



Doença causa dores incapacitantes e pode levar à infertilidade; diagnóstico pode demorar até 10 anos

A endometriose é uma doença inflamatória crônica que afeta mais de 7 milhões de mulheres no Brasil, o equivalente a uma em cada dez brasileiras em idade reprodutiva, segundo estimativas do Ministério da Saúde. Apesar de comum, a condição ainda é cercada por desinformação e demora no diagnóstico, podendo levar de sete a dez anos desde o início dos sintomas. A doença é caracterizada pelo crescimento do tecido endometrial fora do útero, atingindo principalmente ovários, bexiga e intestino.

Os principais sintomas incluem cólicas menstruais intensas, dor durante as relações sexuais, sangramentos irregulares e dificuldade para engravidar. “Não é normal sentir dores constantes e incapacitantes todos os meses. A mulher precisa ser ouvida e investigada com atenção desde os primeiros sinais”, reforçou a ginecologista Cristiane Spíndola, da Pró-Saúde. Segundo a médica, esses sinais ainda são muitas vezes confundidos com questões ginecológicas menos graves, o que atrasa o início do tratamento e afeta diretamente a qualidade de vida das pacientes.

A endometriose também tem impactos profundos na saúde mental das mulheres. “A dor crônica associada à endometriose pode levar à ansiedade, depressão e ao isolamento social. É fundamental olhar para essa mulher de forma integral, com acolhimento e suporte psicológico”, destacou Cristiane. Estudos apontam que a doença pode afetar o desempenho no trabalho, nos estudos e nas relações pessoais, além de comprometer a fertilidade em casos mais graves.

O diagnóstico da doença envolve avaliação clínica ginecológica, exames de imagem como a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e, em alguns casos, ressonância magnética. A biópsia pode ser indicada em situações específicas. O tratamento varia conforme o estágio e os sintomas da paciente, podendo incluir medicamentos para controle da dor, terapia hormonal e, quando necessário, cirurgia para remoção dos focos da doença.

A conscientização e a educação em saúde são ferramentas fundamentais para o diagnóstico precoce da endometriose. A recomendação dos especialistas é que todas as mulheres façam consultas ginecológicas regulares e estejam atentas aos sinais do próprio corpo. “A mulher precisa saber que sentir dor não é normal. Uma cólica menstrual que não melhora com analgésico comum ou que faça a pessoa ir ao hospital, tomar medicação venosa, é preciso ter muita atenção e consultar um profissional”, indicou Cristiane Spíndola.


Maio Verde 2025 destaca a Prevenção e Combate ao Glaucoma: Pesquisa revela panorama da saúde ocular no Brasil e impulsionam campanha educativa



A Campanha “Maio Verde –Prevenção e Combate ao Glaucoma” ganha força, impulsionada por dados de uma pesquisa recente e pela urgência de conscientizar a população sobre essa doença ocular silenciosa que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

Em pesquisa conduzida pela Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG) e pela Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO) em 2024, com 1.104 entrevistados em todo o Brasil, revela dados importantes sobre o conhecimento e a percepção da população em relação à saúde ocular e ao glaucoma. O estudo indica que 52,6% dos entrevistados são usuários do SUS, contudo, 44,2% desconhecem que o tratamento para glaucoma é oferecido pelo sistema. Adicionalmente, apesar da recomendação de consulta oftalmológica anual pela natureza assintomática inicial do glaucoma, percebido apenas com perda de visão, 30% dos entrevistados procuram o especialista somente para trocar óculos, reforçando a importância do Maio Verde 2025 para promover exames regulares. Além disso, aponta que 86,8% já ouviram falar em glaucoma, mas 52,5% não distinguem glaucoma de catarata, sinalizando a necessidade de maior esclarecimento. As principais fontes de informação sobre glaucoma são familiares (30,3%) e médicos (27,9%), destacando a responsabilidade médica na divulgação de campanhas educativas. O uso de corticoides pode causar glaucoma, mas apenas 22% dos entrevistados estavam cientes desse risco. Embora incurável, o glaucoma é tratável; entretanto, ao serem questionados sobre tratamentos adequados, 19,8% não souberam indicar nenhum, e 24% mencionaram óculos e exercícios oculares, tratamentos ineficazes para a condição.

Dado o impacto potencial do glaucoma e a necessidade de maior conscientização mostrada pela pesquisa, a SBG intensifica a campanha com materiais educativos para pacientes e oftalmologistas, além de vídeos explicativos. A iniciativa busca informar sobre fatores e risco, sintomas e a importância de exames oftalmológicos para detecção precoce, defendendo o acesso equitativo a serviços oftalmológicos de qualidade, incluindo detecção, diagnóstico e tratamento apropriado. “Estamos empenhados em educar a população sobre o glaucoma e promover a detecção precoce para prevenir a perda de visão irreversível”, afirma o Dr. Emílio Suzuki, presidente da SBG. “A Campanha Maio Verde é uma oportunidade valiosa para disseminar conhecimento e incentivar a participação ativa da comunidade na promoção da saúde ocular.”

O glaucoma, muitas vezes referido como o “ladrão silencioso da visão”, é uma condição ocular progressiva que pode resultar em danos permanentes ao nervo óptico e, eventualmente, levar à cegueira. Sua natureza assintomática nas fases iniciais o torna particularmente perigoso, pois muitos podem sofrer com a doença sem perceber. A pressão intraocular elevada é um fator de risco comum, contribuindo para a lesão do nervo óptico. Dr. Emílio Suzuki enfatiza a importância do diagnóstico precoce para evitar a perda de visão irreversível. “Infelizmente, muitas pessoas não percebem que têm glaucoma até que a doença esteja em estágios avançados”, alerta. “É por isso que exames oculares regulares são fundamentais, especialmente para pessoas com fatores de risco, como idade avançada, histórico familiar de glaucoma, diabetes, pressão arterial elevada, afrodescendentes, asiáticos e míopes”. Durante um exame, o oftalmologista medirá a pressão intraocular, verificará a aparência do nervo óptico e realizará testes complementares para avaliar possíveis danos.

A SBG ressalta que o glaucoma geralmente não apresenta sintomas óbvios nos estágios iniciais. No entanto, à medida que a doença progride, podem surgir sinais como visão embaçada, perda de visão periférica, halos ao redor das luzes, olhos vermelhos, dor ocular e náuseas. Exames oftalmológicos regulares são essenciais para a detecção precoce. Durante os exames, o oftalmologista avalia o paciente e busca por sinais da doença, medindo a pressão intraocular e realizando outros exames complementares. Pacientes já diagnosticados com glaucoma devem seguir a frequência de exames recomendada por seu médico. O Maio Verde 2025 não é apenas uma campanha de informação, mas um movimento em prol da visão. A SBG conclama oftalmologistas, veículos de comunicação, empresas e toda a sociedade a se engajarem ativamente na disseminação do conhecimento sobre o glaucoma. Cada indivíduo tem um papel fundamental na prevenção da cegueira evitável.


Síndrome do pescoço de texto: uso do celular pode adicionar até 27 kg na coluna



Aquela sensação de que o peso do mundo está nas costas, mesmo durante os momentos de relaxamento, pode ter uma explicação. A síndrome do pescoço de texto, tradução livre para o termo em inglês “text neck syndrome”, é uma sobrecarga nas articulações da coluna vertebral e nos músculos da região cervical, causada, normalmente, pela inclinação constante do pescoço ao mexer no celular ou outros aparelhos eletrônicos.

A má postura ao usar esses aparelhos pode adicionar até 27 kg de peso na coluna. Essa sobrecarga pode causar desde dores nos ombros e pescoço até hérnia de disco. “Além disso, a carga extra pode causar dores na região superior das costas, dor de cabeça, sensação de cansaço e redução da mobilidade do pescoço, quando a pessoa passa a sentir dificuldade de realizar movimentos com a cabeça e pescoço”, explica a professora do curso de Fisioterapia da Universidade Positivo, Christina Cepeda.

A especialista explica que, se não forem tratados, esses problemas físicos podem levar a condições mais graves a longo prazo, principalmente nos discos vertebrais e na coluna cervical. “Essa condição causa problemas de postura corporal e dores crônicas no pescoço e nos ombros, levando a uma redução da qualidade de vida e interferindo no bem-estar do paciente”, revela Christina.

Além das dores crônicas no pescoço e ombros, é fundamental ficar atento a outros sintomas, como sensação de formigamento, dormência ou fraqueza nos braços ou mãos, dificuldade para movimentar o pescoço e dor que irradia para os braços ou costas. “Se algum desses sintomas for persistente por várias horas ou dias, pode ser sinal de algum problema mais grave na coluna”, ressalta.

Como evitar o problema?
Para corrigir a postura durante o uso do celular e outros eletrônicos e evitar os impactos negativos, Christina recomenda manter a cabeça erguida e o pescoço reto, sempre colocar o dispositivo móvel em uma altura confortável para evitar a inclinação da cabeça para baixo e fazer pausas regulares para alongar o pescoço e os ombros. “Caso o desconforto permaneça mesmo com esses cuidados, consulte um fisioterapeuta ou ortopedista para detectar e resolver o problema antes que se torne algo mais sério”, finaliza.

De acordo com o coordenador do curso de Educação Física da UP e coordenador técnico da UPX Sports, Zair Candido, é muito importante trabalhar o back line, ou seja, os músculos que fazem a sustentação do corpo. Eles incluem músculos da face, a plantar (sola do pé), o tendão de aquiles, músculos da barriga da perna, posteriores da coxa, quadril, dorsais e intercostais. “Se você tiver uma saúde muscular bacana nessa back line, você vai ter uma qualidade de vida melhor”, aconselha.

Assim, alguns exercícios podem ajudar a mitigar o problema, como ensina o professor:

“Sentado e com a coluna vertebral reta, aproxime o queixo do ombro direito lateralmente, segure por 20 segundos, volte devagar para o centro e, em seguida, aproxime o queixo do ombro direito, segurando por mais 20 segundos. Ainda sentado, faça uma flexão do pescoço, colocando as duas mãos na nuca e segurando para a frente durante 20 segundos. Depois, faça uma hiperextensão da cervical, puxando, elevando o queixo para cima e segurando por 20 segundos. Finalize com circundações da cabeça para os dois lados, o que ajuda a trabalhar a cervical.”

Em seguida, trabalhe a torácica. “Estique os dois braços para cima e procure manter a postura ereta por 20 segundos. Ainda com as mãos esticadas acima da cabeça, e sempre mantendo a coluna reta, faça uma inclinação para a direita e a esquerda, segurando por 20 segundos em cada uma delas. Faça, ainda, uma flexão de tronco para a frente, flexionando um pouquinho os joelhos. Tente fazer um ângulo de 90 graus do quadril e deixar o tronco paralelo com o solo e segure, com os braços esticados, por mais 20 segundos.” Esses são pequenos exercícios básicos para alongar os músculos, mesmo depois de muitas horas no celular ou computador. No entanto, Candido lembra a importância do acompanhamento de um profissional de educação física para manter o corpo em movimento. “É sempre fundamental praticar atividades físicas regularmente e não apenas exercícios básicos de alongamento. É esse movimento frequente que vai realmente ajudar a evitar dores e outros problemas mais graves”, complementa.


Aumento do diabetes piora a visão do brasileiro



Brasil ocupa a sexta posição no mundo em diabetes que aumenta o risco de graves doenças nos olhos

O Brasil tem 16,6 milhões de diabéticos e ocupa a sexta posição mundial de portadores da doença segundo dados da IDF (International Diabetes Federation). O mais grave é que a condição é a quinta maior causa de morte no País e cresce geometricamente há 25 anos. De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier e membro do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) estar acima do peso e o sedentarismo são os principais fatores de risco que impulsionam o diabetes, condição que está associada ao desenvolvimento de graves doenças nos olhos.

A boa notícia é que a partir deste mês de maio começa a ser comercializado no Brasil o Mounjaro (tirzepatida), injeção subcutânea que controla o diabetes. Como o Ozempic (semaglutida) deve ser aplicada semanalmente para tratar a condição. Queiroz Neto afirma que a diferença entre os dois medicamentos, além do princípio ativo, é a eficácia. Isso porque, explica, embora ambos sejam moléculas sintéticas  que se ligam e ativam receptores das nossas células gástricas, uma única molécula do Mounjaro ativa dois receptores - o GIP e o GLP-1, enquanto o Ozempic só ativa o GLP-1. O único problema é que o medicamento também causa maior desconforto gástrico.
 
Sintomas
O oftalmologista afirma que não é comum sentir alteração na visão no início do diabetes. Os sintomas mais comuns do diabetes são: sede excessiva, micção frequente, perda de peso e fadiga, mas não acontece com todos. Por isso, quem tem casos na família deve passar por check-up clínico periodicamente. Um simples hemograma pode evitar graves complicações na visão, alterações cardiovasculares, lesões nos nervos, perda de sensibilidade periférica.
 
Retinopatia diabética
Queiroz Neto salienta que não basta um bom controle glicêmico para o diabético continuar enxergando. Depende também de quanto tempo convive com a doença. Depois de cinco anos pode surgir edema na mácula, porção central da retina, formação de neovasos no fundo do olho ou depósitos de sorbitol, uma substância que favorece o extravasamento de líquido dos vasos e leva à perda da visão. O tratamento deve ser contínuo, inclui aplicação de laser, injeções antiangiogênicas e cirurgia em casos de hemorragia ou descolamento da retina.

Catarata
O especialista esclarece que a repetida hidratação e desidratação do cristalino altera suas fibras, antecipando a formação da catarata, opacificação do cristalino que responde por 49% dos casos de cegueira tratável no Brasil. O único tratamento é a cirurgia em que o cristalino opaco é substituído por uma lente intraocular. “No caso de diabéticos quanto antes o procedimento é feito, melhor”, afirma. Isso porque, a catarata diminui a quantidade de luz azul que chega à retina e a produção de melatonina, hormônio que regula nosso estado de alerta e sono. Resultado – Diabéticos que convivem muito tempo com a catarata ficam estressados pelas noites mal dormidas, ganham peso e maior resistência à insulina.
 
Miopia
Queiroz Neto explica que quanto mais alta a glicemia, maior a viscosidade do sangue que provoca miopia. “A viscosidade do sangue geralmente aumenta depois das refeições quando o nível de glicose sobe”, salienta. Nas mulheres, observa, os estrogênios podem fazer a absorção de água pelo cristalino ser maior e isso leva ao aumento da miopia. Períodos prolongados de jejum fazem o cristalino desidratar e a miopia desaparece. Por isso, comenta, antes de prescrever óculos, o oftalmologista verifica se o índice glicêmico está controlado. A dica do médico para manter a estabilidade da refração e glicemia é se alimentar a cada 3 horas, dando preferência aos grãos integrais, verduras e frutas em pequena quantidade. 
 
Glaucoma 
Queiroz Neto afirma que a retinopatia diabética pode ter como reação secundária o glaucoma. Neste caso é caracterizado pela formação de neovasos, menor irrigação sanguínea, inflamações oculares. A dificuldade de escoamento do humor aquoso causa aumento da pressão intraocular e morte de células do nervo óptico.

O especialista ressalta que o glaucoma renovascular tem evolução rápida e o campo visual perdido é irrecuperável. Por isso, é importante que toda pessoa diabética faça exames oftalmológicos anualmente. As alterações oculares que podem cegar geralmente aparecem após 10 anos, mas o tratamento contínuo pode manter a visão até o fim da vida, finaliza.


Dor de ouvido em crianças: erros comuns que podem agravar o quadro



Uso de antibióticos, puxar a orelha e até a utilização de azeite ou leite materno: médica esclarece dúvidas comuns e orienta quais são os cuidados corretos para proteger a saúde auditiva das crianças

A dor de ouvido é uma das queixas mais comuns entre crianças, especialmente em épocas de clima frio, e costuma gerar muitas dúvidas e preocupações entre os pais. Apesar de frequente, esse tipo de dor ainda é cercado por mitos que podem atrapalhar o cuidado adequado. 

“As principais causas da dor de ouvido em crianças são as otites (inflamações ou infecções do ouvido), que podem ser classificadas em dois tipos: otite externa (infecção da pele do canal auditivo externo), geralmente causada por exposição frequente à água em atividades como banhos de mar ou piscina, ou pelo uso inadequado de cotonetes, e otite média (infecção do ouvido médio), que costuma surgir após quadros gripais ou outras infecções respiratórias. No entanto, é importante destacar que nem toda dor de ouvido está ligada a infecções. Existem dores que se originam em outras regiões próximas e irradiam para o ouvido, como o bruxismo, que pode causar disfunção temporomandibular, ou de infecções de garganta e dores dentárias”, explica a Dra. Bárbara Salgueiro, otorrinolaringologista pediátrica do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco. 

A exposição frequente à água, como em natação ou banhos prolongados, pode favorecer o surgimento de dor de ouvido, especialmente quando há remoção das barreiras naturais de proteção do ouvido externo. “Isso facilita a entrada de fungos e bactérias, podendo resultar na chamada otite do nadador. Nesses casos, é necessário ter atenção com os hábitos de higiene e prevenção”, comenta a médica. 

Um erro comum é o uso de algodão nos ouvidos das crianças, prática que não é recomendada pelos especialistas. “O canal auditivo precisa estar ventilado, e o uso de algodão tende a abafar o local, aumentando a umidade e favorecendo a proliferação de fungos. Da mesma forma, o uso de objetos ou substâncias caseiras, como azeite ou leite materno, deve ser evitado, pois além de não trazerem alívio comprovado, podem agravar o quadro e dificultar o diagnóstico médico”, ressalta Salgueiro.

Alguns sinais devem servir de alerta para os pais e motivar a procura imediata por um otorrinolaringologista. Entre eles, a Dra. Bárbara explica que estão dores que não passam com medicação para dor comum ou que duram mais de 48 horas, febre alta (acima de 38,5°C), inchaço e vermelhidão atrás da orelha, presença de secreção saindo do ouvido, além de alterações no comportamento da criança, como irritabilidade excessiva ou sonolência.

“O tratamento inicial da dor de ouvido pode incluir o uso de analgésicos simples, como paracetamol ou ibuprofeno. Caso a dor persista, é necessária uma avaliação médica, com exame otoscópico, para determinar o tipo de otite e indicar o tratamento adequado, que pode envolver o uso de medicamentos tópicos, anti-inflamatórios ou antibióticos, dependendo da gravidade e do tipo da infecção”, diz a otorrinolaringologista.

A prevenção das dores de ouvido em crianças envolve medidas simples e eficazes. A médica comenta que a principal delas é manter o calendário vacinal em dia, especialmente contra gripes e pneumococos, que estão entre os principais causadores de infecções de ouvido. “Além disso, deve-se evitar o uso de hastes flexíveis para limpar os ouvidos, manter a higiene das mãos, usar máscara em ambientes com risco de contaminação e evitar o contato com pessoas gripadas”, completa a dra. 

Muitas vezes, crianças pequenas não conseguem expressar com clareza o que estão sentindo, o que dificulta o diagnóstico precoce. Por isso, os pais devem ficar atentos a sinais como o ato de levar as mãos aos ouvidos, choro persistente, febre e secreções auriculares. Esses comportamentos podem indicar dor de ouvido, mesmo que a criança ainda não consiga verbalizar o desconforto.

Por fim, é importante desmistificar algumas crenças populares. “Nem toda dor de ouvido exige o uso imediato de antibióticos. Em muitos casos, especialmente em crianças maiores de dois anos sem sinais de gravidade, a infecção pode regredir com o uso apenas de analgésicos e observação. Outro mito comum é que a dor de ouvido impede totalmente o contato com a água da piscina, o que não é verdade em todos os casos. Se a infecção for uma otite média, por exemplo, a água da piscina não atinge o ouvido médio. Já na otite externa, o contato com a água deve ser evitado até a resolução do quadro. Também é incorreto afirmar que puxar a orelha é um teste confiável para identificar otite, já que isso pode causar dor apenas em alguns tipos de infecção e não serve como diagnóstico preciso. Por fim, práticas como colocar azeite ou leite materno no ouvido são perigosas e devem ser totalmente evitadas, pois podem agravar a infecção, causar lesões e interferir no diagnóstico médico”, esclarece a Dra. Bárbara Salgueiro.

A dor de ouvido infantil, embora comum, exige atenção e cuidado. “A orientação de um especialista é fundamental para garantir o tratamento adequado e evitar complicações. Ao desconfiar de qualquer sintoma, o melhor caminho é procurar avaliação médica e evitar intervenções caseiras sem respaldo científico”, finaliza a médica do HOPE.


Por que sentimos dores na coluna?



Neurocirurgião da Unimed Araxá comenta sobre esta e outras dúvidas

As dores na coluna estão atualmente entre as principais queixas relatadas nos consultórios médicos. Para o neurocirurgião, Guilherme Augusto Leonel de Magalhães, a explicação é lógica. “As dores na coluna existem desde que o ser humano adotou a posição ereta. Estudos indicam que as dores na coluna estão entre as principais causas de afastamento do trabalho e aposentadoria precoce em todo o mundo, o que levou especialistas a buscar formas de aliviar seus sintomas”, explica.

Ainda segundo o médico, os tratamentos clínicos evoluíram consideravelmente. Além deles, foram criadas diversas opções cirúrgicas, principalmente na última década. “Se os resultados cirúrgicos, atualmente, são considerados bastante satisfatórios, a indicação cirúrgica, pode-se dizer com toda segurança, ainda se constitui o elemento fundamental no sucesso do tratamento”, ressalta.

Por que sentimos dores de coluna?
A coluna vertebral abriga em seu interior a medula espinhal e as raízes nervosas que dão origem aos nervos espinhais, através dos quais o sistema nervoso central se comunica com as estruturas periféricas. Os discos intervertebrais são estruturas de natureza fibrocartilaginosas que separam as vértebras, absorvendo cerca de 70% a 80 % dos impactos na coluna e permitindo movimentos de flexão e extensão, além de inclinação lateral.

Em determinadas circunstâncias, os discos intervertebrais podem comprimir os elementos neurais, mais frequentemente as raízes nervosas e, em alguns casos, até mesmo a medula espinhal. “Essa condição recebe o nome genérico de hérnia de disco, podendo ocorrer em qualquer região da coluna, sendo mais comum na cervical e lombar. Apesar da hérnia de disco ser uma causa comum de dor de coluna, estenoses, infecções, tumores, artroses, osteoporose devem ser consideradas”, destaca Dr. Guilherme.

Com o passar dos anos a coluna naturalmente tende a sofrer anormalidades estruturais e alterações degenerativas que podem ser exacerbadas com o trabalho pesado, obesidade e sedentarismo. Diversos trabalhos demonstram uma forte ligação entre peso corporal, estatura baixa, sedentarismo e dores na coluna. Fatores psicológicos como depressão, distúrbios somáticos, fibromialgia, alcoolismo, divórcio e baixa renda associam-se com dores do tipo crônica. A degeneração do disco é influenciada por algumas profissões, pois o trabalho pesado pode acelerar em até dez anos este processo.

Procure ajuda
Doenças de coluna, dores e cirurgias da coluna devem ser avaliadas por um neurocirurgião, desde que este profissional possua capacitação, conhecimento e experiência tanto nos tratamentos clínicos quanto nos tratamentos cirúrgicos, quando indicados. “A cirurgia da coluna vertebral, motivo de medo para vários pacientes devido ao risco de sequelas permanentes, se constitui uma cirurgia rotineira com o risco de todas as outras em geral, desde que bem indicada e realizada por um especialista com experiência na área”, explica o médico.

Toda dor na coluna deve ser bem avaliada para um diagnóstico correto na sua causa. A partir do diagnóstico da causa da dor na coluna, define-se o tratamento, que pode ser conservador — com repouso, medicação analgésica e anti-inflamatória — ou cirúrgico. A fisioterapia deve ser individualizada para cada paciente, incluindo hidroterapia, reeducação postural e pilates. Ela é recomendada tanto no tratamento conservador quanto no pós-operatório. “Quando bem avaliada com um exame neurológico detalhado e tratada corretamente, a dor na coluna tem grande chance de alívio dos sintomas”, finaliza.

Dr Guilherme Augusto Leonel de Magalhães


Dor nas pernas, inchaço e hematomas? Pode ser lipedema



Do diagnóstico preciso ao tratamento personalizado, tratar o lipedema envolve estilo de vida, tecnologia e ciência para melhorar a qualidade de vida de mulheres com a doença

O lipedema é uma condição inflamatória crônica e progressiva que afeta principalmente as mulheres, caracterizando-se pelo acúmulo anormal de gordura em áreas específicas do corpo, como quadris, coxas e panturrilhas, poupando mãos e pés. Essa gordura, porém, não é apenas localizada, mas uma “gordura doente”, que pressiona vasos linfáticos, sanguíneos e terminações nervosas, causando dor, sensação de peso e dificuldade no emagrecimento.

A fisioterapeuta dermato-funcional Dr.ª Talita Bessa, especialista em estética corporal e Head do Grupo Clay, explica que a condição é fortemente influenciada por hormônios femininos, como o estrogênio, o que explica seu surgimento em momentos chave da vida da mulher, como primeira menstruação, no uso de anticoncepcionais ou durante a gestação. A doença tem um componente genético significativo e afeta, em sua maioria, a região da cintura para baixo. “O lipedema é uma gordura doente. O adipócito, que é a célula de gordura, cresce desordenadamente, às vezes chegando a centímetros, e comprime vasos linfáticos, sanguíneos e terminações nervosas”, explica.

Embora frequentemente confundido com obesidade ou celulite, o lipedema é uma doença distinta, e sua visibilidade aumentou nas últimas décadas. Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu oficialmente o lipedema como uma condição médica, e em 2022, a doença foi incluída na Classificação Internacional de Doenças (CID-11), um avanço crucial para o diagnóstico e tratamento adequados.

No entanto, no Brasil, a adoção da CID-11, que inicialmente estava prevista para 2025, foi adiada para 2027 pelo Ministério da Saúde. O adiamento, segundo o governo, se deve à necessidade de capacitação de profissionais de saúde e à adaptação de sistemas para que o diagnóstico e o tratamento da doença sejam mais eficazes e padronizados em todo o país. Isso é especialmente relevante em um contexto onde o lipedema é ainda subdiagnosticado e muitas vezes negligenciado.

A inclusão do lipedema na CID-11 representa um passo importante para que o diagnóstico da doença seja mais preciso e amplamente reconhecido, além de permitir a implementação de políticas públicas específicas e a melhoria no acesso ao tratamento.

Sintomas e diagnóstico
Dor ao toque, sensação de peso nas pernas, edema no final do dia, dificuldade de emagrecimento em determinadas regiões e hematomas frequentes são sinais que podem indicar a presença da doença. “A mulher se olha no espelho e vê um tronco fino, mas pernas muito grossas. Se mesmo emagrecendo, aquele volume nas coxas ou no bumbum permanece, é um sinal de alerta”, afirma a fisioterapeuta.

Tratamento multidisciplinar: da fisioterapia à cirurgia
Embora não tenha cura, o lipedema pode ser controlado com uma abordagem integrada. No Grupo Clay, a paciente é acompanhada por uma equipe multidisciplinar que inclui fisioterapeutas, nutricionistas, nutrólogas, dermatologistas e cirurgiões plásticos. “Tratar lipedema é cuidar da inflamação, e isso exige atenção à alimentação, suplementação, controle hormonal e estilo de vida. É uma jornada conjunta”, pontua Dr.ª Talita.

Entre os tratamentos não cirúrgicos, o Grupo Clay desenvolveu o protocolo LipoControl, voltado ao controle do lipedema. “Usamos recursos como ozonioterapia, ultrassom, radiofrequência em baixa temperatura, taping, pressoterapia e terapias manuais. Cada paciente evolui de maneira diferente, então o protocolo é totalmente personalizado”, destaca.

Quando necessário, a cirurgia é indicada após o controle clínico. “O procedimento cirúrgico melhora significativamente a qualidade de vida, mas é importante lembrar que a doença continua existindo. Por isso, o acompanhamento pós-operatório é essencial”, reforça.

Sobre a Clay Medicina e Estética 
Clay Medicina e Estética é uma clínica que segue o propósito de inspirar e ajudar pessoas a transformarem seus mundos. Tendo à frente os sócios Talita Bessa (fisioterapeuta, dermato funcional), Flávius Cabral (médico) e Tiago Alcântara (médico), ambos especialistas em cirurgia plástica, a Clay tem foco em contorno corporal, procedimentos cirúrgicos e estética de alta performance. Seja para realizar intervenções com tratamentos minimamente invasivos, a Clay acredita na evolução, na melhoria, na forma e na beleza como ferramentas para uma vida melhor.

A clínica, localizada na Avenida Santos Dumont, 877, possui salas reservadas e design sofisticado que formam um ambiente inteiramente dedicado à satisfação dos pacientes, utilizando somente equipamentos de última geração, aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e com dados científicos publicados em revistas médicas. Para garantir dedicação exclusiva, atua com número limitado de pacientes para promover atendimento personalizado.


Quais são os perigos de uma mastigação inadequada para a saúde? Conheça 5 dicas para evitar:



Colocar porções menores de alimento na boca e mastigar de 15 a 20 vezes o alimento são fundamentais para a digestão

A mastigação é o primeiro passo no processo digestivo e desempenha um papel crucial na saúde geral do indivíduo. Uma mastigação ineficiente, caracterizada pela trituração inadequada dos alimentos devido à falta de dentes ou ao hábito de comer rapidamente, pode acarretar diversos problemas de saúde a longo prazo. 

Um estudo publicado na Ciência & Saúde Coletiva revelou que aproximadamente um terço dos adultos entrevistados relataram dificuldades na mastigação devido a problemas dentários ou com próteses. Essas dificuldades podem levar a restrições alimentares e impactar negativamente a qualidade de vida dos indivíduos. 

Quando os alimentos não são devidamente triturados, o estômago é sobrecarregado, recebendo pedaços maiores que dificultam a digestão e a absorção de nutrientes essenciais. Além disso, a má mastigação pode levar a problemas gástricos e nutricionais, que afetam o bem-estar geral. 

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2019 revelam que 14 milhões de brasileiros acima de 18 anos perderam todos os dentes, enquanto 34 milhões perderam 13 dentes ou mais. 

A perda dentária é uma das principais causas da mastigação inadequada. Cada dente possui uma função específica: os dentes anteriores são responsáveis por cortar os alimentos, enquanto os posteriores têm a função de triturá-los. A ausência de um ou mais dentes compromete essa harmonia funcional, levando os dentes remanescentes a se movimentarem para fechar os espaços vazios, o que pode resultar em uma mordida desequilibrada. Esse desequilíbrio não apenas afeta a eficiência mastigatória, mas também pode causar alterações estéticas, impactando a autoestima e a saúde emocional do indivíduo. 

A Dra. Adriele Cristina Stein, dentista da Oral Sin, maior rede de clínicas de implante dentário do país, ressalta: “A mastigação é fundamental não apenas para a digestão, mas para a saúde como um todo. Negligenciar a perda de um dente, achando que os demais compensarão, é um equívoco que pode levar a sérias consequências funcionais e estéticas”. 

Para melhorar a eficiência da mastigação, a dentista recomenda adotar algumas práticas, como:

1. Colocar porções menores de alimento na boca: é uma prática simples, mas essencial para melhorar a eficiência da mastigação, facilita a trituração e traz saciedade; 
 
2. Mastigar de forma equilibrada dos dois lados da boca: A mastigação unilateral sobrecarrega os músculos de um único lado do rosto, o que pode causar dores na mandíbula, estalos ao abrir a boca e até mesmo assimetrias faciais. Alternar os lados ajuda a equilibrar a força muscular, previne o desgaste desigual dos dentes e evita dores e tensões na mandíbula; 
 
3. Mastigar cada porção entre 15 e 20 vezes, garantindo que o alimento esteja bem triturado e misturado à saliva antes de ser engolido: esse hábito melhora a absorção de nutrientes, ajuda no controle do peso, previne problemas bucais e musculares e reduz gases e inchaço abdominal;
 
4. Prefira alimentos de diferentes texturas: comer alimentos mais fibrosos, como frutas e legumes crus, fortalece os músculos da mastigação e estimula a produção de saliva, essencial para a digestão;
 
5. Mantenha a saúde bucal em dia: consultas regulares ao dentista ajudam a corrigir problemas dentários que podem prejudicar a mastigação, como desalinhamento dos dentes, cáries ou próteses mal ajustadas. 

“O dentista é o profissional mais qualificado para diagnosticar e tratar problemas relacionados à mastigação inadequada. Consultas regulares permitem a identificação precoce de possíveis complicações e a adoção de medidas preventivas adequadas”, afirma a Dra. Adriele. Investir na saúde bucal é essencial para garantir uma qualidade de vida elevada, prevenindo problemas digestivos, nutricionais e emocionais decorrentes de uma mastigação ineficiente.
 
Sobre a Oral Sin 
Fundada em 2004, em Arapongas, Paraná, a Oral Sin é a maior rede de franquias de implantes dentários do país e, desde 2009 atua no segmento de franquias. Presente em todo o país, é pioneira na adoção de tecnologias digitais ligadas à odontologia. Além dos implantes, também oferece atendimento clínico em geral, próteses dentárias, estética dental, ortodontia, toxina botulínica e enxerto ósseo. 

Atendimento odontológico humanizado e de excelência, acolhimento, respeito, carinho e flexibilidade no pagamento – que promove o melhor custo-benefício do mercado – estão entre seus pilares.


Mulheres têm catarata antes dos homens



Levantamento mostra que o diagnóstico entre 50 e 55 anos é 35% maior entre elas

Os hormônios sexuais femininos estão relacionados a muitas funções no organismo da mulher, inclusive à visão. Pior: Em média, a mulher brasileira entra na menopausa aos 48 anos. A queda na produção dos estrogênios faz com que o diagnóstico da catarata, opacificação do cristalino, ocorra antes entre elas. De acordo com o oftalmologista, Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier, recente levantamento realizado nos prontuários de 520 pacientes do hospital, mostra que entre 50 e 55 anos o diagnóstico de catarata é 35% maior entre mulheres por conta da menopausa.
 
Causas e fatores de risco
O oftalmologista afirma que isso acontece porque o epitélio, camada externa do cristalino, tem receptores de estrogênios que inibem o desenvolvimento da catarata. Por isso quando a produção desses hormônios é interrompida pela menopausa, acelera a opacificação do cristalino. No Brasil, comenta, a terapia de reposição hormonal é adotada por uma minoria de mulheres. “Isso acontece por falta de acesso ao acompanhamento médico por grande parte da população, recomendação de especialistas quando a mulher tem predisposição à formação de coágulos ou quando há casos de câncer ginecológico na família. 

Queiroz Neto destaca que em toda a população a maior causa da catarata é o envelhecimento. Isso porque, o envelhecimento aumenta a produção de radicais livres e a aglomeração das proteínas do cristalino que impedem a transmissão da luz à retina. Para se ter ideia, a estimativa da OMS (Organização Mundial da Saúde) é de que a catarata atinge globalmente 17% dos que têm de 55 a 65 anos, 47% dos que têm 75 anos e 73% das pessoas com mais de 75 anos.

Outras causas da catarata apontadas pelo oftalmologista são: traumas, incluindo lesões no olho, doenças e cirurgias cerebrais, diabetes, alta miopia, ingestão abusiva de sal, disfunções da tireoide, uso contínuo de corticoide para tratar doenças autoimunes e exposição dos olhos ao sol sem lentes com filtro ultravioleta.
 
Sintomas
Os sintomas da catarata elencados pelo oftalmologista são: Diminuição da visão de contraste; Dificuldade de adaptação de um ambiente claro para outro escuro; Visão dupla; Redução da visão noturna; Cegueira momentânea ao conduzir um veículo com faróis contra; Troca frequente dos óculos de grau.
 
Tratamento
Queiroz Neto afirma que a única cura para catarata é a cirurgia. O procedimento é rápido, seguro, não dói e é feito com aplicação de anestesia local. Consiste na substituição do cristalino opaco pelo implante de uma lente intraocular. Por isso, a escolha da lente, esférica ou asférica, tem importância significativa no resultado da cirurgia, um momento único que determina a qualidade de visão para o resto da vida. O oftalmologista explica que a lente esférica oferecida pelo SUS e planos de saúde corrige hipermetropia ou de miopia, mas não elimina as aberrações ópticas que influem na visão noturna e de contraste. Por isso a qualidade de visão é inferior. Já a lente asférica ou premium pode ser monofocal, ou seja, corrigir a miopia ou hipermetropia, tórica que corrige simultaneamente o astigmatismo, multifocal que inclui a correção da presbiopia além dos vícios de refração ou de foco estendido cuja proposta é corrigir a visão de longe e meia distância. “Todas as lentes premium corrigem também as aberrações visuais”, salienta. Por isso, a qualidade de visão é superior e a dependência dos óculos é menor, esclarece.

Para quem pensa em optar por uma lente barata para depois trocar, o oftalmologista ressalta que o explante é um procedimento de alto risco que pode causar descolamento de retina, infecção e sangramento interno no olho, aumento da pressão intraocular e queda das pálpebras. Por isso não é recomendado.
 
Prevenção
A catarata é inevitável, mas pode ser adiada. As orientações do oftalmologista são: Manter os níveis de glicemia sob controle através de hemogramas completos periodicamente, alimentação equilibrada e rica em fibras; Quando um dos pais ou ambos têm alta miopia buscar informações para conter a miopia do filho visando reduzir os riscos de descolamento de retina, degeneração miópica e catarata precoce quando chegar à idade adulta: Controlar o consumo de sal, doces e bebidas alcoólicas; Sempre proteger os olhos nas atividades esportivas de impacto; Usar óculos com lentes que filtrem a radiação UV durante a exposição ao sol, finaliza.



Dia Mundial da Síndrome de Down: entenda a importância da estimulação precoce para o desenvolvimento de bebês e crianças com a condição




A fonoaudióloga e CEO da Clínica Life, Juliana Gomes, explica como terapias especializadas auxiliam na comunicação, coordenação motora e qualidade de vida dos pacientes

No dia 21 de março, é celebrado o Dia Mundial da Síndrome de Down, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para reforçar a importância da inclusão, do acesso a tratamentos especializados e da conscientização sobre a condição. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a incidência da trissomia do cromossomo 21 ocorre em aproximadamente 1 a cada 1.000 nascidos vivos no mundo. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que cerca de 300 mil pessoas tenham a síndrome.

A Síndrome de Down é uma alteração genética causada pela presença de um cromossomo extra no par 21, impactando aspectos físicos, motores e cognitivos do desenvolvimento. Em muitos casos, o diagnóstico é feito ainda durante a gestação, por meio de exames como a ultrassonografia morfológica e o cariótipo fetal. No entanto, há situações em que os pais recebem a notícia somente após o parto, o que pode gerar dúvidas e insegurança sobre os cuidados necessários.

A informação e o acolhimento são fundamentais nesse momento, ajudando as famílias a compreenderem que a criança pode ter um desenvolvimento pleno, estudar, socializar e conquistar autonomia. “A estimulação adequada e o acesso a terapias especializadas são essenciais para que a criança se desenvolva com qualidade de vida. Quanto mais cedo o acompanhamento começa, maiores são os benefícios no longo prazo”, explica Juliana Gomes, fonoaudióloga especializada em transtornos de linguagem e CEO da Clínica Life.

A importância da estimulação precoce
A estimulação precoce tem um papel essencial no desenvolvimento motor, cognitivo e emocional da criança com Síndrome de Down. Ela engloba uma série de terapias que auxiliam no fortalecimento muscular, na aquisição da linguagem, na coordenação motora e na autonomia nas atividades diárias.

A fonoaudióloga Juliana Gomes destaca que muitas crianças com a condição apresentam hipotonia muscular, uma flacidez que afeta a mastigação, a deglutição e a fala. “O trabalho fonoaudiológico é fundamental para fortalecer os músculos da face, facilitando a comunicação e a alimentação da criança. Além disso, a terapia auxilia na melhor articulação das palavras contribuindo para aquisição de fala e linguagem”, explica.

Além dos exercícios, outra estratégia utilizada para potencializar a comunicação da criança é a Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA), que pode incluir o uso de gestos, figuras, pranchas de comunicação e aplicativos específicos. “A comunicação alternativa facilita a interação da criança com os pais e com o mundo ao seu redor, permitindo que ela expresse vontades, sentimentos e necessidades antes mesmo de desenvolver a fala”, ressalta Juliana, que também é especialista no assunto.

A terapia ocupacional também tem um papel essencial na conquista da autonomia nas atividades diárias, como segurar um copo, usar talheres e brincar de forma independente. “Nos primeiros anos de vida, essas habilidades são estimuladas para que a criança desenvolva maior independência e participação na sociedade”, acrescenta Juliana. A especialista reforça que outras áreas da saúde podem ser fundamentais no acompanhamento, como fisioterapia, para fortalecimento muscular global, e psicologia, para favorecer a adaptação e o desenvolvimento socioemocional.

Juliana destaca que o momento ideal para iniciar as terapias é o mais cedo possível, garantindo que a criança tenha suporte desde os primeiros meses de vida. “O mais importante é que os pais busquem informação e apoio especializado assim que o diagnóstico for confirmado. Quanto antes começarmos a estimulação, mais impacto positivo teremos no desenvolvimento da criança”, orienta.


Sobre Juliana Gomes: é fonoaudióloga, especialista em comunicação alternativa e linguagem infantil, capacitada em transtornos de leitura e escrita. Atua há mais de 10 anos nos transtornos de linguagem oral, escrita e autismo. É fundadora e CEO da Clínica Life. Localizada no município de Serra, no Espírito Santo, a Clínica Life realiza cerca de 1.900 atendimentos todos os meses.

As principais terapias oferecidas no espaço incluem fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia e acompanhamento psicológico, sempre adaptadas às necessidades individuais de cada paciente.


Fibromialgia se controla com conscientização e diagnóstico precoce 



Informação e tratamento adequado são essenciais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes

A fibromialgia é uma síndrome crônica caracterizada por dor generalizada, fadiga intensa e distúrbios do sono, impactando diretamente a qualidade de vida dos pacientes. Embora não tenha cura, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado permitem o controle dos sintomas e uma rotina mais equilibrada.

A condição afeta principalmente mulheres entre 30 e 60 anos e pode ser confundida com outras doenças devido à sua ampla gama de sintomas. De acordo com o Dr. Marcelo Jerez, diretor do One Day Hospital e da Clínica Alphaview, “o diagnóstico precoce é essencial para garantir um tratamento eficaz. A dor constante, a fadiga extrema e os distúrbios do sono são sinais de alerta que não devem ser ignorados”.

Sintomas e Diagnóstico
Os principais sintomas da fibromialgia incluem:

· Dor generalizada e persistente por pelo menos três meses;

· Fadiga extrema, mesmo após uma noite de sono;

· Distúrbios do sono, como insônia ou sono não reparador;

· Dores de cabeça frequentes;

· Problemas de memória e concentração (conhecido como “fibro fog”);

· Sensibilidade aumentada à dor e ao toque.

O diagnóstico é feito a partir da análise clínica, levando em conta os sintomas relatados pelo paciente e a exclusão de outras doenças que possam causar sintomas semelhantes. “Não existe um exame específico para a fibromialgia, mas médicos experientes podem identificá-la por meio de uma avaliação detalhada”, explica o Dr. Marcelo Jerez.

Tratamento e Qualidade de Vida
Embora não haja cura para a fibromialgia, diversos tratamentos ajudam a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Algumas abordagens incluem:

· Medicamentos para dor e relaxantes musculares prescritos por um especialista;

· Terapias físicas, como fisioterapia e acupuntura;

· Atividades físicas de baixo impacto, como caminhadas, ioga e hidroginástica;

· Suporte psicológico para lidar com o impacto emocional da doença;

· Alimentação balanceada e hábitos saudáveis para reduzir inflamação e fadiga.

“O tratamento multidisciplinar é fundamental para que o paciente consiga retomar suas atividades diárias com menos dor e mais qualidade de vida. Na clínica Alphaview contamos com o Espaço Mulher com especialistas capacitados para auxiliar no manejo da fibromialgia e de outras doenças crônicas”, ressalta o Dr. Marcelo Jerez.

Conscientização e Apoio
A informação e o suporte adequado são essenciais para que pacientes e familiares compreendam a fibromialgia e busquem atendimento médico diante de sintomas persistentes. Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, maiores são as chances de um tratamento eficaz e de uma vida com mais bem-estar e autonomia.

Sobre o ONE DAY HOSPITAL
O One Day Hospital foi idealizado e criado por médicos, focando na segurança e comodidade do paciente. Somos um hospital dia moderno e equipado com tecnologia de última geração, localizado em Alphaville, Barueri, São Paulo. Nossa infraestrutura inclui, além de salas cirúrgicas com equipamentos de alta tecnologia, leitos confortáveis e acolhedores, tornando-se uma experiência singular o uso de nossas instalações.

Sobre a ALPHAVIEW
O Dr. Marcelo Jerez com a missão de oferecer atendimento humanizado e diferenciado aos seus pacientes, criou em 2013 o Centro Oftalmológico Alphaview, um centro de referência em Oftalmologia na região da Alphaville.

Em 2015, com o objetivo de poder avaliar o paciente como um todo e oferecer um tratamento completo e personalizado, decidiu criar o Centro Médico Alphaview, um centro de referência em cuidado especializado, com profissionais capacitados que atendem mais de 40 especialidades ambulatoriais e um centro de diagnóstico com exames laboratoriais, cardiológicos, ginecológicos e de imagem, visando oferecer ao paciente um atendimento completo e ágil em um único local.


Março Lilás: saúde feminina e prevenção do câncer de colo do útero



Março Lilás é o mês de conscientização sobre a importância de se prevenir contra o câncer do colo do útero, a quarta maior causa de morte de mulheres por câncer no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Durante todo o mês, instituições de saúde pública e privada promovem campanhas para conscientizar a população feminina sobre os riscos de desenvolvimento da doença, sobre os sintomas e como se prevenir.

As ações acontecem de formas distintas de acordo com cada estado, mas todas possuem o mesmo objetivo: reduzir o número de mortes por câncer de colo do útero e promover a prevenção desde cedo.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), somente em 2018, mais de 16 mil novos casos desse tipo de câncer foram registrados.

A campanha, consequentemente, alerta também sobre a importância de se proteger contra as DSTs, uma vez que o vírus HPV é a principal causa do câncer do colo do útero.

Por isso, durante todo o mês de março, mulheres são incentivadas a manter uma rotina frequente de idas ao ginecologista e a fazer exames preventivos, como o papanicolau, que ajuda a detectar a infecção causada pelo HPV e possíveis alterações no colo do útero.

O que é o câncer do colo do útero?
O câncer do colo do útero, também conhecido como câncer cervical, é causado pela infecção persistente do vírus do HPV, o Papilomavírus Humano.

O HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum, sendo na maioria das pessoas infectadas assintomática, mas quando desperta sintomas, pode provocar o surgimento de verrugas genitais e coceira.

Quando a infecção por esse vírus provoca alterações celulares as chances do desenvolvimento do câncer do colo do útero são maiores.

Além da infecção por esse vírus, que acontece através de relações sexuais desprotegidas, outros fatores podem favorecer o desenvolvimento desse tipo de câncer, como outras DSTs, tabagismo e várias gestações.

Apesar de ser uma condição grave, o câncer do colo do útero pode ser facilmente prevenido através da realização periódica do exame papanicolau.

Quais os sintomas?
Também faz parte da campanha do Março Lilás informar as mulheres sobre os sintomas do câncer do colo do útero. Contudo, nem sempre é fácil identificar a doença dessa forma.
Em alguns casos o desenvolvimento da doença é lento e não manifesta nenhum sinal durante a fase inicial. Por esse e outros motivos é tão importante prevenir a condição.
Já no estágio mais avançado, alguns sintomas podem surgir. É importante prestar atenção ao surgimento dos seguintes sinais:

• Dor abdominal associada a problemas intestinais e urinários;
• Sangramento vaginal;
• Sangramento após relação sexual;
• Secreções vaginais anormais;
• Menstruação irregular;
• Fadiga;
• Perda de peso sem motivo aparente;
• Náuseas.

Como se prevenir?
A principal forma de prevenir o câncer de colo do útero é através do exame preventivo papanicolau, que permite a coleta de células do colo do útero e que mostram se há alguma infecção ou variação nesses tecidos. O exame é simples e dura poucos minutos.

Deve ser feito por todas as mulheres com idade com 25 anos que possuem vida sexual ativa, em intervalos de três anos. Quando a mulher possui fatores de risco para a doença, pode ser solicitado uma frequência menor entre um exame e outro. Esse exame ajuda a identificar a infecção por HPV e outras possíveis complicações que possam levar ao desenvolvimento do câncer do colo do útero.

Além dos exames, a mulher também pode se prevenir recebendo a vacina contra o vírus HPV. No entanto, é importante reforçar que a vacina não dispensa a necessidade dos exames, pois não protege a mulher de todos os tipos de vírus do HPV. O uso de preservativos também deve ser uma medida preventiva contra esse tipo de vírus, prevenindo também outras doenças sexualmente transmissíveis.

Apesar de ser uma doença grave, quando o diagnóstico é precoce, as chances de cura do câncer de colo do útero são grandes. Com os exames realizados de forma periódica, é possível identificar o tumor ainda em fase inicial, melhorando as chances de sucesso no tratamento. Na maioria dos casos, os sintomas surgem apenas quando o câncer se encontra em um estágio mais avançado, por isso a prevenção precisa ser incentivada.


Combate à Dengue: Governo de SP intensifica ações e alerta sobre descarte irregular de lixo



Aedes aegypti tem se adaptado às condições urbanas, tornando-se cada vez mais eficiente na reprodução em ambientes domésticos

O Governo de São Paulo intensificou ações no combate à dengue e reforçou o alerta à população sobre a necessidade de eliminar focos de proliferação, especialmente durante períodos de calor e chuvas intensas, como os vivenciados nas últimas semanas. Um dos pontos de atenção é o descarte correto do lixo, que evita a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

Cristiano Kenji Iwai, subsecretário de Recursos Hídricos e Saneamento da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), explica que o manejo adequado dos resíduos sólidos é essencial para o combate à dengue e outras doenças.

“O descarte incorreto de garrafas, pneus ou qualquer objeto que possa acumular água cria ambientes propícios para a proliferação do Aedes aegypti. Por isso a importância de nos atentarmos, porque depende diretamente da nossa atitude como cidadãos no combate à dengue”, destaca.

Kenji orienta que os resíduos sejam adequadamente acondicionados: “Os sacos devem ser bem fechados e encaminhados para a coleta pública, garantindo que sejam descartados de forma ambientalmente correta”. 

Ao longo dos anos, o Aedes aegypti tem se adaptado às condições urbanas, tornando-se cada vez mais eficiente na reprodução em ambientes domésticos. Este mosquito, com hábitos diurnos, alimenta-se de sangue humano, principalmente ao amanhecer e ao entardecer, e se reproduz em água limpa e parada, como a encontrada em recipientes dentro e fora das casas. 

Com o início das chuvas no período da primavera e do verão, ocorre um aumento significativo na proliferação do mosquito. A dengue é sazonal, com a elevação de casos e risco de epidemias entre outubro e maio.
 
Ações de combate à dengue nos Parques Estaduais Urbanos
Os Parques Estaduais Urbanos geridos pela Semil recebem atenção especial nesta época do ano. Devido à sua extensão e ao ambiente aberto, com potencial para atrair mosquitos, são implementadas medidas preventivas para evitar imprevistos. Entre as ações adotadas de combate à dengue para reduzir os focos de reprodução do Aedes aegypti, destacam-se:

· Limpeza e catação de materiais para redução de pontos de acúmulo de água;

· Monitoramento de locais com alta incidência de água, especialmente durante chuvas intensas, com remoção dos pontos com água parada. Quando a retirada não é possível, são aplicados produtos de limpeza;

· Remoção constante de água de equipamentos e, quando necessário, aplicação de areia para evitar o acúmulo de água;

· Limpeza das calhas para garantir o escoamento adequado das águas pluviais;

· Ações conjuntas com as prefeituras para otimizar o combate ao mosquito e ampliar o alcance das medidas preventivas.

“Para prevenir a dengue, é fundamental eliminar qualquer foco de água parada, usar repelente e proteger os espaços urbanos com a colaboração de todos”, diz Ana Seabra, coordenadora da Coordenadoria de Parques e Parcerias. “Também é essencial adotar medidas específicas de prevenção para garantir a segurança dos visitantes e evitar a disseminação da doença.”
 
Prevenção e cuidados
Em menos de 15 minutos, é possível realizar uma varredura eficiente e eliminar os recipientes com água parada, que são ambientes ideais para a procriação do Aedes aegypti. O órgão reforça a importância de a população colaborar com a vigilância e eliminação de focos do mosquito, realizando inspeções frequentes em suas residências e áreas circunvizinhas. 

Além da eliminação de criadouros, a orientação é que a população esteja atenta aos sintomas da dengue, como febre alta, dores no corpo e nas articulações, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele. Em caso de suspeita, é importante buscar orientação médica imediatamente.


Dormir bem para lembrar melhor: o impacto do sono na saúde cerebral dos idosos



Médica explica como a qualidade do sono influencia a memória e o risco de doenças como o Alzheimer; veja dicas práticas para melhorar as noites na terceira idade

A qualidade do sono pode influenciar a saúde do cérebro, isso porque dormir mal tende a acelerar o declínio cognitivo e aumentar o risco de doenças como o Alzheimer, sobretudo para a população idosa. De acordo com um estudo publicado na revista médica Neurology, da Academia Americana de Neurologia, pessoas entre 40 e 60 anos que têm noites de sono ruins podem apresentar sinais de envelhecimento cerebral. Além disso, um outro estudo publicado na mesma revista sugere que pessoas entre 30 e 40 anos que costumam passar por interrupções de sono possuem duas vezes mais chances de ter problemas de memória.

Segundo o Relatório Nacional sobre a Demência, divulgado pelo Ministério da Saúde, cerca de 8,5% da população brasileira com 60 anos ou mais convivem com a doença, representando aproximadamente 2,71 milhões de casos. O levantamento aponta ainda que até 2050, a projeção é que 5,6 milhões de pessoas sejam diagnosticadas no país.

A relação entre o sono e a saúde cerebral
Cecília Nobre, médica da área de geriatria do AmorSaúde, rede de clínicas parceiras do Cartão de TODOS, explica que o sono tem um papel fundamental na consolidação da memória e na “limpeza” de toxinas no cérebro, ajudando a manter a função cognitiva em bom estado.

“Durante o sono profundo, o organismo realiza processos importantes para a memória e para a remoção de substâncias tóxicas associadas ao Alzheimer, como a beta-amiloide”, explica Nobre. Segundo a médica, a privação de sono ou a fragmentação do descanso noturno podem comprometer esse mecanismo e aumentar o risco de doenças neurodegenerativas.

Alterações comuns no sono dos idosos
Com o envelhecimento, o padrão de sono tende a sofrer alterações naturais, como a redução do sono profundo e o aumento dos despertares noturnos. “Muitos idosos também relatam sentir sono mais cedo e acordar muito cedo, o que pode prejudicar a quantidade total de descanso”, afirma a profissional. Essas mudanças podem impactar diretamente a qualidade de vida, causando fadiga, irritabilidade e dificuldades de concentração.

Além das mudanças naturais do envelhecimento, fatores como dor crônica, doenças como depressão e ansiedade, uso de medicamentos e hábitos inadequados antes de dormir podem comprometer o sono dos idosos. “O uso excessivo de eletrônicos próximo ao horário de ir para a cama e a ingestão de cafeína impactam negativamente o sono na terceira idade”, ressalta Nobre.

A médica destaca que distúrbios do sono, como a apneia obstrutiva, também podem agravar o risco de doenças como o Alzheimer. “A apneia do sono reduz a oxigenação cerebral e está associada a um maior acúmulo de proteínas ligadas ao Alzheimer”, alerta. Além disso, insônia crônica e outros distúrbios podem acelerar o declínio cognitivo.

Quando procurar ajuda médica
Nobre recomenda que os idosos e suas famílias fiquem atentos a sinais de alerta, como sonolência excessiva durante o dia, dificuldade constante para dormir ou manter o sono, roncos altos e pausas na respiração durante a noite. “Caso esses sintomas sejam frequentes, é fundamental procurar um médico para avaliação e tratamento adequado”, orienta.

Para diagnosticar distúrbios do sono, exames como a polissonografia podem ser indicados. “Esse exame avalia a qualidade do sono e identifica problemas como apneia e movimentos involuntários que podem prejudicar o descanso noturno”, explica a médica.

Como melhorar o sono na terceira idade?
Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 45% dos casos de demência poderiam ser prevenidos ou retardados. A pasta afirma que a explicação para isso está nos fatores e no estilo de vida tidos como modificáveis como baixa escolaridade, perda auditiva, hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo, depressão, inatividade física e isolamento social.

Por isso, Nobre ressalta que cuidar da qualidade do sono é uma estratégia essencial para preservar a memória e a saúde cerebral na terceira idade, sendo um dos fatores modificáveis. “Dormir bem é uma forma de proteger o cérebro e garantir mais qualidade de vida ao longo dos anos”, afirma a profissional. A médica lista cinco medidas essenciais para melhorar a qualidade do sono dos idosos:

1. Estabelecer uma rotina: manter horários regulares para dormir e acordar ajuda a regular o relógio biológico.

2. Criar um ambiente propício: manter o quarto escuro, silencioso e com temperatura agradável favorece o sono profundo.

3. Evitar estimulantes: reduzir o consumo de cafeína e bebidas alcoólicas, especialmente no período noturno.

4. Praticar atividades relaxantes: leituras leves, meditação e alongamentos antes de dormir podem ajudar a induzir o sono.

5. Fazer acompanhamento médico: em caso de dificuldades persistentes, buscar orientação profissional é fundamental.


Mulheres entre 30 e 50 anos são as mais afetadas pela fibromialgia



Prati-Donaduzzi investe em pesquisas e novos medicamentos para amenizar sintomas da doença

“Dor, muita dor no corpo todo. Ela está comigo há tanto tempo que já somos amigas íntimas. Aprendi a conviver com isso, apesar de não ser nada fácil. A sensação que tenho é de estar sendo abraçada por um arame farpado o tempo todo.” Assim a secretária Claudia Aguiar descreve a fibromialgia, diagnosticada em 2013. “Mas não é só a dor. Há também a tristeza, a ansiedade, a fadiga, a sensação de inutilidade por não conseguir tomar um banho direito, porque até a água do chuveiro causa dor quando encosta no couro cabeludo”, complementa.

A fibromialgia é causada por uma alteração no sistema nervoso central, que amplifica a percepção da dor. Seus sintomas incluem dores generalizadas pelo corpo, principalmente nas articulações, músculos, tendões e tecidos moles, com duração prolongada. Além da dor, a doença pode causar fadiga, distúrbios do sono, depressão que está associada a desequilíbrios de neurotransmissores no cérebro como a serotonina, ansiedade, dificuldades de memória e concentração, bem como alterações intestinais

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a fibromialgia afeta cerca de 3% da população brasileira, sendo mais prevalente em mulheres entre 30 e 50 anos. A razão dessa predominância ainda não é totalmente compreendida e estudos indicam que não há relação direta com os hormônios, pois a doença pode ocorrer tanto antes quanto depois da menopausa. “O principal sintoma da fibromialgia é uma dor generalizada que acomete os dois lados do corpo por mais de três meses. O diagnóstico é clínico, pois não há alterações detectáveis em exames de sangue ou radiografias”, explica o neurologista e clínico geral Conrado Friggi Bissoli.

A intensidade da dor pode variar ao longo do tempo e ser desencadeada por fatores como estresse, desenvolvimento de outras doenças como infecções virais ou eventos traumáticos.

Tratamento
Claudia conta que, além de medicamentos para controlar o desconforto, investe em terapia. “As pessoas me veem e perguntam: ‘Mas você é tão alto astral, está sempre sorrindo, de bem com a vida’. Sigo assim porque não quero me tornar a reclamona. Mas já fiquei afastada do trabalho por dez dias sem conseguir me mexer, de tanta dor”, relata a secretária.

Especialistas afirmam que a fibromialgia não tem cura, mas pode ser controlada com eficácia. O tratamento combina duas abordagens: medicamentosa e integrativa. Os medicamentos têm como objetivo reduzir a dor e melhorar a qualidade de vida do paciente, auxiliando também no sono e no controle do estresse. Para isso, podem ser prescritos antidepressivos, analgésicos e anticonvulsivantes. Já as terapias integrativas como fisioterapia, acupuntura e massagens, envolvem estratégias que ajudam a minimizar a dor e o impacto emocional da doença.

“O tratamento é individualizado e inclui orientações para evitar esforços pesados ou repetitivos, além da prática de alongamentos e exercícios musculares, preferencialmente com acompanhamento de um fisioterapeuta. Além disso, o uso de medicamentos para aliviar e prevenir as dores crônicas é essencial, frequentemente associado a antidepressivos, já que a doença pode causar alterações emocionais devido à dor constante e às limitações diárias”, ressalta Conrado.

Pesquisa e ciência no combate aos sintomas
O rol de medicamentos para o tratamento da fibromialgia é amplo e inclui analgésicos, anti-inflamatórios, antidepressivos, ansiolíticos, anticonvulsivantes, relaxantes musculares e medicamentos para distúrbios do sono. “O tratamento medicamentoso da fibromialgia, além de aliviar a dor, busca melhorar a qualidade do sono e tratar sintomas associados, como depressão e ansiedade”, explica a pesquisadora da indústria farmacêutica Prati-Donaduzzi, Amanda Bedin.

A farmacêutica paranaense tem investido e se dedicado à pesquisa de novos fármacos para tratar doenças que afetam o Sistema Nervoso Central, como o canabidiol indicado para casos de epilepsia refratária e também para doenças como distúrbios do sono, dores crônicas, ansiedade e autismo. “Temos a pesquisa e inovação no DNA da Prati-Donaduzzi e além dos medicamentos que já produzimos e que são utilizados no tratamento da doença, estamos em constante pesquisa para o desenvolvimento de novos medicamentos, que diminuem os sintomas da doença”, complementa Amanda.

Fevereiro Roxo
O mês de fevereiro é marcado por uma importante ação na área da saúde. A campanha Fevereiro Roxo destaca a importância do diagnóstico precoce de doenças neurológicas como a fibromialgia, do acesso a tratamentos adequados e do suporte às famílias que lidam com essas condições. Além disso, promove a conscientização sobre a necessidade de pesquisas para encontrar novas terapias para essas doenças.


Quais são os direitos dos pacientes com câncer?

Crédito de imagem: Freepick

Brasil deve registrar mais de 700 mil casos em 2025; no Dia Mundial do Câncer (04/02), especialista fala sobre como garantir os direitos e acesso ao tratamento

A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê 35 milhões de novos casos de câncer no mundo até 2050; aumento de 77% em relação aos números estimados em 2022. Os dados projetam que uma em cada cinco pessoas desenvolverá a doença durante a vida. Só no Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que devem ser feitos 704 mil novos registros da doença em 2025, com 70% dos casos concentrados nas regiões Sul e Sudeste do país. 

As projeções reforçam a importância do Dia Mundial do Câncer (04/02), que coloca em evidência o tema e acende um alerta sobre como as políticas públicas estão se organizando para atender esse volume de pacientes e assegurar seus direitos.
 
Estatuto da Pessoa com Câncer
A advogada e professora do curso de Direito do Centro Universitário Integrado, de Campo Mourão (PR), Dayana Boareto, explica que no Brasil existem diversas normas voltadas aos direitos dos pacientes oncológicos. “A principal delas é a Lei nº 14.238/2021, conhecida como Estatuto da Pessoa com Câncer. Ela estabelece, por exemplo, acesso integral e equânime a serviços de saúde, atendimento prioritário e humanizado e isenção de alguns impostos e taxas.” 

Mas além desta lei, a advogada lembra que outros dispositivos legais - como o Estatuto do Idoso, o Código de Defesa do Consumidor e a Legislação Previdenciária - também garantem direitos importantes aos pacientes oncológicos. “As leis asseguram mais do que a integralidade do tratamento de saúde; elas também tratam de questões que envolvem o direito ao trabalho e à educação.”

Quais são os direitos de um paciente com câncer?
O acesso ao tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é o primeiro e principal direito que todo paciente oncológico tem. Mas o desdobramento do tratamento inclui diversas etapas e situações que também estão previstas na legislação. A começar pela informação clara e completa sobre a doença, opções de terapia e prognóstico. 

O fornecimento sem custo de medicamentos, o acompanhamento psicológico e social e o tratamento fora do domicílio também estão assegurados, assim como a prioridade na tramitação dos processos judiciais e administrativos. 

“Os benefícios previdenciários como auxílio-doença, prestação continuada (BPC) e aposentadoria por invalidez podem ser solicitados, mas nesses casos, o paciente precisa atender aos requisitos exigidos pelo INSS para cada tipo de benefício”, esclarece Dayana. 

A advogada lembra que existem ainda outros direitos que não são tão comuns, mas que as pessoas com a doença podem exercer. Estão entre eles a prioridade no atendimento em serviços públicos e privados; levantamento do FGTS; quitação de financiamento de imóveis de habitação (pelo seguro habitacional); transporte coletivo gratuito; serviço de atendimento ao consumidor e judiciário de forma preferencial. 

“Vale destacar que esses são apenas alguns dos direitos dos pacientes com câncer. A legislação brasileira está em constante evolução e outros direitos podem ser aplicados em casos específicos, a depender da necessidade”, destaca a professora do curso de Direito do Centro Universitário Integrado, de Campo Mourão (PR).
 
Onde buscar ajuda para garantir esses direitos?
Embora a legislação brasileira seja clara e específica no amparo aos pacientes oncológicos, a falta de recursos na saúde, a desigualdade na oferta e acesso aos serviços nas diferentes regiões do país, o excesso de burocracia do sistema previdenciário e a falta de conhecimento da população impedem o pleno exercício dos direitos desses indivíduos. 

Por isso, além de assegurar que saibam o que a lei os garante, é importante também que esses pacientes conheçam quais providências podem ser tomadas quando seus direitos são violados. 

Segundo Dayana, “é possível fazer uma denúncia da situação junto ao Ministério Público e à Ouvidoria do SUS do município. Outra opção é procurar auxílio de associações para pacientes com câncer, para se informar e receber orientações. O indivíduo também pode buscar um advogado para recorrer aos seus direitos na justiça”.
 
Sobre o Centro Universitário Integrado
Localizado em Campo Mourão (PR), o Centro Universitário Integrado oferece, há mais de 25 anos, ensino superior de excelência reconhecido pelo MEC com nota máxima (5) no Conceito Institucional e nota 4 no Índice Geral de Cursos (IGC). Atento ao que o mercado necessita, busca ofertar um ensino de qualidade voltado às competências que precisam ser desenvolvidas por todos os profissionais. 

Para isso, conta com infraestrutura moderna, laboratórios com tecnologia de ponta, metodologias de ensino inovadoras e corpo docente com forte experiência acadêmica e vivência prática.

Atualmente, o Integrado oferece mais de 55 cursos de graduação presencial, semipresencial e a distância - incluindo Direito, Medicina e Odontologia - e mais de 100 cursos de pós-graduação em diversas áreas do conhecimento.



32% dos brasileiros não foram ao dentista no último ano



Pesquisa realizada pela ABIMO com o apoio do CFO mostra que escolaridade tem impacto direto no acesso à saúde bucal - 46% dos brasileiros com escolaridade básica não passaram por uma consulta odontológica nos últimos 12 meses

Um estudo realizado pela ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos), com apoio do CFO (Conselho Federal de Odontologia) e executado pela consultoria italiana Key-Stone, revelou dados inéditos e importantes sobre a saúde bucal no Brasil. A pesquisa realizada no período de dezembro de 2023 a dezembro de 2024 analisou tanto o comportamento da população em relação à frequência às consultas odontológicas quanto o perfil dos próprios dentistas.

De acordo com o levantamento, 68% dos brasileiros visitaram o dentista no último ano, sendo que as mulheres lideram essa estatística. Entre aqueles que disseram ter visitado o dentista, a higiene bucal foi o tratamento mais realizado: 70% dos entrevistados afirmaram ter feito. Em contrapartida, 39% deles buscaram serviço de obturação e restauração dentária.

No entanto, os dados mostram uma desigualdade no acesso ao atendimento odontológico: 75% dos pacientes com ensino superior buscaram o dentista, enquanto apenas 54% dos brasileiros com escolaridade básica fizeram o mesmo.

A pesquisa também revelou que a renda tem uma forte correlação com a frequência de consultas: 80% das pessoas que ganham mais de 10 salários mínimos frequentaram regularmente o dentista, enquanto apenas 59% das pessoas com até um salário mínimo buscaram atendimento odontológico.

Para Paulo Henrique Fraccaro, CEO da ABIMO, a situação financeira é determinante para o acesso ao dentista, devido ao alto custo dos tratamentos odontológicos. “Hoje, por exemplo, uma simples obturação pode custar entre R$ 500 e R$ 800. Se a pessoa não tiver condições financeiras adequadas, ela acaba adiando a consulta, e o que poderia ser resolvido com um tratamento simples se transforma em algo mais complexo”, afirma. Ele lembra que o governo federal teve um esforço significativo, por meio do Ministério da Saúde, para levar a odontologia à população por meio de assistência técnica financiada pelas prefeituras, com subsídio da União. “A proposta de saúde bucal do governo federal previa a instalação de gabinetes odontológicos pelas prefeituras para atender a população carente. Contudo, a implementação tem sido muito lenta, dificultando o acesso e ampliando as desigualdades.”

Em relação ao sistema público de saúde, a pesquisa revela que 23% dos pacientes procuraram atendimento odontológico pelo SUS, sendo que a maior parte dessa parcela apresenta níveis educacionais mais baixos e faixas de renda menores. Por outro lado, 74% dos atendimentos ocorreram na rede privada, o que evidencia que a demanda por serviços odontológicos particulares ainda supera significativamente a procura pelo SUS.

"A pesquisa revela dados importantes sobre o comportamento dos brasileiros com relação à busca pelo atendimento odontológico e deixa evidente, por exemplo, a necessidade de ampliação de oferta dos serviços de Saúde Bucal na rede pública. Felizmente há uma perspectiva de que isso possa ocorrer gradualmente por meio da aplicação da Política Nacional de Saúde Bucal, criada por meio da lei federal 14.572 de 2023 e que incluiu o Programa Brasil Sorridente no SUS. Esse foi um avanço importante que deve garantir maior acesso aos tratamentos odontológicos, beneficiando especialmente as pessoas em situação de vulnerabilidade", pontua Claudio Miyake, presidente do Conselho Federal de Odontologia (CFO).

Perfil dos dentistas no Brasil
O estudo também traçou o perfil de atuação dos dentistas no Brasil, revelando que apenas 35% dos profissionais trabalham com convênios odontológicos, um percentual que sobe para 39% entre mulheres dentistas.

Além disso, procedimentos estéticos, que incluem ortodontia e tratamento de estética dentária, como clareamento ou lente de contato dental, são praticados por 86% dos dentistas entrevistados. Em contraste, a medicina estética para harmonização orofacial é a disciplina menos praticada dentro dos consultórios odontológicos, com pouco mais de um terço da amostra declarando que a pratica. Dos entrevistados, 8% preveem introduzir a técnica no futuro, 12% estão interessados em explorar essa oportunidade, enquanto quase metade (46%) não demonstra interesse em realizá-las. No entanto, observa-se uma maior difusão em consultórios nos estados da região Sul (44%) e em consultórios maiores (43% nos consultórios com pelo menos três cadeiras).


Hanseníase: entenda porque a doença ainda é um desafio no Brasil



Especialistas do CEJAM abordam sintomas, tratamentos e como buscar ajuda gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS)

O Brasil é o segundo país com mais casos de hanseníase no mundo, ficando atrás apenas da Índia, de acordo com o Ministério da Saúde. A doença, causada pela bactéria Mycobacterium leprae, afeta a pele e nervos periféricos, podendo causar incapacidades físicas se não tratada.

Entre os sintomas mais comuns estão manchas na pele que podem variar de esbranquiçadas a avermelhadas ou amarronzadas e, geralmente, apresentam também a perda de sensibilidade ao toque, calor, frio ou dor.  Em alguns casos, surgem caroços, e, nos estágios mais avançados, pode haver fraqueza muscular e deformidades.

Mesmo tendo cura, o quadro carrega consigo um estigma que transcende séculos e deixa marcas emocionais e sociais. Hoje, muitos pacientes diagnosticados ainda enfrentam preconceito e discriminação.

“A hanseníase é uma doença complexa. É fundamental adotar uma visão mais ampla ao tratá-la, levando em consideração não apenas os aspectos biológicos, mas também suas implicações na vida das pessoas afetadas e as dimensões psicológicas e sociais. Só assim é possível proporcionar um atendimento integral e humanizado aos pacientes”, afirma Dra. Flávia Rosalba, dermatologista do Hospital Dia Campo Limpo, gerenciado pelo CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS-SP).

Sentimentos como ansiedade, baixa autoestima, vergonha, culpa, necessidade de se isolar e depressão podem ser experienciados por pacientes com hanseníase. Essas emoções podem se tornar grandes barreiras ao tratamento, uma vez que alguns pacientes hesitam em buscar ajuda por medo.

“No entanto, o tratamento é crucial para interromper a transmissão. Todo o cuidado é realizado com medicações em comprimidos, disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, explica a médica.

Outro desafio é o diagnóstico tardio da doença. A especialista enfatiza que a regularidade das consultas dermatológicas pode fazer uma grande diferença nesse aspecto, proporcionando uma análise precoce e evitando possíveis complicações de saúde.

Cuidado psicológico como parte necessária do tratamento
A reabilitação física e emocional deve andar de mãos dadas, com ações integradas. Assim, o cuidado psicológico é uma parte essencial do tratamento da hanseníase, por conta de todo o impacto que a doença pode acarretar à saúde mental.

“O acompanhamento em psicoterapia é uma forma de trabalhar a aceitação e ressignificação do diagnóstico com o paciente”, complementa Ana Paula Ribeiro Hirakawa, psicóloga que atua no CER IV M’Boi Mirim, gerenciado pelo CEJAM em parceria com a SMS-SP.

Ela explica que o suporte psicológico pode incluir terapias individuais e, principalmente, atividades em grupo que abordem questões de autoestima, enfrentamento e reinserção social. Nesse sentido, os grupos de apoio podem ser um reforço a mais.

Já o suporte social, inclui orientações de assistentes sociais, que podem direcionar a pessoa para programas governamentais e comunitários para inclusão e reintegração.

SUS oferece suporte 
A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a porta de entrada para o cuidado dos pacientes com hanseníase. Ela dispõe de uma equipe multiprofissional que auxilia no diagnóstico, realizando os encaminhamentos necessários para centros especializados de hanseníase e reabilitação, além de também oferecer o tratamento.

A terapia, um recurso importante para o apoio a esses pacientes, também pode ser acessada gratuitamente a partir da UBS mais próxima. As unidades gerenciadas pelo CEJAM, por exemplo, possuem uma linha de cuidado dedicada exclusivamente à saúde mental, que faz toda a diferença no acolhimento e cuidado dessas pessoas.

Sobre o CEJAM
O CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” é uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos. Fundada em 1991, a Instituição atua em parceria com o poder público no gerenciamento de serviços e programas de saúde em São Paulo, Rio de Janeiro, Mogi das Cruzes, Campinas, Carapicuíba, Franco da Rocha, Guarulhos, Itu, Santos, São Roque, Ferraz de Vasconcelos, Pariquera-Açu, Itapevi, Peruíbe e São José dos Campos.

A organização faz parte do Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (IBROSS), e tem a missão de ser instrumento transformador da vida das pessoas por meio de ações de promoção, prevenção e assistência à saúde.

O CEJAM é considerado uma Instituição de excelência no apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS). O seu nome é uma homenagem ao Dr. João Amorim, médico obstetra e um dos fundadores da Instituição.

No ano de 2025, a organização lança a campanha “365 novos dias de saúde, inovação e solidariedade”, reforçando seu compromisso com os princípios de ESG (Ambiental, Social e Governança).

Siga o CEJAM nas redes sociais (@cejamoficial) e acompanhe os conteúdos divulgados no site da instituição.



Janeiro Branco: cuide da sua mente, evite o excesso de celular



Neste mundo cada vez mais agitado, cheio de estímulos e de muitos desafios, precisamos falar sobre saúde mental e emocional. A campanha Janeiro Branco tem como propósito quebrar tabus e também estimular o diálogo, inclusive em torno de questões muito presentes em nosso dia a dia que afetam nossas emoções e podem causar distúrbios psicológicos. A ideia é promover maior reflexão sobre a importância de cuidarmos da mente, assim como cuidamos do corpo, enfatizando que a saúde mental é um aspecto fundamental para nossa qualidade de vida. 

O Janeiro Branco é uma campanha de conscientização. A escolha de janeiro, um mês tradicionalmente associado ao recomeço e à renovação, simboliza a ideia de que esse é um bom momento para refletirmos sobre o bem-estar mental e a adoção de práticas saudáveis para o cuidado emocional. E, dentro deste contexto, é urgente que a sociedade dê maior atenção a um fenômeno crescente e preocupante: a dependência psicológica do celular.

Estudos já comprovaram que o uso excessivo e compulsivo do celular pode afetar significativamente a saúde emocional e psicológica. Como o celular proporciona acesso constante a informações, redes sociais e e-mails, pode gerar sobrecarga cognitiva e aumentar o estresse, já que o cérebro está constantemente processando dados e notificações.

Além disso, a pressão da sociedade para que estejamos sempre disponíveis, com a sensação de que é necessário responder rapidamente às mensagens, ou estar sempre conectado, pode causar muita ansiedade. Atualmente, as pessoas se sentem pressionadas a estar “on” o tempo todo, o que dificulta a desconexão. Muitos estão, inclusive, desenvolvendo comportamentos compulsivos ao verificar constantemente o celular – o que é conhecido como nomofobia (medo de ficar sem o celular) -, e que pode levar a um ciclo de estresse e ansiedade, afetando totalmente o equilíbrio emocional.

“É importante que os pais, educadores e toda a sociedade estejam atentos para ajudar a combater a compulsão doentia pelo celular. Muitas pessoas estão restringindo o convívio em grupo ou mesmo se isolando, já apresentando alterações emocionais e psíquicas. É preciso reintegrá-los em atividades sociais e esportivas e estimular a busca por tratamentos, com foco na mudança de comportamento, na educação digital, e, em alguns casos, com a ajuda de terapia. Precisamos apoiar e incluir todos para que consigam sair do vício e da dependência, trazê-los de volta a uma vida mais saudável e participativa”, pontua o Defensor Público Federal André Naves, especialista em Inclusão Social.

O Janeiro Branco é, portanto, fundamental para mostrar que qualquer um, atualmente, está sujeito a desenvolver transtornos emocionais. A campanha visa a combater o estigma associado a quem apresenta alterações mentais e de comportamento, estimulando a busca por apoio psicológico.

“Sabemos que a saúde emocional e psicológica é o resultado da interação entre fatores ambientais, sociais, pessoais e genéticos. Precisamos lutar contra o preconceito associado aos portadores de transtornos mentais, educando a sociedade sobre a importância de dar atenção à saúde mental tanto quanto à saúde física. E, assim, prevenindo e tratando problemas como depressão, ansiedade e até mesmo o suicídio, que são questões sérias e crescentes na sociedade contemporânea”, afirma o Defensor André Naves.

O autoconhecimento, o equilíbrio emocional e a busca de ajuda, quando necessário, são essenciais. Ao estimular o debate em torno de temas tão presentes na vida moderna, a campanha Janeiro Branco contribui para que as pessoas se sintam mais confortáveis para falar sobre suas emoções, enfrentar seus problemas emocionais de maneira saudável e buscar ajuda profissional sempre que necessário. 

Cuidar da saúde mental é fundamental para o equilíbrio e a qualidade de vida. Pense nisso.


Boca, o oráculo da saúde

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Especialista cita algumas doenças podem ser identificadas no exame bucal

Acredite ou não, seu dentista pode ser o primeiro profissional de saúde a detectar sinais de osteoporose. Isso porque a perda dentária, o recuo da gengiva e dentes com mobilidade mais acentuada são indicadores dos estágios iniciais da doença, caracterizada pelo afinamento gradual da densidade óssea e que acomete mais comumente mulheres a partir dos 50 anos.

Além da osteoporose, outras doenças podem ser identificadas pelo exame bucal. “Estudos estimam dezenas de doenças que se manifestam pela boca. Até a língua é um grande indicador de saúde. Sua coloração, textura e odor podem ser determinantes para o diagnóstico de patologias. Aos interessados em procedimentos estéticos, é crucial ir a um dentista que tenha experiência em diagnóstico e priorize um exame bucal detalhado, antes de iniciar qualquer intervenção. Caso contrário, há o risco de ‘maquiar’ vários sinais de doenças”, alerta Marcelo Kyrillos, cirurgião-dentista da clínica Ateliê Oral.

A seguir, Kyrillos cita outros exemplos de problemas de saúde que podem ser identificados na cadeira do dentista.

Refluxo: dentes rachados e deteriorados podem sinalizar refluxo gastroesofágico ou ácido. No primeiro, o ácido do estômago sobe de volta para o esôfago. Esse ácido pode chegar à boca e, eventualmente, dissolver as camadas dos dentes. A perda do esmalte dentário é permanente e, sem detecção e tratamento adequado, pode resultar na rápida deterioração dos mesmos.

Depressão ou ansiedade: a erosão dentária também pode ser um indicativo de ansiedade ou depressão. Pacientes com esse quadro, costumam desenvolver bruxismo que é o apertamento dos dentes, ocasionando ainda problemas graves de articulação e dores crônicas na região cervical, cabeça e pescoço.

Câncer de boca: lesões na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias; dor persistente na boca, na garganta ou no ouvido; dificuldade ao engolir; qualquer inchaço ou nódulo na boca, na garganta ou no pescoço que não diminuem; rouquidão ou mudanças na voz que persistem, podem ser sinais de câncer oral.  

Anemia: a ausência de glóbulos vermelhos saudáveis causa fadiga, palidez, falta de ar e tonturas. Outra manifestação é uma língua mais lisa e descorada (ideal é que esse músculo esteja sempre áspero e brilhante).

Diabetes: os níveis elevados de glicose no sangue podem afetar as células sensoriais do paladar, causando um gosto amargo ou gosto de sal na boca. Além disso, o diabetes pode aumentar o risco de infecções nas gengivas e nos ossos que sustentam os dentes, ocasionando a perda dentária e deixando, frequentes, as gengivas vermelhas e sensíveis. Importante ainda dar atenção ao sangramento gengival, que é frequentemente um dos primeiros sinais de doença periodontal, e pessoas com diabetes têm maior risco de desenvolver essa condição.

“Ir ao dentista é tão sério como os check-ups de sangue, urina, ou de imagem. Isso porque odontologia não se resume a dentes. Por isso, é fundamental escolher profissionais que priorizem um exame clínico aprofundado, considerando a saúde e a função da boca em primeiro lugar, colocando a estética somente como uma aliada”, destaca.


30% dos tumores no Brasil são de pele: Dezembro Laranja reforça a prevenção

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Campanha mostra a importância do diagnóstico precoce para combater a doença mais comum entre os brasileiros

O mês de dezembro traz à tona um tema de extrema relevância para a saúde pública: a prevenção ao câncer de pele. Batizado como Dezembro Laranja, o movimento tem como objetivo conscientizar a população sobre os riscos dessa doença, que é a mais comum entre os brasileiros, representando cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país, de acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer). Além de informar sobre os fatores de risco e formas de prevenção, a campanha também busca destacar a importância do diagnóstico precoce, essencial para aumentar as chances de cura e reduzir sequelas.

A luz solar, enquanto vital para a vida, também pode ser uma inimiga em potencial. A exposição prolongada e desprotegida é a principal causa do câncer de pele, e os danos acumulados ao longo dos anos podem se manifestar de formas severas. Nesse cenário, o uso de protetor solar, chapéus, óculos de sol e roupas adequadas emerge como uma das principais barreiras contra a doença. Ainda assim, muitas pessoas negligenciam esses cuidados básicos, reforçando a necessidade de campanhas educativas como o Dezembro Laranja.

“O câncer de pele ocorre principalmente nas regiões mais expostas ao sol, como rosto, pescoço e orelhas”, explica a Dra. Sílvia Picado, Médica Cirurgiã de Cabeça e Pescoço da Prefeitura Municipal de Santos e Diretora Social da APM Santos. “Os sinais de alerta incluem manchas que coçam, descamam ou sangram, sinais que mudam de tamanho, forma ou cor, e feridas que não cicatrizam em até quatro semanas. Por isso, é essencial conhecer o ABCD do câncer de pele”, orienta a especialista. Segundo o critério ABCD, deve-se observar a assimetria, as bordas irregulares, as variações de cor e o diâmetro das lesões, sendo que diâmetros superiores a 6 mm merecem atenção.

Entre os tipos de câncer de pele, o carcinoma basocelular é o mais comum e, apesar de atingir camadas mais profundas da pele, não está associado a altas taxas de mortalidade. O carcinoma espinocelular, por sua vez, pode causar sintomas como enrugamento e perda de elasticidade nas áreas afetadas. Já o melanoma, embora menos frequente, é o mais agressivo e exige maior atenção devido à sua alta taxa de mortalidade. “Quando diagnosticado precocemente, o melanoma apresenta altas chances de cura. Por isso, qualquer alteração na pele deve ser avaliada por um médico”, reforça a Dra. Sílvia.

A especialista também destaca a importância de medidas preventivas no dia a dia. “Além de usar protetor solar diariamente, mesmo em dias nublados, é necessário reaplicá-lo a cada duas horas ou após mergulhos e transpiração intensa. Também é importante utilizar protetor labial e lembrar de proteger o couro cabeludo, especialmente os calvos”, afirma. Outro ponto relevante é evitar o bronzeamento artificial, prática que está associada ao aumento significativo do risco de desenvolver a doença.

O tratamento do câncer de pele varia conforme o tipo e o estágio da doença, mas geralmente inclui cirurgia, radioterapia, quimioterapia e imunoterapia. “Com o diagnóstico precoce, é possível realizar cirurgias menos agressivas, reduzindo as sequelas e aumentando as chances de recuperação”, finaliza a Dra. Sílvia Picado. Portanto, o recado é claro: cuidar da pele é mais do que uma questão de estética; é uma questão de saúde.

Sobre Sílvia Picado
A Dra. Sílvia Picado possui graduação em Ciências Médicas pelo Centro Universitário Lusíada (UNILUS). Concluiu Residência Médica em Cirurgia de Cabeça e Pescoço em 2015 e obteve o título de especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) no mesmo ano, tornando-se membro efetivo e integrante da atual comissão de marketing da SBCCP.


Em 2019, a Dra. Sílvia Picado concluiu o mestrado no programa de Pós-graduação em Fisiopatologia Experimental da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Atualmente, exerce o cargo de professora na UNILUS e é a Diretora Social da Associação Paulista de Medicina de Santos (APM Santos).


Causas, tipos e tratamentos: saiba tudo sobre feridas em pacientes diabéticos

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Conscientização do Diabetes - momento importante para alertar sobre os riscos e entender melhor o tratamento adequado às feridas

O diabetes é uma doença crônica que pode causar uma série de complicações de saúde, e as feridas estão entre as mais frequentes e preocupantes. As feridas em pacientes diabéticos têm uma maior prevalência devido a uma combinação de fatores que tornam o processo de cicatrização mais lento e as infecções mais comuns: a má circulação sanguínea, a neuropatia (dano nos nervos) e a resposta imunológica comprometida.

Novembro, Mês Mundial de Conscientização do Diabetes, foi um momento importante para alertar sobre os riscos e entender melhor o tratamento adequado às feridas em pacientes diabéticos. Em todo o país, ações voltadas à informação, educação e prevenção sobre a doença ajudam no enfrentamento de complicações como feridas crônicas e amputações.

Uma delas é o projeto social Dia D, da Cicatriclin, referência nacional no tratamento de feridas e cuidados com pacientes diabéticos, que leva à população dicas de educação física, serviços de podologia e de nutrição, entre outros. O resultado é o aumento no número de diagnósticos precoces, maior adesão a tratamentos preventivos e a redução nos casos de complicações graves associadas à diabetes - menos amputações, menos hospitalizações e uma melhora visível na qualidade de vida dos brasileiros.

Os tipos de feridas mais comuns em pessoas com diabetes são as úlceras nos pés (conhecidas como “pé diabético”) e feridas em outras áreas de pressão, como os calcanhares e a região sacral (no fim da coluna, próximo ao cóccix).

O pé diabético é, sem dúvida, uma das complicações mais sérias, responsável por grande parte das amputações em diabéticos. Essas lesões ocorrem principalmente devido à perda de sensibilidade, causada pela neuropatia, e à má circulação nos membros inferiores, que impede o fornecimento adequado de oxigênio e nutrientes às células, dificultando a cicatrização.

O que torna as feridas em diabéticos diferentes daqueles de outros pacientes. As feridas em diabéticos têm características específicas que as diferenciam de lesões em outros pacientes. Elas frequentemente aparecem como úlceras abertas, com bordas irregulares, pele endurecida ao redor e, muitas vezes, com presença de necrose (tecido morto). Além disso, podem drenar pus, ter um odor forte e exibir sinais de infecção, como vermelhidão e calor na área afetada. A progressão de uma ferida que inicialmente parece pequena pode ser rápida e devastadora se não tratada adequadamente.

Essas feridas podem complicar e gerar graves consequências para a saúde devido à vulnerabilidade dos pacientes a infecções e à dificuldade do corpo em curar feridas. A combinação de má circulação e sistema imunológico enfraquecido significa que até mesmo pequenos ferimentos podem se transformar em grandes infecções, que podem atingir os ossos ou resultar em gangrena. Em muitos casos, se essas complicações não forem controladas, a amputação pode se tornar necessária.
 
Como deve ser o tratamento de feridas em pacientes com diabetes?

O tratamento das feridas em diabéticos deve ser feito de forma multidisciplinar. A primeira medida é o controle rigoroso dos níveis de glicose no sangue, já que a hiperglicemia interfere diretamente no processo de cicatrização. O acompanhamento de um médico especializado, como o angiologista ou cirurgião vascular, é fundamental, e um especialista em tratamento de feridas também deve ser consultado para tratar a pele e as lesões em si.

Ao lidar com a ferida, o profissional deverá fazer a limpeza e o desbridamento (remoção de tecidos mortos), com o uso de curativos específicos para úlceras e, em casos mais avançados, terapias mais intensivas, como a terapia por pressão negativa ou enxertos de pele. Além disso, o uso de antibióticos pode ser necessário para controlar infecções.

Os pacientes também são orientados a reduzir a pressão nas áreas afetadas, usando calçados especiais ou mantendo repouso. A avaliação contínua por uma equipe multidisciplinar é essencial para prevenir complicações mais graves.

A Cicatriclin, maior rede de tratamento de feridas do Brasil, possui em todas suas unidades equipe médica e estrutura completas para o atendimento de pacientes com diabetes e o tratamento de suas feridas. Além disso, dra. Bianca Oliveira, fundadora da rede, está à disposição para entrevistas sobre o assunto e sobre o projeto social Dia D.




Terapias complementares podem ser utilizadas no tratamento da fibromialgia; entenda como

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Especialista da Unimed Araxá explica as abordagens mais recomendadas e seus benefícios

A fibromialgia é uma condição complexa e desafiadora que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Segundo o médico reumatologista da Unimed Araxá, Carlos Eugênio Parolini, a doença é caracterizada por dores crônicas generalizadas, fadiga, distúrbios do sono e dificuldades cognitivas (concentração, raciocínio, controle dos pensamentos, aprendizagem, etc.). “Embora o tratamento convencional com medicamentos e fisioterapia desempenhe um papel importante no manejo da doença, muitas pessoas também buscam terapias complementares para aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida”, ressalta.

Especialista em tratamentos de fibromialgia, o médico destaca que uma das abordagens mais recomendadas é a prática de exercícios regulares. “Eles podem incluir alongamentos (pilates), atividade aeróbica de baixo impacto como a caminhada, natação e hidroginástica. O treinamento de força também é benéfico para fortalecer os músculos e diminuir a sensação de fadiga”, indica.

A alimentação saudável também desempenha um papel importante. “O uso de dieta anti-inflamatória (restrição de açúcares, farinha refinada) e rica em frutas, vegetais, grãos integrais, além de ácidos graxos e ômega 3 (linhaça, sardinha, salmão, etc.) podem também beneficiar o tratamento. A dieta pode ser acompanhada do uso de suplementos como o magnésio (dimalato) e melatonina. Fora isso, temos as atividades físicas integrativas (mente e corpo) associadas à meditação, respiração e autocontrole: yoga, tai chi e lian gong”, destaca.

Técnicas corporais
1) Acupuntura: sistêmica (agulhas em vários pontos distribuídos no corpo), auriculoterapia (agulhas na orelha), acupuntura com laser (sem agulhas, indolor), eletroestimulação com agulhas;
2) Massoterapia: alívio da tensão muscular;
3) Osteopatia: liberação das fáscias e músculos;
4) Hidroterapia: terapia da água aquecida, assistida por fisioterapeuta para liberar as tensões musculares;
5) TDCS: estimulação elétrica transcraniana, para diminuir a dor;
6) EMT: estimulação magnética transcraniana para diminuir a dor;
7) Reiki: foco no campo energético;
8) Terapia crânio-sacral: equilíbrio do sistema nervoso e das tensões.

Atividades e terapias cognitivo-comportamental:
1) Meditação: alívio da dor, controle do estresse, autoconhecimento;
2) Psicoterapia cognitivo-comportamental – realizada por psicólogo – reestruturação dos pensamentos;
3) Arteterapia: melhora da expressão emocional;
4) Musicoterapia: melhora da expressão emocional;
5) Participação em grupos de apoio com equipe multidisciplinar.

Importante
A educação do paciente no sentido de saber o que é a fibromialgia, que tem tratamento, que não leva à invalidez e a importância do conhecimento sobre o autocuidado com sua mente e seu corpo são pontos essenciais no manejo da fibromialgia. Por isto, torna-se imprescindível o tratamento do paciente com fibromialgia por equipes interdisciplinares (médico reumatologista, psicólogo, terapeutas, educadores físicos e nutricionista). “O reumatologista é o especialista responsável para tratar o paciente com fibromialgia e direcioná-lo para quais terapias melhor o atendem naquele momento, em uma decisão compartilhada”, finaliza Dr. Carlos Parolini.




Varizes: Esperar pode custar mais do que o tratamento

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As varizes são mais do que uma preocupação estética. Elas são sinais visíveis de que algo não está funcionando corretamente na sua circulação. Muitas vezes, as pessoas adiam o tratamento por pensar que as varizes são apenas um problema superficial ou acreditam que podem conviver com os sintomas por mais tempo. No entanto, adiar o tratamento de varizes pode custar muito mais do que você imagina — em termos de saúde, qualidade de vida e até financeiramente. Neste artigo, explicamos por que a espera pode ser um erro e como agir agora pode poupar complicações e despesas futuras.

































A evolução da Doença Venosa Crônica
As varizes são uma manifestação da Doença Venosa Crônica. Quando o sangue não consegue retornar ao coração de maneira eficaz, ele se acumula nas veias das pernas, causando dilatações e o aparecimento das varizes. Sem o tratamento adequado, essa condição tende a piorar com o tempo, podendo levar a problemas sérios, como trombose, úlceras venosas e infecções.

A evolução da Doença Venosa Crônica acontece em estágios, e deixar o tempo passar sem tratar as veias doentes permite que a doença progrida. Quanto mais avançado o estágio da doença, mais complicado se torna o tratamento e o pós-tratamento.

A Escleroterapia Ecoguiada com espuma: a substituta da cirurgia
Hoje, graças à evolução das técnicas, nenhum caso de varizes exige cirurgia. A escleroterapia ecoguiada com espuma substitui completamente a cirurgia de varizes. Este método, assim como a cirurgia, pode ser realizado em um único tempo, tratando as veias doentes de maneira eficiente. Em casos raros, pode ser necessário tratar uma perna por vez, devido à grande quantidade de veias doentes ou à limitação na quantidade de polidocanol que pode ser usada de uma só vez.

Já no caso das teleangiectasias (os vasinhos menores), o tratamento geralmente exige várias sessões. Quanto mais veias e quanto mais avançado o estágio da doença, maior será o impacto no tratamento e no pós-tratamento.

O custo invisível de adiar o tratamento
Quando as varizes são ignoradas, o custo não se limita apenas à sua saúde. O tratamento que poderia ser simples e acessível no início pode se tornar mais complexo e caro com o tempo. Adiar o tratamento de varizes pode significar:

1. Mais etapas no tratamento de vasinhos: Embora a escleroterapia ecoguiada com espuma trate as varizes maiores em um único tempo, vasinhos e teleangiectasias geralmente requerem mais sessões, o que pode aumentar o custo e o tempo de tratamento.

2. Tratamentos mais prolongados: Quanto mais a doença progride, mais implicações o tratamento terá, tanto em termos de tempo quanto de complexidade. A recuperação também pode ser mais longa em casos avançados.

3. Risco de complicações: As complicações decorrentes de varizes não tratadas, como úlceras venosas e infecções, exigem cuidados médicos mais intensivos, resultando em custos maiores e recuperação mais difícil.

O impacto na qualidade de vida
Além do custo financeiro, adiar o tratamento de varizes afeta diretamente sua qualidade de vida. As dores nas pernas, o inchaço e a sensação de cansaço constante podem limitar suas atividades diárias e até mesmo seu lazer. A cada dia que passa, as varizes podem progredir, tornando simples tarefas, como caminhar ou ficar de pé por longos períodos, mais difíceis e desconfortáveis.

Optar pelo tratamento precoce significa recuperar sua mobilidade, energia e bem-estar. Com tecnologias modernas, como a escleroterapia ecoguiada com espuma e o laser transdérmico, o tratamento de varizes é rápido, seguro e oferece resultados duradouros, permitindo que você volte à sua rotina normal rapidamente.

O tratamento é a única forma de interromper a progressão
É considerado que exercícios físicos, alimentação saudável e outros cuidados podem ajudar a controlar os sintomas das varizes, mas não curam a Doença Venosa Crônica. Somente o tratamento médico especializado pode interromper a progressão da doença.

Tomando a decisão certa: agir agora para evitar custos maiores
Quando se trata de varizes, o momento de agir é agora. Evitar ou adiar o tratamento não apenas coloca sua saúde em risco, mas também aumenta os custos financeiros e compromete sua qualidade de vida. Optar por um tratamento precoce garante uma solução menos invasiva, com resultados mais rápidos e mais econômicos a longo prazo.

Fonte: Dr. Eduardo Toledo de Aguiar, Professor Livre Docente em Cirurgia Vascular - FMUSP, Diretor Médico da Spaço Vascular, Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.


Por que as mulheres têm mais dificuldade para emagrecer do que os homens?

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Médico especialista esclarece motivos que levam a desigualdade biológica que pode dificultar o emagrecimento de pacientes do sexo feminino e disserta sobre métodos que a medicina produziu para auxiliar a perda de peso

A batalha contra a balança nem sempre é justa entre homens e mulheres. É muito comum escutar casos de pessoas que seguiram uma dieta rigorosa e, ao subir na balança, se frustraram ao ver que o resultado não correspondeu ao esforço. E a decepção parece ainda maior quando uma mulher percebe que seu parceiro perdeu peso com mais facilidade, mesmo comendo as mesmas refeições e mantendo o mesmo estilo de vida.

Estudos e pesquisas, incluindo uma realizada em 2018 pela Universidade de Copenhague com outras instituições, apontam que homens realmente perdem peso mais facilmente do que mulheres. Nesse estudo, que acompanhou 2,5 mil pessoas com sobrepeso e pré-diabetes em uma dieta restritiva de calorias, os homens perderam em média 11,8 kg, enquanto as mulheres perderam 10,2 kg. Essa diferença, embora pareça pequena, revela aspectos importantes sobre como os corpos masculino e feminino reagem a dietas e ao déficit calórico.

“A principal razão para a diferença está na composição corporal e nas necessidades energéticas. De acordo com especialistas, os homens possuem uma maior quantidade de massa muscular e menos gordura corporal, o que influencia diretamente no metabolismo basal — a energia que o corpo gasta em repouso. Por serem maiores e terem mais massa muscular, os homens também necessitam de um maior consumo calórico. Com a mesma restrição alimentar, eles acabam enfrentando um déficit calórico maior, o que explica a perda de peso mais acentuada”, explica o cirurgião geral Mauro Jácome.

Além disso, os hormônios desempenham um papel crucial. A testosterona, por exemplo, presente em maior quantidade nos homens, favorece o desenvolvimento muscular e reduz o acúmulo de gordura. Nas mulheres, o estrogênio tende a favorecer a retenção de gordura, especialmente em áreas como quadris e coxas, como parte de um processo biológico natural relacionado à fertilidade e proteção do corpo.

Esses fatores indicam que, embora a jornada para perda de peso seja desafiadora para todos, as mulheres enfrentam obstáculos específicos e estruturais. “A compreensão dessas nuances pode auxiliar profissionais de saúde a criarem estratégias mais eficazes e individualizadas, que levem em conta as particularidades de cada gênero, e ajudar as pessoas a ajustarem suas expectativas diante das diferenças naturais nos processos de emagrecimento”, indica Mauro Jácome.

Procedimentos para a perda de peso
Todavia, ainda que o corpo possa resistir a perda de peso, a medicina também tem ferramentas para combater essa dificuldade. “A luta contra o excesso de peso é uma realidade para muitas pessoas. Felizmente, existem várias abordagens para a perda de peso, e uma delas é o balão intragástrico. Este método não cirúrgico tem ajudado muitos indivíduos a alcançar seus objetivos de emagrecimento e melhorar sua qualidade de vida”, disserta o médico.

Na contramão do emagrecimento exacerbado, Mauro recomenda a utilização do balão intragástrico. “Trata-se de um dispositivo médico feito de silicone, que é preenchido com soro fisiológico ou ar e colocado no estômago. Diferente de procedimentos cirúrgicos, a inserção do balão é minimamente invasiva, realizada através de uma endoscopia. Uma vez no estômago, o balão é inflado, ocupando espaço e ajudando no controle do peso”.

Indicado exclusivamente para pacientes com Índice de Massa Corpórea igual ou superior a 26. Ao ocupar espaço no estômago, o balão intragástrico reduz a capacidade de armazenamento do órgão, levando a uma sensação precoce de saciedade após a ingestão de pequenas quantidades de alimentos. Isso resulta em uma diminuição natural da ingestão calórica, base essencial para a perda de peso. Além disso, o balão retarda o esvaziamento gástrico, prolongando a sensação de saciedade e ajudando a evitar excessos alimentares.

6 dicas para evitar a perda da audição

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Com práticas de proteção, a perda auditiva pode se tornar um risco significativamente menor ao longo da vida (Imagem: Drawlab19 | Shutterstock)

Cuidar da saúde dos seus ouvidos com consultas periódicas e prevenção adequada ajuda a evitar problemas (Imagem: Photoroyalty | Shutterstock)

No Brasil, o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, celebrado em 10 de novembro, é um momento de alerta e conscientização sobre a importância dos cuidados auditivos. Esse tema vai além de campanhas pontuais, abordando a necessidade de incorporar práticas de proteção auditiva no cotidiano, especialmente em um mundo repleto de estímulos sonoros cada vez mais intensos.

Atentar-se a esse ponto é uma forma de preservar a qualidade de vida e garantir que o envelhecimento ocorra com o mínimo de limitações possíveis. Pequenas atitudes no dia a dia podem fazer uma diferença significativa, ajudando a manter a saúde auditiva em dia e evitar problemas futuros.

Quem fala sobre a questão é o otorrinolaringologista Bruno Borges de Carvalho Barros, da capital paulista, que explica ser possível que qualquer um tenha perdas auditivas por exposição excessiva ao ruído, uso de remédios, infecções, acidentes, decorrentes da idade ou causas de origem genética. “O mais importante é cuidar da audição para que ela permaneça intacta e permita desfrutar todos os sons que a vida oferece. Para isso, algumas dicas simples podem se tornar essenciais”, diz.

Dicas para a saúde auditiva

A seguir, veja como algumas atitudes simples ajudam a proteger a audição:

· Evite ambientes barulhentos por muito tempo;

· Utilize sempre os acessórios de proteção auditiva (EPI) se as atividades profissionais exigirem muita exposição a ruídos intensos;
· Evite ouvir música em volume acima da metade da capacidade dos aparelhos, principalmente com fones de ouvido;

· Em casos de infecção de ouvido, procure um otorrinolaringologista e faça o tratamento indicado. Infecções, especialmente aquelas de repetição, são riscos potenciais de perda auditiva;

· Cuidado com objetos pontiagudos ou hastes flexíveis no ouvido. Esse tipo de objeto pode empurrar a cera para o tímpano ou até perfurar a membrana timpânica e afetar a audição;

· Se perceber dificuldade em entender ou grande necessidade em aumentar o volume da televisão, procure um especialista para fazer um exame de audição. Quanto mais cedo se cuidar, melhor!

Prevenção é o melhor caminho
Para finalizar, o médico fala que a prevenção é o melhor remédio. “Perdas de audição são irreversíveis e poucas mudanças de hábito já surtem excelentes efeitos benéficos para a saúde auditiva […]”, diz. (Por Mayra Barreto Cinel - Redação EdiCase)


Novembro Azul: Saiba os direitos do trabalhador diagnosticado com câncer de próstata


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Advogada Suéllen Paulino

Novembro é o mês dedicado à conscientização sobre o câncer de próstata, com a campanha Novembro Azul, que busca incentivar os homens a cuidarem da saúde e realizarem exames preventivos. Quando diagnosticado, o trabalhador brasileiro tem alguns direitos específicos que visam garantir apoio financeiro e segurança durante o tratamento. A advogada Suéllen Paulino destacou alguns deles:

    1. Auxílio-doença: Se o trabalhador tiver que se afastar de suas atividades por mais de 15 dias, ele poderá solicitar o auxílio-doença ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Esse benefício garante que o trabalhador receba um valor mensal durante o período em que estiver incapacitado para o trabalho.

    2. Estabilidade no emprego: Após o retorno do afastamento por auxílio-doença, o trabalhador possui garantia de estabilidade no emprego por 12 meses, conforme a legislação. Isso significa que ele não pode ser demitido sem justa causa durante esse período.

    3. Isenção de contribuição previdenciária sobre aposentadoria: Para quem já está aposentado e foi diagnosticado com câncer, existe a possibilidade de solicitar a isenção da contribuição previdenciária descontada da aposentadoria.

De acordo com a advogada, o trabalhador pode se ausentar do trabalho e até se aposentar. “Quando diagnosticado com câncer de próstata, o trabalhador pode solicitar licença médica e, se o afastamento superar 15 dias, ele poderá requerer o auxílio-doença junto ao INSS. Para isso, o paciente precisará passar por uma avaliação pericial para comprovar a incapacidade temporária de trabalho.”

“Se a incapacidade for considerada permanente, o benefício poderá ser convertido em aposentadoria por invalidez. Essa aposentadoria também é concedida pelo INSS e depende de comprovação médica da impossibilidade de retorno ao trabalho”, completa.
Suéllen Paulino afirma que o trabalhador diagnosticado com câncer de próstata pode se aposentar em dois cenários:

    1. Aposentadoria por invalidez: Se a doença ou o tratamento resultar em incapacidade total e permanente para o trabalho, o trabalhador poderá ser aposentado por invalidez. Esse benefício é concedido após avaliação médica do INSS, que irá comprovar a incapacidade definitiva.

    2. Aposentadoria por tempo de contribuição: Se o trabalhador já tiver cumprido o tempo de contribuição necessário para se aposentar (atualmente 35 anos para homens, com algumas variações devido à reforma da previdência), ele pode solicitar a aposentadoria mesmo sem estar incapaz de trabalhar.

O trabalhador diagnosticado com câncer de próstata também tem direito à isenção de Imposto de Renda sobre os rendimentos de aposentadoria, pensão ou reforma. “Este benefício é garantido para pacientes de doenças graves, como o câncer, e se aplica tanto aos aposentados quanto aos pensionistas. A isenção deve ser solicitada ao órgão pagador da aposentadoria ou pensão, mediante apresentação de laudos médicos e documentação específica”, diz Suéllen Paulino. “Importante ressaltar que essa isenção não se aplica aos rendimentos provenientes de outras fontes, como salários, investimentos ou aluguéis”, completa.

De acordo com a advogada, o homem diagnosticado com câncer de próstata pode ter direito à isenção de impostos na compra de veículos, desde que a doença tenha causado alguma limitação de mobilidade ou funcionalidade que justifique essa necessidade. “Nesses casos, o paciente pode solicitar a isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), entre outros, quando for adquirir um carro novo”, esclarece.

Suélllen Paulino diz que isenção é voltada para facilitar a compra de veículos adaptados ou que ofereçam maior conforto ao paciente, especialmente se a doença comprometer sua mobilidade. “O pedido de isenção deve ser feito junto à Receita Federal (para o IPI) e à Secretaria da Fazenda do estado (para o ICMS).”

A advogada afirma que os direitos do trabalhador diagnosticado com câncer de próstata são amplos e buscam fornecer suporte financeiro e estabilidade durante o período de tratamento. “A possibilidade de aposentadoria, isenções fiscais e estabilidade no emprego são algumas das garantias que permitem que o paciente possa focar na recuperação sem preocupações adicionais”, conclui.


5 dicas para facilitar a amamentação


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Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que bebês sejam alimentados exclusivamente com leite materno até os seis meses de idade

Considerado o melhor alimento para o bebê, o leite materno é fonte de nutrientes para um desenvolvimento saudável na primeira infância e contribui ainda para a diminuição da morbidade e mortalidade, melhora do sistema de defesa e da função gastrointestinal, prevenção de doenças agudas e crônicas, e melhor desenvolvimento neurológico e motor dos bebês.

Porém, ainda que seja um momento muito esperado e especial, a amamentação pode ser desafiadora para muitas mães. Dificuldades como a pega inadequada, dor nos seios, baixa produção de leite ou preocupações diversas podem gerar ansiedade e frustração. Para ajudar a tornar este momento mais prático, permitindo que mãe e bebê desenvolvam laços de afeto durante a amamentação, confira as dicas da fonoaudióloga, consultora de amamentação e especialista da Philips Avent, Flávia Puccini.

· Posição
Encontrar a posição ideal para mãe e bebê é o primeiro desafio. Experimentar diferentes posições pode ajudar a encontrar a mais confortável e que favoreça uma boa pega, garantindo uma amamentação tranquila e eficaz. “Não há regras, cada mãe deve encontrar a posição que funcione melhor para o seu momento. Dentre as posições recomendadas por sua eficácia e conforto, temos a “tradicional”, quando o bebê é apoiado no braço da mãe, com a cabeça alinhada ao peito; a “invertida”, quando o bebê é posicionado na lateral do corpo da mãe; “cavalinho”, indicada para bebês sonolentos, quando a mãe posiciona o bebê sentado no colo, de frente para o seio; e a opção “deitada de lado”, ideal para mães que desejam relaxar, quando ambos se posicionam deitados na cama frente a frente”, ensina.

· A pega correta
“A pega correta é fundamental para uma amamentação bem-sucedida e confortável tanto para a mãe quanto para o bebê. Se a pega precisa ficar sendo corrigida ao longo da amamentação, pode significar que o bebê está precisando usar músculos que não deveriam ser usados para extração do leite. A boca do bebê deve estar relaxada, vedando toda parte do mamilo e aréola que ele abocanhou. A sucção correta vai prevenir dores no mamilo, auxiliar na produção de leite e tornar este momento prazeroso, propiciando a troca de vínculo afetivo entre mãe e filho.”, explica a especialista.

· Cuidados com a mãe
O sucesso da amamentação começa com os cuidados com a mãe. “A hidratação e a alimentação são fundamentais para manter sua saúde e garantir a produção adequada de leite. É importante que a mãe beba bastante água ao longo do dia, pois a desidratação pode afetar tanto a quantidade quanto a qualidade do leite. Além disso, uma dieta equilibrada fornece os nutrientes necessários para sustentar a energia e a saúde da mãe, além de contribuir para o desenvolvimento do bebê.”, orienta a consultora.

Manter uma alimentação variada e saudável não apenas beneficia a amamentação, mas também ajuda a mãe a se recuperar após o parto e a lidar melhor com os desafios do puerpério.
 
· Facilitadores
Para tornar a rotina de amamentação mais prática dentro ou fora de casa, a Philips Avent desenvolveu produtos que são facilitadores e trazem conforto para a mãe. O Extrator de Leite Manual Philips Avent auxilia na produção do leite materno e na superação de situações clínicas adversas, como por exemplo a separação do bebê nos casos de prematuridade, ingurgitamento mamário conhecido popularmente como leite empedrado, e nas ocasiões em que a criança nasce com a língua presa dificultando a sucção. Com tecnologia Natural Motion, o produto combina a sucção e estímulo do mamilo para um fluxo de leite mais rápido e eficiente, além de dar liberdade para as mães escolherem seu ritmo de bombeamento, em qualquer hora e local.

Já para aliviar o desconforto nos seios, as Bolsas Térmicas de Gel para Seios Philips Avent podem ter uso frio para amenizar a dor em seios doloridos ou uso morno para estimular o fluxo do leite antes da alimentação.

Outro item indispensável na bolsa maternidade é o Absorvente Descartável para Seios Philips Avent que são confortáveis e possuem alta capacidade de absorção.

· Peça ajuda
Trocar experiências e dicas com outras mães pode proporcionar suporte emocional e prático, mas, caso a lactante esteja com dificuldades, é importante buscar ajuda profissional. “Um consultor de amamentação auxilia a mãe durante os primeiros meses de vida do bebê com uma orientação personalizada para cada família, prevenindo casos como o empedramento do leite, rachaduras no mamilo ou outros desconfortos. Esses especialistas também podem fornecer suporte emocional, ajudando as mães a se sentirem mais confiantes e preparadas para lidar com os desafios que surgem.”, finaliza Flávia.
 
Sobre a Philips Avent: é a marca número 1 em recomendação das mães e uma das pioneiras em puericultura no mundo. A marca, que faz 40 anos esse ano, cria soluções inovadoras que visam transformar a alimentação, os cuidados com a saúde das mães e dos bebês e a segurança de milhões de crianças. A companhia construiu a sua história alinhada às famílias e profissionais de saúde, sempre pautada em estudos e pesquisas, a fim de entregar qualidade e inovação em seus produtos e ações. Avent é uma das marcas da Royal Philips, empresa líder em tecnologia da saúde, focada em melhorar a qualidade de vida das pessoas e em permitir melhores resultados por meio do ciclo completo da saúde, que envolve desde vida saudável e prevenção, até diagnóstico, tratamento e cuidados domiciliares. Fundada na Holanda, a Philips é líder em diagnóstico por imagem, terapia guiada por imagem, monitoração de pacientes, informática voltada à saúde, cuidados domésticos e saúde do consumidor. Para saber mais sobre a Philips Avent, acesse: https://www.loja.philips.com. br/avent


Outubro rosa: Médico esclarece mitos entre próteses de silicone e câncer de mama e explica detalhes sobre cirurgia reconstrutora



Dr. Luiz Haroldo Pereira, membro e ex-presidente da SBCP, afirma que o percentual de pacientes com próteses que desenvolvem câncer de mama está abaixo da média geral. Além disso, o cirurgião diz que cirurgia reconstrutora já pode ser feita junto à mastectomia na maioria dos casos

Outubro Rosa, o mês da conscientização sobre o câncer de mama chegou e com ele, muitas dúvidas surgem sobre a doença que vem mostrando um crescimento alarmante no Brasil, segundo o INCA. Acometendo majoritariamente mulheres, uma das preocupações além da saúde, é que o diagnóstico também mexe com a autoestima mesmo após o tratamento.

No entanto, de acordo com o Dr. Luiz Haroldo Pereira, cirurgião plástico membro e ex-presidente da SBCP com mais de 40 anos de experiência, com a evolução da tecnologia e das cirurgias estéticas, não precisa mais ser assim, já que hoje consegue-se detectar o câncer em estágio inicial e em alguns casos, a cirurgia reparadora pode ser feita de imediato, junto com a mastectomia.

“Quando falamos sobre reconstrução, precisamos avaliar primeiro o câncer de mama. Hoje a doença pode ser descoberta na fase mais precoce possível, com meio centímetro. E quanto menor o câncer, mais opções de reconstrução nós temos”, explica o médico.

Na maioria dos casos, a retirada completa da mama, o que muitas mulheres temem, não é mais necessária. “Cerca de 95% dos pacientes podem fazer a quadrantectomia, que retira somente a região comprometida, fazendo um quadrante. A mastectomia radical, que retirava toda a mama, ficou no século passado”.

Após a retirada e a avaliação para certificar que o câncer foi retirado em sua totalidade, a reconstrução já pode ser feita. “De modo geral, as reconstruções são feitas ao mesmo tempo. Você tira a lesão e já reconstrói. Se a mama foi muito retirada, colocamos um expansor para manter a pele e muitas vezes já podemos colocar uma prótese embaixo do músculo, em casos mais brandos”. 

O médico também é categórico ao afirmar que os implantes não têm qualquer ligação com o aumento da probabilidade de desenvolver câncer de mama. “O percentual é bem pequeno. Porque são pacientes que passaram pelo pré-operatório, em que estudamos radiologicamente as mamas. Então muitas vezes conseguimos detectar algo precoce antes dos implantes. Existem estudos que alegam que a proporção é inclusive menor em pacientes com próteses, mas de modo geral, não tem ligação comprovada”.

Caso a paciente tenha próteses e seja diagnosticada com câncer de mama, de fato a retirada do implante será necessária. “Será feita a retirada, o quadrante e a avaliação da reconstrução que pode ser feita. Só em casos muito específicos e radicais que a reconstrução não será feita no mesmo momento, mas é raro. E pouco tempo depois, a paciente já poderá colocar o silicone novamente, se quiser”.

E como o principal é sempre manter os exames em dia, o médico tranquiliza pacientes com próteses sobre a mamografia: “Com os implantes modernos, o risco de haver um rompimento é mínimo. Até porque, hoje existe a mamografia digital e a ressonância magnética, que não fazem nenhum trauma na região mamária. O importante é não deixar de fazer os exames regularmente”, conclui.

Saiba mais sobre Dr. Luiz Haroldo Pereira
Dr. Luiz Haroldo Pereira, que atende em Copacabana, no Rio de Janeiro, é referência em cirurgia corporal e facial no Brasil. O médico já foi presidente regional da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) do Rio Janeiro, participou da banca de exames para título de especialista em cirurgia plástica durante 12 anos e, desde 2006, é membro da comissão de avaliação para médicos que desejam se torna titulares da SBCP, capacitados para realizar as cirurgias de abdominoplastia, lipoaspiração, implantes de silicone e outros procedimentos.


Envelhecimento e saúde mental: um olhar mais afundo



O envelhecimento é um processo natural da vida, acompanhado de diversas transformações físicas e emocionais. Embora fundamental para uma velhice feliz e saudável, a saúde mental é muitas vezes negligenciada neste processo.

Ao longo dos anos, com a aposentadoria, perda de entes queridos, deterioração da saúde física e limitações naturais da idade, são desencadeados sentimentos de tristeza, solidão e angústia.

“Percebemos o envelhecimento, em geral, quando percebemos o envelhecimento dos nossos pais, seja pelo andar mais lento, por vezes curvado, pequenos lapsos de memória ou dificuldade em executar ações que até pouco tempo atrás faziam parte de suas rotinas”, explica a psicanalista Maristela Carvalho. 

Há outras situações que evidenciam o passar dos anos, como um maior cansaço ao longo do dia, sem a mesma disposição de antes, ou observar que os filhos, antes crianças pequenas e dependentes, num piscar de olhos criam asas e tornam-se adolescentes, jovens adultos, com autonomia e independência.
 
Saúde física e mental: atenção
Enquanto a saúde física já está claro para a grande maioria que pode e deve ser cuidada ao longo da vida, através da prática de exercícios e cuidados com a alimentação, pouco se fala sobre os diversos cuidados que também devemos ter, ao longo da vida, para preservar e prevenir problemas com a saúde mental.

A falta de informação contribui para esse cenário, que até pouco tempo atrás era dominado por pensamentos de que problemas mentais são comuns na velhice e fazem parte do processo de envelhecimento. Mas isso está mudando. Não podemos aceitar essas questões como ‘normais’, muito menos negligenciar quando são identificadas em pessoas próximas.

Saúde mental na terceira idade
A velhice precisa ser preparada, porque a mudança física é brusca, alerta Maristela. 

“Não ter mais as atividades que tinha com 40, 50, 60 anos, requer encontrar novos interesses e novas atividades, que se adequem ao momento físico e emocional do presente. Para essa descoberta, o processo de autoconhecimento é fundamental e permitirá redescobrir interesses.” 

Essa mudança não é fácil, especialmente quando estamos sozinhos. Mudanças geram demandas e amadurecimento. É preciso estar preparada para assistir à chegada dessas novas etapas com outro olhar”, orienta a psicanalista.

O primeiro grande passo para manter a saúde mental em dia é ter uma vida social ativa. Participar de atividades sociais, cultivar amizades e manter contato com a família são fundamentais para combater a solidão e a depressão.

A atividade física também deve ser praticada regularmente, com orientação profissional. Além de reduzir o estresse, manter-se em movimento proporciona melhora do humor e da autoestima.

Além do corpo, a mente também deve estar em movimento. Ler, fazer palavras cruzadas, aprender novas habilidades, participar de atividades individuais ou em grupo estimulam o cérebro e ajudam a prevenir o declínio cognitivo.

“O idoso está sempre relembrando o passado, o tempo em que era ativo, protagonista na vida das pessoas com quem convivia”, observa a psicanalista. 

Perder essa posição e observar cada vez mais a sua dependência deve acontecer gradativamente, permitindo que essa mudança de ciclo seja acompanhada por novos interesses e redescobertas de vida.

Por fim, em caso de dúvidas ou caso haja mudanças repentinas de hábitos, não hesite em procurar um profissional.

“Olhar para a nossa história de forma diferenciada, entender as nossas dores, o nosso percurso, as dificuldades, é importante para que possamos agir de acordo com esta nova realidade. Contar com a ajuda profissional, como um psicoterapeuta, auxiliará neste processo, abrindo janelas e portas”, sugere Maristela.

Cuide de seus idosos, construa uma rede de apoio e permita que ele se sinta amado e acolhido. Desta forma, é possível garantir uma velhice mais feliz e saudável.

Maristela Carvalho é formada em pedagogia pela PUC/SP; em psicanálise pelo Centro de Estudo Psicanalítico; e em psicologia pela Université Lumière Lyon II, na França. É membro do Grupo APOIAR e do Centro de Refugiados da USP, nos quais presta serviços de apoio à saúde mental para refugiados e pessoas em situação de vulnerabilidade social, e do Órion Instituto Médico.


Bruxismo afeta uma em cada cinco crianças


Especialista explica que o hábito de ranger os dentes pode ser mais intenso em crianças em idade pré-escolar, devido a particularidades estruturais e funcionais dos dentes de leite


O bruxismo, caracterizado pelo ranger ou apertar involuntário dos dentes, é um transtorno que afeta uma parte significativa da população infantil. Segundo estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS), no Brasil, aproximadamente 40% das pessoas sofrem desse distúrbio e estima-se que entre 14% e 20% das crianças sejam impactadas. A Associação Brasileira de Odontologia indica que na infância, a patologia costuma ser mais recorrente em três períodos: dos dois aos quatro anos, dos 10 aos 12, e aos 18.  

Amanda Higa, especialista em disfunção temporomandibular e dor orofacial da Clínica Omint Odonto e Estética, descreve que “o bruxismo infantil pode ser desencadeado por uma combinação de fatores, incluindo genética, refluxo, uso de certos medicamentos, ansiedade, estresse, problemas respiratórios, qualidade do sono e até mesmo alterações neurológicas e comportamentais”.

A especialista explica que na infância o bruxismo tende a ser mais intenso nas crianças na fase pré-escolar, por conta das particularidades estruturais e funcionais dos dentes de leite, um comportamento considerado normal nessa idade e que geralmente desaparece. Mas pode persistir e desenvolver-se em crianças mais velhas, já com dentição permanente.  

“Esse transtorno pode ocorrer tanto durante o sono, sendo uma atividade inconsciente e com produção de sons, quanto no estado de vigília, ou seja, acordado, qualificado como um movimento semivoluntário da mandíbula, podendo ser um hábito ou tique”, esclarece.  
 
Diagnóstico e tratamento 
Identificar o bruxismo nas crianças pode ser desafiador, especialmente porque muitas vezes ocorre durante o sono. Os pais devem ficar atentos a sinais como ranger de dentes, dor de cabeça, zumbido nos ouvidos, dores musculares no rosto e estalos na mandíbula. “O diagnóstico é realizado a partir de uma anamnese cuidadosa e avaliação clínica para identificar desgastes dentários, linha alba (uma elevação esbranquiçada e linear que se forma nas bochechas) e dores na face”, explica Higa. 

O uso em excesso de smartphones, tablets e videogames também pode desencadear o bruxismo. A luz emitida por esses dispositivos, conhecida como “luz azul”, é um estimulante cerebral, o que tende a afetar a produção do hormônio do sono.  

Ter um horário regular para dormir e evitar atividades estimulantes antes de repousar são hábitos simples que ajudam. “A má qualidade do sono contribui para o surgimento de problemas, como cognição prejudicada, redução do desempenho acadêmico, maior risco de desenvolver obesidade, e dificuldades comportamentais e de controle da emoção”, destaca Higa. 

O tratamento do bruxismo em crianças pode variar, dependendo da causa e da gravidade. Entre as opções estão o uso de protetores bucais feitos sob medida para prevenir o desgaste dos dentes, intervenções comportamentais e psicológicas, como técnicas de relaxamento e, em alguns casos, a correção de problemas de oclusão dentária. 

Em determinadas situações, o bruxismo pode estar associado a problemas respiratórios, gastroesofágicos e distúrbios do sono, o que reforça a importância de uma avaliação por diferentes profissionais. “Hoje, o tratamento é multidisciplinar e, às vezes, além do dentista é necessário envolver um otorrinolaringologista, psicólogo, gastroenterologista e até mesmo um especialista em sono”, acrescenta a especialista.  

Se não tratado adequadamente, o bruxismo infantil pode levar a problemas mais sérios, como desgaste significativo da arcada dentária, dores orofaciais e até mesmo danos às articulações temporomandibulares (ATM). Por isso, é recomendado que os pais acompanhem a saúde oral da criança com visitas regulares ao dentista, para que, caso necessário, se inicie o tratamento precocemente, evitando maiores complicações.


Outubro Rosa: Como a prática de Yoga ajuda a combater o problema?


O Yoga ajuda a melhorar a qualidade de vida de pacientes com câncer de mama e combate alguns fatores que podem aumentar o risco de desenvolvê-lo, explica a professora de Yoga, especializada no Método Kaiut Yoga, Bruna Tiboni Kaiut



Outubro Rosa é um movimento anual que acontece todo ano para lembrar a importância de cuidar da saúde e prevenir o câncer de mama.

Segundo o INCA - Instituto Nacional do Câncer, estima-se que haja 73.610 novos casos em 2024, o que o torna novamente o tipo de câncer mais presente em mulheres no Brasil.

Sintomas do câncer de mama
Os sintomas do câncer são diferentes em cada mulher, e algumas podem, inclusive, não apresentar nenhum desses sinais, por isso, é importante ficar atenta a qualquer mudança para um diagnóstico precoce. Confira os principais:

- Caroço ou nódulo no seio;
- Alterações no tamanho ou formato do seio;
- Inchaço ou dor nas axilas;
- Mudanças na pele do seio (vermelhidão ou ondulações);
- Secreção anormal pelo mamilo.

Fatores de risco para o câncer de mama
Apesar de ser majoritariamente influenciado pela genética e histórico familiar da paciente, existem outros fatores que podem aumentar o risco de desenvolver a doença. Confira os principais:

1. Sedentarismo;
2. Consumo excessivo de álcool;
3. Sobrepeso ou obesidade;
4. Exposição prolongada a hormônios (como uso de reposição hormonal inadequada);
5. Tabagismo.

O Yoga pode ajudar a amenizar sintomas e prevenir a doença
Existem diversos estudos que comprovam a melhora na qualidade de vida de pacientes oncológicas, além de combater fatores de risco para o câncer de mama, como explica a professora de Yoga, especializada no Método Kaiut Yoga, Bruna Tiboni Kaiut.

“Vários estudos já mostram os benefícios do yoga em assistência emocional e física para pacientes em tratamento oncológico, mas ele também ajuda a combater hábitos nocivos que aumentam o risco de desenvolver o problema, como o sedentarismo e desregulação hormonal.”

“Outro ponto importante de ser lembrado é que o Yoga é mais que as suas práticas, mas também é um estilo de vida que inclui, atividades físicas, uma alimentação equilibrada, sono de qualidade, controle do estresse, etc., o que faz com que o risco fora a genética seja reduzido”, explica Bruna Tiboni Kaiut.

Sobre Bruna Tiboni Kaiut 
Bruna Tiboni Kaiut é professora especialista no Método Kaiut Yoga, com formações pelo Instituto Kaiut Yoga e Una Yoga, empresária, proprietária da unidade do Kaiut Yoga Batel em Curitiba e da TK redação empresa especializada em tradução e redação de documentos.


Dormir com as pernas elevadas pode prevenir varizes? Descubra!



Uma pessoa que tem o hábito de ficar em pé ou sentada por longos períodos já pode ter se deparado com pés e tornozelos inchados ao final do dia. Outros sintomas possíveis são dores, desconforto, sensação de perna cansada ou pesada, coceira na pele, dormência etc. Eles são frequentes em quem sofre com varizes.

As reclamações são recorrentes e as causas das varizes podem ser variadas. Muitas pessoas ainda acham que essa é uma preocupação apenas estética. No entanto, ela vai além. Trata-se de uma doença que compromete a qualidade de vida. É preciso entender sobre ela para saber, por exemplo, se dormir com as pernas elevadas resolve o problema.

Dormir com as pernas elevadas é eficaz contra varizes?
Depois de saber um pouco mais sobre as varizes, você acha que é possível fazer algo para evitar que elas apareçam? Dormir com as pernas elevadas seria bom para prevenir o surgimento delas?

A verdade é que, até o momento, não há um método que evite o aparecimento das varizes. O que se faz é tratar os sintomas e as consequências depois que elas surgem. Ou seja, elas vão aparecer em quem tiver a tendência, independentemente do que a pessoa faça. Atitudes pessoais, no entanto, ajudam muito na qualidade e intensidade dos sintomas, além de colaborarem com a saúde da perna como um todo.

Logo, dormir com as pernas elevadas não previne varizes. Porém, o hábito costuma trazer benefícios para quem já tem o problema: ele ameniza os sintomas (reduzindo o edema de pés e tornozelos). Isso, claro, deve ser aliado a outros cuidados e ao tratamento cuidadoso para que as dificuldades não piorem com o tempo.

Quais hábitos podem amenizar os sintomas?
Embora ainda não existam informações sobre aspectos que previnam as varizes, sabe-se de fatores que oferecem maior risco para desenvolver a doença ou aumentar os sintomas, por exemplo, elementos genéticos e ocupacionais, sedentarismo, obesidade etc.

Então, confira algumas medidas que podem agregar mais qualidade de vida e aliviar os incômodos.

Praticar exercícios físicos regularmente
A prática de exercícios físicos é muito importante para amenizar os desconfortos das varizes, já que o sedentarismo oferece maior risco para o agravamento do problema. Além disso, as atividades mantêm as pernas ativas e aliviam dores. Elas também ajudam na perda de peso e previnem a obesidade.

Entretanto, preste atenção na hora de escolher os exercícios. Deve-se priorizar os que mantêm suas panturrilhas em movimento, como caminhadas, ciclismo, natação, hidroginástica e pilates. A flexão do tornozelo, se você fica muito sentado, é outro exercício muito recomendado, pois as panturrilhas são fundamentais para a boa circulação e diminuição do inchaço nos membros inferiores.

Diminuir o consumo de sal
O consumo de sódio em excesso faz com que as células retenham líquido, eleva a pressão arterial e dificulta a circulação sanguínea. As consequências para quem tem varizes podem ser: desconforto, pois as pernas podem ficar mais inchadas. Por isso, o ideal é reduzir o seu consumo.

Tente manter distância de alimentos industrializados e processados, que contêm níveis elevados de sal e são vilões da boa saúde. Leia os rótulos para detectar a presença deles e prefira consumir alimentos ricos em fibras. As frutinhas vermelhas, como cerejas, cranberry são boas amigas na alimentação de quem sofre com varizes.

Usar meias de compressão
Em vários casos, os médicos especialistas em varizes orientam seus pacientes a usarem meias de compressão para alívio dos sintomas. Elas ajudam melhorando o retorno venoso, reduzindo dor e inchaço.

Geralmente, as meias de compressão são indicadas para quem tem varizes ou já teve trombose, para gestantes e em outros casos específicos. Siga as recomendações do seu médico para utilizá-las adequadamente. Também são usadas durante as caminhadas e corridas. Existem modelos específicos para este fim. As meias hoje são modernas, elegantes, confortáveis e podem ser usadas sem medo em situações sociais. Seu médico poderá lhe dar estas dicas!

Agora você sabe que dormir com as pernas elevadas não previne varizes, mas pode melhorar o desconforto, junto com outras medidas que citamos. É importante seguir as dicas e as recomendações dos especialistas sobre esse assunto. Coloque essas orientações em prática e tenha mais qualidade de vida!

Fonte: Dr. Eduardo Toledo de Aguiar, Professor Livre Docente em Cirurgia Vascular - FMUSP, Diretor Médico da Spaço Vascular, Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.


Perda urinária: quando se preocupar?



A perda urinária, também conhecida como incontinência urinária, é um problema mais comum do que se imagina e pode afetar pessoas de todas as idades.

No entanto, não é normal perder urina, explica o Dr. Alexandre Rossi, médico ginecologista e obstetra, responsável pelo ambulatório de Ginecologia Geral do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros.

Caso esteja ocorrendo com relativa frequência, ainda que em pequenas quantidades, o problema deve ser investigado e tratado.

Algumas situações exigem atenção especial:
· Perda de urina ao tossir, espirrar ou fazer esforço físico: pode indicar fraqueza nos músculos do assoalho pélvico.

· Urgência urinária: sentir uma necessidade súbita e forte de urinar, muitas vezes acompanhada de perda de urina.

· Incontinência urinária noturna: acordar à noite diversas vezes para urinar ou fazer xixi na cama.

· Dificuldade para controlar a bexiga: não conseguir segurar a urina por muito tempo.

· Dor ao urinar: pode indicar uma infecção urinária ou outro problema.

· Sangue na urina: sinal de alerta que deve ser investigado imediatamente.

Principais causas
As causas da perda urinária podem variar, como no caso de enfraquecimento do assoalho pélvico decorrente de gravidez e parto; diminuição dos níveis de hormônios femininos, na menopausa, afetando a bexiga e a uretra; ou perda da força e função de músculos e nervos da bexiga por conta do envelhecimento.

Algumas questões de saúde podem estar envolvidas. Em caso de obesidade, o excesso de peso pode pressionar a bexiga e causar incontinência. Doenças como a esclerose múltipla e o mal de Par-kinson podem afetar o controle da bexiga. Algumas cirurgias também podem causar danos aos nervos que controlam a bexiga.

Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico da incontinência urinária envolve uma avaliação médica completa, que inclui informações sobre sintomas, hábitos e histórico médico; exame físico da região abdominal e pélvica, além de exames complementares, como teste de urina, ultrassonografia, urofluxometria e outros, dependendo da suspeita.

O tratamento da incontinência urinária depende da causa e da gravidade do problema. Algumas opções de tratamento incluem:

· Fisioterapia: exercícios perineais para fortalecer os músculos do assoalho pélvico.

· Medicamentos: para tratar a bexiga hiperativa ou relaxar os músculos da bexiga.

· Dispositivos médicos: cones vaginais, eletroestimulação da musculatura do assoalho pélvico e outros dispositivos podem ser utilizados.

Tratamento cirúrgico
Muitas vezes, será necessária a correção cirúrgica. Neste caso, diversas são as técnicas e formas de cirurgia, sempre visando o melhor resultado com o menor tempo de recuperação.

“Uma das opções é a cirurgia vaginal, que é considerada minimamente invasiva por utilizar um orifício natural do corpo da mulher: a vagina. Por este meio, é possível acessar o assoalho pélvico e realizar a correção necessária”, afirma o Dr. Alexandre.

Segundo o especialista, a cirurgia permite que haja manipulação mínima na cavidade pélvica, promovendo pronta recuperação e não deixando cicatriz aparente.


A cirurgia metabólica como aliada no controle do diabetes tipo 2


Endocrinologista da Unimed Araxá explica como ela funciona, benefícios e o papel do paciente no processo

Endocrinologista Najla Mattar

Já imaginou poder controlar o diabetes tipo 2 (DM2) sem depender de medicamentos diários? Para muitos pacientes, a cirurgia metabólica (CM) tem se destacado como uma ferramenta poderosa para alcançar essa realidade, abrindo novas portas para uma vida com mais saúde e qualidade. “Essa perspectiva, embora não seja uma ‘cura’ definitiva, representa um avanço significativo na busca por uma vida livre das complicações do diabetes”, afirma a endocrinologista da Unimed Araxá, Najla Mattar.

O diabetes tipo 2 
O diabetes tipo 2 é uma condição crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Só no Brasil são quase 15 milhões de pacientes. Suas complicações, como doenças cardíacas, AVC, problemas renais e perda de visão, podem ser devastadoras. “Para pacientes com DM2 e obesidade que falharam nas mudanças do estilo de vida (MEV) e ao tratamento medicamentoso, a cirurgia metabólica é o tratamento mais eficaz”, conta a médica.

Cirurgia Metabólica
Cerca de 85% dos pacientes com DM2 vivem com sobrepeso ou obesidade. A cirurgia metabólica, indicada para pacientes com DM2 e obesidade (IMC acima de 30 kg/m2), vai além da simples perda de peso. Ela promove mudanças metabólicas que impactam diretamente no controle da glicemia, muitas vezes levando à remissão da doença, ou seja, à suspensão da necessidade de medicamentos, em até 65% dos pacientes após 5 anos.

Critérios 
A decisão de realizar a cirurgia exige uma avaliação criteriosa por uma equipe multidisciplinar. “Fatores como idade, tempo de doença, uso prévio de insulina, presença de complicações e outras condições de saúde são levados em consideração para garantir a segurança e o sucesso do procedimento. Lembrando que é necessário falência das MEV e do tratamento medicamentoso antes da cirurgia”, explica a Dra. Najla Mattar.

Benefícios 
A cirurgia metabólica não apenas melhora o controle glicêmico, mas também reduz o risco de complicações cardiovasculares, melhora o perfil lipídico e promove uma perda de peso significativa. Esses benefícios se traduzem em mais qualidade de vida, permitindo que os pacientes retomem atividades que antes eram limitadas pela doença.

O papel do paciente
Embora a cirurgia seja um passo importante, o paciente desempenha um papel crucial no sucesso do tratamento. “Manter hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada e a prática regular de exercícios físicos, é essencial para garantir resultados duradouros”, alerta a endocrinologista. “Embora a CM seja uma ferramenta poderosa, o acompanhamento médico e a adoção de um estilo de vida saudável são fundamentais para alcançar resultados duradouros”, finaliza.


Dia do Psiquiatra: A importância de ter ajuda profissional para cuidar da sua saúde mental


Um acompanhamento especializado é importante para entender melhor cada situação e oferecer um suporte personalizado, afirma o Médico Psiquiatra Dr. Flávio H. Nascimento


Um profissional de saúde mental é essencial para identificar e tratar transtornos mentais (Foto: Reprodução/FreePik)

No dia 13 de agosto, foi comemorado o dia do psiquiatra, um profissional cada vez mais importante no dia a dia de todos para tratar e prevenir transtornos mentais; durante todo o mês é realizado um trabalho de conscientização sobre a importância desses profissionais.

A saúde mental nunca esteve em tanto debate quanto atualmente, e isso se deve ao aumento de casos de transtornos mentais em todo o mundo em decorrência de mudanças no estilo de vida e uso excessivo de redes sociais. Mas junto com essa preocupação, também surge um problema, o “auto-tratamento”.

Muitas pessoas ainda não têm total noção de que transtornos mentais, como qualquer outra condição, precisam de auxílio profissional para serem adequadamente diagnosticadas e tratadas, e acabam se auto-diagnosticando e não procurando um especialista.

“Um profissional de saúde mental é essencial para identificar e tratar transtornos mentais, coisas que nunca devem ser feitas por alguém sem qualificação”.

“Um acompanhamento especializado é importante para entender melhor cada situação e oferecer um suporte personalizado”, explica o médico psiquiatra Dr. Flávio H. Nascimento.

Quais condições um médico psiquiatra trata?
- Depressão;
- Transtorno de Ansiedade Generalizada;
- Transtorno Bipolar;
- Esquizofrenia;
- Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC);
- Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH);
- Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT);
- Entre outras.

A banalização dos transtornos mentais
De acordo com o Médico Psiquiatra Dr. Flávio H. Nascimento, atualmente existe um processo perigoso de banalização de transtornos mentais que afeta também a credibilidade de profissionais.

“Não é incomum achar hoje em dia pessoas que se auto-diagnosticaram com algum transtorno mental com base em informações tiradas da internet e ‘testes’ em redes sociais, isso tem acontecido principalmente com o TDAH, que se tornou um alvo perigoso.”

“Isso gera muitos diagnósticos errados, tratamentos incompletos ou inexistentes e descredibiliza os profissionais por tornar aparentemente ‘fácil’ fazer um diagnóstico.”

“É preciso ter consciência de que um transtorno pode ser muito perigoso se não tratado ou se mal tratado, por isso, sempre deve-se procurar ajuda especializada”, afirma Dr. Flávio H. Nascimento.

Sobre Dr. Flávio H. Nascimento
Dr. Flávio Henrique é formado em medicina pela UFCG, com residência médica em psiquiatria pela UFPI e mais de 10 anos de experiência na área de psiquiatria. Diagnosticado com superdotação, tem 131 pontos de QI o que equivale a 98 de percentil e é membro do CPAH - Centro de Pesquisa e Análises Heráclito como pesquisador auxiliar.


Confira 5 dicas para aliviar as cólicas menstruais no frio



Ginecologista traz dicas de como amenizar as dores e desconfortos durante o período menstrual

Muitas mulheres sofrem com terríveis cólicas menstruais, que podem afetar diretamente a produtividade e qualidade de vida. Com a chegada da frente fria, o corpo é submetido a baixas temperaturas e fica mais sensível à dor. A razão é que, com o frio, os vasos sanguíneos se comprimem, podendo intensificar as cólicas. É comum o uso de medicamentos de farmácia, especialmente analgésicos e anti-inflamatórios, para o alívio momentâneo, porém existem outras formas de contribuir para o alívio das dores, sem abusar de remédios.

Apesar das cólicas serem comuns, essas dores podem estar atreladas a outras condições, como a endometriose, que atinge cerca de 10% da população feminina em idade reprodutiva, impactando profundamente a saúde da mulher. Segundo o ginecologista Dr. Patrick Bellelis, colaborador do setor de endometriose do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, quando as dores acontecem fora do período, é um sinal para buscar acompanhamento médico e iniciar um tratamento, portanto, o importante é observar os sinais que o corpo dá e se os sintomas persistirem, é recomendado procurar ajuda médica o quanto antes.

Confira algumas dicas do especialista para aliviar as cólicas em casa:
1 - Compressas de água morna
Uma das técnicas mais antigas e mais reconfortantes no período de cólica, pode ser explicada pelo fato do calor ativar o fluxo sanguíneo e amenizar as dores. Para fazer, basta colocar uma bolsa de água morna ou compressa no local das cólicas e deixar por cerca de 15 minutos. É importante proteger a pele do contato direto, colocando um pano entre a bolsa e a pele para evitar queimaduras.

2 - Aposte em bebidas quentes
As bebidas quentes têm o mesmo efeito da bolsa de água quente, auxiliando no alívio das dores. Porém, evite bebidas com cafeína, que tem o potencial de agravar as dores em algumas mulheres. Aposte em chás, como de camomila, hortelã, alecrim, louro e lavanda, que possuem propriedades relaxantes, calmantes e anti-inflamatórias.

3 - Atenção com a alimentação
Alguns alimentos, como doces e comidas mais gordurosas, podem causar inchaço e retenção de líquido em alguns organismos, aumentando o aparecimento de cólicas menstruais. Por isso, durante o ciclo, é interessante manter uma dieta mais equilibrada, evitando o excesso de açúcares e gorduras, dando prioridade para legumes, verduras, frutas e carnes magras, além de ingerir bastante água.

4 - Mantenha hábitos saudáveis
Exercícios físicos ajudam muito na diminuição da dor durante o período menstrual. Novamente, as atividades físicas aumentam o fluxo sanguíneo, liberando endorfina, auxiliando no controle das dores. Em contrapartida, fumar pode ser ainda mais prejudicial nessa época, por conta da vasoconstrição que o tabaco causa. Dessa forma, evitar fumar também é a melhor opção para amenizar as cólicas.

5 - Descanso
O estresse atrelado a um estilo de vida corrido, contribui bastante para o aumento das cólicas. Quando o corpo descansa durante um sono de qualidade, o equilíbrio é restabelecido. Então, o descanso aliado aos hábitos saudáveis, contribuem para um ciclo menstrual com menos desconforto.

Clínica Bellelis - Ginecologia -
O ginecologista Patrick Bellelis é Doutor em Ciências Médicas pela Universidade de São Paulo (USP); graduado em medicina pela Faculdade de Medicina do ABC; especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Laparoscopia e Histeroscopia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo); além de ser especialista em Endoscopia Ginecológica e Endometriose pelo Hospital das Clínicas da USP. Possui ampla experiência na área de Cirurgia Ginecológica Minimamente Invasiva, atuando principalmente nos seguintes temas: endometriose, mioma, patologias intrauterinas e infertilidade. Fez parte da diretoria da Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE) de 2007 a 2022, além de ter integrado a Comissão Especializada de Endometriose da FEBRASGO até 2021. Em 2010, tornou-se médico assistente do setor de Endometriose do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital das Clínicas da USP; em 2011, tornou-se professor do curso de especialização em Cirurgia Ginecológica Minimamente Invasiva — pós-graduação lato sensu, do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês; e, desde 2012, é professor do Instituto de Treinamento em Técnicas Minimamente Invasivas e Cirurgia Robótica (IRCAD), do Hospital do Câncer de Barretos.


Dores no corpo causadas pela ansiedade



Nos últimos tempos, com a possibilidade de estar cada vez mais municiado de informações sobre tudo, pelo avanço do advento tecnológico que despeja a cada segundo uma série de conteúdos sobre os mais variados assuntos, principalmente, sobre a saúde mental e suas diversas complexidades, podemos confirmar o quanto a conexão entre mente e corpo é poderosa e os efeitos devastadores da ansiedade demasiada em nosso corpo. 

Quando o nível de estresse e de ansiedade de uma pessoa, ultrapassa a normalidade, certamente, o corpo vai gritar e apresentar vários sintomas desconfortáveis, como um alerta de que algo precisa ser feito, como por exemplo: dores de cabeça intensas.

O estresse constante pode resultar em enxaquecas e dores de cabeça tensionais. Às vezes, essas dores aparecem sem um motivo claro, mas são um reflexo direto do nosso estado emocional. 

Outro sintoma intenso são as tensões musculares, principalmente, concentradas nos ombros e pescoço. A pessoa tem a sensação de que está carregando o peso do mundo. 

Essa rigidez muscular é muito comum em estados de estresse e ansiedade elevados e podem se agravar, especialmente nessas áreas, provocando ainda mais inflamações musculares. 

Juntamente com esses sintomas descritos, podemos também ter o agravamento e a associação dos problemas digestivos. Nestes caos, são aquelas situações em que, o famoso “frio na barriga” extrapola e vai além do clichê. A ansiedade pode desencadear síndromes como a do intestino irritável, causando desconforto e dores abdominais severas. 

E quem nunca, em uma crise de ansiedade, sentiu dores no peito? Sim, elas surgem e podem provocar aquela sensação de aperto no peito, gerando a falsa ilusão e até confundindo os sintomas com possíveis problemas cardíacos.

Embora seja sempre importante checar com um médico, frequentemente, essas dores estão ligadas a crises de ansiedade. 

Ainda sobre os sintomas de dores no corpo, refletidos pela ansiedade e estresse, não podemos esquecer da fadiga e insônia intensa.

Quando nosso corpo e mente estão exaustos, a tendência é que essa exaustão traga como consequência, noites mal dormidas e uma sensação constante de cansaço, agravando ainda mais os sintomas físicos. 

Enfim, quando falamos de saúde mental, muitos são os parâmetros que devemos observar para conseguir ter harmonia e tranquilidade para encarar os desafios diários, sem sofrer com as dores da mente ou do corpo.

Refletindo sobre isso, sabemos que para muitas pessoas, as dores da ansiedade se caracterizam como uma realidade diária, mas é possível buscar alívio com a terapia para trabalhar o autoconhecimento.

Desenvolver e praticar técnicas de respiração, terapias energéticas e ampliar os cuidados conscientes consigo mesmo. Esses são passos essenciais para restaurar o equilíbrio e a tranquilidade, sempre começando pelo simples e aprendendo a ouvir o corpo.

Dra. Andréa Ladislau /  Psicanalista


Dia do Cardiologista: médica alerta sobre a importância dos cuidados com a saúde do coração


Dia do Cardiologista é comemorado no dia 14 de agosto (Crédito: Freepik)

No Dia do Cardiologista, comemorado em 14 de agosto, a Dra. Julianny Freitas Rafael reforça a importância de manter a saúde cardiovascular em dia. Entenda como a consulta regular com um cardiologista pode salvar vidas

O Dia do Cardiologista é celebrado anualmente em 14 de agosto, uma data que não só homenageia esses profissionais, mas também chama a atenção para a importância da prevenção e do cuidado contínuo com a saúde do coração. No Brasil, as doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 30% das mortes, conforme dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Isso equivale a mais de 380 mil óbitos por ano, uma estatística alarmante que poderia ser reduzida com medidas preventivas e consultas regulares com um cardiologista.

Consulta médica regular auxilia na prevenção
Uma consulta com o cardiologista vai além de ouvir o coração com o estetoscópio. Esse profissional realiza uma avaliação completa que inclui histórico familiar, hábitos de vida, exames clínicos e laboratoriais, essenciais para detectar precocemente qualquer anormalidade.

A cardiologista especialista em arritmias cardíacas, Julianny Freitas Rafael esclarece que é recomendado fazer uma avaliação cardiológica anualmente a partir dos 45 anos para os homens e dos 50 anos para as mulheres, ou antes se houver histórico familiar de doenças cardiovasculares.

“A visita regular ao cardiologista é fundamental, especialmente para aqueles com fatores de risco, como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, e sedentarismo,” explica a Dra. Julianny. “Esses fatores aumentam significativamente as chances de desenvolver doenças coronarianas e outros problemas cardíacos graves.”

Estilo de vida contribui para a saúde do coração
As doenças cardíacas, como infarto e insuficiência cardíaca, são amplamente associadas a fatores de risco modificáveis, como a má alimentação e a falta de exercício. De acordo com a SBC, a adoção de um estilo de vida saudável pode reduzir em até 80% o risco de doenças cardiovasculares. Isso inclui uma dieta balanceada, rica em frutas, legumes e grãos integrais, além da prática regular de atividades físicas.

“A prevenção começa com pequenas mudanças no dia a dia”, reforça Dra. Julianny. “A simples escolha de subir escadas em vez de usar o elevador, por exemplo, já pode fazer uma grande diferença ao longo do tempo.”

Estatísticas que alarmam
Segundo o Ministério da Saúde, a cada minuto, uma pessoa morre de doenças cardíacas no Brasil. Essas estatísticas colocam o país em alerta e destacam a necessidade de conscientização e ação preventiva. Mesmo entre os jovens, o aumento de casos de hipertensão e colesterol elevado preocupa os especialistas, uma vez que essas condições, se não tratadas, podem evoluir para complicações sérias em fases posteriores da vida.

A conscientização e a educação sobre os fatores de risco são passos essenciais para reduzir a incidência de doenças cardíacas. O cardiologista desempenha um papel fundamental nesse processo, não apenas diagnosticando e tratando, mas também orientando seus pacientes sobre como adotar um estilo de vida mais saudável.

“Educar o paciente também é uma importante função do cardiologista”, afirma Dra. Julianny. “Entender os riscos e saber como mitigá-los pode ser o diferencial entre uma vida longa e saudável e complicações graves no futuro.”

Sobre a Dra. Julianny Freitas Rafael - Médica cardiologista. Arritmologista da Casa de Saúde São José (CSSJ), Instituto Nacional de Cardiologia (INC) e Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro (IECAC). Médica Cardiologista da Unidade Coronariana da CSSJ. Mestre em Ciências Cardiovasculares pelo INC. Especialista em Estimulação Cardíaca Eletrônica Implantável pela Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac) / DECA AMB. Especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)/ Associação Médica Brasileira (AMB). Especialista em Arritmia, Eletrofisiologia e Estimulação Cardíaca do Hospital Quali Ipanema. Capixaba, mas mora no Rio de Janeiro desde 2012. Mãe orgulhosa da Maria Luiza, de 6 anos.


Agosto Dourado - o mês dos cuidados com a amamentação



A Importância da amamentação nos primeiros meses para proteger o bebê de doenças, promover a nutrição, desenvolvimento cognitivo, desenvolvimento da cavidade oral, desenvolvimento facial e da fala

Agosto é conhecido como o “Agosto Dourado”, um mês dedicado à conscientização e incentivo à amamentação. A fonoaudióloga Dra. Lourena Costa, especialista em Neurodesenvolvimento, explica a importância e os benefícios dessa prática para os bebês e as mães.

A amamentação é fundamental para a nutrição e o desenvolvimento do recém-nascido. Segundo a Dra. Lourena, o aleitamento materno oferece todos os nutrientes que o bebê necessita, além de atuar como a primeira forma de imunização até que ele receba as primeiras vacinas. “O aleitamento materno além de nutrir com tudo o que o recém-nascido precisa e ser a primeira forma de imunização até as primeiras vacinas, também promove um vínculo com a mãe, dando ao bebê conforto, segurança e o regulando emocionalmente.”

Benefícios da amamentação
Os benefícios da amamentação são inúmeros tanto para o bebê quanto para a mãe. Dra. Lourena destaca que a amamentação protege o bebê de diversas doenças, promove melhor nutrição, desenvolvimento cognitivo, desenvolvimento da cavidade oral, desenvolvimento facial e da fala. Além disso, evita nova gravidez quando em aleitamento materno exclusivo, protege contra o câncer de mama, tem menor custo financeiro, promove o vínculo afetivo entre mãe e filho e melhora a qualidade de vida da família. Ela ressalta ainda que “o leite materno é um alimento completo para o bebê, protege contra inúmeras infecções e está sempre pronto e na temperatura certa para o bebê”.

Desenvolvimento da fala e linguagem
A sucção no seio materno é um fator crucial para o desenvolvimento da fala e linguagem do bebê, pois movimenta os músculos e estruturas da cavidade oral e da face, responsáveis pela articulação dos sons da fala. Dra. Lourena enfatiza que, se essa dinâmica de estimulação não ocorre, as estruturas não estarão preparadas para novas funções, como mastigação e, posteriormente, a fala. Ela recomenda a ajuda e orientação de um profissional quando há dificuldade ou impossibilidade de aleitamento materno.

Importância da posição do bebê
A posição do bebê durante a amamentação é igualmente importante, influenciando na sua sucção e deglutição. Dra. Lourena explica que um bebê mal posicionado pode ter dificuldade na manutenção da pega, na sucção e extração do leite, tornando o momento mais difícil e cansativo para ambos. A postura da cabeça do bebê deve estar sempre mais elevada que o restante do corpo para evitar engasgos e outras intercorrências.

Desafios comuns e como superá-los
Os desafios mais comuns durante a amamentação, como demora para a descida do leite, dificuldade na pega, ingurgitamento mamário, bico do peito plano ou invertido e baixa produção de leite, podem ser tratados com a avaliação e acompanhamento de profissionais especializados, como fonoaudiólogos e médicos.

Apoio da fonoaudiologia
Dra. Lourena destaca o papel da fonoaudiologia no apoio às mães e bebês que enfrentam dificuldades na amamentação. A fonoaudiologia promove orientação e manejo do aleitamento materno, ajudando nas dificuldades de pega, posição e rotinas da amamentação, além de realizar o teste da linguinha, exame neonatal obrigatório. Ela também recomenda técnicas específicas para a extração e armazenamento do leite materno, permitindo que as mães continuem amamentando mesmo após o retorno ao trabalho.

Mitos sobre amamentação
Existem muitos mitos sobre a amamentação que precisam ser desmistificados. Um dos mais comuns é que o leite materno é fraco, o que não é verdade. Dra. Lourena reforça que o leite materno é o melhor alimento para os bebês, rico em nutrientes necessários em cada fase do aleitamento exclusivo. Outro mito é que mulheres com bico plano ou invertido não conseguem amamentar, quando, na verdade, existem técnicas e recursos que podem auxiliar nesse processo com a ajuda de profissionais.

Alimentação da mãe
A alimentação da mãe também influencia a qualidade do leite materno. A fonoaudióloga recomenda uma dieta rica em frutas, cereais integrais, legumes, verduras, peixe bem cozido e muita água, evitando alimentos processados, leite de vaca, laticínios e carne vermelha.


Coqueluche: o que é, quais as fases e como prevenir?



Crianças menores de 1 ano de vida representaram mais de 52% das ocorrências no Brasil e Pequeno Príncipe reforça a importância da vacinação

coqueluche, também conhecida como tosse comprida ou tosse convulsa, é uma doença infecciosa aguda. Ela é causada pela bactéria Bordetella pertussis, que afeta as vias respiratórias, que levam o oxigênio até os pulmões. No Brasil, a coqueluche é controlada devido à vacinação em massa. Entretanto, o aumento dos casos no país e no mundo chamam a atenção para o tema. Diante desse cenário, o Pequeno Príncipe, o maior e mais completo hospital pediátrico do país, alerta mais uma vez para a importância de manter o calendário vacinal das crianças em dia. 

Os dados nacionais de 2019 a 2024 mostram que as crianças menores de 1 ano de vida representaram mais de 52% dos casos de coqueluche. Em seguida, crianças entre 1 e 4 anos, com cerca de 22%. De 2019 a 2023, todas as 27 unidades federativas do Brasil notificaram casos da enfermidade. O Paraná foi o quarto estado com maior registro e, entre janeiro e junho de 2024, contabilizou 16 ocorrências da doença.

A médica e coordenadora do Centro de Vacinas Pequeno Príncipe, Heloisa Ihle Garcia Giamberardino, explica que a doença é considerada um problema de saúde pública. Isso devido à longa duração do quadro dos pacientes infectados. “Pessoas de todas as faixas etárias podem contrair a coqueluche, mas as crianças menores de 1 ano são mais suscetíveis a desenvolvê-la com graves sintomas”, aponta.
 
Fases e sintomas da coqueluche
O contágio ocorre por meio das gotículas de saliva expelidas na tosse, espirro ou até mesmo na fala, com o contato direto da pessoa infectada com um indivíduo não vacinado. Os sintomas da coqueluche podem variar conforme a idade do paciente e a gravidade da infecção. Em geral, a enfermidade apresenta três estágios:

- Estágio catarral: assemelha-se a um resfriado comum, com coriza, febre baixa, espirros e uma tosse leve e ocasional.

- Estágio paroxístico: caracterizado por episódios de tosse intensa e incontrolável, seguidos por um som agudo ao inspirar. Esses episódios podem ser tão severos que causam vômito, exaustão e até mesmo morte súbita em crianças menores de 1 ano.

- Estágio de convalescença: a tosse gradualmente diminui em frequência e intensidade.

Complicações da doença
A coqueluche pode levar a complicações sérias, especialmente em crianças até 1 ano, como pneumonia, engasgos, fraturas de costelas devido à tosse intensa, lesão cerebral e até óbito. Em adolescentes e adultos, a doença pode causar complicações como incontinência urinária, desmaios e pneumonia.
 
Qual é a vacina para coqueluche? 
O Ministério da Saúde reforça que a principal forma de prevenção da coqueluche é por meio da vacinação de crianças ainda nos primeiros meses de vida. A vacina tríplice bacteriana, que protege contra difteria, tétano e coqueluche, é ofertada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). São três doses: aos 2, aos 4 e aos 6 meses de idade. Depois, um reforço aos 15 meses e um aos 4 anos.

Além disso, há recomendação de imunização de gestantes, a partir da 20ª semana, e puérperas, em todas as gestações. A vacinação evita o contágio ao recém-nascido, pois permite a transferência de anticorpos ao feto e protege o bebê nos primeiros meses de vida, até que possa ser imunizado.

Na rede privada, há uma versão acelular da tríplice bacteriana, feita com proteínas, que diminui as chances de efeitos colaterais após a aplicação. Na versão infantil, é aplicada em crianças a partir dos 4 anos de idade, com reforço a cada dez anos. Já o tipo adulto é recomendado como reforço para crianças entre 9 e 11 anos, adolescentes, adultos e idosos.

Sobre o Pequeno Príncipe
Com sede em Curitiba (PR), o Pequeno Príncipe, maior e mais completo hospital pediátrico do país, é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que oferece assistência hospitalar há mais de cem anos para crianças e adolescentes de todo o Brasil. É referência nacional em tratamentos de média e alta complexidade, como transplantes de rim, fígado, coração, ossos e medula óssea. Com 369 leitos, incluídas as 76 UTIs, atende em 47 especialidades e áreas da pediatria, que contemplam diagnóstico e tratamento, com equipes multiprofissionais, e promove 60% dos atendimentos via Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2023, realizou cerca de 228 mil atendimentos ambulatoriais, 20 mil cirurgias e 307 transplantes. E, pelo terceiro ano consecutivo, a instituição figura como o melhor hospital exclusivamente pediátrico da América Latina, de acordo com um ranking elaborado pela revista norte-americana Newsweek.


São Paulo registra mais de 6 mil atendimentos relacionados à hepatite C em 2023

Crédito Foto: Freepik/ Divulgação

Doença é uma das principais causas de cirrose hepática e câncer de fígado, explica médico do Hospital Japonês Santa Cruz 

Levantamento feito pelo Ministério da Saúde mostra que o estado de São Paulo registrou mais de 6 mil casos de incidência e detecção de hepatite C em 2023 pelo Sistema Único de Saúde (SUS), apresentando uma diminuição de 20% comparado com o ano anterior, quando foram registrados 7.607. A doença pode se apresentar de forma aguda ou crônica, sendo que entre 60% e 85% dos casos evoluem para a forma crônica ou para uma cirrose hepática. 

O mês de julho traz uma importante campanha instituída pela lei n° 13.802/2019. O dia 28 é marcado como o Dia Nacional de Combate à Hepatite, que visa conscientizar a população sobre os riscos das hepatites virais e a importância da prevenção.

A hepatite viral é uma inflamação do fígado causada por vírus específicos, sendo os mais comuns os vírus das hepatites A, B, C, D e E. Cada tipo de vírus é transmitido de maneira diferente e pode causar diferentes graus de gravidade da doença. As hepatites virais são responsáveis pela morte de 1,3 milhão de pessoas por ano, aproximadamente 3,5 mil por dia. As mais preocupantes são a hepatite B e C, que com o tempo podem se tornar crônicas. De acordo com os dados do Relatório Global sobre Hepatite de 2024, divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 300 milhões de pessoas vivam com hepatite B e C no mundo.

“Na maioria das vezes, as hepatites são infecções silenciosas. Ou seja, não apresentam sintomas”, relata o infectologista do Hospital Japonês Santa Cruz, Dr. Silvio Bertini. “Entretanto, quando os sinais são presentes, podem se manifestar como cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras”, completa.

A hepatite A é geralmente transmitida por água ou alimentos contaminados, ou pelo contato direto com uma pessoa infectada. Já a hepatite B pode ser transmitida através do contato com sangue ou fluidos corporais de uma pessoa infectada. A hepatite C, por sua vez, é transmitida principalmente por meio do contato com sangue contaminado e é uma das principais causas de cirrose hepática e câncer de fígado. Hepatite D e E são também causadas por vírus específicos e têm suas próprias peculiaridades, como a dependência do vírus da hepatite B para a replicação no caso da hepatite D, e a transmissão fecal-oral para a hepatite E.

Tratamento e prevenção
“O tratamento varia de acordo com o tipo de hepatite e a gravidade da doença. Por exemplo, a hepatite A e a hepatite E não possuem um tratamento específico. Recomenda-se repouso, hidratação adequada e uma dieta equilibrada. Em casos mais graves, o médico recomendará medicamentos apropriados para combater a doença. No caso da hepatite B e C, geralmente o tratamento envolve o uso de medicamentos antivirais, visando suprimir a replicação viral e reduzir o risco de complicações hepáticas graves”, explica o especialista.

Já a hepatite D, o tratamento visa controlar a infecção pelo vírus da hepatite B, podendo ser usados os mesmos medicamentos prescritos para tratar pacientes com hepatite D crônica.

“As principais medidas de prevenção incluem a vacinação contra a hepatite A e B, o uso de preservativos durante as relações sexuais, o cuidado com a higiene pessoal e alimentar, e o não compartilhamento de objetos de uso pessoal”, destaca o médico, ressaltando a importância da conscientização. “A conscientização fez com que o número de casos da doença diminuísse, mas ainda milhões de pessoas convivem com o vírus da hepatite sem conhecimento, aumentando o risco de transmissão para outras pessoas e o agravamento da doença”, conclui.


Câncer de cabeça e pescoço é o quinto entre os homens


O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que em 2024 serão diagnosticados aproximadamente 48 mil novos casos de câncer de cabeça e pescoço no Brasil, cuja média anual fica entre 35 mil e 40 mil. Esse tipo de câncer corresponde a 3% do total e é o quinto entre os homens.

Julho Verde é uma campanha fundamental para a conscientização e prevenção do câncer de cabeça e pescoço, que inclui tumores na boca, língua, garganta, laringe e outras áreas. “O diagnóstico precoce é essencial para aumentar as chances de cura do câncer de cabeça e pescoço. Campanhas como esta são essenciais para conscientizar a população sobre a importância de manter uma rotina de exames preventivos”, disse Thayles Moraes, oncologista da Pró-Saúde.

A campanha também tem o objetivo de promover hábitos saudáveis para reduzir a incidência desse tipo de câncer, especialmente entre os homens, que são mais afetados. Os principais fatores de risco incluem tabagismo, consumo excessivo de álcool, infecção por HPV e exposição ocupacional a substâncias cancerígenas. 

Os principais sintomas desse tipo de câncer são:

– Lesões na cavidade oral ou nos lábios, que não cicatrizam por mais de 15 dias;

– Manchas/placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, céu da boca ou bochechas;

– Nódulos no pescoço;

– Rouquidão persistente;

– Dor de garganta que não melhora com o uso de antibiótico;

– Dor ou dificuldade para engolir ou respirar;

– Sangramento ou secreção persistente pelo nariz;

– Dor no ouvido ou dificuldade para ouvir;

– Dores de cabeça e tosse persistente.

Você sabia?

A vacina contra o HPV é uma importante medida preventiva, eficaz contra infecções que podem levar a vários tipos de câncer, como o de cabeça e pescoço.

Criada pela Associação de Câncer de Boca e Garganta, com apoio da Organização Mundial da Saúde, o tema de 2024 é “Vejo flores em você: Não permita que tumores brotem!” Eventos ao longo do mês buscam orientar sobre a prevenção e tratamento, além de oferecer exames preliminares para detecção de casos suspeitos. A campanha ganha força a cada ano, reforçando a importância do diagnóstico precoce e de hábitos saudáveis.

Então, o melhor a se fazer é prevenir. “É importante, portanto, que as pessoas tenham hábitos saudáveis, evitem beber e fumar, e se vacinem contra o HPV. Medidas como estas podem reduzir significativamente a incidência desse tipo de câncer. Por isso, é importante fomentar o engajamento nessas práticas de prevenção”, finalizou Moraes.


Esclerose múltipla: veja sinais e sintomas a que você deve ficar atento


Neurologista da Unimed Araxá explica ainda como é o curso da doença e como tratamentos ajudam a acelerar a recuperação das crises

A esclerose múltipla (EM) é uma doença potencialmente incapacitante do cérebro e da medula espinhal (sistema nervoso central). Segundo a médica neurologista da Unimed Araxá, Yvely Iunes Akel, nesta patologia o sistema imunológico ataca a bainha protetora (mielina) que cobre as fibras nervosas e causa problemas de comunicação entre o cérebro e o resto do corpo. Eventualmente, a doença pode causar danos permanentes ou deterioração das fibras nervosas.

“Os sinais e sintomas da EM variam amplamente entre os pacientes e dependem da localização e gravidade do dano às fibras nervosas no sistema nervoso central. Algumas pessoas com EM grave podem perder a capacidade de andar de forma independente ou de deambular. Outros indivíduos podem experimentar longos períodos de remissão sem quaisquer novos sintomas, dependendo do tipo de EM que apresentam”, explica a médica.

Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da EM podem diferir muito de pessoa para pessoa e ao longo do curso da doença, dependendo da localização das fibras nervosas afetadas. Os sintomas comuns incluem: 

- Dormência ou fraqueza em um ou mais membros, que normalmente ocorre em um lado do corpo de cada vez 

- Formigamento 

- Sensações de choque elétrico que ocorre com certos movimentos do pescoço, especialmente inclinar o pescoço para frente (sinal de Lhermitte) 

- Falta de coordenação 

- Marcha instável ou incapacidade de andar 

- Perda parcial ou total da visão, geralmente em um olho de cada vez, muitas vezes com dor durante o movimento ocular 

- Visão dupla prolongada 

- Visão embaçada 

- Vertigem 

- Problemas com a função sexual, intestinal e da bexiga 

- Fadiga 

- Fala arrastada 

- Problemas cognitivos 

- Distúrbios de humor 

Curso da doença
A maioria das pessoas com EM apresenta um curso de doença remitente recorrente. Eles experimentam períodos de novos sintomas ou recaídas que se desenvolvem ao longo de dias ou semanas e geralmente melhoram parcial ou completamente. Essas recaídas são seguidas por períodos tranquilos de remissão da doença que podem durar meses ou até anos.

Pequenos aumentos na temperatura corporal podem piorar temporariamente os sinais e sintomas da EM. Estas não são consideradas recidivas verdadeiras da doença, mas pseudorecaídas. “Pelo menos 20% a 40% das pessoas com EM remitente-recorrente podem eventualmente desenvolver uma progressão constante dos sintomas, com ou sem períodos de remissão, dentro de 10 a 20 anos após o início da doença. Isso é conhecido como EM secundária progressiva”, conta a Dra. Yvely. 

O agravamento dos sintomas geralmente inclui problemas de mobilidade e de marcha. A taxa de progressão da doença varia muito entre pessoas com EM secundária progressiva. Algumas pessoas com EM apresentam um início gradual e uma progressão constante de sinais e sintomas sem quaisquer recidivas, conhecida como EM primária progressiva. 

Apesar de não haver cura para esta patologia, existem tratamentos que ajudam a acelerar a recuperação das crises, modificar o curso da doença e controlar os sintomas. “Consulte um neurologista de sua confiança se sentir algum dos sintomas acima por razões desconhecidas”, finaliza.


Palpitações: como diferenciar entre problemas do coração e ansiedade? Médica explica


A sensação de batimentos acelerados pode ocorrer tanto em arritmias quanto em crises de ansiedade. - Foto: Reprodução/ Freepik

Mais de 20 milhões de brasileiros sofrem com algum tipo de arritmia cardíaca. Todos os anos, a doença causa mais de 320 mil mortes súbitas no país

Apesar de compartilharem sintomas semelhantes, como palpitações e sensação de desconforto no peito, arritmias cardíacas e doenças emocionais como ansiedade e estresse são condições distintas que requerem abordagens diferentes para diagnóstico e tratamento.

“Arritmias cardíacas ocorrem quando há um problema nos sinais elétricos que regulam os batimentos do coração, resultando em ritmos irregulares”, explica a cardiologista especialista em eletrofisiologia Julianny Freitas Rafael. De acordo com informações da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac), esse descompasso afeta mais de 20 milhões de pessoas no Brasil, gerando mais de 320 mil mortes súbitas por ano.

Por outro lado, ansiedade e estresse são respostas emocionais a situações desafiadoras e podem provocar sintomas físicos semelhantes. Segundo o Ministério da Saúde, os transtornos de ansiedade afetam 9,3% da população brasileira, e o estresse é uma condição comum no mundo moderno. A pesquisa Inquérito Telefônico de Fatores de Risco para Doenças Crônicas Não Transmissíveis (Covitel) de 2023 revelou que 26,8% dos brasileiros relatam sofrer com ansiedade, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta o Brasil como o país com maior prevalência do problema.

“A sensação de palpitações e batimentos acelerados pode ocorrer tanto em arritmias quanto em crises de ansiedade, o que pode confundir os pacientes”, explica a médica Julianny Freitas Rafael. “É fundamental que os indivíduos procurem orientação médica para um diagnóstico preciso.”

Identificação dos sintomas
A médica arritmologista destaca alguns diferenciais importantes:

- Arritmias cardíacas: são detectadas por exames específicos como eletrocardiograma (ECG) e monitoramento Holter, que registram a atividade elétrica do coração.

- Ansiedade e Estresse: são diagnosticados principalmente através de avaliação clínica e psicológica, considerando os sintomas emocionais e físicos relatados pelos pacientes.

A Dra. Julianny Freitas Rafael explica que sentir os batimentos cardíacos acelerados é um sintoma frequente de ansiedade. “Durante crises de ansiedade ou de pânico, os pacientes também costumam relatar tremores, suor excessivo, náuseas, tensão muscular, inquietação e dificuldades para dormir, entre outros sintomas.”

Quando buscar ajuda?
“O cuidado com a saúde deve ser o mais frequente que a pessoa conseguir. Fazer aquele tradicional check-up anual pode ajudar a identificar doenças precocemente”, alerta a Dra. Julianny. A médica arritmologista ainda orienta que, caso as palpitações sejam frequentes e acompanhadas de outros sintomas, o indivíduo deve buscar orientação médica.

Tratamentos e cuidados
“O tratamento para arritmias pode incluir medicamentos, procedimentos como ablação por cateter e, em alguns casos, implante de marca-passo”, explica a cardiologista especialista em arritmias cardíacas. “Já para ansiedade e estresse, terapias comportamentais, técnicas de relaxamento e, se indicado, medicação ansiolítica são eficazes. Neste caso, um psiquiatra poderá fazer a melhor indicação de tratamento.”

Entender as diferenças e buscar tratamento adequado para cada condição é essencial para o bem-estar geral. “Nunca ignore sintomas de palpitações ou desconforto no peito – consulte um especialista para um diagnóstico correto e tratamento adequado”, aconselha a Dra. Julianny Freitas Rafael.

Sobre a Dra. Julianny Freitas Rafael - Médica cardiologista. Arritmologista da Casa de Saúde São José (CSSJ), Instituto Nacional de Cardiologia (INC) e Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro (IECAC). Médica Cardiologista da Unidade Coronariana da CSSJ. Mestre em Ciências Cardiovasculares pelo INC. Especialista em Estimulação Cardíaca Eletrônica Implantável pela Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac)/DECA AMB. Especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) /Associação Médica Brasileira (AMB). Especialista em Arritmia, Eletrofisiologia e Estimulação Cardíaca do Hospital Quali Ipanema. Capixaba, mas mora no Rio de Janeiro desde 2012. Mãe orgulhosa da Maria Luiza, de 6 anos.


Doença Silenciosa no Quadril: especialista faz alerta sobre Necrose Avascular da Cabeça Femoral


A necrose avascular da cabeça femoral, também conhecida como osteonecrose da cabeça do fêmur, é uma condição séria que afeta a articulação do quadril a partir da redução ou interrupção do fluxo sanguíneo para a cabeça do fêmur.

Diversos fatores podem estar relacionados ao desenvolvimento da necrose avascular, entre eles:

Traumas: fraturas ou luxações do quadril podem danificar os vasos sanguíneos que nutrem a cabeça femoral.

Doenças Hematológicas: condições como anemia falciforme ou doença de Gaucher podem afetar o fluxo sanguíneo.

Corticosteroides: o uso prolongado destes medicamentos pode aumentar o risco de necrose.

Outros: doenças autoimunes, consumo excessivo de álcool ou tabagismo também podem estar associados.
 
Principais sintomas
Segundo o ortopedista e oncologista ortopédico Dr. Fábio Elói, médico titular do Núcleo de Ortopedia Oncológica do Centro de Referência de Sarcomas Ósseos e Tecidos Moles do AC Camargo Câncer Center, a necrose avascular pode ser assintomática nas fases iniciais. 

“À medida que a doença progride, pode ocorrer dor persistente na região do quadril, irradiando para a virilha, glúteos ou coxas; dificuldade de movimento na articulação do quadril e dificuldade para caminhar”.

Sem o tratamento adequado, a necrose avascular pode levar ao colapso da cabeça femoral, resultando em artrose grave do quadril e perda da função.

Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico da necrose avascular é feito pelo médico ortopedista, com o auxílio de exames de imagem, como radiografias, ressonância magnética ou tomografia computadorizada, que avaliarão a extensão do dano.

O tratamento dependerá do estágio da doença e pode incluir:

Repouso: reduzir a carga sobre a articulação para evitar o agravamento da necrose.

Medicamentos: analgésicos e anti-inflamatórios para controlar a dor e a inflamação.

Fisioterapia: para fortalecimento dos músculos ao redor da articulação e consequente melhora da mobilidade.

Cirurgia: em casos mais graves, a cirurgia pode ser indicada para reparar o osso danificado ou substituir a articulação do quadril por uma prótese.
 
A importância do diagnóstico
“O diagnóstico correto da necrose avascular, para que o tratamento seja realizado o mais rápido possível, é importante para impedir o avanço, as possíveis complicações relacionadas ao avanço da doença e sequelas”, alerta o Dr. Fábio.

Por este motivo, em caso de suspeita, é importante procurar um médico especialista o mais rápido possível.


Tontura: especialista alerta para risco de queda de idosos



Problema atinge 40% das pessoas com mais de 80 anos, e é uma das causas mais frequentes de trauma entre os idosos

Segundo dados do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, 40% dos idosos com 80 anos ou mais sofrem quedas todos os anos. Boa parte dessas quedas são geradas por tonturas, condição perigosa que pode ser potencializada por inúmeras doenças. Sendo assim, torna-se cada vez mais necessária a conscientização da população com relação aos cuidados básicos para garantir a segurança e bem-estar dos idosos.

De acordo com o médico otorrinolaringologista do Hospital Paranaense de Otorrinolaringologia (IPO), Alexandre Gasperin, são mais de 70 doenças, somente da parte periférica do corpo, que têm como sintoma a tontura. “Além da área periférica do sistema de equilíbrio existe a parte neurológica, que pode causar tonturas também. É preciso sempre ter em mente que tonturas são sintomas, não são uma doença. Um profissional qualificado vai identificar a causa e indicar o tratamento, que é individualizado caso a caso. A recorrência das tonturas indica que o tratamento não está correto”, alerta o especialista.

Na maioria dos casos, as quedas, que são uma das causas mais frequentes de trauma entre os idosos, podem ser previstas e evitadas. De acordo com Gasperin, diversas condições podem causar o desequilíbrio em idosos, entre elas as doenças do labirinto, alterações visuais, fraqueza muscular, doenças crônicas como o diabetes e problemas neurológicos.

“Para o tratamento, cada caso tem a sua particularidade, por isso o acompanhamento deve ser individualizado e pode incluir medicações, mudanças comportamentais e tratamentos de reabilitação. O tratamento correto é prescrito após o diagnóstico médico do quadro”, complementa o especialista. 

Conheça algumas medidas simples que podem evitar as quedas:

Escadas: providenciar iluminação suficiente para que seja possível enxergar todos os degraus. Instale corrimão em ambos os lados para permitir o apoio indispensável. Evite piso escorregadio ou coloque um carpete preso nos degraus. 

Cozinha: não guarde alimentos e utensílios em locais altos. Não utilize cadeiras ou bancos para tentar acessar armários. Limpe imediatamente o chão ao derramar algo. Evite cera e tapetes. 

Banheiro: utilize um distribuidor de sabão líquido ao invés de sabonete solto. Instale corrimão na banheira e nas paredes do banheiro. Coloque adesivos antiderrapantes em áreas úmidas e nunca tranque a porta do banheiro.

Calçados: evite usar saltos e chinelos, opte por um calçado firme no pé. Utilize calçadeira para auxiliar a colocar o sapato.

Orientações gerais: não pule refeições, estômago cheio é importante. Use óculos, se necessitar, mas remova os de leitura ao caminhar. Não corra para atender o telefone ou a campainha. Conserte o assoalho se tiver tábuas soltas. Mantenha os números de emergência, entre eles os de hospitais e de parentes e amigos, bem ao lado do telefone. Evite usar roupas muito compridas.


Teste genético é a chave da prevenção contra o câncer de mama e ovário



Em evento, a FEMAMA e Sociedade Brasileira de Mastologia destacam a necessidade de políticas públicas para garantir o acesso aos testes genéticos para avaliação de mutações patogênicas nos genes BRCA1 e BRCA2

Os cânceres de mama e de ovário são uma preocupação crescente, pois afetam não apenas a saúde das pessoas diagnosticadas, mas também suas famílias. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o tumor maligno hereditário de mama e/ou ovário está associado à presença de variantes patogênicas nos genes BRCA1 (72% para câncer de mama e 44% para câncer de ovário) e BRCA2 (69% para câncer de mama e 17% para câncer de ovário). Por conta disso, familiares desse paciente também podem carregar as mesmas alterações genéticas, aumentando o risco de desenvolvimento da doença. A forma mais confiável para identificar se há favorecimento para desenvolvimento dessas doenças é justamente a testagem genética, disponível pelo SUS apenas em cinco estados brasileiros. 

Como forma de reforçar a importância da aplicação da testagem genética em todos os estados do Brasil, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2, de pacientes oncológicos do Sistema Único de Saúde (SUS), a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA) e a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) lançaram durante o Fórum de Acesso ao Painel Genético em Mama, realizado no Brazilian Breast Cancer Symposium (BBCS) o artigo “Implementação de política pública para o acesso aos testes genéticos na detecção de mutações em BRCA no SUS”, enfatizando a necessidade de medidas concretas para garantir o acesso universal a esses testes genéticos no sistema de saúde público.
 
Frentes de ação
Como parte do esforço para melhorar o cenário oncológico atual, foi realizado no dia 16/05, durante o Brazilian Breast Cancer Symposium (BBCS), o Fórum de Acesso ao Painel Genético em Mama. Esse evento, organizado pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), regional Goiás, em parceria com a FEMAMA, foi palco para o lançamento do artigo “Implementação de política pública para o acesso aos testes genéticos na detecção de mutações em BRCA no SUS”, qual traz 17 recomendações para a implementação de uma política pública nacional para testagem de BRCA no SUS, incluindo os critérios de elegibilidade. O material foi elaborado por um Conselho Consultivo formado por renomados especialistas no tema, entre eles Dra Maira Caleffi, Mastologista, Presidente Voluntária da FEMAMA e Chefe do Núcleo Mama do Hospital Moinhos de Vento, e membros da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) e Sociedade Brasileira de Oncologia (SBOC). Maira Calef-fi comenta: “A testagem genética oferece informações valiosas sobre a predisposição individual ao desenvolvimento de câncer de mama e ovário, mas a falta de verticalização de uma política pública que possibilite a prevenção, aumenta os índices de mortalidade para essas doenças”. 

Nesse contexto, a testagem genética - procedimento que analisa o material genético de um indivíduo em busca de variantes patogênicas associadas a doenças específicas - permite identificar indivíduos com maior predisposição de desenvolvimento desses tipos de câncer. A especialista ressalta: “O câncer é uma doença que tem cura e, quando identificado uma alteração genética hereditária de forma precoce, nos possibilita criar um plano de prevenção personalizada, adaptado às necessidades individuais de cada paciente, e garante que ele terá uma qualidade de vida melhor, e maiores chances de cura”.
 
Entenda os critérios de elegibilidade
Garantir o acesso ao exame genético, no SUS, é apenas uma parte da batalha. Outro desafio é definir quem está elegível para realizar a testagem genética entre as pacientes oncológicas e seus familiares. No entanto, nos 05 estados onde existem leis de testagem sancionadas, há uma grande variabilidade entre esses os critérios definidos, como idade, histórico familiar e diagnóstico prévio de câncer, dificultando a proposição de uma lei federal e implementação dessa ferramenta em nível nacional, o que é essencial à saúde pública. 

O estabelecimento de critérios de elegibilidade complexos pode dificultar a compreensão do público em geral e prejudicar o recrutamento de pacientes, reduzindo a adesão à testagem genética. Por isso, é crucial encontrar um equilíbrio entre critérios rigorosos e acessibilidade para garantir que a testagem genética esteja amplamente disponível para todos aqueles que podem se beneficiar dela. Isso, por sua vez, contribuirá para uma abordagem mais eficaz na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de mama e ovário, fundamentais para aumentar a longevidade do paciente.
 
Entenda o cenário nacional 
A testagem genética é uma ferramenta vital na detecção precoce e prevenção do câncer de mama e ovário. Entretanto, sua disponibilidade ainda é restrita em diversas regiões do Brasil, apenas 05 estados (Amazonas, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e o Distrito Federal) possuem legislação específica voltada para a detecção e manejo do câncer, porém, os critérios de elegibilidade variam consideravelmente entre eles, dificultando uma implementação uniforme dessa ferramenta essencial de saúde pública. 

Apesar dos desafios, o estado de Goiás tem se destacado. O projeto Goiás Todo Rosa, lançado em 2023, é uma iniciativa pioneira no Brasil, com o objetivo de oferecer testagem genética de forma estruturada para a população. Implementado pelo governo estadual, o programa identifica precocemente indivíduos com predisposição hereditária ao câncer de mama e ovário, especialmente àqueles portadores de variantes nos genes BRCA1 e BRCA2. A concretização do projeto só foi possível devido ao comprometimento da Secretaria de Saúde de Goiás no estabelecimento de uma parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG) para a habilitação do Centro de Estudos em Genética Humana da UFG que atualmente realiza a testagem genética para as pacientes do estado.
 
Sobre a FEMAMA
A Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama é uma organização sem fins econômicos que trabalha para reduzir os índices de mortalidade por câncer de mama em todo o Brasil, lutando por mais acesso a diagnóstico e tratamento ágeis e adequados. Com foco em advocacy, a instituição busca influenciar a formação de políticas públicas para defender direitos de pacientes, ao lado de mais de 70 ONGs de apoio a pacientes associadas em todo o país.


Sinais de alerta: 5 sintomas de que seu coração não está bem


Estar atento aos sinais do seu corpo é o primeiro passo para realizar um diagnóstico precoce de doenças e ter maiores chances de recuperação, explica o médico cardiologista Dr. Roberto Yano

O nosso coração é um dos principais órgãos do nosso corpo, ele é o ponto central do nosso sistema circulatório e problemas nele podem desencadear uma série de condições, como infarto, insuficiência cardíaca, arritmia, entre outras.

Para prevenir esse tipo de problema, além de mudanças no estilo de vida, é fundamental realizar um diagnóstico precoce pois quanto mais cedo a doença for detectada, maiores as chances de recuperação, para isso, é importante estar atento aos sinais do seu corpo, explica o médico cardiologista Dr. Roberto Yano.

“Antes de uma doença cardiovascular chegar à sua pior fase ela dá diversos sinais, que o paciente muitas vezes não relaciona com o coração, mas que se forem observados e levados a um especialista, podem facilitar e acelerar o diagnóstico e o tratamento, salvando a vida do paciente”, afirma.

5 sinais de alerta para a saúde do seu coração:
01 - Dor no peito: “Esse é um dos sintomas mais clássicos de problemas no coração, mas tem sido cada vez mais desconsiderado e tido como algo normal quando ocorre ocasionalmente, mas sempre que houver esse problema é importante procurar um médico pois ela pode indicar não só problemas no coração, mas em diversas outras áreas”, explica Dr. Roberto Yano.

02 - Cansaço e falta de ar: “Se você se cansa muito facilmente e fica com falta de ar, tanto ao praticar esportes ou exercícios físicos, mas também em atividades rotineiras que antes fazia normalmente, isso pode indicar uma insuficiência cardíaca, por exemplo”.

03 - Inchaço nas pernas: “Esse problema pode indicar diversos problemas, como obesidade, problemas nas veias das pernas, nos rins ou doença no fígado, mas também pode indicar uma insuficiência cardíaca”, afirma Dr. Roberto Yano.

04 - Palpitação: “O normal é nós não sentirmos o coração bater, quando passamos a perceber os seus batimentos de forma acelerada ou descompassada, pode indicar uma arritmia cardíaca e que em alguns casos pode ser mais grave e até levar à morte se não for bem tratada”.

05 - Tonturas: “Problemas no bombeamento do sangue podem prejudicar a circulação sanguínea e reduzir a quantidade de sangue que chega ao cérebro, o que gera tonturas e até mesmo desmaios”, explica Dr. Roberto Yano.

Sobre Dr. Roberto Yano
Dr. Roberto Yano é médico cardiologista e especialista em Estimulação Cardíaca Artificial pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e AMB. Atualmente suas redes sociais, que traz a #amigosdocoracao, contam com um número expressivo de seguidores. São mais de 2 milhões engajados e distribuídos nos canais do Facebook, Youtube e Instagram.


A Idade para Fazer Rinoplastia: O Que Você Precisa Saber


A rinoplastia é um procedimento estético que visa melhorar tanto a aparência quanto a função nasal. Muitas pessoas buscam essa cirurgia para corrigir imperfeições no formato do nariz, como desvios, assimetrias ou alterações indesejadas. No entanto, uma dúvida comum é: qual é a idade ideal para fazer rinoplastia?

Primeiro, é importante entender que a rinoplastia remodela a estrutura nasal, tanto óssea quanto cartilaginosa. Esse procedimento é procurado por muitas pessoas para melhorar queixas estéticas do nariz e para aqueles que possuem dificuldade na respiração. A cirurgia pode tornar o nariz mais harmônico e ajudar a resolver problemas nasais. Ela pode ser indicada para diferentes finalidades, incluindo questões estéticas, funcionais e reparadoras. Seja para melhorar a harmonia facial, corrigir problemas respiratórios ou reparar deformidades causadas por traumas ou condições médicas, a rinoplastia pode oferecer benefícios significativos para pacientes de todas as idades.

O Dr. Guilherme Scheibel, renomado otorrinolaringologista especialista em rinoplastia, esclarece que não existe uma idade única e fixa para todos os pacientes, mas deve considerar as características individuais de cada pessoa. Segundo ele:

“É crucial lembrar que o desenvolvimento facial varia. Para mulheres, a faixa etária que se inicia o desenvolvimento geralmente começa por volta dos 13 aos 14 anos. Já para os homens, ocorre mais tarde, entre os 16 e 17 anos.”

O Dr. Scheibel enfatiza que a confirmação de que o paciente parou de crescer é essencial antes de realizar a cirurgia. Isso é feito por meio de radiografias da pelve, que são as melhores para avaliar o fechamento dos pontos de crescimento. No entanto, existem exceções importantes a essas regras gerais:

“Em alguns casos, crianças e adolescentes podem se beneficiar de uma intervenção cirúrgica mais precoce. Por exemplo, quando há um desvio significativo na pirâmide nasal ou no septo nasal, que afeta a estética e a função respiratória.”

Além disso, a maturidade emocional do paciente é um fator importante a ser considerado. A decisão de realizar uma cirurgia estética como a rinoplastia deve ser tomada de forma consciente e madura, levando em conta as expectativas realistas sobre os resultados e os possíveis riscos envolvidos no procedimento.

Os pais ou responsáveis legais devem estar envolvidos no processo decisório e consentir com a cirurgia se o paciente for menor de idade. É necessário realizar uma avaliação cuidadosa, considerando não apenas a idade do paciente, mas também outros fatores físicos e emocionais antes de recomendar ou realizar a rinoplastia.

“Além da idade e das considerações físicas, avaliamos o bem-estar emocional e psicológico do paciente. A decisão de fazer uma rinoplastia deve ser ponderada e acompanhada por profissionais qualificados.” Comenta Dr. Scheibel.

Como otorrinolaringologista especializado em rinoplastia, o Dr. Scheibel compartilha suas técnicas e precisão de resultados com mais de meio milhão de seguidores no Instagram.

“Diariamente, recebo várias dúvidas nas redes sociais de pessoas do Brasil e do mundo. Tento deixar o conteúdo o mais educativo possível, pois sei que muitos procuram minhas redes para esclarecer suas dúvidas. Além disso, sou o fundador do Virtual Fellow, um programa internacional de ensino em rinoplastia.” – Dr. Guilherme Scheibel

Não há uma idade certa para a rinoplastia, mas sim uma avaliação individualizada. Cada paciente é único, e a medicina e a rinoplastia são personalizadas, considerando o desenvolvimento individual. Se você está considerando esse procedimento, consulte um especialista para obter orientações específicas e alcançar o nariz que sempre desejou.


O poder da plástica reconstrutiva



A cirurgia plástica frequentemente é associada à busca por melhorias meramente estéticas, mas seus benefícios vão muito além da superfície.

A cirurgia plástica reconstrutiva desempenha um papel fundamental na restauração da função, da autoestima e da qualidade de vida de pacientes que enfrentaram traumas, anomalias congênitas e procedimentos para tratar condições médicas graves.

Restaurando a função e a mobilidade
Para muitos pacientes, a cirurgia plástica reconstrutiva é essencial para restaurar a função e a mobilidade após traumas graves, acidentes ou cirurgias para remover tumores. 

Por exemplo, após um acidente que resulta em queimaduras severas, a reconstrução cirúrgica pode ajudar a restaurar a pele danificada e as estruturas subjacentes, melhorando a capacidade de movimento e prevenindo contra deformidades incapacitantes.

Recuperando a autoestima e a confiança
A aparência física desempenha um papel significativo na autoestima e na confiança de uma pessoa. 

Para pacientes que enfrentam deformidades faciais, cicatrizes visíveis ou assimetrias corporais, a cirurgia plástica reconstrutiva pode oferecer uma nova esperança e uma oportunidade de se sentir confortável em sua própria pele. 

Ao corrigir imperfeições físicas, os pacientes muitas vezes experimentam um aumento significativo na autoconfiança e na qualidade de vida emocional.

Empoderando sobreviventes de câncer e outras doenças
Pacientes que enfrentam câncer (como o de mama, por exemplo), muitas vezes passam por procedimentos cirúrgicos agressivos (como mastectomias) que podem deixar cicatrizes emocionais e físicas duradouras. 

A reconstrução mamária após a mastectomia não apenas restaura a aparência estética do seio, mas também desempenha um papel vital na recuperação emocional e no empoderamento das sobreviventes de câncer. 

Outro bom exemplo é o da reconstrução facial após a remoção de tumores ou tratamento de condições como o câncer de pele, que pode ajudar os pacientes a recuperarem sua autoconfiança.

Promovendo a normalização e a inclusão social
A cirurgia plástica reconstrutiva não se trata apenas de corrigir imperfeições físicas, mas também de promover a normalização e a inclusão social para aqueles que enfrentam diferenças físicas visíveis. 

Ao oferecer aos pacientes a oportunidade de se integrarem mais plenamente à sociedade, a reconstrução cirúrgica contribui para uma cultura mais inclusiva e empática, na qual todos são valorizados independentemente de sua aparência.

A cirurgia plástica reconstrutiva é muito mais do que simplesmente melhorar a aparência física; é sobre restaurar vidas e proporcionar aos pacientes uma segunda chance de viver plenamente.

Ao corrigir deformidades, restaurar funções e promover a autoestima, a cirurgia plástica reconstrutiva tem um impacto profundamente positivo na qualidade de vida dos pacientes, capacitando-os a enfrentar o mundo com confiança renovada e otimismo para o futuro. 

Se você ou alguém que você conhece enfrenta desafios físicos que podem ser abordados pela cirurgia plástica reconstrutiva, não hesite em buscar o apoio de um cirurgião plástico qualificado e experiente. A transformação está ao seu alcance, e o primeiro passo começa com uma consulta.

Fonte: Dr. Alexandre Kataoka, Cirurgião Plástico. Perito concursado da Secretaria da Justiça de São Paulo – Instituto de Medicina Social e Criminologia do Estado de São Paulo. Diretor Adjunto do DEPRO – órgão fiscalizador da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Consultor Jurídico da SBCP-SP. Representante da SBCP no CODAME/CFM. Membro Efetivo da Câmara Técnica em cirurgia plástica – CFM. Conselheiro Responsável da Câmara Técnica do Cremesp. Coordenador da Comunicação do Cremesp.


Maio Verde: glaucoma também atinge crianças e pode levar à cegueira




Dados da OMS apontam que 1,5 milhão de crianças entre 0 e 7 anos de idade perderam a visão em decorrência da doença

Maio Verde marca o mês de conscientização sobre o Glaucoma, uma condição que, muitas vezes associada a adultos ou idosos, também pode afetar silenciosamente as crianças. Quando não detectado e tratado a tempo, esse problema ocular pode comprometer significativamente a visão dos mais jovens.

Embora raro, o glaucoma infantil pode ser causado por uma variedade de fatores, como anomalias congênitas no desenvolvimento do sistema de drenagem do olho, traumas, infecções ou condições genéticas. A hereditariedade desempenha um papel crucial, e crianças com histórico familiar de glaucoma estão em maior risco. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o glaucoma representa 5% dos casos de cegueira em crianças em todo o mundo. Isso implica que, de um total de 1,5 milhão de crianças entre 0 e 7 anos de idade, aproximadamente 75 mil perderam a visão devido a essa condição.

A Dra. Giovanna Marchezine, oftalmopediatra do Hospital de Olhos de Cuiabá (HOC), aponta os sintomas como frequentemente sutis e que podem ser facilmente confundidos com problemas oculares menos graves. “Sensibilidade à luz, olhos vermelhos, lacrimejamento excessivo e pupilas dilatadas são sinais que podem passar despercebidos. Às vezes, as crianças podem se queixar de dor ocular ou dor de cabeça, mas esses sintomas também podem ser ignorados”, explica a médica.

O diagnóstico é complexo. Como as crianças ainda estão em fase de desenvolvimento de comunicação para poder descrever seus sintomas com precisão, os médicos dependem de exames oftalmológicos completos. Entre esses exames, destaca-se a tonometria, um procedimento para medir a pressão intraocular.

Existem distintas variantes de glaucoma em crianças, sendo o glaucoma congênito o mais comum. Esse tipo se caracteriza pela manifestação de sinais desde o nascimento ou nos primeiros dois anos de vida, necessitando que pais e pediatras estejam atentos para a busca de avaliação especializada.

No subtipo predominante, conhecido como glaucoma congênito primário, o aumento da pressão intraocular durante o desenvolvimento infantil leva ao aumento do tamanho do globo ocular. “Isso se reflete em sintomas como opacidade da córnea, aumento visível do tamanho do olho, diferença no crescimento entre os olhos e sensibilidade à luz. Essas características diferenciam significativamente o olho afetado e o saudável em crianças dessa faixa etária”, explica a especialista do Hospital de Olhos de Cuiabá (HOC).

Outras variantes do glaucoma infantil, como o congênito secundário, podem surgir como consequência de fatores como cirurgias de catarata congênita, uso prolongado de corticoides, traumas oculares ou malformações oculares. No entanto, após essa fase, o glaucoma pode se desenvolver de maneira mais camuflada. Por isso, especialistas recomendam consultas regulares com oftalmologistas, mesmo quando os sintomas não são visíveis, para possibilitar a detecção precoce da doença.

Tratamento e Cuidados Especiais
O tratamento do glaucoma infantil geralmente envolve uma combinação de colírios, cirurgias a laser ou cirurgias convencionais, dependendo da gravidade do caso. A terapia é adaptada a cada criança e requer monitoramento contínuo. Famílias e cuidadores desempenham um papel crucial no sucesso do tratamento, garantindo a adesão às prescrições médicas e comparecendo a consultas regulares. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) também destaca a importância do Teste do Olhinho, a ser realizado ainda na maternidade, seguido pela primeira consulta oftalmológica entre 6 meses e um ano de idade.

O glaucoma em crianças é muitas vezes diagnosticado em estágios avançados, quando os danos à visão já ocorreram. Por isso, o diagnóstico precoce é tão importante. Tratamentos e intervenções oportunas podem preservar a visão e minimizar os impactos futuros.

Dengue: por que pacientes com sintomas podem testar negativo para o vírus?



Especialista do CEUB explica a influência do período da infecção, do limite de detecção do teste, isolamento viral, enzimas e da temperatura

Febre, dor de cabeça forte, dor atrás dos olhos, vômito, manchas vermelhas na pele com teste negativo para dengue. Este pode ser um cenário possível e até mesmo comum. Mas por que pacientes com sintomas clássicos da doença podem isentar a detecção pelo vírus transmitido para o Aedes aegypti? Gil Amaro, professor de Ciências Biológicas do Centro Universitário de Brasília (CEUB) e mestre em Biologia Molecular explica que fatores podem influenciar a acurácia de um exame positivo indicando a doença.

Confira a entrevista, na íntegra: 
Por que vários pacientes testam negativo mesmo tendo todos os sintomas clássicos?
Gil Amaro: Cada fase da doença tem um exame específico. Os testes para o período dos sintomas são o RT-PCR, o do Antígeno NS1 ou o de Isolamento Viral. Se a pessoa usar os testes de Anticorpo IgG/IgM no período de sintomas, o resultado será negativo, porque esse teste IgG/IgM é para outra fase da doença. O segundo motivo é que todo exame tem um limite de detecção, sensibilidade e especificidade. Essas três propriedades afetam quando o exame “acerta” ou “erra”. As configurações de ciclo, enzimas e temperaturas no teste RT-PCR podem diminuir a especificidade, afetar o limite de detecção e dar falso negativo. Por fim, a parte pré-analítica pode diminuir a qualidade da amostra dificultando a detecção. Laboratórios com certificações e acreditações têm chance maior de acertar o exame.

Como é feito o teste de dengue? Há mais de um? Existe a possibilidade de um falso negativo? Se sim, por que isso acontece?
Gil Amaro: O padrão é procurar o vírus da dengue ou os anticorpos gerados contra ele no sangue. Situações especiais usam outros fluídos do corpo como saliva, sêmen, urina, líquor ou líquido amniótico. Tem mais de um tipo de exame e cada exame funciona bem em uma fase da doença. Como todo teste tem um limite de detecção, uma sensibilidade e uma especificidade, há uma chance pequena de falsos negativos, mesmo usando o teste correto de cada fase da doença. 

Além dos três motivos citados acima e dos fatores pré-analíticos, analíticos e pós-analíticos, até a temperatura de armazenamento do sangue coletado pode afetar o teste. A ciência está em constante melhoria e os testes são otimizados ano a ano para ficarem mais efetivos, acertando quando tem e quando não tem a doença.

Por que alguns pacientes mesmo tendo todos os sintomas clássicos, característicos de dengue, testam negativo para a doença?
Gil Amaro: Isso ocorre por causa das fases da doença e do uso correto dos testes para cada fase. Vale alertar que outros exames, que não medem diretamente o vírus, ajudam no manejo clínico do paciente que tem dengue, mas o teste deu negativo. O conjunto de sinais e sintomas podem determinar a suspeita de dengue mesmo se um teste der resultado negativo. Existem sinais de alarme e gravidade característicos da dengue, além da sazonalidade. É possível determinar dengue pelos testes laboratoriais ou pelo chamado “vínculo clínico-epidemiológico”.

Existe a possibilidade desse paciente que testou negativo ter contraído uma carga viral menor da doença?
Gil Amaro: Sim, é possível. Cada pessoa tem uma constituição genética e fatores ambientais, como nutrição e o histórico de outras doenças, aliados à presença de anticorpos gerada por infecções anteriores do mesmo subtipo de dengue, pode levar à diminuição mais rápida da viremia. Na maioria dos casos, na segunda infecção por dengue do mesmo subtipo, os anticorpos IgG e IgM atacam o vírus rapidamente, sendo o período e a quantidade de viremia menor. 

Em casos raros, a cada nova infecção a saúde da pessoa fica mais comprometida. E, dependendo da saúde no momento da próxima infecção com a dengue, o cenário pode piorar muito. Plaquetas baixas ou imunidade baixa por outras doenças ou medicamentos pode agravar o caso e prolongar a viremia em tempo e em quantidade da carga viral.

Qual a orientação para os pacientes que testaram negativo mas apresentam todos os sintomas da doença?
Gil Amaro: A orientação é procurar as unidades de saúde para avaliação do vínculo-epidemiológico que determina dengue. Outros exames podem determinar a suspeita de dengue e, até mesmo, classificar o grupo de estadiamento (A, B, C ou D), que vai do mais leve até o mais grave. No Brasil existem unidades de saúde especializadas e as tendas para atendimento inicial. Casos graves tem manejo clínico específico e monitoramento constante para evitar falecimento.

É possível que existam ainda mais casos de dengue do que foi notificado por conta dessa testagem negativa?
Gil Amaro: Sim. Além dos casos falso-negativos existem os portadores assintomáticos, que podem transmitir o vírus mesmo sem ter sintomas. Além do período da história natural de toda doença, quando já aconteceu a infecção, quando as alterações fisiológicas e bioquímicas que permitem detectar sinais e sintomas estão baixas. Resumo: quando está bem no início da infecção.

Quais os perigos do autodiagnóstico de dengue ou de um paciente que, por conta do teste negativo, acredita que não contraiu a doença?
Gil Amaro: O autodiagnóstico é perigoso porque toda infecção por dengue gera perda de líquido dos órgãos e essa perda é mais comum que a hemorragia, podendo agravar. O autodiagnóstico não consegue avaliar o corpo no nível que os exames de sangue fazem. Além disso, há grupos de risco: pessoas com situações específicas ou doenças que, se contraírem dengue, tem chance maior de evoluir para casos graves.

Tanto o exame de sangue quanto o exame clínico permitem avaliar a gravidade da doença pelos sinais de hemodinâmicos no início do agravamento, podendo agir para evitar. Enquanto o autodiagnóstico não abarca todas as possibilidades e a doença pode evoluir até causar danos irreparáveis, quando a pessoa perceber que está com sinais críticos, pode ser tarde demais.

Sinais de Alzheimer podem surgir 40 anos antes em quem tem risco familiar


Imagem: iStock

A idade é o principal fator de risco para o Alzheimer e, muitas vezes, seus primeiros sintomas começam a aparecer após 65 anos. Porém, pessoas com Alzheimer familiar (que ocorre quando vários parentes possuem a demência) costumam apresentar sinais da doença bem antes, e um estudo realizado pela Universidade do Arizona (EUA) descobriu que a partir dos 25 anos já podem demonstrar déficit de memória.

Publicado no periódico eLife, o trabalho científico analisou respostas de quase 60 mil pessoas com idade entre 18 e 85 anos no MindCrowd, um dos maiores projetos de avaliação de como funcionam os cérebros saudáveis — que qualquer pessoa pode responder online e atualmente já conta com a participação de mais de 115 mil indivíduos de 150 países.

Ao analisar esses dados, os pesquisadores descobriram que pessoas com histórico familiar de Alzheimer e menos de 65 anos, em média, têm um pior desempenho de aprendizado e memória, quando comparados a pessoas da mesma faixa etária sem parentes com demência. Em alguns casos déficit foi notado em indivíduos com 40 anos de vida a menos que o início típico da doença — ou seja, com idade na casa dos 25 anos.

Os resultados do estudo sugerem que o efeito da história familiar na memória é particularmente pronunciado entre os homens, especialmente àqueles com menor escolaridade, diabetes e portadores de uma mudança genética comum no APOE, gene associado ao risco de Alzheimer.

Segundo os cientistas, como a demência ainda não tem cura e não há forma comprovada de retardar a perda de memória progressiva causada pela doença, conseguir identificar o quanto antes que alguém tem possibilidade de desenvolver o problema pode ajudar que ela se concentre em táticas para prevenir o Alzheimer.

Como prevenir o Alzheimer?
Coma de forma saudável
Priorize o consumo de vegetais, frutas, sementes e peixes, além de limitar açúcar, carboidratos refinados, gordura saturada e trans. Estudos indicam que a dieta mediterrânea pode ser útil para a prevenção das demências. Alguns nutrientes específicos, como ômega 3, a vitamina E e o resveratrol (presente na uva), já foram associados à redução de risco, mas não há evidências de que tomar suplementos com essas substâncias diminua a possibilidade de ter Alzheimer.

Pratique atividades físicas
Além de preservar a saúde como um todo, os exercícios também têm um papel importante para as funções cognitivas.

Tenha hábitos saudáveis
Cuide de eventuais doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, depressão e hipercolesterolemia, e vá ao médico regularmente. Durma bem, não fume e evite o consumo de bebidas alcoólicas.

Cultive o lazer e tenha uma vida social ativa
Conversar com os amigos, ter um hob-by, fazer cursos e ter uma vida intelectual rica ajuda a garantir uma reserva cognitiva, o que pode adiar os sintomas se a pessoa ficar doente. (Do UOL VivaBem)

5 dicas para tratar a dor do joelho e evitar lesões



Você sai do treino com o joelho doendo? Sente dor no joelho para sentar, levantar ou subir uma escada? Então essas dicas são para você, seja qual for a causa das suas dores.

O Porquê das Dores nos Joelhos
De acordo com a Pesquisa “Os Pés Brasileiros” feita pela Pés Sem Dor com 21.423 pessoas, 34,3% dos homens e 46,9% das mulheres têm dor nos joelhos, e 87,1% dessas pessoas dizem que a dor é intermitente. Os joelhos participam de praticamente todos os movimentos que fazemos com os membros inferiores, caminhar, correr, saltar, girar, sentar, levantar, subir e descer. Quando isso é feito com repetição ou impacto em excesso os joelhos ficam sobrecarregados, podendo doer, sofrer lesões ou desenvolver patologias.

Obesidade e o desgaste nas articulações também estão entre as causas das dores nos joelhos, o peso do corpo sobrecarrega as estruturas dos joelhos podendo causar dores e até lesões, como a condromalácia e a artrose, como explica Mateus Martinez, diretor de Fisioterapia na Pés Sem Dor, no vídeo “Dores nos Pés e Joelhos: qual a relação com o peso”. E o desgaste nas articulações, embora seja mais comum entre idosos, pode acontecer mais cedo. Além, é claro, dos traumas, acidentes envolvendo os joelhos são comuns e, dependendo do grau, podem exigir até intervenção cirúrgica.

Joelhos Valgos e Varos
As pernas de quem tem joelhos valgos formam um “X”: os joelhos são mais próximos do que os pés. Ao contrário, as pernas de quem tem joelhos Varos formam um “arco”: os joelhos se projetam para fora, distanciando-se um do outro, conta Mateus Martinez no vídeo: Saiba o que é Joelho Valgo e Varo.

Essas alterações podem fazer parte da anatomia da pessoa, ou podem ocorrer em função da forma como a pessoa pisa, se a pisada é pronada, ou seja, para dentro, a tendência é que a pessoa tenha o joelho valgo, e se a pisada é supinada, para fora, o joelho tende a ser varo. Ter joelhos varos ou valgos não significa necessariamente que a pessoa vai sofrer com dores. Porém, se os seus joelhos doem é importante verificar se o formato do joelho ou o jeito de pisar não está na causa do problema, ou não está agravando as dores.

Como combater e prevenir as dores nos joelhos
1. Atividade Física – Além de fortalecer e melhorar a mobilidade dos joelhos, a atividade física ajuda na perda de peso, combatendo as causas da dor. Porém, quem já sofre com dores nos joelhos precisa contar com acompanhamento profissional, um educador físico vai definir um programa de exercícios de baixo impacto: natação, pilates, caminhada e hidroginástica são mais indicados por não sobrecarregar os joelhos.

2. Dieta – Além da perda de peso, que vai reduzir a sobrecarga eliminando a causa das dores, quem tem artrose também deve buscar a orientação de um nutricionista para consumir alimentos antiinflamatórios, que estimulem o aumento da síntese de colágeno e cartilagem, elementos que protegem os ligamentos dos joelhos.

3. Fisioterapia para fortalecimento – Além de exercícios específicos, a fisioterapia pode contribuir com diversos recursos fisioterapêuticos que ajudam na eliminação das dores e no fortalecimento. Quando os músculos da coxa, joelho, panturrilha e outros são fortalecidos, passam a absorver parte do impacto que o joelho sofre no dia a dia, protegendo os ligamentos e cartilagens e reduzindo o desgaste.

4. Palmilhas sob medida para joelho valgo e para joelho varo - As palmilhas ortopédicas, feitas sob medida podem ajudar e muito a pessoa que sofre com dores nos joelhos. Primeiro, porque ela corrige a pisada oferecendo suporte para que os seus pés não pisem nem para fora, nem para dentro, alinhando a pisada e os joelhos, evitando lesões e dores. A palmilha também ajuda a absorver impacto nas atividades do dia a dia, poupando tanto os pés, quanto os tornozelos e os joelhos. Quem pratica atividade física pode contar com palmilhas específicas que vão reduzir o estresse pela repetição e proteger pés e joelhos de movimentos que possam provocar dores e lesões.

5. Consulte um especialista – Não subestime suas dores, se o joelho está incomodando, procure a ajuda de um especialista. A Pés Sem Dor conta com quase 80 unidades de atendimento pelo Brasil onde oferece avaliação gratuita dos pés, tornozelos e joelhos. Durante a avaliação é possível conhecer o tipo de pisada, além de verificar se joelhos Valgos ou Varos estão causando estresse, sobrecarga ou lesões. A Pés Sem Dor também orienta sobre a necessidade de acompanhamento médico e exercícios, além de indicar o tratamento com palmilhas ortopédicas sob medida. Interessados podem agendar a avaliação gratuita pelo site https://www.pessemdor.com.br/agendamento/ ou pelo telefone 4003-8883.

A Pés Sem Dor também fornece mais dicas exclusivas sobre todo tipo de dores, inclusive joelhos, em seu perfil oficial no Instagram.


Ter pés chatos pode ser problema?


Todo mundo nasce com os pés sem curvatura, os famosos “pés chatos” ou planos. Mas quem permanece com o problema ao longo da vida pode sofrer com dores nos pés, tornozelos e joelhos. Nos casos mais críticos a pessoa pode até ter dificuldades para caminhar. Já parou para analisar como são os seus pés?

Pés Normais, Chatos ou Cavos?
Existem 3 tipos de pés: o pé normal tem uma leve curvatura conhecida como arco plantar que amortece o impacto que os pés recebem ao caminhar, correr ou saltar, assim explica Mateus Martinez, diretor de fisioterapia da Pés Sem Dor, empresa renomada na área. 

O pé cavo também tem essa curvatura, mas ela é mais pronunciada. No pé cavo o contato com o chão só ocorre em dois pontos: o calcanhar e a ponta dos pés. Ele também é mas rígido, ou seja, o arco plantar tem menos mobilidade para absorver impacto. 

Por fim, existe o pé chato ou plano. Nele, o arco plantar tem só um pouquinho de curva ou quase nada. Como dizem os profissionais, é um arco “desabado”. O pé chato fica todo apoiado no chão. Não tem amortecimento. 

Segundo pesquisa “Os Pés Brasileiros” realizada pela Pés Sem Dor com 21.423 pessoas, 14% da população tem pés chatos em algum grau. O pé chato tende a aumentar com a idade, pois é comum haver um “desabamento” do arco do pé com a idade, esse processo é conhecido como pé chato “adquirido”. O aumento do peso corporal também contribui para o surgimento do pé chato “adquirido” tanto para homens, quanto para mulheres.

Problemas comuns em quem tem pé chato
Quem tem pés chatos pode sofrer com dores decorrentes de vários problemas. O mais comum é a Fascite Plantar, como conta, Mateus Martinez no vídeo “Pé Chato e Cavo – entenda as diferenças”. A falta de amortecimento expõe a fáscia plantar a muito impacto, podendo gerar um processo inflamatório, a Fascite Plantar. E essa situação é agravada quando a pessoa tem sobrepeso, permanece muito tempo em pé ou pratica atividades físicas de impacto: corrida, vôlei, basquete, enfim, esportes onde os pés são mais exigidos.

Pessoas com pés chatos ou muito chatos também podem ter problemas de dor no tornozelo. E a razão é que o pé chato tende a virar para dentro, ocasionando um desalinhamento no corpo que pode causar dores no tornozelo, na canela e no joelho, explica Mateus. Quem tem pé chato pode sofrer com canelite, por exemplo, ou pode desenvolver uma síndrome femoropatelar, trazendo fraqueza e dores nas articulações dos joelhos.

Como saber o se o seu pé é chato
Primeiro, é importante dizer que nem todo mundo que tem pés chatos está condenado a sofrer com dores. Mas se você tem dor nos pés, tornozelos, canelas ou joelhos é interessante procurar saber se a dor tem relação com o seu tipo de pé. Uma forma de avaliar é observando a marca que os seus pés fazem no chão quando você sai do banho. Se a marca que ficar no chão é bem completa, sem espaços vazios é bem provável que o seu pé seja chato. Nesse caso, o mais indicado é procurar orientação profissional. Na Pés Sem Dor é possível passar por uma avaliação gratuita dos pés e saber qual o tipo do seu pé, como é a sua pisada e qual a relação das dores com essas questões anatômicas e biomecânicas.

Pé chato tem jeito?
Existem exercícios e fisioterapia para ativar o músculo do arco plantar melhorando a curvatura ou impedindo que um pé chato se torne “muito chato” e passe a provocar dores e interferir na forma de caminhar, explica Mateus Martinez no vídeo “Pé Chato – como corrigir”. 

Palmilhas ortopédicas sob medida também costumam ser indicadas no tratamento do pé chato. Como são feitas de acordo com a necessidade específica de cada pessoa, essa palmilha vai proporcionar apoio ao arco plantar, que ajuda a absorver impacto, reduzindo ou eliminando dores. A palmilha sob medida para pés chatos também pode ter uma elevação lateral para ajudar a alinhar o tornozelo melhorando a postura e prevenindo dores no tornozelo, canelas e joelhos, explica Mateus. 

Interessados em fazer uma avaliação gratuita dos pés com um especialista da Pés Sem Dor podem encontrar no site https://www.pessemdor. com.br/agendamento/ a unidade mais próxima de seu endereço e fazer o agendamento. A Pés Sem Dor também atende pelo telefone 4003-8883, de qualquer lugar do Brasil.


O que é o Autismo? 


O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) reúne desordens do desenvolvimento neurológico presentes desde o nascimento ou começo da infância. São elas: Autismo Infantil Precoce, Autismo Infantil, Autismo de Kanner, Autismo de Alto Funcionamento, Autismo Atípico, Transtorno Global do Desenvolvimento sem outra especificação, Transtorno Desintegrativo da Infância e a Síndrome de Asperger.

Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais DSM-5 (referência mundial de critérios para diagnósticos), pessoas dentro do espectro podem apresentar déficit na comunicação social ou interação social (como nas linguagens verbal ou não verbal e na reciprocidade socioemocional) e padrões restritos e repetitivos de comportamento, como movimentos contínuos, interesses fixos e hipo ou hipersensibilidade a estímulos sensoriais. Todos os pacientes com autismo partilham estas dificuldades, mas cada um deles será afetado em intensidades diferentes, resultando em situações bem particulares. Apesar de ainda ser chamado de autismo infantil, pelo diagnóstico ser comum em crianças e até bebês, os transtornos são condições permanentes que acompanham a pessoa por todas as etapas da vida.

Entenda
As causas do TEA não são totalmente conhecidas, e a pesquisa científica sempre concentrou esforços no estudo da predisposição genética, analisando mutações espontâneas que podem ocorrer no desenvolvimento do feto e a herança genética passada de pais para filhos. No entanto, já há evidências de que as causas hereditárias explicariam apenas metade do risco de desenvolver TEA. Fatores ambientais que impactam o feto, como estresse, infecções, exposição a substâncias tóxicas, complicações durante a gravidez e desequilíbrios metabólicos teriam o mesmo peso na possibilidade de aparecimento do distúrbio.

O TEA afeta o comportamento do indivíduo, e os primeiros sinais podem ser notados em bebês de poucos meses. No geral, uma criança do espectro autista apresenta os seguintes sintomas:

Dificuldade para interagir socialmente, como manter o contato visual, expressão facial, gestos, expressar as próprias emoções e fazer amigos;

Dificuldade na comunicação, optando pelo uso repetitivo da linguagem e bloqueios para começar e manter um diálogo;

Alterações comportamentais, como manias, apego excessivo a rotinas, ações repetitivas, interesse intenso em coisas específicas, dificuldade de imaginação e sensibilidade sensorial (hiper ou hipo).

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais DSM-5 rotula estes distúrbios como um espectro justamente por se manifestarem em diferentes níveis de intensidade. Uma pessoa diagnosticada como de grau 1 de suporte apresenta prejuízos leves, que podem não a impedir de estudar, trabalhar e se relacionar. Um indivíduo com grau 2 de suporte tem um menor grau de independência e necessita de algum auxílio para desempenhar funções cotidianas, como tomar banho ou preparar a sua refeição. Já o autista com grau 3 de suporte vai manifestar dificuldades graves e costuma precisar de apoio especializado ao longo da vida.

Por outro lado, o diagnóstico de TEA pode ser acompanhado de habilidades impressionantes, como facilidade para aprender visualmente, muita atenção aos detalhes e à exatidão; capacidade de memória acima da média e grande concentração em uma área de interesse específica durante um longo período de tempo.

Cada indivíduo dentro do espectro vai desenvolver o seu conjunto de sintomas variados e características bastante particulares. Tudo isso vai influenciar como cada pessoa se relaciona, se expressa e se comporta.


Já tomou água hoje? Veja os principais benefícios do consumo da bebida para a saúde



Coordenadora de Nutrição e Dietética destaca o papel vital da água no organismo e discute seus benefícios para a saúde e prevenção de doenças

A água desempenha um papel fundamental em nosso organismo, sendo essencial para o bom funcionamento de diversos sistemas e processos vitais.

Mas, apesar de ser muito importante para a saúde, o hábito de beber água ainda é algo que a maioria das pessoas acaba negligenciando.

1. Mais de 70% do corpo é composto de água
Esse líquido participa de praticamente todas as funções do organismo, sendo essencial aos tecidos corporais e fundamental no transporte e na diluição de diversas substâncias, entre macro e micronutrientes. Participa também do processo de digestão, absorção e excreção e auxilia, ainda, a eliminação de toxinas e a filtração renal.

2. Retarda o envelhecimento
Esse efeito está relacionado ao tópico anterior: nossos órgãos são formados por células e nossas células têm água em sua composição. “Portanto, se o organismo não recebe a quantidade necessária de água, essa falta acelera a oxidação celular, causando o envelhecimento”, esclarece Cintya.

3. Previne desidratação
Quando a ingestão de água é insuficiente, o organismo pode apresentar sintomas de desidratação, como sede exagerada, boca e pele seca, olhos fundos, diminuição da sudorese, cansaço, dor de cabeça e tontura.

4. Ajuda na concentração
Um estudo sobre mulheres publicado no The Journal of Nutrition explorou o estado de hidratação na função cerebral e descobriu que uma perda de 1,4% do peso corporal em líquidos durante o exercício causava uma queda na concentração.

5. Regula a temperatura corporal
Nosso corpo remove o líquido através do suor; assim, precisamos estar hidratados a fim de que esse processo seja realizado com eficiência. “Quanto mais quente o ambiente, mais importante é a água. A desidratação em um ambiente quente pode causar insolação”, afirma a especialista.

6. Ajuda na prevenção de pedra nos rins
Sem água suficiente, a produção de urina cai, o que pode permitir que os minerais formadores de pedras se acumulem nos rins e na bexiga. Da mesma forma, consumir líquido suficiente pode ajudar a controlar o risco de infecções do trato urinário (ITU), pois a sub-hidratação pode promover o crescimento de bactérias causadoras de infecção, de acordo com a UCLA Health.

7. Previne constipação
De acordo com especialistas, não beber líquido suficiente é uma causa comum de constipação.

Como consumir água?
Existe uma recomendação geral de aproximadamente 35 ml por cada kg de peso, ou seja, uma pessoa com 65 kg deve tomar aproximadamente 2,27 litros de água por dia, por exemplo. Assim, a quantidade de água necessária está associada a cada condição individual.

De acordo com a coordenadora de nutrição, “podemos hidratar o organismo de duas maneiras: a ingestão de líquidos é a forma mais eficaz e inclui, além da água, sucos naturais, água de coco e chás como camomila, erva-doce e cidreira. A segunda forma ocorre por meio da ingestão de alimentos que possuem água na composição. Entre as opções que proporcionam mais hidratação, estão frutas e legumes, como melancia, morango, pêssego, abobrinha, pepino e tomate”.

Quente ou fria?
Algumas vantagens podem ser observadas ao consumir água em determinadas temperaturas:

Beber água quente: caso esteja gripado, resfriado ou com sintomas de garganta e fadiga, desfrutar de uma bebida quente em uma caneca pode melhorar um pouco seu ânimo. De acordo com pesquisa publicada na Rhinology, uma bebida quente com frutas aliviou um número maior de sintomas de um resfriado comum, comparada a uma bebida de frutas idêntica, servida em temperatura ambiente;

Beber água fria: consumida em temperaturas frias, a água pode trazer maior eficácia na hidratação após um treino. O Jornal Internacional de Medicina Clínica e Experimental publicou um pequeno estudo no qual observou-se que voluntários beberam mais quando a água estava a 16°C e a consumiram significativamente menos quando a 5°C. O objetivo da análise era avaliar se a temperatura da água afeta o quanto uma pessoa a ingere voluntariamente após um grande esforço.

A hidratação é sempre bem-vinda, em especial ao acordar, durante a atividade física, antes e após comer e ao se deitar. Com sua garrafinha cheia, as chances de manter-se saudável e prevenir doenças é muito maior. (Por Fernanda Martinelli)


Dor no calcanhar tem remédio?



Segundo pesquisa realizada pela Pés Sem Dor com 2.940 pessoas, a dor no Calcanhar incomoda mais de 61% dos trabalhadores brasileiros, sendo a principal queixa de dores nos pés entre homens e mulheres.

Sabia que o calcâneo, o osso do calcanhar, é o maior do nosso pé? Ele é também o ponto que mais carga e impacto recebe no dia a dia, por isso tanta gente se queixa de dores na região do calcanhar; assim observa Mateus Martinez, fisioterapeuta chefe da Pés Sem Dor.

Por que o calcanhar dói?
Fascite Plantar – Caso sinta dores agudas no calcanhar pela manhã, logo nos primeiros passos do dia, é quase certo que esteja sofrendo por causa da fascite plantar: uma inflamação ou degeneração na fáscia, um tecido que abrange toda a planta do nosso pé, dos dedos até o calcanhar, explica Mateus Martinez. 

Na medida em que a pessoa anda, ela “massageia” a sola dos pés dispersando o fluido inflamatório e aliviando as dores. Mas se ficar novamente em repouso, o fluido inflamatório volta a se acumular, trazendo aquela dor aguda de volta. A fascite pode ocorrer por vários motivos: problemas na pisada, pés muito cavos ou muito chatos, sobrepeso e alguns tipos de atividade esportiva que podem sobrecarregar a fáscia e causar a inflamação.

Esporão de Calcâneo – A dor no calcanhar também acontece por causa do esporão: uma “ponta” óssea que aparece na base do calcanhar. Felizmente, o esporão nem sempre causa dores, mas ele pode pegar em algum músculo, tecido ou ligamento, e nesses casos, pode sim causar dores. 

O esporão acontece por causa do excesso de impacto no calcanhar: atividade esportiva com movimentos repetitivos, calçados muito rígidos, obesidade, enfim: tudo o que coloca muita carga no calcanhar pode criar condições para o surgimento do esporão, explica Mateus.

Bursite no Calcanhar – A sua dor é na região posterior do calcanhar, perto do Tendão de Aquiles? Então você pode ter bursite: uma inflamação na Bursa do calcanhar. A Bursa é uma bolsa cheia de líquido que funciona como uma “almofada” protetora entre o osso e o Tendão de Aquiles que ajuda a diminuir o atrito e facilita os movimentos, pontua Mateus Martinez. Quando a Bursa inflama, causa dor intensa que piora com a atividade física ou com pressão na região, também pode provocar inchaço e vermelhidão na região afetada. A dor pode ser forte o suficiente para dificultar movimentos, impedindo, em alguns casos, até que a pessoa fique em pé.

Entre as causas da bursite no calcanhar podem estar o impacto e os movimentos repetitivos de algumas atividades esportivas, mas o problema também pode ser resultado de lesões ou pancadas na região do calcanhar, calçados apertados ou inadequados e outras patologias como artrite, gota, esporão de calcâneo e Tendinite de Aquiles.

Proteja o seu calcanhar e resolva as dores com palmilhas ortopédicas sob medida.
Uma das formas mais eficazes de tratar a dor no calcanhar é com o uso de palmilhas ortopédicas. Mas é importante optar sempre por palmilhas sob medida, feitas de acordo com as dimensões dos pés e as necessidades específicas de cada pessoa. A palmilha ortopédica vai dar suporte ao arco plantar, aumentando as áreas de contato dos pés com o calçado, distribuindo melhor o peso do corpo e aliviando os pontos dolorosos, explica Mateus Martinez. A palmilha não apenas resolve a dor, mas evita que as patologias se agravem, além de corrigir a pisada e alinhar a postura.

Como conseguir uma palmilha sob medida
Embora existam vários profissionais e clínicas desenvolvendo palmilhas sob medida de modo artesanal, a solução mais inovadora e eficaz que há no mercado é a palmilha feita em impressora 3D, com precisão digital. Na Pés Sem Dor, além de imprimir as palmilhas com a tecnologia 3D, também é feita uma avaliação gratuita dos pés da pessoa com um especialista, usando Baropodômetro e scanners 3D para um diagnóstico mais preciso e assertivo. Hoje a Pés Sem Dor conta com mais de 70 unidades pelo Brasil, todas com equipamentos de última geração para avaliar os pés dos clientes. As avaliações gratuitas da Pés Sem Dor são feitas com hora marcada. Interessados podem agendar através do site https://www.pessemdor.com.br/agendamento ou pelo telefone 4003-8883, de qualquer lugar do Brasil.


4 dicas para Amenizar o Inchaço nas Pálpebras




Calor, noites mal dormidas e consumo alto de sal podem levar ao inchaço na região palpebral

Embora o verão esteja com os dias contados, o calor ainda predomina na maior parte dos estados brasileiros. E, nos dias mais quentes, podem surgir alguns desconfortos, como o inchaço nas pálpebras.

Isto ocorre porque o calor leva à dilatação dos vasos sanguíneos para ajudar no resfriamento do corpo. Como consequência, há um extravasamento dos líquidos que se acumulam no espaço entre as células. O resultado é o inchaço que costuma afetar mãos, pés, pernas e, em alguns casos, as pálpebras.

Inchaço nas pálpebras tem outros motivos
Mas, segundo Dra. Tatiana Nahas, oftalmologista geral e especialista em cirurgia plástica ocular, não é só o calor que pode levar ao edema na região palpebral. “O inchaço nas pálpebras também pode acontecer devido a alguns comportamentos como maior ingestão de álcool, consumo de alimentos com muito sal e sódio e noites mal dormidas”.

Edema pode ser temporário ou permanente
O inchaço nas pálpebras que surge repentinamente, principalmente na presença destes fatores comportamentais, como ingerir álcool, dormir pouco e consumir alimentos ricos em sódio e sal, tende a melhorar quando a pessoa muda estes hábitos.

Por outro lado, se mesmo adotando comportamentos mais saudáveis, o inchaço permanece, é possível que esta manifestação tenha relação com o processo natural do envelhecimento.

“Ao longo da vida, ocorrem diversas mudanças nas estruturas da região periocular, como enfraquecimento dos músculos, perda do volume ósseo e flacidez da pele. Estas alterações podem levar ao escape da gordura, acarretando as temidas bolsinhas embaixo dos olhos”, comenta Dra. Tatiana.

Portanto, quando a pessoa já apresenta estas bolsinhas e se expõe a outros fatores de risco, o inchaço pode se agravar. Apenas lembrando que em alguns casos, o edema palpebral está associado a doenças sistêmicas, como problemas renais e na tireoide.

4 Dicas para amenizar o inchaço das pálpebras
Veja agora algumas dicas para amenizar o inchaço das pálpebras.

1- Hidrate-se
A água é o melhor líquido para se hidratar. Procure ingerir pelo menos 2 litros por dia. Você também pode investir na água de coco, chás gelados e sucos naturais. Porém, prefira sucos sem adição de açúcar.

2- Controle a ingestão de álcool
O consumo exagerado de bebidas alcoólicas é prejudicial para todo o organismo. Portanto, procure usar o bom senso e o equilíbrio.

Outra dica é que o álcool desidrata o corpo, ou seja, juntamente com a sua bebida alcoólica você deve consumir água, na mesma proporção. Exemplo: para cada taça de vinho, tome também uma taça de água.

3- Cuide da alimentação
Aproveite o calor para consumir mais alimentos naturais, como frutas, verduras e legumes. Nos lanchinhos, procure opções mais saudáveis como castanhas, nozes, iogurtes etc.

Cuidado com o excesso de sal e atente-se aos alimentos ricos em sódio. Lembre-se que até água com gás tem sódio! Leia os rótulos.

4- Aposte nas compressas frias
Uma vez que o calor leva à vasodilatação e suas consequências, como o acúmulo de líquido entre as células, o frio leva à vasoconstrição. Desta maneira, as famosas compressas de água fria nos olhos podem ajudar a amenizar o inchaço nas pálpebras.

“Há várias maneiras de fazer as compressas, como usar saquinhos de chá com água gelada, algodão ou gaze embebido em água gelada ou ainda bolsinhas térmicas específicas para a região ocular. É possível encontrar estas bolsinhas à venda em sites e até mesmo em farmácias. O único cuidado é não colocar gelo diretamente na pele, pois isto pode causar queimaduras”, finaliza Dra. Tatiana.


Estudo indica que alguns fármacos usados para tratar diabetes ajudam a prevenir demência




Apesar das fortes indicações dos efeitos desses fármacos para diabetes na redução do risco de demência, ainda é preciso entender melhor como ocorre esse processo, explica o neuro-ortopedista Dr. Luiz Felipe Carvalho

A diabetes é uma condição crônica que afeta o metabolismo da glicose, gerando níveis elevados de açúcar no sangue. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, cerca de 6,9% da população do Brasil sofre da doença atualmente, o que mostra a necessidade de mais estudos sobre a patologia.

As novas pesquisas sobre a doença têm ajudado a compreender melhor a sua formação e impactos na saúde do paciente, incluindo a sua relação com demências e disfunções cognitivas.

Diabetes e demência: Há causalidade?
O novo estudo “Diabetes e demência: Como alguns fármacos para tratar diabetes reduzem o risco de demência”, publicado na revista científica Cuadernos de Educación y desarrollo pelo Neuro-Ortopedista, Dr. Luiz Felipe Carvalho, em parceria com a especialista em Nutrologia Dra. Rosany de Sales e o Pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela, explora a relação entre demência e diabetes.

“Existem diversos estudos que apontam uma relação entre a diabetes e a demência, mostrando também que quanto mais longa for a duração da doença, maiores são os riscos de comprometimento cognitivo.”

“Estudos têm indicado uma relação epidemiológica entre a presença de diabetes tipo 2 e disfunções cognitivas, que podem variar desde um leve comprometimento à demência, com um risco aumentado em relação ao tempo que se tem a doença, impacto que pode ter relação com fatores como a resistência à insulina, hiperglicemia, desregulação energética e neuroinflamação”, explica.

“Além disso, a diabetes tipo 2 gera perdas de memórias em cerca de 10% dos indivíduos que sofrem com a doença e é considerada um risco para demência vascular, doença de Alzheimer, comprometimento cognitivo leve e demência mista, mas ainda é necessário detalhar melhor os fatores envolvidos nessa relação”, ressalta Dr. Luiz Felipe Carvalho.

Impacto dos fármacos antidiabéticos na redução do risco de demência
Ainda segundo o estudo, alguns medicamentos usados tradicionalmente para tratar diabetes também podem ajudar a prevenir a demência, explica Dr. Luiz Felipe Carvalho.

“Um dos fatores mais indicados na relação diabetes-demência é o mal controle glicêmico e episódios de hipoglicemia severa, mas declínios também podem ser notados ainda no estágio pré-diabético.”

“Alguns medicamentos, por exemplo, foram associados à redução do risco de déficits cognitivos, por exemplo, a sulfonilureia, com redução de 12% no risco de demência por todas as causas, mas aumento de 14% do risco de demência vascular em comparação com a monoterapia com  metformina. Enquanto isso, a monoterapia  com  tiazolidinediona apresentou redução de 22% do risco de demência por todas as causas, 11% no risco de Alzheimer e 57% no risco de demência vascular.”

“Os resultados de estudos clínicos sobre medicamentos antidiabéticos e demência são variados, mas ressaltam a necessidade de pesquisas mais amplas e de longo prazo”, explica o Dr. Luiz Felipe Carvalho.


Fevereiro Laranja: leucemia ocupa décima posição entre os tipos de câncer mais frequentes no Brasil


Especialista alerta para identificação precoce da doença

A leucemia é um dos tipos de câncer mais comuns no Brasil. Sem considerar os tumores de pele não-melanoma, ele ocupa a décima posição entre os mais frequentes, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Além disso, o Instituto prevê 11.540 novos casos de leucemia por ano até 2025.

O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento e cura da leucemia. E é exatamente por isso que a campanha Fevereiro Laranja faz um alerta para a conscientização sobre a doença e importância da doação de medula óssea para o tratamento do câncer.

A leucemia afeta as células sanguíneas, principalmente os glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do organismo contra infecções. Andréia Moraes, hematologista da Pró-Saúde, explica as consequências da doença.

“Como a leucemia afeta a produção de células sanguíneas, o indivíduo pode apresentar anemia, sangramentos e hematomas, devido a diminuição de glóbulos vermelhos ou interferência na produção de plaquetas”, alerta a profissional.

“Com isso, os principais sintomas são fadiga, falta de ar, palpitação, dor de cabeça, fraqueza, palidez, sangramentos na gengiva, manchas roxas na pele e infecções frequentes”, completa. 

Tipos de leucemia
Existem diferentes tipos de leucemia, que são classificados de acordo com o tipo de célula acometida e a maturidade dessas células. Dentre os principais estão:

• Leucemia Linfoide Aguda: mais comum em crianças, apresenta células jovens do tipo linfoide;

• Leucemia Linfoide Crônica: comum entre adultos, principalmente a partir dos 50 anos, seu desenvolvimento é lento, e com predomínio de linfócitos maduros.

• Leucemia Mieloide Aguda: mais frequente em adultos, apresentando células imaturas do tipo mieloide;

• Leucemia Mieloide Crônica: apresenta células mieloides com vários níveis de maturação.

Andréia explica que toda célula passa por um processo de amadurecimento que acontece dentro da medula óssea e cada uma apresenta um desenvolvimento diferente no organismo.

“Nas leucemias agudas, observa-se a presença de glóbulos brancos que não amadurecem, manifestando um crescimento rápido. Enquanto nas leucemias crônicas, apesar de se multiplicarem mais rápido e serem prejudiciais, têm seu desenvolvimento mais lento”, esclarece. 

Como ser um doador de medula óssea
Para se tornar um doador voluntário de medula óssea e ajudar na cura de pacientes com leucemia, é preciso ir ao Hemocentro, realizar um cadastro no REDOME (Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea) e coletar uma amostra de sangue. Além disso, é preciso ter entre 18 e 35 anos, e não ser diagnosticado com nenhuma doença impeditiva, como hepatite, Aids/HIV e outras doenças autoimunes.


Câncer infantil: sintomas não devem ser ignorados 




As chances de cura ficam em torno de 85%, quando a doença é identificada nos estágios iniciais e tratada em centros especializados

O dia 15 de fevereiro é marcado como a data mundial de conscientização do câncer infantojuvenil, um grupo de várias doenças que pode ocorrer em qualquer local do organismo por conta da proliferação descontrolada de células anormais.

E é importante que pais e/ou responsáveis fiquem atentos aos sintomas: palidez, dor óssea, hematomas, caroços, inchaços, dores de cabeça ou nos membros, alterações oculares, febre persistente, náuseas, sudorese noturna, mudanças de visão, cor esbranquiçada atrás da pupila, e perda de peso repentina.

“As chances de cura ficam em torno de 85%, quando o câncer é identificado nos estágios iniciais e tratado em centros especializados”, revela o prof. Dr. Vicente Odone Filho, oncopediatra e diretor clínico do Instituto de Tratamento do Câncer Infantil - ITACI.

Segundo o especialista, os tumores mais comuns são as leucemias, que afetam os glóbulos brancos, os do sistema nervoso central e linfomas (sistema linfático). “Merece atenção o neuroblastoma, um tipo de câncer que ataca as células do sistema nervoso periférico, que se localizam no abdômen; o tumor de Wilms (renal); o retinoblastoma (ocular); o germinativo (das células que criam os ovários ou os testículos); o osteossarcoma (ossos); e os sarcomas (acometem as partes moles)”, enumera o oncopediatra.

A enfermidade representa a principal causa de morte (8% do total) entre crianças e adolescentes de 0 a 19 anos no Brasil, por isso, a importância da data para a conscientização do diagnóstico precoce. “Ao observar os sintomas, procurar o médico para diagnóstico e começar o tratamento. Na fase inicial da doença, as chances de cura, além de serem maiores, levam o paciente a uma melhor qualidade de vida em comparação com o diagnóstico em estágio avançado”, conclui Dr. Vicente Odone.

Sobre o ITACI – Instituto de Tratamento do Câncer Infantil
Construído a partir de uma parceria entre a Fundação Criança, Ação Solidária Contra o Câncer Infantil (ASCCI) e a Fundação Oncocentro de São Paulo, o ITACI é um hospital público que iniciou suas atividades em 2002 e oferece tratamento a crianças e adolescentes, portadores de câncer e outras doenças hematológicas ou raras, de 0 a 18 anos. Atuante na área de oncologia pediátrica no Brasil, realizou em seu ambulatório, em 2023, mais de 28 mil consultas médicas e multiprofissionais, cerca de 5 mil sessões de quimioterapia e 20 transplantes, entre eles, autólogo, alogênico aparentado e alogênico não aparentado. Entre as especialidades atendidas, leucemias, linfomas, neuroblastomas, sarcomas das partes moles, retinoblastomas, doenças hematológicas não oncológicas e tumores sólidos (do sistema nervoso central, renais, hepáticos, ósseos, e das células germinativas).


Dia Mundial do Câncer: é possível evitar e detectar o tumor de forma precoce? 


Alguns hábitos podem contribuir para minimizar as chances de uma pessoa receber um diagnóstico de câncer — Foto: Freepik (imagem ilustrativa)

Estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é que, até 2025, o Brasil deverá registrar - por ano- 704 mil novos casos dos vários tipos da doença

Quando se fala em câncer é quase impossível não se esbarrar no que se refere ao diagnóstico precoce. Mas, aí surge a dúvida: é possível identificar a propensão de se desenvolver algum tipo de tumor bem antes de ele se manifestar ou potencializar? Essa preocupação se torna ainda mais relevante, quando se observa a estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) que, até 2025, o Brasil deverá registrar 704 mil novos casos de câncer por ano. 

Segundo o instituto, o tumor maligno mais incidente na população brasileira continuará sendo o de pele não melanoma. O levantamento destaca que o câncer de mama — o primeiro mais incidente nas mulheres — deverá provocar 74 mil novos casos anualmente no triênio 2023-2025. Já o de próstata — o primeiro mais recorrente nos homens — totalizará 72 mil diagnósticos. 

Diante dessas expectativas, e com o Dia Mundial de Combate ao Câncer — celebrado neste 4 de fevereiro — como pano de fundo, o oncologista clínico e coordenador do Hospital Integrado do Câncer Mater Dei, de Salvador (BA), Cleydson Santos, detalhou as formas de diagnóstico precoce e de prevenção que podem ajudar a população a se cuidar para não fazer parte das estatísticas. 

Conforme o especialista, os exames genéticos para rastreamento são interessantes, mas não são validados para usar no público em geral. “Eles são realizados somente em pacientes já diagnosticados com câncer, normalmente nos mais jovens, ou nas pessoas que tenham um histórico familiar de recorrentes tumores malignos”, afirma. 

Já em relação aos demais testes para investigar a presença do câncer, o médico destaca que eles são utilizados com o intuito de detectar a doença em seu estágio inicial. “A mamografia, por exemplo, é uma forma de identificar o tumor de mama; o exame de toque e retal de PSA, para o de próstata; a colonoscopia, para o de colorretal; o preventivo, para câncer de colo uterino, dentre outros.” 

Caminhos para prevenção
O oncologista chama atenção para uma preocupação muito comum entre as pessoas: se o câncer é hereditário. “Apenas 10% dos tumores são passados de pai para filhos. Os outros 90% são esporádicos, ou seja, desenvolveram-se por outros fatores. Outro ponto importante é que cerca de 50% dos casos poderiam ser evitados”, alerta Cleydson.

Sobre as formas de prevenção, o médico lista algumas práticas que contribuem para minimizar as chances de um diagnóstico de câncer maligno:

· abandono do tabagismo: o hábito de fumar cigarro está relacionado ao câncer de pulmão, esôfago, bexiga, dentre outros;

· consumo moderado de bebida alcoólica: quem ingere álcool com frequência aumenta o risco de desenvolver diferentes tipos de tumor como o de fígado, faringe, laringe, esôfago e outros;

· prática regular de atividade física: cerca de 50 minutos de exercícios aeróbicos por semana previne a obesidade, que está ligada a vários tumores, como de mama, intestino, etc;

· dosar a ingestão de alimentos industrializados: o consumo em excesso de enlatados e ultraprocessados, assim como de açúcar, aumentam o risco de câncer de intestino, de esôfago, estômago, dentre outros;

· uso de protetor solar: evitar tomar sol das 10h às 16h, reduz as chances de ser diagnosticado com câncer de pele (o mais comum no Brasil);

· utilização de preservativos nas relações sexuais: alguns vírus transmitidos durante o sexo desprotegido podem desencadear tumores. O HIV, por exemplo, pode causar leucemia e outros cânceres de linfomas. Já o HPV pode potencializar o de colo de útero;

· vacinação: a imunização contra a Hepatite B e o HPV reduz as possibilidades de câncer de fígado e de colo de útero, respectivamente.

A imunização aliada a ampliação do rastreamento na saúde básica são fundamentais para a prevenção e para o diagnóstico precoce do câncer, segundo o especialista. “As pessoas precisam entender o impacto disso e saber ainda que os números são subestimados. Mas apesar disso, e, ao contrário de antigamente, os tumores não são uma sentença de morte, porque a qualidade dos tratamentos e cirurgias melhoraram muito”, finaliza Cleydson. (Fonte: Por Nubya Oliveira)


Combinações de remédios e alimentos podem ser perigosos 



Na maioria das vezes, é recomendado comer algo antes de ingerir qualquer medicamento. Entretanto, é importante considerar que os alimentos têm um grande efeito na forma como o corpo processa os medicamentos, podendo aumentar ou reduzir a eficácia do tratamento.

Algumas combinações de medicamentos e alimentos podem resultar em coágulos sanguíneos ou danos no fígado. Segundo o doutor em Farmacologia e coordenador do curso de Farmácia da Universidade Positivo (UP), Felipe Lukacievicz Barbosa, é crucial revisar a bula antes de iniciar um novo tratamento para identificar alimentos que podem ou não ser consumidos durante o uso do remédio. 

Confira a seguir, cinco combinações que, segundo o especialista, devem ser evitadas.

· Antibióticos x laticínios
A ingestão de alguns medicamentos, como certas classes de antibióticos (tetraciclinas e quinolonas), pode ter um efeito negativo se feita com leite. O cálcio presente no leite ou em derivados pode formar um complexo insolúvel com as moléculas dos antibióticos, impedindo a absorção normal pelo corpo. “Ou seja, o organismo pode não absorver a quantidade correta do medicamento, comprometendo o efeito farmacológico. Logo, a doença pode não ser tratada efetivamente”, explica. Mas isso não significa que nenhum medicamento pode ser tomado com leite.  Por isso, na dúvida, é sempre importante consultar um médico ou farmacêutico.

· Estatinas x frutas cítricas
Algumas frutas cítricas, como o suco de toranja (grapefruit), podem conter moléculas que interferem na absorção das Estatinas, medicamentos que exercem o efeito de diminuir os níveis de colesterol no sangue. “Quando ingeridas com esses sucos, as estatinas sofrem um aumento elevado, sendo interpretado como um efeito tóxico no sangue. Apesar de os dados ainda não relacionarem diretamente essa associação de maneira perigosa, na dúvida, é melhor ingerir os medicamentos com água”, explica.

· Anticoagulantes x hortaliças folhosas
As hortaliças folhosas, como espinafre, couve e alface, apresentam abundantes quantidades de Vitamina K, que é  crucial na ativação da cascata da coagulação sanguínea, quando necessário. No entanto, para aqueles que fazem uso de anticoagulantes, cujo objetivo é inibir essa cascata por diversos motivos, a ingestão excessiva dessas hortaliças podem reduzir a eficácia do medicamento, ocasionando a ativação indesejada da cascata de coagulação. Fazendo com que o medicamento perca seu efeito e a pessoa volte a formar coágulos no sangue.

· Analgésicos x bebidas alcoólicas
O consumo de bebidas alcoólicas não deve ser evitado apenas ao tomar antibióticos. Antidepressivos, analgésicos e medicamentos para diabete também podem causar uma série de complicações quando interagem com o álcool. A combinação de analgésicos, como ácido acetilsalicílico e paracetamol, com bebidas alcoólicas também apresenta riscos significativos. Além do aumento do risco de sangramento gástrico, a mistura pode levar à toxicidade hepática, respectivamente. O efeito depressor do álcool no sistema nervoso central também pode potencializar os efeitos dos analgésicos, resultando em sedação excessiva e outros sintomas indesejados.

· Antipsicóticos x café
Os antipsicóticos, projetados para diminuir a atividade do sistema nervoso central, podem ter o efeito comprometido pelo consumo de cafeína presente no café. Em casos de tratamento para condições como esquizofrenia, em que a sedação é desejada, o café pode contrariar esse efeito, causando agitação, distúrbios do sono e aumento da frequência cardíaca. O equilíbrio entre a medicação e o consumo de cafeína deve ser cuidadosamente avaliado pelo profissional de saúde.

“Conhecer e compreender essas interações é essencial para garantir a eficácia dos tratamentos e evitar potenciais complicações à saúde. Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de fazer alterações significativas em sua dieta, ou rotina de medicamentos”, aconselha Barbosa.

Sobre a Universidade Positivo
A Universidade Positivo é referência em Ensino Superior entre as IES do Estado do Paraná e é uma marca de reconhecimento nacional. Com salas de aula modernas, laboratórios com tecnologia de ponta e mais de 400 mil metros quadrados de área verde no campus sede, a Universidade Positivo é reconhecida pela experiência educacional de mais de três décadas. A Instituição conta com três unidades em Curitiba (PR) e uma em Londrina (PR), e mais de 70 polos de EAD no Brasil. Atualmente, oferece mais de 60 cursos de graduação, centenas de programas de especialização e MBA, cinco programas de mestrado e doutorado, além de cursos de educação continuada, programas de extensão e parcerias internacionais para intercâmbios, cursos e visitas. Além disso, tem sete clínicas de atendimento gratuito à comunidade, que totalizam cerca de 3.500 metros quadrados. Em 2019, a Universidade Positivo foi classificada entre as 100 instituições mais bem colocadas no ranking mundial de sustentabilidade da UI GreenMetric. Desde março de 2020 integra o Grupo Cruzeiro do Sul Educacional. Mais informações em up.edu.br/


'Alergia - O Corpo em Alerta': entenda como as alergias se desenvolvem e por que algumas pessoas são mais sensíveis 

Alergia ataca sistema de defesa do corpo humano. Foto: TV Globo/Reprodução

Momento do parto é fundamental para o desenvolvimento de alergias. Foto: TV Globo/Reprodução

Na nova série do Fantástico, o doutor Drauzio Varella vai conversar com especialistas e acompanhar a rotina de pessoas que sofrem com as restrições alérgicas

Se você não tem, certamente conhece alguém que tenha. A estimativa é de que 61 milhões de brasileiros sofram com algum tipo de alergia. Respiratória, de pele, alimentar, medicamentosa... são muitas as opções.

Mas, afinal, por que uns têm e outros não? O Doutor Drauzio Varella conversou com especialistas e acompanhou a rotina de pessoas que têm uma vida repleta de restrições - e riscos - por causa da doença. O que acontece dentro do corpo? Como as alergias se desenvolvem?

Quais são os tratamentos promissores? Esses tópicos são discutido na estreia da série "Alergia - O Corpo em Alerta".

O que acontece dentro do corpo?
A alergia é a reação exagerada e equivocada do nosso sistema imunológico contra alguma substância inofensiva.

"O sistema imune está em tudo, está na pele, está nos olhos, está na mucosa respiratória, está no aparelho digestivo. Uma vez que esse radar detectou algo estranho, ele pode amplificar e ligar toda essa rede de comunicação desde uma reação localizada até uma reação que acometa o corpo todo", destaca Ariana Campos Yang, Médica alergista do HC-USP.

A pessoa vai então espirrar, tossir, os olhos vão lacrimejar. Pode também ter inchaços, vômitos, diarreia, coceiras. Na maioria dos casos, essas reações são leves - o próprio organismo resolve.

A intensidade desses sintomas vai depender da quantidade de histamina liberada nesse processo. A histamina é um mediador químico - um mensageiro que controla as reações alérgicas.

"Quando uma reação alérgica acontece, é como se tivesse chovendo histamina no corpo, tivesse chovendo essa substância. Só que, às vezes, a gente tem uma chuva, uma garoinha E, às vezes, a gente tem uma tempestade, um vendaval que causa uma enchente, destruição", completa a médica alergista.

Por que uns têm alergia e outros não?
"É um grande mistério saber por que uma pessoa se torna alérgica. O que nós sabemos é que a alergia é resultado de uma conversa que envolve predisposição genética com fatores ambientais, como poluição, alimentação e medicações (...) o nosso sistema imune começa a ser formado já desde quando a gente está na barriga da nossa mãe, o que tem a ver com a alimentação da mãe e com o estilo de vida dela enquanto o bebê está sendo gerado".

Segundo a especialista, outro momento crucial é o parto, onde há uma força ambiental para predispor à alergia.

"As bactérias presentes no canal vaginal sintonizam um perfil mais regulador, evitando fatores que predisponham à alergia. Quando o bebê nasce por cesariana, as bactérias na pele do bebê não oferecem a mesma ajuda. Isso não significa que quem nasce por cesárea terá ou não alergia, mas é uma variável que influencia".

Outra coisa importante a ser destacado é que a maioria das alergias é mais frequente na infância porque o sistema imune ainda está em desenvolvimento.

Como o Brasil trata as pessoas com alergia?
"A rede pública não está preparada para a questão da alergia. Existem doenças desconhecidas, e é necessário formar mais alergistas. A distribuição de alergistas no Brasil é muito desigual, com cerca de 70% concentrados na região sudeste", destaca Fábio Kuschnir, Presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia.

Felipe Proenço, Diretor de Programa da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, diz que a atenção primária é fundamental para combater problema.

"Primeiro, é crucial garantir a presença da atenção primária em todas as localidades. No início de 2023, 5.000 equipes de saúde da família estavam sem médico. Além disso, o teleatendimento é uma estratégia importante para conectar médicos especialistas a regiões onde a presença física não é viável", afirma.

Tratamentos promissores
A reportagem acompanhou em São Paulo, o dia a dia dos dois maiores centros brasileiros de tratamento de alergias. Há alguns tratamentos que estão melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

"O grande avanço na área de alergia é entender que essas doenças têm um alvo bem específico que alimenta e organiza toda essa inflamação. Temos as novas terapias, conhecidas como terapias-alvo, que são injetáveis e agem como mísseis teleguiados, indo diretamente para o ponto específico", diz a médica alergista do HC-USP.

Crianças amamentadas por mais tempo tem QI mais alto, especialista explica 

Apesar do papel da genética na inteligência, outros fatores, como o tempo de amamentação também influenciam nesse desenvolvimento, afirma o Pós PhD em neurociências e especialista em genômica, Dr. Fabiano de Abreu Agrela

A inteligência é influenciada por diversos fatores, desde genéticos a ambientais, que podem afetar, seja positivamente ou negativamente, essa habilidade desde muito cedo. Por isso, cada vez mais estudos têm se dedicado a entender melhor como funciona esse processo de desenvolvimento e as melhores escolhas para ajudá-lo a ocorrer da melhor forma possível.

Um dos fatores que tem recebido destaque nos últimos tempos é a genética, mas apesar de ser um dos mais expressivos, existem outros pontos que podem alterar o desenvolvimento, como a amamentação, como afirma o Pós PhD em neurociências e especialista em genômica, Dr. Fabiano de Abreu Agrela.

“O desenvolvimento intelectual das crianças é influenciado tanto pela herança genética quanto pelas experiências ambientais. Gosto de fazer uma analogia de uma corrida entre dois carrinhos com rodas, de mesmo peso e mesma reta, a serem empurrados. O carrinho empurrado com mais força chegará mais rapidamente em seu objetivo. A amamentação está associada ao capital humano, que está associado ao QI.”

Amamentação e QI: Uma relação próxima?
De acordo com o Dr. Fabiano de Abreu Agrela, o período de amamentação ajuda no desenvolvimento da inteligência da criança.

“As crianças amamentadas atingem pontuações de QI mais altas do que as crianças não alimentadas com leite materno, presumivelmente por causa dos ácidos graxos exclusivamente disponíveis no leite materno, mas também pelos nutrientes essenciais obtidos no aleitamento.”

Existem estudos científicos que ajudam a reforçar a relação entre inteligência e o período de amamentação, como o ‘Moderação dos efeitos da amamentação no QI por variação genética no metabolismo dos ácidos graxos’, que demonstrou que a associação entre amamentação e QI é moderada por uma variante genética no FADS2, um gene envolvido no controle genético das vias dos ácidos graxos. Catalogada no GWAS. 

“O estudo, que foi publicado no Journal of Pediatrics, mostrou que a fórmula suplementada com membrana de glóbulos de gordura do leite (MFGM) e lactoferrina por um ano aumentou o QI das crianças em 5 pontos aos 5 ½ de idade. O efeito foi mais perceptível na velocidade de processamento de informações e nas habilidades visual-espacial das crianças.”

Qual é o período ideal de amamentação para o bebê?
O período de amamentação do bebê pode variar de caso a caso, mas em geral, os estudos baseiam-se em uma média de 12 meses de aleitamento materno, sendo que os 6 primeiros meses devem contar com o leite materno de forma exclusiva.

“A amamentação e a inteligência têm uma forte relação, mas essa informação não deve ser tida como uma regra. Temos variantes sentinelas em relatório genético de inteligência que estão relacionadas à amamentação e que podem aumentar, somadas, até 10 pontos de QI. Mas há muitas outras variantes relacionadas ao QI e não somente as relacionadas à amamentação”, ressalta Dr. Fabiano.

Sobre Dr. Fabiano de Abreu Agrela
Dr. Fabiano de Abreu Agrela é Pós PhD em Neurociências e biólogo membro das principais sociedades científicas como SFN - Society for Neuroscience nos Estados Unidos, Sigma XI, sociedade científica onde os membros precisam ser convidados e que conta com mais de 200 prémios Nobel e a RSB - Royal Society of Biology, maior sociedade de biologia sediada no Reuno Unido. É membro de 10 sociedades de alto QI, entre elas a Mensa, Intertel, ISPE, Triple Nine Society, coordenador Intertel Brazil, diretor internacional da IIS Society e presidente da ISI e ePiq society, todas sociedades restritas para pessoas com alto QI comprovados em testes supervisionados. Criou o primeiro relatório genético que estima a pontuação de QI através de teste de DNA e o projeto GIP - Genetic Intelligence Project com estudos genéticos e psicológicos sobre alto QI com voluntários. Autor de mais de 50 estudos sobre inteligência, foi voluntário em testes de QI supervisionados, testes genéticos de inteligência e estudo de neuroimagem já que atingiu a pontuação máxima em mais de um teste de QI em mais de um país corroborando com os demais resultados genéticos e de neuroimagem.

Hanseníase persiste como desafio global de saúde, revelam dados recentes 


Doença crônica e contagiosa que afeta a pele e as células que dão suporte e proteção aos neurônios. O Brasil é o segundo país com maior incidência de casos

A hanseníase, uma das enfermidades mais antigas da humanidade, continua a representar um desafio significativo para a saúde pública em diversas regiões do mundo, incluindo o Brasil. Apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento ao longo das últimas décadas, a doença ainda mantém uma presença marcante em nível global.

De acordo com informações divulgadas, em 2018, a hanseníase permanecia uma preocupação para 22 países, com altas incidências em todo o mundo. A Índia liderava os casos, seguida pelo Brasil em segundo lugar e a Indonésia completando o cenário. No Brasil, entre 2016 e 2020, foram registrados 155.359 novos casos, com maior prevalência entre homens (55,5%) e pessoas pardas (58,9%), principalmente nas regiões Sul e Sudeste. A análise demonstrou que a incidência está correlacionada inversamente com os níveis educacionais, com 40,9% dos casos entre indivíduos com ensino fundamental incompleto.

Os dados de 2020 do Ministério da Saúde revelaram que o Brasil diagnosticou 17.979 novos casos, representando 93,6% do total nas Américas. Essa estatística mantém o país classificado pela OMS como um local de alta incidência da doença, ocupando o segundo lugar no ranking global, atrás somente da Índia. Apesar de uma leve diminuição nos registros nos últimos anos, o Ministério da Saúde suspeita que a redução possa ser resultado da subnotificação durante a pandemia de COVID-19.

De acordo com a dermatologista Simone Neri, a hanseníase é uma enfermidade crônica e contagiosa causada pelo Mycobacterium lepra, que afeta a pele e as células que dão suporte e proteção aos neurônios e sistema nervoso periférico. “A transmissão ocorre predominantemente pelas vias respiratórias com consequências que incluem incapacidades físicas e deformidades que afetam a vida social e psicológica dos pacientes, gerando estigma e preconceito. Essa estigmatização tem raízes históricas antigas, não se limitando apenas às dificuldades físicas”, explica a Dra. Simone Neri.

Campanha Janeiro Roxo:
A luta contra a hanseníase ainda é um desafio, por este motivo existe o Janeiro Roxo, Campanha do Ministério da Saúde voltada para conscientização e combate à hanseníase. Durante o mês de Janeiro, diversas atividades são realizadas para disseminar informações sobre a hanseníase, seus sintomas, formas de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado.

O objetivo é reduzir o estigma em torno da doença, promover o acesso aos serviços de saúde para diagnóstico e tratamento, além de incentivar a busca por ajuda médica ao menor sinal de sintomas relacionados à hanseníase.

“A campanha busca não só informar a população em geral, mas também sensibilizar profissionais de saúde, educadores e autoridades para que haja um diagnóstico mais rápido e eficaz, contribuindo para a redução da incidência e para a melhoria na qualidade de vida das pessoas afetadas por essa condição”, diz a Dra. Simone Neri.

Tratamento:
Segundo a Dra. Simone Neri, o tratamento da hanseníase geralmente envolve o uso de antibióticos específicos para combater a infecção causada pela bactéria Mycobacterium leprae. A duração e o tipo de tratamento podem variar de acordo com a forma clínica da doença, sendo classificada em hanseníase paucibacilar (PB) e multibacilar (MB).

“A Hanseníase Paucibacilar (PB) é o tipo menos grave e pode ser tratado com uma combinação de medicamentos, que são administrados durante seis meses a um ano. Já a Hanseníase Multibacilar (MB) é um tipo mais grave e seu tratamento precisa de mais medicamentos e um período de um a dois anos. Esse tratamento é oferecido gratuitamente pelos serviços de saúde e é crucial segui-lo rigorosamente para garantir a eliminação da bactéria, prevenir resistência aos medicamentos e reduzir o risco de complicações. Além da terapia medicamentosa, também é fundamental monitorar regularmente a pessoa em tratamento para avaliar a melhora clínica, identificar possíveis efeitos colaterais dos medicamentos e oferecer apoio para lidar com possíveis consequências físicas, emocionais e sociais da doença”, finaliza a Dra. Simone Neri.

- Dra. Simone Neri –/ DERMATOLOGISTA E TRICOLOGISTA/ - CRM 80.919/ - Possui 30 anos de formação em Clínica Médica e em Dermatologia. É graduada em Medicina pela Universidade de Santo Amaro UNISA, possui residência em Clínica Médica pela Universidade de Santo Amaro UNISA, residência em Dermatologia pela Universidade de Santo Amaro UNISA. Foi preceptora do Ambulatório de Tricologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro UNISA, médica plantonista do Pronto Socorro do Hospital São Luiz e coordenadora médica do Pronto Socorro do Hospital São Luiz Anália Franco./ Na área de inovações em técnicas cirúrgicas, participou de um grupo de estudos no Instituto Butantã no tema Toxina Botulínica em Processos Inflamatórios do Couro Cabeludo, com apresentações em Congressos Nacionais e Internacionais. Atualmente, realiza Pós-Graduação em Cosmiatria com foco em Tecnologias como Lasers, Ultrassom Microfocado/ e Radiofrequência, além da consagrada técnica de Harmonização Facial “Matemática da Beleza”. Já na área da Dermatologia Clínica investe exaustivamente em atualizações científicas, com tratamentos inovadores como os chamados Medicamentos Imunobiológicos em doenças crônicas como Psoríase e Hidrosadenite. Na área de gestão é Diretora do grupo Simone Neri (Clínica Simone Neri, Academia Skinnews, Skinnews Estética), em Osasco-SP.

Cuidados com a saúde das crianças 


Doenças como desidratação, intoxicação alimentar, insolação, otites e acidentes domésticos são mais comuns nessa época de férias e temperaturas elevadas; Saiba como prevenir e proteger crianças e bebês

O Verão começa oficialmente no próximo dia 22 de dezembro, mas, as altas temperaturas já chegaram a diversas regiões do país, favorecendo doenças típicas dessa época, como desidratação, insolação, intoxicações alimentares e doenças de pele. 

“Já estamos enfrentando ondas de calor significativas, que trazem riscos à saúde, principalmente das crianças que são mais vulneráveis, já que o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento”, ressalta Dra. Fabíola La Torre, Coordenadora Médica da Linha Pediátrica do Hospital São Luiz Osasco. 

Além das doenças, no período de férias, onde as crianças têm mais tempo livre, também é importante ficar atento aos acidentes domésticos, como afogamentos, quedas e queimaduras. 

“E mesmo no verão, é preciso se preocupar com gripes, resfriados e pneumonia, que podem ocorrer em qualquer época do ano”, lembra a pediatra do São Luiz Osasco.

A unidade da Rede D’Or, que conta a maior e mais completa estrutura hospitalar da cidade de Osasco e uma linha de cuidado pediátrico de referência, elaborou uma lista de cuidados e orientações de prevenção para ajudar nos cuidados com as crianças, que integra todos os receituários de atendimentos realizados no pronto-socorro infantil.
 
Confira algumas dicas: 
 - Use protetor solar. 
Utilize produtos específicos para o público infantil, com fator de proteção alto e quantidade adequada. Não se esqueça de regiões sensíveis como pés, orelhas e nuca. Reaplique sempre que a criança sair da água e várias vezes ao longo do dia. 

Atenção, bebês com menos de seis meses não devem ser expostos diretamente ao sol ou utilizar filtro solar. Neste caso, é indicado o uso de barreiras mecânicas, como roupas e guarda-sol, que precisa ser de tecido escuro, como lona.
 
- Atenção com a exposição ao sol. 
Evite os horários de maior incidência dos raios solares, entre 10h e 16h. Além do protetor solar, use chapéus e roupas com proteção UV.

Lembre-se, o efeito da radiação solar é acumulativo e o principal fator de risco para o câncer de pele.
 
- Mantenha as crianças hidratadas. 
Ofereça água e outros líquidos naturais, como sucos e água de coco frequentemente. 

“Não espere a criança pedir, pois ela tende a fazer isso quando a situação já está grave. É importante ficar atento ao suor, urina e diarreia. Caso identifique sintomas como boca seca, pouca urina, sonolência ou pele acinzentada inicie o processo de hidratação e busque atendimento médico”, orienta a pediatra.
 
- Cuidado com a alimentação. 
Com o calor, as comidas estragam rapidamente. Por isso, atenção à conservação e refrigeração dos alimentos e evite consumir itens prontos fora de casa e principalmente nas praias. Alimentos como ovo, carnes, peixes e maionese são os mais suscetíveis. Opte sempre por opções mais leves, naturais e saudáveis. 

“Outra tendência das férias é liberar o consumo de guloseimas. Fique atento à quantidade e não deixe isso virar rotina”, alerta Dra. Fabíola.
 
- Atenção com a pele.
O contato constante com a água, seja pela transpiração ou mergulho em praias e piscinas, faz com que a pele fique úmida por mais tempo, favorecendo o aparecimento de micoses, doença causada por fungos. Ao identificar lesões vermelhas, escamação da pele e coceira, procure um dermatologista.

“Para prevenir, o ideal é secar bem o corpo, principalmente o meio dos dedos dos pés. Além disso, para evitar outras alergias, sempre lave o corpo com água limpa, para retirar cloro, areia e outras substâncias”, reforça a coordenadora do Hospital São Luiz Osasco.
 
- Cuidado com os ouvidos. 
O excesso de água elimina a cera na parte interna do ouvido, reduzindo a proteção e favorecendo quadros de otite. A orientação é secar a água do ouvido, inclinando a cabeça da criança para os dois lados, e usar protetores.
 
- Modere o uso do ar-condicionado.
O equipamento está liberado e pode ser um ótimo aliado para amenizar as temperaturas, mas com alguns cuidados. O aparelho não pode ser instalado próximo ao berço ou cama dos bebês e a temperatura deve ser amena, em torno de 25 graus. Além disso, limpe os filtros semanalmente e busque umidificar o ambiente.
 
- Evite acidentes.
 Em locais com piscina, é essencial incluir barreiras físicas, como grades e portões. No caso de bebês, apenas 2,5 centímetros de água são suficientes para ocasionar afogamento, por isso, atenção também com baldes, bacias, banheiros e lavanderias.

Cuidado com cordões, fios e cordas, que podem causar estrangulamento, assim como itens inflamáveis e tóxicos, como produtos de limpeza, além de tomadas e itens elétricos. Não deixe panelas quentes no forno ou fogão e sempre mantenha os cabos voltados para o lado interno. 

“São diversos riscos presentes em elementos comuns do nosso cotidiano, por isso, nunca deixe as crianças sem supervisão, mesmo em casa”, reforça Dra. Fabíola.

Otoplastia: conheça a cirurgia das orelhas 


A otoplastia é uma cirurgia plástica que tem como objetivo corrigir a forma, a posição e/ou o tamanho das orelhas. Embora muitas vezes seja considerada uma intervenção estética, a otoplastia vai além da aparência física, pois também pode ter um impacto significativo na autoestima e na confiança do paciente.

Por meio dessa cirurgia, é possível corrigir deformidades ou alterações nas orelhas, o que pode resultar em uma melhora na qualidade de vida do indivíduo.

Pensando nesse procedimento, hoje vamos conversar sobre:

· O que é otoplastia?

· Como é realizado o procedimento?

· Quais são as expectativas da otoplastia?

· Cuidados pós-operatórios.

O que é otoplastia?
A autoestima é uma parte essencial da saúde mental e emocional de uma pessoa. Muitas vezes, características físicas que estão fora dos padrões sociais podem causar desconforto e insegurança.

Por meio da cirurgia plástica, é possível corrigir essas características e ajudar o paciente a se sentir mais confiante e satisfeito com sua aparência.

No caso da otoplastia, a cirurgia visa principalmente corrigir orelhas proeminentes, também conhecidas como “orelhas de abano”.

Essa condição ocorre quando as orelhas se projetam para fora em um ângulo mais aberto do que o “normal”, causando um aspecto desproporcional em relação ao rosto.

Além disso, a otoplastia também pode corrigir deformidades congênitas, assimetrias e outros problemas estéticos relacionados às orelhas.

Como é feita a cirurgia?
O primeiro passo antes da realização da otoplastia é uma consulta com um cirurgião plástico especializado.

Durante essa consulta, o médico avaliará a condição das orelhas, discutirá sobre as expectativas do paciente e esclarecerá todas as dúvidas sobre o procedimento.

É importante que o paciente esteja em boas condições de saúde geral e tenha expectativas realistas em relação aos resultados da cirurgia.

No dia da cirurgia, o paciente geralmente recebe anestesia local com sedação ou anestesia geral, dependendo das preferências do cirurgião e do paciente. A otoplastia pode ser realizada em uma clínica ou em um hospital, dependendo da complexidade do caso.

O procedimento em si começa com o cirurgião fazendo incisões na parte de trás das orelhas. Essas incisões são posicionadas de forma estratégica para que as cicatrizes delas resultantes fiquem bem escondidas.

Em seguida, o cirurgião acessa a cartilagem das orelhas e, se necessário, remove ou remodela parte dela para alcançar o resultado desejado, de forma que fiquem mais próximas da cabeça.

Suturas internas mantêm a nova forma da orelha e o cirurgião também pode remover o excesso de pele, se necessário, para obter um resultado mais harmonioso.

O tempo necessário para a realização da otoplastia varia de acordo com a complexidade do caso, mas, geralmente, leva de uma a duas horas.

Quais são expectativas da otoplastia?
É importante que o paciente tenha expectativas realistas em relação aos resultados após a realização da cirurgia de otoplastia. 

Embora a otoplastia seja eficaz na correção de deformidades ou de alterações estéticas das orelhas, é essencial entender que o resultado final pode variar de acordo com a anatomia individual, a habilidade do cirurgião e o processo de cicatrização.

A principal expectativa que o paciente pode ter é a correção das características indesejadas das orelhas.

No caso das orelhas proeminentes, a otoplastia busca reposicioná-las de forma mais próxima da cabeça, proporcionando um perfil mais equilibrado e natural. Com a correção da deformidade, é possível obter uma aparência mais harmoniosa e proporcional em relação ao rosto.

Apesar das melhorias estéticas proporcionadas pela otoplastia, é importante ter em mente que a cirurgia não transformará completamente a aparência das orelhas ou do rosto.

É fundamental compreender que a otoplastia é um procedimento para aprimorar a estética das orelhas, mas não irá alterar drasticamente a estrutura facial ou outras características físicas.

Cuidados pós-operatórios
Após a conclusão da cirurgia, o paciente é levado para uma sala de recuperação, onde será monitorado até que esteja estável e acordado.

São normais sentir algum desconforto e surgirem inchaço e hematoma ao redor das orelhas nos primeiros dias após a cirurgia. O cirurgião pode prescrever analgésicos e recomendar compressas frias para ajudar a aliviar esses sintomas.

É fundamental seguir todas as instruções do médico com relação aos cuidados pós-operatórios.

Isso pode incluir utilizar uma faixa compressiva para ajudar a manter as orelhas no lugar durante a cicatrização, evitar atividades físicas intensas e dormir de lado durante as primeiras semanas após a cirurgia. 

O paciente também deve evitar expor as orelhas a traumas ou fortes impactos durante o período de recuperação.

É importante ressaltar que os resultados da otoplastia não são imediatamente visíveis, uma vez que o inchaço precisa diminuir e as orelhas precisam se adaptar à nova forma.

Fonte: Dr. Alexandre Kataoka, Cirurgião Plástico. Perito concursado da Secretaria da Justiça de São Paulo - Instituto de Medicina Social e Criminologia do Estado de São Paulo. Diretor Adjunto do DEPRO - órgão fiscalizador da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Consultor Jurídico da SBCP-SP. Representante da SBCP no CODAME/CFM. Membro Efetivo da Câmara Técnica em cirurgia plástica - CFM. Coordenador da Câmara Técnica do CREMESP.

Herpes ocular: apesar de rara, doença pode levar à cegueira se não for tratada a tempo, alerta especialista do H.Olhos 

O vírus pode ficar incubado no organismo desde a primeira infância, sem que a pessoa nunca saiba quando foi contaminada

Se engana quem pensa que o herpes respeita barreiras, ficando restrito aos lábios ou à região genital. Causada pelo vírus do herpes simples (Herpes Simplex Virus, HSV), a doença também pode se desenvolver em outras partes ainda mais sensíveis do corpo, como os olhos. Ao serem infectados, pode ocorrer necrose aguda da retina - quando há um processo infeccioso ou inflamatório que destrói e causa morte do tecido retiniano (aquela parte do olho que transforma luz em estímulo nervoso e o envia ao cérebro), levando a pessoa à cegueira.

Especialista em córnea do H.Olhos - Hospital de Olhos e Professora da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Dra. Denise Freitas explica que, em geral, o herpes é adquirido na infância, por contato direto com vírus. “Por exemplo, alguém que esteja com herpes labial ativo e beija outra pessoa, acaba se infectando. O vírus pode não se manifestar clinicamente, mas fica latente (disfarçado) no corpo, por longo período. Durante esse tempo, e por motivos variados, que incluem alteração da resposta imunológica de proteção, o vírus latente pode iniciar sua multiplicação, causando a doença que é considerada uma recorrência e, nos olhos, o contágio pode aparecer nas pálpebras que, por aproximação, acaba afetando o olho”.
 
Doença oportunista
Segundo a médica, a contaminação pelo herpes independe de onde ele está localizado no corpo, mas como o olho está na região do rosto, o herpes facial/labial acaba sendo o mais frequentemente relacionado no contágio. Além disso, embora ninguém esteja imune ao vírus, algumas pessoas estão mais predispostas à doença, como os pacientes atópicos (alérgicos), principalmente os mais severos e, também, os pacientes imunodeprimidos. “A identificação da doença é feita pelo exame clínico oftalmológico. Excepcionalmente, são necessários exames para confirmar o diagnóstico”, diz a especialista.

É preciso se atentar aos sintomas da doença, pois nem sempre o herpes simples tem manifestação clínica (quando aparecem os primeiros sinais), podendo estar presente no organismo desde a primeira infância, sem que a pessoa nunca saiba quando foi contaminada pelo vírus. Os primeiros sintomas podem aparecer na forma de vesículas na pele - aquelas pequenas bolhinhas com líquido em seu interior, em geral, causando muita coceira local. 

No olho, as vesículas podem acometer as pálpebras e por contiguidade (aproximação) a córnea. “A infecção ativa na córnea causa a perda da sua transparência, sendo algumas vezes necessário realizar um transplante de córnea, já que a infecção do herpes na retina causa sua necrose com consequente perda da visão”, comenta a Dra. Denise.
 
Tratamento possível
Antes de explicar como é feito o tratamento, a Dra. Denise ressalta que a doença herpética (herpes) é tratável, embora não seja curável. Isso significa que, uma vez que se contrai o herpes, ele ficará para sempre no organismo. A dúvida é se o vírus vai ou não causar infecção, e se ela será recorrente. 

“Pelo fato do olho perder sua transparência, nos casos de córnea, ou cicatrizar irreversivelmente, nos casos de retina, quando há a contaminação pelo herpes nestes tecidos, o tratamento deve ser agressivo e iniciado o mais rápido possível. Quanto mais tempo o vírus fica no tecido, maior a perda da visão”, alerta Dra. Denise.

A córnea pode ser inicialmente tratada com remédio antiviral tópico, aplicado diretamente no olho, na forma de colírios e/ou pomadas. Já nos casos mais graves e agressivos, o tratamento deve ocorrer com antiviral oral. Porém, se houver acometimento da retina, a intervenção deve ser sempre sistêmica, com medicação oral ou até mesmo endovenosa, com internação do paciente, dependendo da gravidade do acometimento.


Tuberculose: diagnóstico precoce favorece tratamento e cura 

Em 2022 foram registrados 7,5 milhões novos casos da doença no mundo, segundo levantamento divulgado este mês pela OMS

Descoberta no século XIX, a tuberculose pode ser prevenida, tem cura, mas no ano passado foi a segunda doença infecciosa que mais matou em todo o mundo, depois da covid-19. Ela é também a principal causa de morte de pessoas com HIV e uma das principais relacionadas à resistência antimicrobiana. Em 2022, estima-se que foram 1,3 milhões de mortes por tuberculose, incluindo 167 mil pessoas com HIV no mundo.

Ainda que tenha estatísticas elevadas, existe vacina contra a tuberculose, disponível no Brasil desde a década de 1970, e tratamento eficaz disponível no SUS. 

Causada pelo bacilo de Koch, uma bactéria chamada Mycobacterium tuberculosis, a tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões, mas também pode acometer outros órgãos, podendo se tornar fatal se não tratada adequadamente. A transmissão acontece por via respiratória, por meio da tosse, fala ou espirros de uma pessoa infectada. O bacilo é sensível à luz solar e a circulação de ar ajuda na dispersão de partículas, por isso é importante manter ambientes ventilados e com luz natural para diminuir o risco de transmissão.

Entre os sintomas mais comuns da tuberculose estão a tosse seca ou com catarro por três ou mais semanas, febre vespertina, sudorese noturna e emagrecimento. Ao observar esses sintomas é fundamental procurar um médico.

“O diagnóstico é rápido e muito assertivo, feito por exames como a baciloscopia e, exames de biologia molecular, como PCR e também de cultura, todos realizados com amostra de escarro. Além de exames de imagem, como radiografia e tomografia de tórax”, explica o médico infectologista do Sabin Diagnóstico e Saúde, Alexandre Cunha.

O tratamento deve ser iniciado imediatamente após o diagnóstico positivo, por meio de medicamentos. “Apesar de ser uma doença descoberta há séculos, com uma vacina segura e eficaz, diagnóstico rápido e cura, a tuberculose ainda afeta milhares de pessoas mundo afora e segue ocasionando óbitos”, alerta Alexandre.

“A vacina BCG (bacilo Calmette-Guérin) é a principal medida preventiva, o imunizante protege contra formas mais graves da doença e deve ser aplicado ainda na infância, entre o nascer e até completar 5 anos de idade”, complementa o médico. O imunizante está disponível na rede pública e também no Sabin, onde pode ser adquirido pelo e-commerce, nas cidades onde há unidade de vacina da empresa.

Nos últimos anos, houve uma redução importante da cobertura vacinal da BCG. Até 2018, o índice de vacinação estava acima do patamar de 95%. Porém, desde 2019, a cobertura não ultrapassa os 88%. Essa queda representa aumento do risco de casos graves e óbito pela doença.

Anualmente, milhões de pessoas sofrem com a enfermidade mundialmente e mais de um milhão vão a óbito por ela, só o Brasil notifica a cada ano cerca de 4,5 mil mortes em decorrência da tuberculose, segundo o Ministério da Saúde.

Grupo Sabin | Referência em saúde, destaque em gestão de pessoas e liderança feminina, dedicado às melhores práticas sustentáveis e atuante nas comunidades onde está presente, o Grupo Sabin nasceu na capital federal, fruto da coragem e determinação de duas empreendedoras, Janete Vaz e Sandra Soares Costa, em 1984. Hoje conta com cerca de 7.000 colaboradores unidos pelo propósito de inspirar pessoas a cuidar de pessoas.

Presente em 15 estados, além do Distrito Federal, a empresa oferece serviços de saúde com excelência, inovação e responsabilidade socioambiental às 78 cidades em que está presente e atende mais de 6,5 milhões de clientes ao ano em 350 unidades distribuídas de norte a sul do país.

O ecossistema de saúde do Grupo Sabin integra um portfólio de negócios que contempla análises clínicas, diagnósticos por imagem, anatomia patológica, genômica, imunização e check-up executivo. Além disso, contempla também serviços de atenção primária contribuindo para a gestão de saúde de grupos populacionais por meio de programas e linhas de cuidados coordenados, e a plataforma integradora de serviços de saúde - Rita Saúde - solução digital que conta com diversos parceiros como farmácias, médicos e outros profissionais, promovendo acesso à saúde com qualidade e eficiência.

Oncologista explica melhor método para diagnosticar o câncer de próstata 

Seis em cada dez casos são identificados em homens com mais de 65 anos

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de próstata é o segundo tipo mais frequente em homens brasileiros, atrás apenas do câncer de pele não melanoma, sendo também a segunda maior causa de morte, depois do de pulmão. Para o triênio 2023-2025, estimam-se 71.730 novos casos de câncer de próstata por ano.

Ao encarar esses dados, o diagnóstico precoce se torna uma opção crucial, pois não apenas aumenta significativamente as perspectivas de cura, mas também reduz a taxa de mortalidade, evita o sofrimento e minimiza a necessidade de tratamentos invasivos para controlar a doença. No entanto, surge a questão: qual é o método de diagnóstico mais eficaz?

Entre as abordagens disponíveis, destacam-se o exame de toque retal e o PSA (antígeno prostático específico). Porém, há uma resistência por parte dos homens em relação ao exame de toque retal, frequentemente devido a preconceitos.

Segundo uma pesquisa conduzida pelo Centro de Referência em Saúde do Homem, 20% dos pacientes atendidos recusaram-se a permitir que o médico urologista realizasse o exame de toque retal. Por outro lado, o teste PSA, realizado por meio de exame de sangue, não enfrentou resistência significativa por parte dos pacientes.

A Dra. Fauzia Naime, oncologista do Instituto Paulista de Cancerologia (IPC), especializada em câncer de próstata, afirma que 20% dos diagnósticos da doença são descobertos por meio do exame de toque retal, pois são tumores mais agressivos e não produzem PSA em grande escala.

“O ideal é combinar o toque retal e o PSA, isso possibilita em 80% o diagnóstico. Muitas vezes, quando o tumor é muito pequeno, não é possível diagnosticar por meio do toque retal. Por outro lado, alguns tumores maiores, apesar de serem tocados, podem não expressar PSA. Além disso, exames de imagem são fundamentais”, diz a oncologista do IPC. Entre os exames estão a ressonância multiparamétrica da próstata, ultrassons e também biópsias para confirmar o diagnóstico.

Após o diagnóstico, cada caso deve ser avaliado individualmente antes de optar por um tratamento. Eles podem variar entre radioterapia, hormonioterapia, quimioterapia, prostatectomia radical (cirurgia), entre outros.

Como e em qual idade os homens desenvolvem câncer de próstata?
Ocorrências de câncer de próstata são mais comuns em homens de idade avançada. De acordo com dados do INCA, aproximadamente seis em cada dez casos são identificados em homens com mais de 65 anos, sendo raro antes dos 40 anos. A média de idade no momento do diagnóstico é de 66 anos.

“O paciente tem a diminuição dos jatos urinários e um gotejamento maior após a micção. Às vezes, o homem pode sentir sensação de que a bexiga não está completamente vazia. Além disso, o aumento da frequência urinária, incontinência urinária, dor na pelve em casos mais avançados, sangue na urina e até mesmo nas fezes também podem ser sintomas de um câncer de próstata”, explica a oncologista.

À medida que os homens envelhecem, a capacidade de reparo celular diminui. Isso, em comparação com a juventude, aumenta a probabilidade de um crescimento anormal e desregular das células, o que desempenha um papel fundamental no surgimento de um câncer de próstata. Contudo, a idade não pode ser vista como uma sentença deste câncer, pois existem outros fatores que contribuem para o diagnóstico.

“Em resumo, não existe um método isolado para diagnosticar o câncer de próstata. Deve existir uma combinação de exames, alinhados com métodos de prevenção. Evitar alimentos que podem aumentar a incidência do câncer, como, por exemplo, carne vermelha, leite de vaca, embutidos, frituras, alimentos industrializados, não possuir uma vida sedentária e realizar exames de rotina, principalmente em homens com histórico familiar”, finaliza a Dra. Fauzia.

Dor na região abdominal pode significar varizes pélvicas


Sintomas podem ser confundidos com os de endometriose, mas doenças são bastante distintas

Dores na região da pélvis podem ter vários significados, entre eles, a endometriose e as varizes pélvicas. Apesar de terem sintomas semelhantes, os dois diagnósticos são bem diferentes. A endometriose, doença que atinge cerca de 10% da população feminina em idade reprodutiva, ocorre quando o endométrio cresce para fora do útero, atingindo outros órgãos. Enquanto isso, as varizes pélvicas são caracterizadas pela dilatação das veias na região próxima ao ovário e útero.

No caso das varizes pélvicas, a dilatação das veias leva ao aumento do fluxo sanguíneo na área mencionada, que por consequência leva ao desenvolvimento de dor de intensidade variável, que é tolerável pela manhã, mas à noite tende a se transformar em uma sensação de opressão difícil de controlar. “A doença é pouco conhecida entre as mulheres, por isso, pode ser confundida com outras, como a endometriose. Além disso, há demora no diagnóstico, o que leva a um sofrimento desnecessariamente prolongado”, expõe Patrick Bellelis, colaborador do setor de endometriose do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

A explicação por trás dos altos e baixos de dor está na circulação venosa insuficiente. Quando se está deitado, o sangue que fica estagnado na região pélvica flui para o coração, reduzindo a intensidade da dor. Quando em pé, a massa de sangue se acumula no baixo-ventre, pesando nos tubos venosos da pelve e o desconforto aparece. 

Para detectar o problema é necessário um exame realizado tanto externamente, com a sonda apoiada na pele, quanto endovaginalmente, usando ultrassom. O tratamento é feito com cirurgia e a técnica utilizada para este tipo de distúrbio é altamente avançada e minimamente invasiva. Não envolve cortes ou incisões de qualquer tipo e é realizada em regime ambulatorial.

Já a endometriose ocorre quando os restos da menstruação não são expelidos adequadamente e são liberados nas trompas de falópio ou no interior da pélvis. Isso faz com que o endométrio comece a crescer sobre outros órgãos além do útero, formando manchas de tecido endometrial. Esse tecido se insere e se desenvolve em áreas periféricas como ovários, intestino, bexiga, e, em casos mais incomuns, podendo invadir áreas mais distantes, como o pulmão, fígado e até mesmo o coração.

Entre os principais sintomas da endometriose que afetam a vida da mulher, destacam-se as cólicas de forte intensidade e a dificuldade em engravidar. Observar essas dores é importante para identificar se é o caso de recorrer a um médico. “Cólicas mais intensas, que afetam a rotina, ou com características diferentes das habituais devem ser encaradas como sinal de alerta. Por isso, o acompanhamento médico e uma relação franca com seu ginecologista é tão importante. O diagnóstico precoce é fundamental para devolver a qualidade de vida à mulher com endometriose”, frisa Bellelis. 

Clínica Bellelis - Ginecologia
O ginecologista Patrick Bellelis é Doutor em Ciências Médicas pela Universidade de São Paulo (USP); graduado em medicina pela Faculdade de Medicina do ABC; especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Laparoscopia e Histeroscopia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo); além de ser especialista em Endoscopia Ginecológica e Endometriose pelo Hospital das Clínicas da USP. Possui ampla experiência na área de Cirurgia Ginecológica Minimamente Invasiva, atuando principalmente nos seguintes temas: endometriose, mioma, patologias intrauterinas e infertilidade. Fez parte da diretoria da Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE) de 2007 a 2022, além de ter integrado a Comissão Especializada de Endometriose da FEBRASGO até 2021. Em 2010, tornou-se médico assistente do setor de Endometriose do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital das Clínicas da USP; em 2011, tornou-se professor do curso de especialização em Cirurgia Ginecológica Minimamente Invasiva  - pós-graduação lato sensu, do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês; e, desde 2012, é professor do Instituto de Treinamento em Técnicas Minimamente Invasivas e Cirurgia Robótica (IRCAD), do Hospital de Câncer de Barretos.

Taxa de detecção precoce de câncer de próstata é quatro vezes maior com exame de sangue PSA

















Comparação é feita com diagnósticos realizados pelo exame do toque; novembro é marcado por incentivo ao cuidado com a saúde do homem

O método mais amplamente conhecido para a detecção do câncer de próstata é o exame de toque. Ele é empregado por profissionais de saúde para avaliar a glândula prostática em busca de inchaços ou caroços que sejam incomuns no reto e possam indicar câncer. No entanto, um estudo realizado pelo Centro Alemão de Pesquisa do Câncer sugere que outros métodos devem ser incorporados à rotina médica para identificar a doença em suas fases iniciais. De acordo com a pesquisa, o teste PSA, que verifica o nível de antígeno específico da próstata, detectou quatro vezes mais casos de câncer de próstata em homens de 45 anos na comparação com o exame do toque. O PSA é realizado por meio de uma amostra de sangue, que é coletada do paciente em laboratório. 

O ensaio foi feito com 46.495 homens, com idade de 45 anos, inscritos entre 2014 e 2019. Metade dos participantes realizou o teste PSA já aos 45 anos de idade, enquanto a outra metade fez o exame do toque aos 45 anos e realizou o PSA até, no máximo, 50 anos. Os resultados demonstraram que o teste de PSA aos 45 anos detectou quatro vezes mais casos de câncer de próstata. A pesquisa foi conduzida por quatro universidades da Alemanha - Universidade Técnica de Munique, Universidade de Hanôver, Universidade de Heidelberg e Universidade de Düsseldorf. O estudo foi apresentado durante o Congresso Anual da Associação Europeia de Urologia, em Milão, no primeiro semestre deste ano.

“O PSA é, atualmente, a principal recomendação para o rastreio do câncer de próstata. Trata-se de um exame simples, realizado apenas com a coleta de sangue, e proporciona ao médico informações relevantes para o cuidado do paciente. É fundamental que os homens compreendam a importância de solicitar o exame e contar com acompanhamento do urologista”, observa o urologista do Hospital São Marcelino Champagnat, Gino Pigatto Filho.

Quando fazer exames de próstata
O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer que mais causa mortes entre o público masculino no país. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil deve registrar média de 71,7 mil novos casos por ano, entre 2023 e 2025.

Nesse contexto, o ideal é que os homens estejam atentos à própria saúde e realizem acompanhamento frequente. De acordo com as recomendações da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), homens a partir dos 50 anos devem realizar exames anuais com um urologista. Por outro lado, homens pretos ou com parentes de primeiro grau com histórico de câncer de próstata devem iniciar a rotina de acompanhamento aos 45 anos. “A nossa recomendação é o acompanhamento com urologista. A combinação do exame PSA com o exame de toque reduz a probabilidade de falha no diagnóstico precoce para cerca de 5%”, orienta o urologista dos hospitais Universitário Cajuru e São Marcelino Champagnat, Bruno Pimpão.

O médico também ressalta os avanços tecnológicos para rastreamento e identificação de tumores. “A ressonância magnética está ganhando cada vez mais espaço não só no rastreamento, mas principalmente como guia para biópsias prostáticas, que é o exame confirmatório. Após a confirmação, a cintilografia óssea, tomografia e até mesmo o PET-CT podem ser úteis para tomada de decisões e também no estadiamento da doença”, complementa.

A orientação médica com urologista deve ser buscada de forma antecipada em casos de dor ou ardência ao urinar, aumento frequente da necessidade de fazer xixi, dificuldade de esvaziar a bexiga, presença de sangue na urina ou no sêmen e dificuldades de ereção.

Tratamento câncer de próstata
O mês de novembro é dedicado ao aconselhamento e orientação para que os homens estejam mais atentos à saúde. A campanha Novembro Azul enfatiza a importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata, uma vez que quanto mais cedo a doença for identificada, maiores são as chances de cura. 

Quando o câncer está localizado, ou seja, limitado à próstata, o procedimento mais comum é a cirurgia para remoção do tumor e/ou radioterapia. Quando a doença avançou dentro da própria região da próstata, pode ser necessária uma combinação da radioterapia com tratamento hormonal. Em casos de metástase, ou seja, quando a doença se espalhou para outros órgãos ou tecidos, a terapia hormonal é a abordagem mais indicada.

Em todo o mundo, são registrados cerca de 1,4 milhão de casos de câncer de próstata atualmente, de acordo com a Agência Internacional para Pesquisa do Câncer da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa doença é responsável por aproximadamente 375 mil mortes a cada ano.

Cuidados para prevenção
Hábitos saudáveis auxiliam na prevenção do câncer, conforme orientações da Organização Mundial da Saúde. Dentre os principais, destaca-se o controle da obesidade e sobrepeso, a moderação no consumo do álcool, frituras e doces, bem como o controle do tabagismo. A prática de exercícios físicos é apontada pelas entidades de saúde como um dos diferenciais para uma vida saudável. Além disso, é preciso gerir o estresse do cotidiano, uma vez que ele é altamente prejudicial para a saúde do organismo.

Zumbido, um problema que atordoa 14% da população mundial


Comunidade médica do país se mobiliza neste mês de novembro para alertar o público sobre as causas associadas ao distúrbio que, além de comprometer a audição, pode ser indicativo de doenças mais graves

Levantamento publicado em 2022 pela revista científica JAMA Neurology aponta que o chamado “zumbido de ouvido” (também chamado de tinnitus ou acúfenos) está presente na vida de aproximadamente 740 milhões de pessoas pelo mundo. Ou seja, 14% da população mundial adulta sofre com esse problema.

No Brasil, são cerca de 28 milhões que fazem parte dessa atordoante estatística, conforme dados da Biblioteca Virtual do Ministério da Saúde. Uma questão, portanto, que desafia toda a sociedade mundial e, claro, merece a nossa atenção.

É por essa razão, a propósito, que, anualmente, a comunidade médica se mobiliza em torno da campanha “Novembro Laranja”. O objetivo é justamente conscientizar a população sobre a realidade preocupante do aumento de problemas do ouvido em todas as idades e motivar mais profissionais da saúde a abraçarem as causas relativas ao zumbido.

“Não se trata propriamente de uma doença, mas de um sintoma que pode ser provocado por inúmeros problemas clínicos, otológicos ou neurológicos. Por isso, o zumbido sempre deve ser investigado. Quando o indivíduo começa a apresentar esse tipo de sintoma, deve procurar um médico para avaliação”, alerta o Dr. José Ricardo Gurgel Testa, otorrinolaringologista do Hospital Paulista - referência em saúde de ouvido, nariz e garganta.

De acordo com o médico, algumas condições que levam ao zumbido podem ter origem no próprio sistema auditivo ou em outros sistemas que afetam o ouvido de forma indireta. A perda da audição é a mais comum e pode ser decorrente da deterioração das células sensoriais do ouvido, problemas que alteram a condução do som, exposição a ruídos intensos ou mesmo à presença de excessiva de cerume nos canais auditivos.

Outras causas associadas são possíveis alterações dos ossículos da audição; doença de Ménière (que causa zumbido, vertigem e perda de audição); e neurinoma do acústico (tumor raro que acomete o nervo auditivo), dentre outros distúrbios relacionados à articulação têmporo-mandibular, metabolismo, sistema cardiovascular e, até mesmo, a quadros de depressão e hábitos de consumo pouco saudáveis.

Diagnóstico e tratamentos
O diagnóstico, segundo o especialista, depende da avaliação do tipo de zumbido (ou seja, qual a emissão sonora que é captada); quando surge; o tempo que dura; além dos sintomas associados, que eventualmente podem incluir tontura, desequilíbrio ou palpitações, por exemplo.

Um dos exames mais recomendados é a acufenometria, que consiste na emissão de sons com determinadas frequências até o paciente identificar um som semelhante ao zumbido que o incomoda. O procedimento é realizado a partir da avaliação de um fonoaudiólogo ou otorrinolaringologista, com o audiômetro – equipamento utilizado para a obtenção dos limiares auditivos.

Esse trabalho de investigação, ainda segundo o médico, também inclui a observação interna dos ouvidos, mandíbula e vasos sanguíneos da região, além de exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que podem identificar de forma mais precisa alterações cerebrais ou na estrutura dos ouvidos.

“Para tratar o zumbido, é necessário conhecer a sua causa. Algumas vezes, o tratamento é simples, podendo incluir a remoção de cera pelo médico otorrinolaringologista, o uso de antibióticos para tratar a infeção ou uma cirurgia para corrigir defeitos no ouvido, por exemplo”, afirma. 

Entretanto, em alguns casos, conforme o Dr. Testa, o tratamento é demorado e mais complicado, podendo necessitar de um conjunto de terapias que podem ajudar a aliviar os sintomas ou a diminuir a percepção do zumbido. “Por isso, é importante que as pessoas tenham consciência sobre o tema e investiguem as causas”, finaliza.

Sobre o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia
Fundado em 1974, o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia possui quase cinco décadas de tradição no atendimento especializado em ouvido, nariz e garganta e durante sua trajetória, ampliou sua competência para outros segmentos, com destaque para Fonoaudiologia, Alergia Respiratória e Imunologia, Distúrbios do Sono, procedimentos para Cirurgia Cérvico-Facial, bem como Buco Maxilo Facial.

Referência em seu segmento e com alta resolutividade, conta com um completo Centro de Medicina Diagnóstica em Otorrinolaringologia, assim como um Ambulatório de Olfato e Paladar, especializado no diagnóstico e tratamento de pacientes com perda total ou parcial dos sentidos. Dispõe de profissionais de alta capacidade oferecendo excelentes condições de suporte especializado 24 horas por dia.

Em vez de descongestionante, que tal optar pela lavagem nasal?


Além de não oferecer riscos à saúde, procedimento também é eficaz para desentupir as narinas e ainda serve como método preventivo a crises de rinite alérgica; médica do Hospital Paulista ensina o passo a passo

Todo mundo sabe que o uso recorrente de descongestionantes nasais, além de viciar, causa efeitos colaterais bastante danosos, especialmente ao coração.

“Mas como viver sem eles, se o meu nariz vive entupido?”. Essa é a pergunta que a maioria das pessoas faz aos médicos quando alertadas sobre a necessidade de evitar o uso desse tipo de medicamento, principalmente quem tem rinite alérgica, justamente pela ocorrência mais frequente de obstrução nasal.

A resposta nem sempre agrada, mas não resta dúvida que a lavagem nasal é a opção mais segura e eficaz para eliminar esse desconforto – seja em bebês, crianças, adultos ou idosos.

“Embora um pouco mais trabalhosa de se fazer, a lavagem nasal não causa riscos à saúde e pode ser até mais eficaz em termos de resultados, já que não provoca o chamado ‘efeito rebote’, típico dos descongestionantes. Isto é, quando o efeito passa, o nariz volta a entupir, até com mais intensidade. Com a lavagem, isso não ocorre”, explica a Dra. Cristiane Passos Dias Levy, otorrinolaringologista do Hospital Paulista – referência em saúde de ouvido, nariz e garganta.

O procedimento consiste na introdução de uma solução salina suave e estéril nas narinas para ajudar a limpar o muco, aliviar a congestão nasal e reduzir a inflamação dentro do nariz. A dosagem recomendada varia conforme a idade e deve ser aplicada de acordo com a seguinte escala: 1ml (para bebês de 0 a 6 meses); 3ml (para crianças de 6 meses a 2 anos); 3ml a 20ml (2 a 6 anos) e 10ml a 20ml (a partir de 7 anos).

O ideal, segundo a especialista, é utilizar o soro fisiológico comprado pronto na farmácia com a ajuda de um aplicador (parecido com um conta-gotas). Mas também é possível fazer uma mistura caseira em casos de emergência: um litro de água que tenha sido fervida com, aproximadamente, uma colher de chá de sal.

“Além de melhorar a respiração nos momentos de crise, a lavagem também serve para prevenir infecções sinusais e reduzir a frequência de episódios de sinusite em pessoas com rinite. Portanto, pode ser feita regularmente”, enfatiza a médica.

Como fazer?
A frequência da lavagem nasal pode ser de duas a três vezes ao dia. É recomendado usar de 10-20 ml de solução salina por narina na seringa. Se for um jato contínuo, de 3 a 10 segundos. Se for na garrafinha, use uma específica para esse fim, de 120 a 240 ml, mantendo a proporção de 10-20 ml de solução salina por narina. Seguidas tais recomendações, os próximos passos são:

1. Inclinar o dorso levemente para a frente (cerca de 15 graus);

2. Abrir a boca e iniciar uma respiração oral. Essa manobra irá realizar uma elevação do céu da boca, protegendo os ouvidos, impedindo dor na região, devido à pressão da solução no tubo auditivo (canal que liga a parte de trás do nariz ao ouvido).

3. Colocar a ponta da seringa, ou de outro material que for usado, sem agulha, na narina, realizando uma boa vedação. Evite que a seringa machuque o septo e a concha nasal inferior, posicionando adequadamente a ponta da seringa.

4. Após vedar a narina, inclinar lateralmente a cabeça, em um ângulo de mais ou menos 30 graus para o lado contrário de onde está o material usado, e esguichar a solução. Não se esqueça de realizar a lavagem nasal com movimentos suaves para evitar lesões traumáticas.

De acordo com a Dra. Cristiane, é recomendável repetir esse procedimento de 3 a 4 vezes em cada narina, dependendo da necessidade. Além disso, pode-se encher a seringa com mais quantidade de soro, já que será eliminado pela outra narina.

Sobre o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia
Fundado em 1974, o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia possui quase cinco décadas de tradição no atendimento especializado em ouvido, nariz e garganta e durante sua trajetória, ampliou sua competência para outros segmentos, com destaque para Fonoaudiologia, Alergia Respiratória e Imunologia, Distúrbios do Sono, procedimentos para Cirurgia Cérvico-Facial, bem como Buco Maxilo Facial.


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Ribeirão Grande inicia vacinação contra a covid aos adolescentes com comorbidades

Jovem do Ferreira dos Matos foi o primeiro a receber a primeira dose da vacina Pfizer

A Prefeitura Municipal de Ribeirão Grande, através da diretoria de Saúde, iniciou nesta última terça-feira, dia 17, uma nova etapa do seu plano de imunização contra a Covid-19 com a aplicação da primeira dose da vacina aos adolescentes de 12 a 17 anos que possuem comorbidades, grávidas e puérperas.

Feliz da vida, o adolescente Pedro Henrique Jacinto Ferreira, de 13 anos, morador do bairro Ferreira dos Matos, foi o primeiro a receber o imunizante da Pfizer. Sua mãe, Priscila Daniele Ferreira, de 37 anos, comemorou a vacinação. “A gente fica meio assustada por ele ter comorbidade, mas ao mesmo tempo, ficamos tranquila por ter recebido a vacina”, disse.

A vacinação está ocorrendo no Posto de Saúde da cidade, das 08h00 às 16h00, e vai até o dia 25 de agosto, segundo o Governo de São Paulo, responsável pela entrega das vacinas aos municípios paulistas. Para os adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades, a vacinação deve começar a partir do dia 30 de agosto.

Os adolescentes deverão apresentar documentos como cartão SUS, RG, CPF, comprovante médico da comorbidade e com acompanhamento de um responsável.

Para o prefeito Marcelo Nunes, a imunização destes jovens tem também como objetivo dar maior segurança às famílias para o retorno das aulas presenciais. “É, sem dúvida, mais um passo importante no enfrentamento à Covid-19, para a segurança das famílias e o retorno das aulas presenciais”, comentou.

Ribeirão Grande inicia vacinação de jovens a partir de 18 anos

Cidade foi a primeira da microrregião de Capão Bonito
a vacinar essa faixa etária

A Prefeitura Municipal de Ribeirão Grande, através da Diretoria de Saúde, iniciou nesta segunda-feira, dia 9, a vacinação para os jovens acima de 18 anos. A imunização começou às 13h00 na Unidade Básica de Saúde do município, e encerrou às 19h00.

De acordo com o diretor de Saúde, Miguel Ferreira, até as 17h00, cerca de 250 jovens já haviam recebido a primeira dose da imunização. Ao todo, a cidade recebeu do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo, 422 doses da vacina contra a Covid-19.

O prefeito Marcelo Nunes também foi decisivo na antecipação da vacinação para essa faixa etária na cidade. “Para seguirmos a abertura mais ampla dos setores econômicos proposta pelo Governo de São Paulo, entendemos a vacinação como primordial para garantirmos a saúde de todos os ribeirãograndenses. Apesar de recebermos um pequeno lote de vacinas, tivemos a coragem de antecipar a imunização aos jovens acima de 18 anos”, comentou.

A cidade de Ribeirão Grande virou referência na região pelas políticas públicas adotadas no enfrentamento da Covid-19. O município, sob o comando do prefeito Marcelo Nunes e do vice-prefeito Ricardo de Lima, conseguiu disponibilizar um auxílio financeiro no valor de R$ 1.000,00 aos comerciantes e gratificação salarial a todos os servidores municipais que atuaram na linha de frente.

Amanhã é feriado e o Laboratório AnaLab
estará ABERTO para atendimento
exclusivo de exames COVID-19



Horário de funcionamento: 7h-13h. ⁣

Pacientes com suspeita de covid-19 entre
em contato conosco e agende o seu exame. ⁣

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Covid-19: nova linhagem do vírus
é identificada no interior paulista

Variante tem circulado na região das cidades
paulistas próximas da divisa com MG

Foi confirmada pela Sociedade Brasileira de Virologia (SBV), nesta terça-feira (25), a identificação de uma nova linhagem brasileira de coronavírus, a chamada P4, que tem circulado em algumas cidades paulistas.

O estudo de identificação, fomentado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, mostrou que a nova linhagem apresenta a mutação L452R na proteína do vírus. Segundo a SBV, a nova variante tem circulado na região das cidades paulistas próximas da divisa com Minas Gerais, como Mococa, Caconde e Itapira.

A P4 também tem circulado na região de Porto Ferreira, Descalvado, Itirapina, Capão Bonito, São Miguel Arcanjo, Itapetininga, Iperó e Cesário Lange. Ainda não há informações se a nova linhagem é mais transmissível ou mais letal que as demais.


Exame toxicológico no Laboratório AnaLab


Atenção motoristas! Desde o dia 3 de maio, o Laboratório AnaLab voltou a realizar o exame toxicológico.

Lembrando que a obrigatoriedade desse exame é para os motoristas da categoria C, D e E.

A não regularização do exame, pode resultar em multa, pontos na carteira e suspensão da mesma por meses. 

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O Laboratório AnaLab informa que está realizando o exame de sorologia para Coronavírus (COVID-19).

Esse exame deve ser realizado por pacientes que possuam sintomas ou que tenham entrado em contato com alguém infectado há pelo menos 7 dias.

Lembrando que a avaliação do resultado deve ser feita por seu médico.

O exame deverá ser agendado previamente pelos telefones.

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Atchimm!




Cerca de 70% dos dentistas sofrem
com problemas nos membros superiores

Lesões por Esforços Repetitivos afetam, principalmente,
as mãos; SBCM orienta para prevenção

Nas mãos do dentista estão a entrega de um sorriso mais saudável e bonito, mas também, estão dores. Isso porque esses profissionais são comumente acometidos pelas LERs/Dort, doenças caracterizadas por dor crônica que comumente afetam músculos e nervos e membros superiores, e cuja etiologia está relacionada aos movimentos repetitivos realizados no trabalho. Segundo o CROSP (Conselho Regional de Odontologia do Estado de São Paulo), cerca de 70% dos profissionais da área relatam algum tipo de dor pelo corpo, principalmente nos membros superiores.

“O dentista emprega força em muitas ações realizadas durante os tratamentos, necessitando ainda de precisão e execução de movimentos finos em grande parte dos procedimentos. Essa situação aumenta o risco desses profissionais desenvolverem variadas patologias”, explica o presidente da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão), Dr. João Baptista Gomes dos Santos. A entidade lança campanha, em parceria com o CROSP, de conscientização aos dentistas, com orientações para evitarem problemas.

Lesões mais frequentes
Síndrome do túnel do carpo: trata-se da compressão do nervo mediano em nível de punho. “Além da dor, esse problema traz perda de sensibilidade e impotência funcional durante a flexão do primeiro, segundo e terceiro dedos”, explica o especialista, completando que essa síndrome está mais ligada à repetição do movimento do que à força empregada.

Síndrome do túnel ulnar: atinge a face flexora e extensora do quarto e quinto dedos e região hipotenar. Provoca dor, alterações na sensibilidade, perda de força e impotência funcional atingindo a face ulnar da mão.

Tendinites: inflamações que acometem os tendões. “Uma das doenças mais comuns é a síndrome de De Quervain, tendinite que afeta o polegar”, pontua o presidente da SBCM.
Tenossinovites: são inflamações das bainhas tendinosas e que, geralmente, acometem os músculos flexores ou extensores do punho e dedos, causando dor e dificuldades de realizar movimentos. “Nesse problema, há a presença de edema e perda de força muscular”, salienta o Dr. João.

Diagnóstico e tratamento
O presidente da SBCM explica que o diagnóstico das LERs/Dort é basicamente clínico, no qual é feita uma análise da vida profissional pregressa, da história da doença e de exame físico minucioso. “O médico irá analisar o tipo de função realizada no trabalho, a frequência dos movimentos, os equipamentos empregados, o tempo na função e a existência de pausas durante o trabalho”, lista.

O tratamento para as LERs/Dort vai desde o uso de medicação, fisioterapia e exercícios físicos, até cirurgias em casos mais avançados. “Nas fases iniciais, os sintomas das LERs/Dort são mais leves, o que possibilita tratamentos mais simples. Caso a pessoa não dê muita atenção logo no início, isso pode levar a evolução da doença a estágios mais severos, onde os sintomas são mais acentuados, as dores permanentes e com maior dificuldade de cura” ressalta o médico.

Prevenção
Exercícios de alongamento nas mãos são importantes para prevenir as LERs/Dort. “Além de reduzir as tensões musculares, a prática previne lesões”, destaca o Dr. João.

Realização de pausas durante a jornada diária também são fundamentais para manter o exercício da profissão sem transtornos.

Sobre a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão
A SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão), fundada em 1959, congrega médicos especialistas em Cirurgia da Mão e Reconstrutiva do Membro Superior. A instituição promove a formação de profissionais, além de fornecer condições para atualização permanente, sob a forma de ensino, pesquisa, educação continuada, desenvolvimento cultural e defesa profissional.
Mais informações em http://www.cirurgiadamao.org.br/

Automedicação é um perigo para a saúde bucal

Uso autoprescrito de medicamentos dificulta tratamento e pode agravar doenças


Todos conhecemos, ou até mesmo somos, aqueles que montam uma farmácia particular em casa com uma variedade de remédios para dores musculares, dores de cabeça, coriza, febre, indigestão, entre outros sintomas que podem nos acometer no dia-a-dia. Mas, não atentamos para o fato de que a automedicação pode se tornar um problema sério quando vira rotina. 

Dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (SINITOX), mostram que os medicamentos ocupam o primeiro lugar entre os agentes causadores de intoxicações em seres humanos e o segundo lugar nos registros de mortes por intoxicação. O Sistema também aponta que apenas 50% dos pacientes, em média, tomam seus remédios corretamente, ou seja, cumprem a duração e intervalo de uso de medicamentos estipulados por profissionais da saúde.  

Além de mascarar sintomas recorrentes que podem indicar alguma doença grave, o uso de medicamentos autoprescritos pode ser nocivo para a saúde bucal. De acordo com cirurgião-dentista Sidney das Neves, integrante da Câmara Técnica de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), a utilização indiscriminada de antibióticos e antiinflamatórios é a mais preocupante. 

Segundo ele, a automedicação para tratar uma infecção na região da boca pode resultar em graves consequências para a saúde geral. “Os processos infecciosos na região maxilofacial e cervical evoluem de maneira muito rápida, por isso, o tratamento sem um acompanhamento do cirurgião-dentista pode resultar em uma terapia ineficaz, podendo até mesmo contribuir para o agravo da condição”, informa Neves. 

Usar esses medicamentos sem prescrição de um profissional qualificado também pode alterar os efeitos do uso de outro remédio que o paciente esteja utilizando, diminuindo ou anulando completamente o resultado terapêutico desejado. “Especificamente no caso dos antibióticos, o uso inadvertido, ao invés de combater de forma adequada o micro-organismo responsável pelo processo infeccioso bucal, por exemplo, poderá auxiliar na seleção de uma bactéria muito mais resistente, levando risco à pessoa”, afirma o cirurgião-dentista.

Não só a população, mas os próprios profissionais da saúde devem estar atentos ao receitar antimicrobianos. Cirurgiões-dentistas e médicos devem seguir as determinações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que aconselha a indicação de medicamentos que ofereçam o máximo de efeito terapêutico com o mínimo de toxicidade e de potencial de desenvolvimento de resistência microbiana. 

Bisfosfonatos e os problemas maxilares
Outro tipo de medicamentos que podem vir a causar problemas para a saúde bucal são os bisfosfonatos. Os bisfosfonatos são uma classe de medicamentos que previnem a diminuição da densidade mineral óssea, geralmente usados no tratamento de osteoporose e outras doenças que causam fragilidade dos ossos, como alguns cânceres.  

Apesar de seus benefícios, esta classe de remédios coloca seus usuários em risco de uma doença dos maxilares chamada de osteonecrose bisfosfonada. A doença provoca a morte do osso pelo corte do suprimento de sangue, causando dor e dificuldade de movimento da mandíbula.  

O maior risco de desenvolvimento da osteonecrose no maxilar é a presença de focos infecciosos na gengiva ou dente de pacientes que recebem estas medicações. Por isso, é aconselhado as pessoas que realizam tratamentos com bisfosfonatos (alendronato, ibandronato, risedronato, pamidronato, clodronato e ácido zoledrônico), procurarem um cirurgião-dentista experiente ou um cirurgião bucomaxilofacial para acompanhamento e controle da saúde bucal.  

Sobre o CROSP/ – O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) é uma autarquia federal dotada de personalidade jurídica e de direito público com a finalidade de fiscalizar e supervisionar a ética profissional em todo o Estado de São Paulo, cabendo-lhe zelar pelo perfeito desempenho ético da Odontologia e pelo prestígio e bom conceito da profissão e dos que a exercem legalmente. Hoje, o CROSP conta com mais de 130 mil profissionais inscritos. Além dos cirurgiões-dentistas, o CROSP detém competência também para fiscalizar o exercício profissional e a conduta ética dos Técnicos em Prótese Dentária, Técnicos em Saúde Bucal, Auxiliares em Saúde Bucal e Auxiliares em Prótese Dentária. Mais informações: / www.crosp.org.br

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