Acompanhamento médico é fundamental e poderá incluir outros profissionais, para atendimento multidisciplinar
A obesidade é um dos principais desafios de saúde pública da atualidade e seus impactos vão muito além da aparência física. Na saúde da mulher, o excesso de peso está diretamente associado a alterações hormonais, distúrbios ginecológicos, dificuldades reprodutivas e mais riscos durante a gestação, exigindo atenção especial.
De acordo com o médico ginecologista Dr. Alexandre Rossi, responsável pelo ambulatório de Ginecologia Geral do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, a obesidade interfere de forma significativa no equilíbrio hormonal feminino.
“O tecido adiposo funciona como um órgão endócrino ativo, capaz de alterar a produção hormonal e desencadear uma série de consequências para a saúde da mulher, que vão desde irregularidades menstruais até dificuldade para engravidar”, explica.
No campo da ginecologia, mulheres com obesidade podem apresentar irregularidade do ciclo menstrual e têm mais riscos de desenvolver a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), resistência à insulina e infertilidade. O excesso de peso também está associado a doenças crônicas, como diabetes tipo 2, hipertensão e risco aumentado de cânceres ginecológicos, especialmente o câncer de endométrio.
Já na obstetrícia, os cuidados devem ser redobrados. A obesidade materna está relacionada a mais chances de complicações durante a gestação, como diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, trombose e parto prematuro.
“Essas condições podem impactar tanto a saúde da mãe quanto do bebê, aumentando o risco de complicações no parto e no período neonatal”, alerta o especialista.
Segundo o Dr. Alexandre Rossi, o acompanhamento médico antes mesmo da gravidez é um passo fundamental.
“O planejamento reprodutivo e a adoção de hábitos saudáveis antes da gestação contribuem significativamente para reduzir riscos e promover uma gravidez mais segura e tranquila”, destaca.
O tratamento da obesidade deve ser individualizado e multidisciplinar, envolvendo orientação nutricional, prática de atividade física regular e acompanhamento médico contínuo. Mais do que a perda de peso, o foco deve ser a promoção da saúde, do bem-estar e da qualidade de vida em todas as fases da vida da mulher.
“A obesidade não pode ser encarada como uma questão estética.Trata-se de uma condição de saúde que exige cuidado, informação e acompanhamento adequado, especialmente quando falamos da saúde ginecológica e obstétrica”, conclui o médico.

Saúde mental no dia a dia: pequenas escolhas que fazem diferença
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Falar sobre saúde mental é falar sobre a vida cotidiana. É sobre como lidamos com o estresse, com as pressões do dia a dia, com as relações e com nós mesmos. O Janeiro Branco, campanha nacional, criada em 2014, dedicada à conscientização sobre a saúde mental, surge como um convite para que esse cuidado não fique restrito a um único mês, mas se estenda ao longo de todo o ano. |
Vivemos tempos acelerados, marcados por excesso de informações, cobranças constantes e uma rotina que muitas vezes não respeita os limites humanos. Dados apresentados pela campanha Janeiro Branco apontam que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo convivem com algum transtorno mental e que 1 em cada 8 pessoas apresenta sintomas clínicos de ansiedade, depressão ou estresse crônico, evidenciando a dimensão global desse desafio. Fonte: Manifesto JB26- Instituto de Desenvolvimento Humano Janeiro Branco – IDHJB).
No Brasil, o adoecimento emocional também tem se intensificado. A saúde mental tornou-se uma das principais causas de afastamento do trabalho, com crescimento expressivo nos últimos anos. Os transtornos de ansiedade e os episódios depressivos estão entre os principais motivos desses afastamentos, impactando não apenas o indivíduo, mas também as famílias, os ambientes profissionais e a sociedade como um todo.
Além disso, pesquisas indicam que mais da metade da população brasileira considera a saúde mental o maior problema de saúde do país, superando inclusive preocupações com doenças físicas. Esse dado revela uma mudança importante na percepção social: falar sobre sofrimento emocional deixou de ser um tabu e passou a ser reconhecido como uma necessidade coletiva.
Cuidar da saúde mental não significa apenas tratar doenças quando elas já estão instaladas. Significa prevenir, reconhecer sinais precoces de sofrimento e adotar estratégias que favoreçam o equilíbrio emocional. Esse cuidado começa nas pequenas escolhas do dia a dia: respeitar os próprios limites, permitir pausas, organizar melhor o tempo, cultivar relações saudáveis e falar sobre sentimentos sem medo ou culpa.
Buscar ajuda profissional quando necessário também é uma atitude fundamental. O Janeiro Branco reforça uma mensagem essencial: pedir ajuda é um ato de coragem, não de fraqueza. Reconhecer que não está bem é parte do cuidado consigo e com o outro.
Promover saúde mental é promover qualidade de vida. Pessoas emocionalmente mais equilibradas tendem a se relacionar melhor, tomar decisões mais conscientes e cuidar também da própria saúde física. Por isso, o cuidado com a mente deve fazer parte da rotina, assim como a alimentação adequada, o sono e a atividade física.
Que o Janeiro Branco nos inspire a levar esse olhar para além do mês de janeiro, construindo uma relação mais saudável com nossas emoções ao longo do ano. Cuidar da saúde mental é um compromisso diário, feito de pequenas escolhas, escuta, respeito aos limites e atenção às próprias necessidades.
Maria Goretti da Silva - Psicóloga – CRP 06/149116 SerMentes – Espaço que transforma inquietação em ação consciente e promove Saúde Mental de Janeiro a Janeiro

Janeiro roxo: conheça sete mitos da Hanseníase
Da transmissão ao tratamento, especialista avalia erros comuns propagados no debate sobre a doença
No primeiro mês do ano acontece o Janeiro Roxo, campanha que visa conscientizar o combate à hanseníase, antes conhecida como “lepra”. De acordo com um relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2025, o Brasil é o segundo país com mais número de casos em todo o mundo, atrás somente da Índia. |
A doença é transmitida pela bactéria conhecida como Mycobacterium leprae e a contaminação acontece através de vias inalatórias e por meio do contato prolongado com o enfermo. A enfermidade causa lesões na pele que se agravam e se apresentam com manchas brancas ou avermelhadas, o que provoca a falta de sensibilidade na região, levando ao comprometimento dos nervos periféricos.
Para a enfermeira Andrea Tavares, da Cuidare Alphaville Pernambuco, a campanha também pode promover a redução gradual dos preconceitos sofridos pelas vítimas da doença. “O tema pode ser delicado para os pacientes que enfrentam a hanseníase e, por isso, buscam evitar ao máximo falar sobre o assunto. Dessa forma, o tratamento tem início tardio, o que torna a condição ainda mais agravada”, explica.
Com isso, a especialista apresenta sete mitos sobre a doença. Confira: 1 - A Hanseníase é uma doença transmitida através do contato com os enfermos, de diferentes formas: a falsa afirmação fez com que muita gente se isolasse involuntariamente das famílias e amigos. Muitos eram colocados em locais de isolamento, os famosos leprosários. Hoje, sabemos que o compartilhamento de objetos não resulta na transmissão da doença. 2 - A Hanseníase é uma doença de transmissão fácil: é preciso estar por um longo tempo convivendo com alguém com a doença e numa mesma residência para ser contaminado pela Hanseníase. Pessoas que possuem contato breve ou que não ficam constantemente na mesma residência que o enfermo são mais difíceis de serem infectadas. 3 - A Hanseníase é uma doença hereditária: a enfermidade não é passada pelos genes familiares, fato anteriormente disseminado e confiado pela população. A transmissão ocorre apenas por vias respiratórias, através de espirros ou tosses. 4 - Não existe tratamento adequado para a doença: com o avanço da ciência, os médicos descobriram remédios capazes de curar quem possui Hanseníase. Medicamentos como rifampicina, dapsona e clofazimina - três antimicrobianos - atuam na ‘destruição’ do bacilo Mycobacterium leprae, agente causador da doença. Vale salientar que o tratamento só ocorre na rede pública de saúde, com o controle da doença feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 5 - Pacientes com hanseníase precisam ser afastados das pessoas, do convívio social e familiar: diferentemente do que era feito no passado, os pacientes não precisam sofrer isolamento total de todos para serem tratados e também não transmitirem a doença. Com os tratamentos sendo feitos corretamente e as recomendações necessárias que pessoas ao redor precisam tomar, o enfermo não há de ser excluído socialmente como no passado. 6 - A Hanseníase não tem cura: assim como explicado no tópico 3, o avanço da ciência contribuiu para tratamentos eficazes e que tiram totalmente a possibilidade da doença continuar na pessoa. Vale salientar que isso só ocorre caso todo o tratamento seja feito corretamente e, mesmo depois, é preciso estar alerta para não se contaminar novamente. 7 - O paciente em tratamento continua podendo transmitir a doença: os enfermos que começam o tratamento contra a doença deixam de ser transmissores logo após algumas semanas. Ainda assim, é preciso que os cuidados médicos continuem durante os seis meses (pacientes com hanseníase paucibacilar - PB) ou um ano (pacientes com hanseníase multibacilar - MB).

Obesidade pode antecipar alterações cerebrais ligadas ao Alzheimer, apontam novos estudos
Pesquisas científicas indicam que o excesso de peso pode influenciar biomarcadores associados à demência anos antes dos sintomas
Pesquisadores vêm acumulando evidências de que a obesidade não afeta apenas o coração e o metabolismo — ela também pode impactar o cérebro de forma silenciosa e progressiva. |
Estudos publicados em periódicos científicos internacionais e indexados no PubMed, repositório oficial de pesquisas médicas dos Estados Unidos, indicam que o excesso de peso ao longo da vida pode estar associado a alterações em biomarcadores ligados à Doença de Alzheimer, mesmo décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas clínicos.
Impacto da obesidade no cérebro “O cérebro reage ao metabolismo do corpo de forma contínua. A obesidade crônica pode acelerar processos inflamatórios que prejudicam a função neuronal e aumentar o risco de doenças neurodegenerativas”, explica Dr. Adriano Faustino, médico nutrólogo, especialista em metabolismo e diretor da Sociedade Brasileira de Medicina da Obesidade (SBEMO).
Principais biomarcadores afetados Os dados indicam que indivíduos com obesidade apresentam maior elevação de marcadores sanguíneos relacionados à neurodegeneração e à inflamação cerebral, como: – Neurofilament Light Chain (NfL) – proteína encontrada nos neurônios; níveis elevados no sangue indicam dano neuronal precoce (Mielke et al., 2025 – estudo publicado em revista médica americana indexada no PubMed)
– Proteína Glial Fibrilar Ácida (GFAP) – proteína das células gliais do cérebro; níveis altos indicam inflamação cerebral (Raji et al., 2025 – estudo do ADNI, consórcio americano de pesquisa em neuroimagem e biomarcadores)
“Marcadores como NfL e GFAP ajudam a mostrar que o Alzheimer não surge de repente. Ele é resultado de processos biológicos que podem começar décadas antes, e o excesso de gordura corporal atua como um acelerador desses mecanismos”, ressalta Dr. Faustino.
O que os estudos mostram — e o que ainda não mostram Pesquisas longitudinais, acompanhando milhares de adultos por até 10–12 anos, analisaram dados metabólicos, composição corporal e biomarcadores cerebrais. Os resultados sugerem: – A obesidade está associada ao aumento progressivo de marcadores de neurodegeneração, mesmo em pessoas cognitivamente normais (Mielke et al., 2025 – PubMed)
– Alterações inflamatórias sistêmicas e resistência à insulina podem atuar como ponte entre o excesso de gordura corporal e o cérebro (Koriath & Perneczky, 2025 – estudo publicado em revista internacional indexada no PubMed)
– Nem todos os biomarcadores clássicos do Alzheimer (como amiloide e tau) se alteram de forma uniforme, indicando que o processo é multifatorial (Raji et al., 2025 – ADNI) “É importante frisar que a obesidade não significa que toda pessoa desenvolverá Alzheimer. O que vemos é um risco maior e um processo biológico mais acelerado”, pondera Dr. Faustino. Implicações práticas e futuras investigações Os resultados levantam hipóteses relevantes: o controle da obesidade poderia, no futuro, ajudar a reduzir o risco de demência ou retardar o início do declínio cognitivo. Estratégias potenciais incluem:
– Mudanças sustentáveis no estilo de vida
– Controle metabólico precoce
– Avaliação do impacto indireto de medicamentos para obesidade sobre a saúde cerebral
“Do ponto de vista clínico, qualquer intervenção que melhore metabolismo, inflamação ou resistência à insulina tem potencial de proteger o cérebro. Mas ainda estão em curso estudos clínicos específicos para confirmar esses efeitos”, explica Dr. Faustino.
Por que o tema importa agora Com o envelhecimento acelerado da população mundial, a Doença de Alzheimer já é considerada um dos maiores desafios de saúde pública do século. Paralelamente, a obesidade atinge níveis epidêmicos em diversos países.
“Cuidar do metabolismo hoje é, na prática, cuidar do cérebro amanhã”, destaca Dr. Adriano Faustino.

Dormência nos pés: quando o formigamento revela algo mais sério do que cansaço
Especialista alerta para sinais de neuropatia periférica, condição comum e pouco diagnosticada
A sensação de dormência nos pés é tão cotidiana que muitas pessoas sequer consideram que o formigamento possa ser um alerta do corpo. Porém, quando a dormência se torna frequente ou aparece sem motivo claro, pode estar ligada a neuropatia periférica, condição que afeta os nervos responsáveis pela sensibilidade e pelos movimentos dos pés. |
Segundo Andrea Medeiros, coordenadora técnica da All Pé, grande parte dos pacientes só busca atendimento quando os sintomas já evoluíram para perda sensorial, dor intensa ou até feridas que não cicatrizam.
“A dormência recorrente não é normal. É um dos primeiros sinais de que algo está comprometendo os nervos. Quanto mais cedo investigamos, maiores as chances de evitar complicações”, explica a especialista.
A neuropatia periférica pode surgir por diversos motivos: diabetes, compressões nervosas, deficiências vitamínicas, problemas na coluna, alcoolismo, hipotireoidismo e até o uso prolongado de calçados apertados. Embora comum, a condição é frequentemente subestimada, especialmente entre pessoas que passam longas horas em pé ou acima dos 40 anos. Quando a dormência merece atenção De acordo com Andrea, é importante diferenciar a dormência ocasional — como quando alguém cruza as pernas por muito tempo — da dormência persistente ou repetida.
“Quando há sensação de dormência frequente nos pés, mesmo em repouso, ou quando ocorre perda de sensibilidade, sensação contínua de agulhadas, queimação ou dificuldade para perceber o contato com o chão, é sinal de que é necessário buscar avaliação especializada”, orienta. Consequências que vão além do desconforto O comprometimento dos nervos pode afetar o equilíbrio, alterar a marcha e aumentar o risco de quedas. Em casos avançados, pequenas lesões tornam-se porta de entrada para infecções, especialmente em pessoas com diabetes.
“Já recebemos pacientes que não perceberam queimaduras, cortes ou machucados por falta de sensibilidade. Isso mostra como a neuropatia é perigosa quando negligenciada”, afirma Andrea.
O que fazer? A avaliação adequada inclui testes de sensibilidade, análise da pisada e investigação das possíveis causas clínicas. O tratamento pode envolver controle glicêmico, mudança de hábitos, suplementação, fisioterapia, ajustes na rotina de calçados e acompanhamento podológico.
A especialista reforça ainda a importância da prevenção: · observar mudanças na sensibilidade dos pés;
· evitar sapatos apertados ou rígidos;
· fazer pausas durante longos períodos em pé;
· manter exames em dia se houver fatores de risco, como diabetes.
“Cuidar dos pés é cuidar da saúde geral. Dormência frequente nunca deve ser normalizada”, conclui.

A força silenciosa da vitamina D na prevenção e na longevidade
 | | Imagem: IA |
Um olhar atualizado sobre como a vitamina D influencia câncer, envelhecimento e saúde cardíaca, segundo evidências científicas
Segundo um trabalho publicado, o VITAL TRIAL (um dos maiores e mais respeitados estudos, conduzido pelo Brigham and Women’s Hospital, da Harvard Medical School - acompanhou cerca de 25 mil americanos por cinco anos para avaliar os efeitos da suplementação diária de vitamina Dƒ .), a Vitamina D não é só essencial para ossos e imunidade, como pode ser uma aliada poderosa na longevidade celular, no apoio a pacientes oncológicos e, potencialmente, na prevenção de novos eventos cardíacos, especialmente em quem já sofreu um infarto. |
Ou seja, uma única substância natural pode influenciar enormemente a saúde.
“A vitamina D continua sendo uma das ferramentas mais subestimadas da medicina preventiva moderna”, explica o Dr. Adriano Faustino, médico nutrólogo, especialista em medicina integrativa e funcional, em geriatria e diretor da Sociedade Brasileira de Medicina da Longevidade (SBML) e da Sociedade Brasileira de Medicina da Obesidade (SBMO).
Benefícios em três grandes pilares:
• Prevenção e evolução do câncer Pesquisadores observaram que a suplementação de vitamina D não apenas reduz o risco de câncer de cólon surgir, como melhora a resposta ao tratamento em pacientes já diagnosticados. O tempo de sobrevida também apresentou aumento relevante.
“Quando falamos de câncer, qualquer intervenção segura que modifique evolução já é valiosa — e a vitamina D tem mostrado exatamente isso”, reforça o Dr. Adriano Faustino.
• Envelhecimento e proteção dos telômeros A vitamina D demonstrou atuar na integridade dos telômeros — estruturas celulares diretamente ligadas ao processo de envelhecimento. A preservação dos telômeros desacelera o desgaste natural das células.
“Envelhecimento não é apenas tempo; é biologia. Manter telômeros íntegros é um passo importante para viver mais e melhor”, afirma o especialista.
• Saúde cardiovascular Talvez o achado mais impressionante: a suplementação diária de 2.000 UI de vitamina D reduziu em até 50% o risco de um segundo infarto em pacientes que já tinham histórico prévio.
“Quem já teve um infarto vive com risco aumentado. Se uma estratégia simples consegue reduzir esse risco pela metade, precisamos olhar para ela com muita seriedade”, destaca o Dr. Faustino.
Os resultados reforçam a importância de compreender doses, segurança e individualização — especialmente para quem já tem diagnóstico prévio ou faz acompanhamento médico.
“Vitamina D não é moda; é ciência aplicada. Usada corretamente, ela transforma saúde pública e individual”, conclui o Dr. Adriano Faustino.
5 mitos sobre saúde bucal que colocam a prevenção em risco
Principais mentiras vão dos hábitos diários a tratamentos avançados
Na era da informação rápida, boatos e fake news se espalham com velocidade — e a saúde bucal não escapa desse fenômeno. Desde a escovação diária até tratamentos sofisticados, a odontologia é alvo frequente de desinformação. Quando não esclarecidas, essas crenças podem confundir a população e até comprometer a prevenção e o tratamento adequados. Por isso, especialistas reuniram cinco dos mitos mais comuns sobre saúde bucal, que merecem ser desmentidos de uma vez por todas. |
A cárie é transmissível Um dos equívocos mais comuns é acreditar que a cárie pode ser “contagiada” de uma pessoa para outra. Para a cárie se desenvolver, não basta só ter contato com as bactérias, é preciso também fatores como má higiene bucal, consumo frequente de açúcar e baixa proteção da saliva. É um processo de desgaste do dente provocado principalmente por higiene bucal inadequada, associada ao consumo excessivo de açúcar e produtos ultraprocessados. Ela também pode surgir como consequência de doenças que afetam a saúde geral ou do uso de medicamentos que reduzem a produção de saliva — uma situação frequente em casos de diabetes e hipertensão.
A cárie se forma quando micro-organismos presentes na boca fermentam restos de alimentos, especialmente açúcares, produzindo ácidos que atacam o esmalte dentário. A saliva é um importante mecanismo de defesa, pois ajuda a neutralizar esses ácidos e protege os dentes. Manter-se hidratado favorece a produção salivar e, aliado a uma boa higiene bucal, é essencial para a prevenção. “Escovar os dentes com creme dental com flúor após as refeições e antes de dormir é fundamental, já que durante o sono a salivação diminui, favorecendo a ação das bactérias”, explica o dentista especialista em Implantodontia da Neodent, Sérgio Bernardes. Flúor causa malefícios à saúde Outra crença muito difundida é a de que o flúor pode prejudicar o organismo. Pelo contrário: em concentrações controladas, o flúor é um dos principais aliados na prevenção da cárie, pois fortalece o esmalte dentário e cria uma barreira que reduz a ação dos ácidos produzidos pelas bactérias.
O único problema relacionado ao excesso de flúor (ou fluoreto, sua forma utilizada em cremes dentais e na água potável) é a fluorose dentária — manchas no esmalte que ocorrem apenas em casos de ingestão exagerada, especialmente na infância. Não é possível tratar casos complexos com alinhadores Ainda existe a ideia de que os alinhadores ortodônticos transparentes servem apenas para correções simples, como pequenos desalinhamentos. Porém, a evolução da odontologia digital mostra o contrário. Pesquisas avançadas, novos materiais plásticos mais resistentes e maleáveis, aliados a softwares de planejamento 3D, ampliaram as possibilidades de tratamento.
Hoje, os alinhadores permitem desde ajustes estéticos até correções ortodônticas complexas, garantindo conforto e maior previsibilidade. “Os alinhadores se tornaram uma alternativa eficaz mesmo em casos mais desafiadores. Com a tecnologia atual, conseguimos planejar cada etapa digitalmente. Além disso, eles são removíveis e discretos, o que favorece a adesão e melhora a qualidade de vida durante o tratamento”, explica a dentista especialista em Ortodontia da ClearCorrect, Ana Alvoledo, empresa focada em soluções modernas em ortodontia. Clareamento com produtos caseiros é seguro Na internet, há muitas “receitas caseiras” que prometem dentes mais brancos de forma rápida e barata. O problema é que esses métodos, além de ineficazes, podem causar danos irreversíveis.
O limão, por exemplo, é altamente ácido e desgasta o esmalte dental, deixando os dentes mais sensíveis e vulneráveis a manchas. Já o bicarbonato de sódio, por ser abrasivo, “raspa” a camada protetora, provocando corrosão. O resultado imediato pode até parecer um clareamento, mas a longo prazo enfraquece a estrutura dentária e aumenta o risco de cáries.
Felizmente, existem métodos seguros e eficazes disponíveis no mercado, como procedimentos realizados em consultório, que usam produtos com concentrações controladas e aplicação supervisionada por profissionais, garantindo resultados rápidos e proteção da saúde bucal. Outra opção são os kits personalizados fornecidos por dentistas, que permitem o tratamento em casa, sempre com acompanhamento profissional para assegurar a eficácia e evitar riscos. Implante dental dura para sempre e não precisa escovar Outro mito comum é acreditar que, após a colocação, o implante dental é eterno e não exige cuidados. Na prática, ele pode durar muitos anos, mas a longevidade depende diretamente da rotina de higiene e das visitas regulares ao dentista.
Escovação correta, uso de fio dental e acompanhamento profissional são indispensáveis para evitar inflamações, acúmulo de placa bacteriana e até a perda do implante. “O implante não dispensa atenção. A tecnologia garante resultados duradouros, mas é a manutenção diária que preserva a saúde bucal”, destaca Bernardes.
Desvendar esses mitos é essencial para que mais pessoas compreendam a importância da prevenção e busquem tratamentos de forma consciente. Com informação confiável e hábitos de higiene consistentes, é possível manter um sorriso saudável por muito mais tempo.

A combinação silenciosa que pode parar os rins: médico alerta para risco da “tríade letal” de medicamentos
Especialista explica como o uso simultâneo de anti-inflamatórios, diuréticos e remédios para pressão pode causar insuficiência renal aguda sem sintomas aparentes
O alívio rápido de uma dor pode esconder uma ameaça grave ao funcionamento dos rins. A chamada “tríade letal” — combinação entre anti-inflamatórios, diuréticos e inibidores da ECA (IECA) — é uma das principais causas de insuficiência renal aguda induzida por medicamentos, especialmente entre idosos e pacientes com doenças crônicas. |
O alerta é do médico nutrólogo e geriatra Adriano Faustino, especialista em medicina integrativa e funcional, coordenador do Ambulatório de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital Regional de Betim e diretor da Sociedade Brasileira de Medicina da Longevidade (SBML).
“O cenário é comum em consultórios e pronto-atendimentos, quando o paciente relata sentir dor nas articulações ou na coluna, e receber a indicação de um anti-inflamatório e ter melhora. O problema é que, muitas vezes, ele já usa um diurético ou um remédio para pressão. Essa interação pode ser desastrosa para os rins e evoluir rapidamente sem causar dor ou sintomas evidentes”, alerta o médico. “A dor melhora, a inflamação cede, mas o risco começa aí”, complementa.
Analgesia x anti-inflamação: o que pouca gente diferencia Os anti-inflamatórios são amplamente usados para aliviar dor e inchaço, mas diferem dos analgésicos comuns. Enquanto o analgésico apenas bloqueia a dor, o anti-inflamatório atua sobre o processo inflamatório. Essa diferença, segundo o Dr. Adriano Faustino, explica parte do problema.
“O anti-inflamatório funciona bem, porque reduz a inflamação e tira a dor. Só que essa combinação de medicamentos — anti-inflamatório, diurético e IECA — pode reduzir a perfusão renal e causar uma insuficiência aguda, principalmente se o paciente já tem o rim ou o fígado comprometidos. E quando o corpo dá o sinal, às vezes já é tarde”, destaca.
O perigo não está no remédio isolado, mas na combinação Para o especialista, o foco da medicina não deve ser apenas tratar sintomas, mas entender como diferentes substâncias interagem silenciosamente dentro do corpo.
“O problema não é o remédio em si, e sim o contexto. O mesmo medicamento que salva vidas pode ser perigoso quando somado a outros. E é isso que muitos pacientes e até profissionais acabam subestimando”, afirma o médico, que há anos se dedica à prática clínica e ao ensino de medicina preventiva.
O especialista explica que o uso combinado de três medicamentos muito comuns pode se tornar perigoso — uma associação que ele chama de “tríade letal”: · Anti-inflamatório;
· Diurético (como a hidroclorotiazida e a furosemida);
· IECA (inibidor da enzima conversora de angiotensina, como a benazeprila e o captopril, usados no tratamento da hipertensão).
Essa combinação, em poucos dias, pode causar insuficiência renal aguda, mesmo sem sintomas perceptíveis. “O problema não está no remédio isolado, mas em como essas substâncias interagem silenciosamente dentro do corpo. É um colapso renal que muitas vezes se instala sem dor, sem febre, sem nenhum sinal de alerta.”
Dr. Faustino destaca que o perigo aumenta quando há automedicação ou quando o paciente usa diferentes medicamentos prescritos por profissionais distintos, sem que um saiba o que o outro indicou. “O corpo não avisa. Por isso, toda prescrição deve considerar o histórico completo do paciente. Uma simples checagem pode evitar uma tragédia.”
Medicina da doença x Medicina da saúde A visão do Dr. Adriano Faustino vai além do tratamento pontual. Ele defende uma transição da chamada “medicina da doença” — reativa e tardia — para uma “medicina da saúde”, que busca causas antes dos sintomas.
“Cuidar da saúde não é só apagar incêndios quando o corpo entra em colapso. É fortalecer as células, equilibrar os hormônios, desinflamar o organismo e despertar a energia vital. Essa é a verdadeira medicina preventiva”, explica.
Essa mudança de perspectiva também inspirou o médico a escrever o livro Cientificamente Divino – Princípios bíblicos e científicos para uma saúde máxima, em que une ciência, espiritualidade e propósito para defender um modelo de saúde baseado em harmonia entre corpo, mente e espírito.
“É possível viver em plenitude quando corpo, mente e espírito funcionam em harmonia. A doença perde espaço quando o ser humano entende que saúde é consequência de escolhas diárias, não apenas de medicamentos.”
Orientação e prevenção
O Dr. Adriano Faustino reforça que qualquer uso de anti-inflamatório deve ser orientado por um profissional de saúde, especialmente em pacientes que já utilizam diuréticos ou medicamentos para hipertensão.
“Quando há supervisão médica e exames de acompanhamento, o risco é controlável. O que não pode é misturar remédios por conta própria. A automedicação continua sendo uma das principais causas evitáveis de complicações renais”, alerta Dr. Adriano Faustino.

Cirurgião vascular e endovascular dá quatro dicas para quem já pratica ou deseja começar a praticar corridas
Dr. Gustavo Solano, cirurgião vascular e endovascular, também é atleta e compartilha dicas para amadores e profissionais - Foto: Divulgação
Meias de compressão graduada proporcionam conforto e auxiliam na recuperação muscular após a atividade
A prática regular de atividade física é uma das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde (MS) para a prevenção de diversas doenças e para um envelhecimento saudável, com maior qualidade de vida. Dentre as modalidades mais populares, a corrida se destaca, mas apesar de ser um esporte altamente benéfico, é essencial que os corredores busquem orientação de um profissional para usufruir dos benefícios sem impactos negativos à saúde. Além disso, é importante o uso de recursos que podem colaborar no desempenho e na recuperação pós-corrida, como o uso de meias de compressão graduada. |
De acordo com o médico e atleta amador de corrida, Dr. Gustavo Solano, cirurgião vascular e endovascular, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) e da International Society for Vascular Surgery, as meias de compressão graduada são importantes para promover conforto durante as corridas, evitar lesões e melhorar a recuperação do praticante. Além disso, auxiliam na recuperação muscular após a atividade.
“Isso ocorre porque as meias de compressão provocam uma pressão maior nos tornozelos e menor nas panturrilhas, o que favorece o retorno do sangue venoso e melhora a oxigenação da musculatura. Durante o exercício, isso resulta em um menor acúmulo de ácido lático, substância conhecida por causar as cãibras, que aparece após a sensação de cansaço e fadiga”, detalha o médico.
Ainda segundo o especialista, as meias proporcionam estabilidade muscular, diminuem as vibrações da musculatura, proporcionam a sensação de pernas mais leves e uma redução significativa de edemas ou inchaços, acelerando a recuperação muscular do atleta. “Além disso, elas colaboram para a prevenção da insuficiência venosa e do aparecimento de varizes, especialmente em atletas que praticam longas distâncias. Há uma redução no risco de lesões musculares e inflamatórias repetitivas, comuns devido à alta frequência e intensidade dos treinos”, pontua.
Dicas para quem quer começar Começar uma atividade física é um passo fundamental para a melhoria da saúde, mas é preciso ficar atento para algumas precauções básicas. Segundo Dr. Solano, o primeiro passo é a realização de uma avaliação cardiológica e vascular, principalmente se a pessoa tiver histórico familiar de varizes, trombose, pressão alta, cardiopatias, qualquer problema cardiológico. “Com esses dados, podemos avaliar se o paciente está apto para a prática esportiva ou precisa de alguma atenção especial antes disso”, comenta.
Entre as outras dicas estão: 1. A regularidade é mais importante do que a intensidade. O corpo se adaptará gradualmente ao exercício;
2. Fortalecimento muscular, principalmente da panturrilha, apelidada de coração periférico do corredor, pois tem grande papel no bombeamento do sangue venoso;
3. Uso de meias de compressão para auxiliar a panturrilha e musculatura neste trabalho de bombeamento do sangue e estabilidade muscular;
4. Respeitar os limites do corpo e entender que a evolução é gradual. A ideia é envelhecer com saúde. Por isso, é importante ficar atento aos sinais do corpo, principalmente das pernas.
A terapia de compressão colabora para a circulação saudável não apenas nas corridas, mas, em diferentes situações do cotidiano. Existem diversos tipos que podem ser usados diariamente e modelos que são recomendados conforme avaliação médica. Dentre as mais bem avaliadas do mercado estão as meias da SIGVARIS GROUP. A companhia possui um amplo portfólio, com produtos que podem ser usados pelos mais variados perfis de pessoas.
Escute suas Pernas Para conscientizar a sociedade sobre os riscos e a importância de se prevenir doenças venosas, a SIGVARIS GROUP, empresa especializada em soluções de compressão médica inovadoras e de alta qualidade, lançou a campanha “Escute Suas Pernas”, que visa compartilhar informações de saúde em todos os seus canais. Saiba mais no site oficial sigvaris.com/escutesuaspernas e no perfil sigvarisgroup.brasil nas redes sociais.

Diabetes: prevenção, diagnóstico precoce e manejo — um compromisso com a saúde
Dia 14 de novembro é o Dia Mundial do Diabetes, data criada para conscientizar sobre a importância da prevenção e controle da doença
Novembro, mês mundialmente dedicado à conscientização sobre a diabetes, nos lembra que a doença não é apenas um problema individual, mas um desafio de saúde pública que cresce em escala global. A maior parte dos casos é do tipo 2 — fortemente associada a fatores de estilo de vida — e, quando não diagnosticada ou mal tratada, a diabetes leva a complicações graves como doenças cardiovasculares, insuficiência renal, perda de visão e amputações. |
A adoção de hábitos saudáveis — alimentação balanceada, prática regular de atividade física, controle do peso e redução do consumo de produtos ultraprocessados e bebidas açucaradas — reduz substancialmente o risco de desenvolver diabetes tipo 2. Essas medidas também melhoram o controle glicêmico em pessoas que já vivem com diabetes, diminuindo o risco de complicações ao longo do tempo. Políticas públicas que incentivem ambientes mais saudáveis (escolas, locais de trabalho e espaços urbanos) amplificam esse impacto.
Muitos casos de diabetes permanecem sem diagnóstico por anos porque a doença pode ser silenciosa nos estágios iniciais. Exames simples — como glicemia de jejum, hemoglobina glicada (HbA1c) e teste de tolerância à glicose quando indicado — permitem identificar a condição precocemente. O diagnóstico precoce aumenta a eficácia das intervenções (mudança de hábitos, medicação quando necessária) e reduz o risco de desenvolver complicações crônicas. Em contextos de baixa e média renda há uma lacuna grande no acesso ao diagnóstico e tratamento; fechar essa lacuna é essencial para reduzir a carga global da doença.
Dados que reforçam a urgência Segundo estimativas recentes da International Diabetes Federation (IDF), aproximadamente 589 milhões de adultos (20–79 anos) convivem com diabetes no mundo (dados de 2024) — número projetado para continuar crescendo nas próximas décadas. A diabetes já representa milhões de mortes anuais e custos enormes para os sistemas de saúde. No Brasil, a prevalência em adultos está na casa dos 10%, representando dezenas de milhões de pessoas afetadas. Esses números demonstram que prevenção, diagnóstico e tratamento eficazes não são apenas prioridades clínicas, mas investimentos em bem-estar social e econômico.
Tratamento O tratamento da diabetes deve ser individualizado e frequentemente requer a atuação conjunta de médicos, enfermeiros, nutricionistas, educadores em diabetes e, quando necessário, psicólogos. O manejo inclui: educação em saúde, mudanças no estilo de vida, monitorização regular da glicemia, controle de fatores de risco cardiovascular (pressão arterial, lipídios), imunizações (quando indicadas) e acesso a medicamentos seguros e eficazes — incluindo insulina para quem precisa. A atenção integral também deve contemplar suporte à saúde mental, pois o impacto emocional da doença afeta adesão ao tratamento e qualidade de vida.
O papel das políticas públicas e da sociedade Programas de vigilância, acesso universal a exames básicos, políticas fiscais e regulatórias que promovam alimentos saudáveis, infraestrutura para atividade física e garantia de acesso a medicamentos essenciais são medidas fundamentais para controlar a epidemia de diabetes. Profissionais de saúde, gestores e a sociedade civil devem trabalhar juntos para tornar essas medidas realidade, especialmente em áreas com menos recursos. A data de 14 de novembro — Dia Mundial do Diabetes — é uma oportunidade anual para acelerar ações locais e nacionais.
Mensagem final para leitores Se você tem fatores de risco (ex.: excesso de peso, sedentarismo, histórico familiar, idade avançada), procure avaliações regulares. Se foi diagnosticado com diabetes, siga as orientações de sua equipe de saúde, faça acompanhamento periódico e não subestime a importância da alimentação, do movimento e da adesão ao tratamento. Pequenas ações no dia a dia fazem diferença — e somadas, transformam o panorama de saúde de comunidades inteiras.
Dr. Danilo Carvalho Luciano Médico Endocrinologista e professor do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco
Sobre a Afya A Afya, maior hub de educação e tecnologia para a prática médica no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina e 20 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos.

Novembro Azul: urologista esclarece mitos e verdades sobre o câncer de próstata
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Do exame de toque à hereditariedade, especialista explica por que a prevenção ainda é o melhor caminho e como o tabu pode atrasar diagnósticos
O mês de novembro marca a campanha Novembro Azul, dedicada à prevenção e conscientização sobre o câncer de próstata, o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Mesmo com os avanços no diagnóstico e tratamento, o tema ainda é cercado de tabus e desinformação — o que leva muitos homens a adiar exames essenciais e, em alguns casos, descobrir a doença tardiamente. |
De acordo com o urologista Dr. André Rubez, do Studio Gorga Bem-Estar, a resistência em procurar o médico é um dos maiores desafios da saúde masculina. “Muitos homens ainda associam o exame de toque a constrangimento e deixam de realizar um procedimento que pode salvar vidas. O câncer de próstata tem alta taxa de cura quando diagnosticado precocemente”, afirma o especialista.
Estima-se que o Brasil registre cerca de 72 mil novos casos de câncer de próstata por ano, e boa parte poderia ser identificada em estágios iniciais com a combinação correta de exames e acompanhamento médico. A seguir, o Dr. André esclarece alguns mitos e verdades sobre o tema.
Só precisa fazer os exames preventivos depois dos 50 anos Mito. A recomendação varia conforme o histórico familiar e os fatores de risco. “Homens sem histórico podem iniciar os exames aos 50 anos, mas quem tem parentes de primeiro grau com câncer de próstata deve começar aos 45 ou até antes. A prevenção é a melhor forma de combater o câncer de próstata”, explica o Dr. André. O médico acrescenta que o rastreamento precoce é a chave para reduzir a mortalidade, já que a doença costuma ser silenciosa nas fases iniciais.
O exame de sangue substitui o toque retal Mito. O exame de sangue que mede o PSA (Antígeno Prostático Específico) é um aliado importante, mas não substitui o toque. “Os dois exames se complementam. Há casos em que o PSA está normal, mas o toque revela alterações na glândula”, esclarece o especialista. O toque retal é rápido, indolor e essencial para avaliar o tamanho, a consistência e possíveis nódulos na próstata.
Câncer de próstata é apenas hereditário Mito. Embora o histórico familiar aumente o risco, a maioria dos casos não tem relação com hereditariedade direta. “Fatores como idade, obesidade, síndrome metabólica e sedentarismo também influenciam. Por isso, mesmo quem não tem casos na família deve realizar os exames de rotina”, afirma o urologista.
O câncer de próstata tem cura quando diagnosticado precocemente Verdade. Quando detectado nos estágios iniciais, as chances de cura ultrapassam 90%, segundo o INCA. “O grande problema é que a doença costuma ser silenciosa, assintomática, por isso que recomendamos o rastreamento. Visto que os sintomas, quando aparecem, são sintomas de doença metastática”, alerta o Dr. André.
Atividade física e alimentação equilibrada ajudam na prevenção Verdade. O Dr. André Rubez explica que assim como outras doenças, o câncer de próstata também está associado ao estilo de vida. “Alimentação saudável, além da prática regular de exercícios, ajuda a reduzir o risco do câncer de próstata e de outras doenças crônicas”, orienta o médico.
Homens cuidam menos da saúde Uma verdade, que precisa mudar. De acordo com o Dr. André Rubez, o maior desafio da prevenção ao câncer de próstata é mudar a mentalidade sobre autocuidado masculino. “Muitos homens só procuram o médico quando estão com dor severa ou por insistência da parceira. É preciso entender que prevenção não é sinal de fraqueza, mas de responsabilidade com a própria vida”, reforça. Para o especialista, falar sobre o tema de forma aberta é o primeiro passo para quebrar o tabu. “Quanto mais natural for a conversa sobre saúde masculina, mais cedo os homens vão buscar informação e cuidado. E isso salva vidas”, conclui.
André Rubez é médico urologista do Studio Gorga Bem-Estar. Formado Urologista pela UNICAMP; Preceptor da residência de urologia da UNICAMP; Assistente do serviço de urologia do HRP-UNICAMP; Cirurgia Robótica - Centro Hospitalar de Lisboa Central - Portugal; Mestrando pela urologia UNICAMP

Síndrome do olho seco já atinge 9 em cada 10 jovens, aponta estudo
Problema antes restrito aos mais velhos agora afeta cada vez mais quem vive conectado nas telas e enfrenta rotinas aceleradas, má alimentação e altos níveis de estresse
O olho seco, antes associado ao envelhecimento, tornou-se uma condição cada vez mais comum entre os jovens. Um novo estudo realizado por pesquisadores da Aston University, no Reino Unido, e publicado na revista científica The Ocular Surface, revelou que 90% dos jovens avaliados apresentavam ao menos um sinal clínico da doença. “Os jovens estão cada vez mais afetados pelo olho seco justamente pelo tempo diante de celulares e computadores, o que faz com que pisquem menos e deixem a superfície ocular exposta por mais tempo”, explica o Dr. André Lopes, oftalmologista do IOBH – Instituto de Olhos de Belo Horizonte. |
Além da rotina digital intensa, outros fatores agravam o problema. “A alimentação desequilibrada, o estresse, o consumo de cafeína e o uso de cosméticos — inclusive sabonetes e protetores solares — contribuem para a piora da qualidade do filme lacrimal”, observa o especialista. Segundo ele, até o ambiente tem papel importante: “A poluição e o ar-condicionado, com baixa umidade, favorecem a evaporação precoce da lágrima e aumentam o desconforto ocular.”
Os primeiros sinais exigem atenção. Ardência, vermelhidão e visão turva intermitente indicam que algo não vai bem. “Muitas vezes, o paciente fala em cansaço visual, mas o cansaço pode ser um dos sintomas do olho seco. Ele não é um diagnóstico em si”, esclarece o médico. “Por isso, o ideal é procurar o oftalmologista assim que surgirem os sintomas. Mesmo quadros leves merecem avaliação.”
Ignorar o problema pode trazer consequências sérias. “Sem o tratamento adequado, o paciente pode desenvolver lesões na córnea, o que aumenta o risco de infecções e reduz a acuidade visual”, alerta o Dr. André. “Além disso, há impacto direto na rotina, já que a visão pode ficar instável e causar insegurança nas atividades diárias.”
Os cuidados preventivos passam por hábitos simples, mas eficazes. “Pausar o uso de telas, piscar com mais frequência, manter uma alimentação equilibrada e rica em ômega 3 e ômega 6 são atitudes que ajudam muito”, orienta o oftalmologista. “Esses ácidos graxos participam da camada lipídica da lágrima e evitam sua evaporação precoce. O difícil é manter a constância, mas é fundamental.”
Nos últimos anos, os tratamentos também evoluíram. “Além das lágrimas artificiais, já temos terapias com luz pulsada, que melhoram a secreção da camada lipídica e a qualidade da lágrima”, explica o médico. “Existem ainda antibióticos tópicos que regulam a produção sebácea das pálpebras, colírios em gel para casos graves e suplementação de vitaminas e minerais que fortalecem a superfície ocular.”
Em situações mais severas, a tecnologia das lentes esclerais se mostra uma aliada. “Elas criam uma fina camada de soro fisiológico entre a lente e a córnea, proporcionando hidratação contínua e alívio imediato em olhos extremamente secos”, detalha o Dr. André.
O especialista reforça que o estilo de vida moderno é um dos grandes desafios para a saúde ocular. “O olho seco, na verdade, é um reflexo de vários comportamentos diários. Jovens estressados, que dormem pouco, se alimentam mal e passam horas em ambientes fechados e com ar-condicionado, estão criando o cenário perfeito para o surgimento do problema”, afirma.
A mensagem final é um alerta e um convite à mudança de hábitos. “Se o seu olho está seco e você é jovem, há algo de errado — ou várias coisas erradas — no seu estilo de vida. Melhorar cada um desses aspectos é difícil, mas sempre vale a pena. Os olhos agradecem”, finaliza o Dr. André Lopes, oftalmologista do IOBH – Instituto de Olhos de Belo Horizonte.

Casos de conjuntivite alérgica aumentam na primavera
Estação mais florida do ano eleva a presença de alérgenos e expande casos de irritação ocular, alerta oftalmologista
A primavera, conhecida por suas flores e dias ensolarados, também marca o aumento das alergias oculares. Com o pólen em alta e o ar mais seco, cresce o número de casos de conjuntivite alérgica — uma inflamação da conjuntiva, a membrana transparente que reveste a parte branca dos olhos e o interior das pálpebras. De acordo com o Dr. Pedro Antônio Nogueira Filho, chefe do Pronto-Socorro do H.Olhos – Hospital de Olhos da rede Vision One, esse período exige atenção redobrada com a saúde ocular. |
“Apesar de a primavera ser uma estação agradável, ela traz um aumento expressivo nas queixas de coceira, vermelhidão e irritação nos olhos. Isso acontece porque há uma maior concentração de pólen e outros alérgenos no ar, que desencadeiam a conjuntivite alérgica em pessoas predispostas”, explica o especialista.
A conjuntivite alérgica é uma das alergias oculares mais comuns e pode se manifestar de diferentes formas. Os sintomas variam entre coceira intensa, ardor, lacrimejamento e sensação de areia nos olhos. “Muitos pacientes confundem esses sintomas com os de uma conjuntivite infecciosa, mas o tratamento e os cuidados são diferentes. Por isso, é fundamental buscar avaliação médica para um diagnóstico correto”, alerta o Dr. Pedro.
Segundo o oftalmologista, o aumento de partículas suspensas no ar, como poeira e poluentes, também agrava o quadro. “Além dos fatores naturais da estação, o tempo seco e a poluição urbana contribuem para irritar a mucosa ocular, tornando os sintomas mais incômodos e persistentes”, acrescenta.
Para aliviar os desconfortos e evitar complicações, o Dr. Pedro Antônio Nogueira Filho recomenda adotar medidas simples no dia a dia. “É importante manter os ambientes bem ventilados, evitar coçar os olhos e higienizar as mãos com frequência. Compressas frias e colírios lubrificantes ajudam bastante, mas o uso de qualquer medicamento deve ser orientado por um oftalmologista”, ressalta.
O médico também reforça a importância de não se automedicar. “Muitas pessoas recorrem a colírios com corticoides por conta própria, o que pode trazer sérios riscos à visão. Esses medicamentos só devem ser usados sob prescrição médica, pois o uso inadequado pode causar efeitos colaterais graves, como o aumento da pressão intraocular”, adverte.
Com quase um mês desde o início da primavera, o movimento nos prontos-socorros oftalmológicos já mostra crescimento. “Neste período, observamos um aumento considerável na procura por atendimento por alergias oculares. O ideal é que o paciente procure orientação assim que surgirem os primeiros sinais, evitando que o quadro se agrave”, afirma o Dr. Pedro.
Ele conclui destacando que prevenir é sempre o melhor caminho. “Proteger os olhos da exposição excessiva ao vento e à poeira, manter a hidratação adequada e usar óculos de sol com proteção UV são atitudes simples que fazem toda a diferença. Com cuidados básicos, é possível aproveitar a primavera sem desconfortos e com a saúde ocular em dia”, finaliza o Dr. Pedro Antônio Nogueira Filho, chefe do Pronto-Socorro do H.Olhos – Hospital de Olhos da rede Vision One.

Diabetes e doenças vasculares elevam riscos de amputação de pernas e pés
Últimos levantamentos do Ministério da Saúde, analisados pela Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (SOBRASP), apontam um quadro alarmante: as amputações de membros inferiores provocadas pelo diabetes seguem em patamar elevado no país. Em 2023, o SUS registrou 11.326 procedimentos. Somente no primeiro semestre de 2024, outros 5.710 casos já foram contabilizados. |
Essas amputações são, em grande parte, resultado de uma complicação conhecida como “pé diabético” – condição que causa úlceras e infecções nos pés devido a problemas de circulação e danos nos nervos. Se não tratada a tempo, pode levar à perda de parte do membro.
Segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF), o Brasil tem hoje 16 milhões de pessoas entre 20 e 79 anos com diabetes, ficando atrás apenas de países como China (148 milhões de registros), Índia (89,8 milhões), Estados Unidos (38,5 milhões), Paquistão (34,5 milhões) e Indonésia (20,4 milhões). No mundo, são 589 milhões de casos, o que equivale a 1 em cada 9 pessoas. Em 2024, o Brasil já registrou 111 mil mortes relacionadas ao diabetes.
Complicações graves-neuropatia e má circulação: Uma das complicações mais graves do diabetes é a neuropatia diabética, condição que causa danos nos nervos, principalmente nas pernas e nos pés. Esse problema pode comprometer diversas funções do corpo e, em casos mais avançados, levar a quadros graves como úlceras, infecções e até amputações.
Os sintomas são variados e muitas vezes difíceis de identificar no início. Entre os mais comuns estão:
· Perda de sensibilidade nos pés, mãos e pernas;
· Dores intensas e formigamento, com sensação de queimação, especialmente à noite;
· Fraqueza muscular e dificuldade de coordenação;
· Desconforto extremo ao toque, como dor ao sentir o peso de um lençol;
· Problemas digestivos, como azia, inchaço, indigestão, diarreia ou prisão de ventre;
· Tonturas ao se levantar, causadas pela queda de pressão arterial;
· Alterações na sudorese, como suor em excesso ou pele extremamente seca;
· Disfunções urinárias e sexuais;
· Dificuldade em perceber sinais de hipoglicemia (queda de açúcar no sangue);
· Complicações cardiovasculares, com impactos nos vasos sanguíneos e no coração.
A neuropatia diabética é progressiva e precisa de diagnóstico precoce e tratamento adequado para evitar que evolua para quadros irreversíveis.
Outro agravante é a Doença Vascular Periférica (DVP), que dificulta a circulação do sangue nos membros inferiores. Essa condição é provocada pelo acúmulo de gordura nas artérias, que leva ao estreitamento do vaso sanguíneo, impedindo sua circulação, o que pode resultar em possíveis derrames, infartos e amputações. Diabetes, pressão alta, colesterol e triglicerídeos elevados, tabagismo e histórico familiar de doença cardiovascular são alguns dos fatores de risco.
Sintomas comuns e sinais de alerta - Tanto a neuropatia quanto a DVP podem apresentar sintomas como:
· Sensação de queimação nos pés (frequentemente confundida com calor do ambiente);
· Feridas que não cicatrizam;
· Formigamento ou dor intensa;
· Pele seca ou com rachaduras;
· Frieza nas pernas e pés;
· Tonturas, especialmente ao se levantar.
Como se prevenir? O controle rigoroso da glicemia é a principal forma de prevenir essas complicações. Especialistas recomendam:
· Monitorar a glicose regularmente;
· Manter uma alimentação saudável;
· Controle de peso;
· Examinar os pés todos os dias;
· Muito cuidado ao cortar as unhas e ao retirar cutículas. Estes atos podem resultar em inflamações importantes;
· Usar hidratantes para evitar rachaduras;
· Cuidar das unhas e evitar andar descalço;
· Beber bastante água;
· Praticar fisioterapia, com foco em equilíbrio, força e estímulos sensoriais.
“O avanço do diabetes e de suas complicações, como o pé diabético e a doença vascular periférica, exige atenção imediata do sistema de saúde. A Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (SOBRASP) alerta para o impacto dessas condições na segurança do paciente, especialmente devido ao alto número de amputações evitáveis”, ressalta a mestre vascular membro da SOBRASP, Ana Terezinha Guillaumon.
A entidade destaca que ações preventivas, diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo são essenciais para preservar a integridade física dos pacientes, reduzir riscos e evitar desfechos graves.
Para a médica, promover um cuidado seguro e humanizado é mais do que importante — é urgente. “É preciso que os profissionais de saúde tenham um diálogo claro com os pacientes, explicando a doença, seus sintomas e riscos com palavras simples, de fácil entendimento. Por exemplo: alertar para cuidados alimentares, utilizar sapatos macios e confortáveis e a importância da higiene dos pés e na região interdigital. Essa é a chave para garantir qualidade de vida e evitar complicações graves associadas ao diabetes”. E complementa: “Estamos diante de um cenário crítico, e é fundamental que tanto a população quanto os órgãos públicos de saúde estejam atentos a essa doença, que avança de forma silenciosa e rápida. Hoje, o diabetes não afeta apenas idosos. Cada vez mais, vemos crianças e jovens entrando nessas estatísticas alarmantes. Por isso, as famílias precisam redobrar a atenção com a alimentação e os hábitos dos seus filhos, para que eles não façam parte desses números no futuro”.
Para a médica, o Brasil necessita de políticas públicas e eficazes. “Precisamos de uma agenda positiva que enfrente o diabetes com a seriedade — porque, infelizmente, ainda há muito desconhecimento e descaso em torno de uma condição que pode ser muito preocupante quando negligenciada”, ressalta a médica.

Covid-19, corticoide e osteonecrose: especialista alerta sobre importância de diagnóstico precoce
A pandemia da Covid 19 acabou há alguns anos, mas os impactos indiretos da Covid-19 continuam a se manifestar na população. Um que vem chamando a atenção de cirurgiões de quadril é o aumento de casos de osteonecrose da cabeça femoral. |
Esta condição, caracterizada pela morte do tecido ósseo em razão da redução ou interrupção do fluxo sanguíneo local, acomete com maior frequência adultos entre 20 e 50 anos e costuma se manifestar com dor na região do quadril, rigidez e dificuldade para caminhar ou realizar atividades cotidianas.
Segundo o Dr. Fábio Elói, cirurgião de quadril e oncologista ortopedista, são sintomas frequentemente confundidos com problemas musculares ou com sinais naturais do envelhecimento. Por isso, a doença vem sendo diagnosticada tardiamente.
Os corticoides e a pandemia “Na pandemia da Covid 19, o uso de corticoides foi frequentemente utilizado no tratamento de casos graves, por sua potente ação anti-inflamatória. No entanto, o uso prolongado ou em altas pode ser um dos fatores de risco para o desenvolvimento da osteonecrose”, explica o Dr. Fábio.
Isso porque os corticoides alteram o metabolismo lipídico e podem favorecer a formação de micro êmbolos de gordura, que bloqueiam a microcirculação sanguínea dentro do osso. Além disso, prejudicam a função das células ósseas e reduzem a capacidade de regeneração do tecido.
Risco trombótico Além da medicação, há suspeita de que a própria infecção pelo coronavírus contribua para este crescimento de casos de osteonecrose, revela o especialista.
“Estudos indicam que o vírus provoca um estado pró-trombótico, ou seja, uma tendência à formação de coágulos, que pode levar à obstrução dos pequenos vasos, responsáveis pela irrigação da cabeça femoral. Somado ao uso de corticoides e períodos prolongados de imobilidade durante a doença, o risco aumenta consideravelmente.”
Detecção precoce A osteonecrose pode evoluir de forma silenciosa por meses ou até anos, o que dificulta o diagnóstico precoce. Em muitos casos, o desconforto inicial é leve e intermitente, levando o paciente a adiar a busca por ajuda médica. Quando não identificada e tratada nas fases iniciais, a doença pode progredir até o colapso da articulação, causando dor intensa e limitação funcional importante.
“Os principais sinais de alerta incluem dor profunda na virilha, no quadril ou na parte interna da coxa, com piora ao caminhar, subir escadas ou permanecer em pé por longos períodos”, explica o Dr. Fábio.
Para a confirmação do diagnóstico, o médico poderá solicitar exames de imagem complementares, como ressonância magnética, radiografias e tomografias, que auxiliarão a avaliar o grau de comprometimento da articulação.
Tratamentos e novas abordagens O tratamento dependerá do estágio da doença. Nos casos iniciais, medicamentos serão utilizados para melhorar a circulação sanguínea local, fisioterapia e descompressão óssea, um procedimento cirúrgico minimamente invasivo, que alivia a pressão dentro do osso.
“Nos casos avançados, quando há colapso da cabeça do fêmur e destruição da articulação, a artroplastia total do quadril, que é a colocação de uma prótese, pode ser necessária para restabelecer a mobilidade e aliviar a dor.”
Atenção aos sinais e prevenção Estima-se que cerca de 20 mil novos casos de osteonecrose sejam diagnosticados anualmente no Brasil, sendo o quadril a região mais afetada. Em até 80% dos pacientes, ambos os lados são comprometidos, o que agrava o impacto sobre a qualidade de vida.
A osteonecrose pode atingir pessoas jovens e ativas, reduzindo drasticamente sua capacidade de locomoção e produtividade. Por isso, é essencial ficar atento a dores persistentes no quadril e evitar a automedicação. O diagnóstico precoce aumenta muito as chances de tratamento menos invasivo.
O Dr. Fábio Elói é cirurgião de quadril e oncologista ortopedista, doutor em Oncologia pela Fundação Antonio Prudente - AC Camargo Cancer Center, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT, da Associação Brasileira de Oncologia Ortopédica e da Sociedade Brasileira de Quadril

Ondas de frio no Brasil: cuidados para prevenir gripes e resfriados
O que são as ondas de frio? As ondas de frio são fenômenos meteorológicos caracterizados por uma queda brusca e significativa da temperatura, que pode durar de alguns dias a semanas. Esses eventos climáticos ocorrem principalmente devido à entrada de massas de ar polar, que se deslocam do sul do continente e avançam sobre o território brasileiro. |
Durante essas ondas de frio, nosso organismo precisa se adaptar rapidamente às mudanças de temperatura, o que pode comprometer temporariamente nosso sistema imunológico. Isso porque o ar frio e seco resseca as mucosas do nariz e da garganta, que são nossa primeira linha de defesa contra vírus e bactérias.
Além disso, o frio faz com que os vasos sanguíneos se contraiam, reduzindo o fluxo de células de defesa para as vias respiratórias.
Diferença entre gripe e resfriado: aprenda a identificar É comum confundir gripe e resfriado, mas existem diferenças importantes entre essas duas condições que podem ajudar no diagnóstico correto e no tratamento adequado.
Conhecer essas diferenças é fundamental para saber quando buscar ajuda médica, portanto, veja mais a seguir!
Sintomas da gripe A gripe é uma infecção viral mais severa, causada pelo vírus influenza. Seus sintomas de gripe incluem:
· Febre alta (acima de 38°C) que surge repentinamente;
· Dores musculares e articulares intensas;
· Dor de cabeça forte;
· Fadiga e fraqueza extrema;
· Calafrios;
· Tosse seca e persistente;
· Dor de garganta;
· Congestão nasal.
Sintomas do resfriado O resfriado é uma infecção viral mais leve, geralmente causada por rinovírus. Seus sintomas mais comuns são:
· Febre baixa ou ausente;
· Congestão nasal intensa;
· Coriza com secreção clara;
· Espirros frequentes;
· Dor de garganta leve;
· Tosse leve;
· Fadiga mínima;
· Raramente causa dores musculares.
Portanto, a principal diferença é que a gripe costuma ter um início súbito com sintomas mais intensos, enquanto o resfriado se desenvolve gradualmente com sintomas mais brandos.
Seis dicas para se proteger durante as ondas de frio 1. Mantenha-se aquecido Durante as ondas de frio, é fundamental manter o corpo aquecido. Use roupas em camadas, dando preferência a tecidos que conservem o calor corporal como lã e algodão. Não se esqueça de proteger as extremidades como mãos, pés e cabeça, pois são áreas por onde perdemos mais calor corporal.
2. Hidratação em dia O frio pode diminuir nossa sensação de sede, mas a hidratação continua sendo essencial. Beba bastante água, chás mornos e sopas. Uma hidratação adequada ajuda a manter as mucosas respiratórias úmidas e fortalece nossa defesa natural contra vírus e bactérias.
Além disso, evite bebidas alcoólicas em excesso, pois o álcool pode interferir no sistema imunológico.
3. Imunidade forte e alimentação balanceada Uma alimentação rica em vitaminas e minerais é muito importante durante as ondas de frio. Consuma alimentos ricos em vitamina C (frutas cítricas, acerola, kiwi), vitamina D (peixes, ovos, lácteos), zinco (carnes, sementes, castanhas) e antioxidantes (frutas vermelhas, vegetais folhosos).
Sopas e caldos quentes também são ótimas opções, não apenas porque aquecem o corpo, mas também fornecem nutrientes essenciais e hidratação.
4. Tenha uma higiene respiratória Lave as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos, especialmente antes das refeições e após usar o transporte público. Use álcool em gel 70% quando não for possível lavar as mãos. Evite tocar o rosto, principalmente boca, nariz e olhos. Cubra a boca e o nariz com o cotovelo ao tossir ou espirrar.
5. Preze por ambientes ventilados Mesmo durante o frio, é importante manter uma boa ventilação dos ambientes. Abra janelas por alguns minutos várias vezes ao dia para renovar o ar. Além disso, evite aglomerações em locais fechados e mal ventilados.
Se usar aquecedores, certifique-se de que estejam em bom estado de funcionamento e nunca os deixe ligados durante a noite em quartos fechados.
6. Reduza o estresse e priorize uma boa noite de sono O sono de qualidade é fundamental para o bom funcionamento do sistema imunológico. Procure dormir entre 7 a 9 horas por noite e mantenha horários regulares.
O estresse crônico também pode enfraquecer nossas defesas naturais, então pratique técnicas de relaxamento como meditação, yoga ou exercícios leves. Durante as ondas de frio, evite exercícios intensos ao ar livre muito cedo ou muito tarde.
Quando buscar ajuda médica? É importante saber quando os sintomas requerem atenção médica profissional. Em geral, a recomendação é procurar atendimento médico se apresentar:
· Febre acima de 38,5°C por mais de 3 dias;
· Dificuldade para respirar ou falta de ar;
· Dor no peito;
· Tosse com sangue;
· Sintomas que pioram após uma melhora inicial;
· Sinais de desidratação;
· Confusão mental ou sonolência excessiva.

Perda auditiva é o principal fator de risco modificável para demência, alerta estudo
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Mais de 40% das pessoas acima de 50 anos têm algum grau de deficiência auditiva, e diagnóstico precoce pode reduzir impacto cognitivo
Pouca gente sabe, mas a perda auditiva está diretamente associada ao risco de desenvolver demência. Estudos apontam que a deficiência auditiva é o fator de risco mais importante e modificável para a doença, superando até tabagismo e depressão. De acordo com pesquisas citadas pela Dra. Kátia Virginia, otorrinolaringologista do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco, ela está relacionada a até 8% dos casos de demência no mundo. |
“A deficiência auditiva afeta mais de 40% da população com idade igual ou superior a 50 anos e cerca de 71% dos indivíduos acima de 70 anos. É o fator mais proeminente para demência entre os 12 fatores modificáveis já identificados”, explica a especialista.
A médica destaca que a dificuldade de ouvir impacta diretamente o funcionamento cerebral. “A perda auditiva provoca atrofia em áreas do cérebro responsáveis por processar sons, como o lobo temporal, e causa sobrecarga em outras regiões, que precisam se adaptar para suprir o déficit. Isso leva à sobrecarga cognitiva, acelera o envelhecimento cerebral e aumenta o risco de doenças como Alzheimer”, afirma.
Entre as causas da perda auditiva estão fatores genéticos, infecções durante a gestação, exposição a sons intensos, doenças sistêmicas como diabetes e hipertensão, uso de medicamentos ototóxicos e, principalmente, o envelhecimento natural das células sensoriais. “É importante investigar a audição desde cedo. A triagem auditiva neonatal, obrigatória por lei em todo recém-nascido, conhecida como “teste da orelhinha”, visa rastrear precocemente a perda auditiva e possibilitar intervenção precoce, prevenindo atrasos de linguagem e fala. Nos adultos, a avaliação deve começar a partir dos 40 anos, mesmo sem queixas”, orienta.
Segundo a especialista, os sinais que merecem atenção incluem dificuldade para compreender conversas, aumento excessivo do volume da televisão, isolamento social, irritabilidade, ansiedade e presença de zumbido. “Muitas vezes o paciente passa a responder de forma desconexa, porque não ouviu bem, e acaba se isolando por não conseguir acompanhar interações. Esse isolamento, somado à privação auditiva, acelera ainda mais o declínio cognitivo”, alerta a Dra. Kátia.
O uso de aparelhos auditivos é apontado como uma das formas mais eficazes de reduzir o risco de demência. “O aparelho melhora a comunicação, devolve estímulos sonoros ao cérebro e ajuda a evitar o desgaste cognitivo. Associado à terapia fonoaudiológica, proporciona reabilitação auditiva e melhora significativa da qualidade de vida”, explica.
O diagnóstico precoce é fundamental tanto em crianças quanto em adultos. “Na infância, ele possibilita o desenvolvimento adequado da linguagem e da socialização. Já no idoso, ajuda a prevenir doenças degenerativas, como Alzheimer e Parkinson, e a reduzir problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade”, reforça a médica.
A mensagem final da especialista é clara: “Procure ajuda o quanto antes. A perda auditiva pode ter tratamento mais simples se identificada cedo. Os estímulos sensoriais – visão, audição, tato, olfato e paladar – são vitais para mantermos a qualidade de vida e retardarmos o envelhecimento cerebral. Ignorar a perda auditiva é abrir caminho para o declínio cognitivo precoce”, finaliza a Dra. Kátia Virginia, otorrinolaringologista do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco.

Câncer de pele: como identificar e qual tratamento?
O câncer de pele é resultado do crescimento desordenado de células anormais na derme ou epiderme, as camadas da pele. A origem dos tumores se dá a partir de mutações que fazem com que as células da pele se multipliquem rápida e desordenadamente. O câncer de pele é o mais frequente no Brasil e, em mulheres, o de mama fica em segundo lugar. |
O que é o câncer de pele e quais os tipos da doença? O câncer de pele é uma doença que ocorre por causa do desenvolvimento anormal das células da pele: elas se multiplicam repetidamente até formar um tumor maligno. Mas essa é uma doença que tem cura, se descoberta logo no início.
Existem alguns fatores de risco que podem potencializar o desenvolvimento do câncer:
• Histórico familiar de câncer de pele.
• Pele e olhos claros, com cabelos ruivos ou loiros.
• Pessoas que trabalham frequentemente expostas ao sol, sem a proteção adequada.
• Exposição prolongada e repetida ao sol na infância e na adolescência.
É fundamental destacar que a exposição ao sol é importante para a saúde, mas é preciso ter cuidado com o excesso. Quando seus raios ultravioleta (tipo B) atingem as camadas mais profundas da pele, eles podem alterar suas células e provocar envelhecimento precoce, lesões nos olhos e até essa doença.
Existem três tipos de câncer de pele: • Carcinoma Basocelular: Esse é o tipo mais comum, que começa nas células basais, que produzem novas células da pele conforme as antigas morrem. Normalmente, é caracterizado por um nódulo de cera branco ou uma mancha escamosa marrom em áreas que estão expostas ao sol.
• Carcinoma Espinocelular: Segundo tipo mais recorrente, que normalmente ocorre em razão da presença de células escamosas na camada mais superficial da pele (epiderme).
• Melanoma: O melanoma é o tipo mais raro de câncer e tem origem nas células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele. Pode surgir em qualquer área do corpo humano.
Como identificá-lo? Para identificar sinais que possam indicar o desenvolvimento da doença existe um exame chamado de “ABCD”, que é feito a partir da observação das características de manchas e pintas para verificar se existem sinais que possam corresponder a câncer.
Os sintomas mais comuns da doença são pintas que: • Aumentam de tamanho.
• Coçam ou sangram.
• Mudam de cor.
• Têm formato irregular.
Além disso, existem alguns tumores que podem ter aspecto de lesões tipo verrugas, nódulos sobrelevados e avermelhados e manchas mais ásperas. Essas lesões devem ser sempre investigadas, especialmente se surgirem de repente, demoram mais de 4 semanas para cicatrizar e/ou apresentam aumento de tamanho ou sangramento.
Qual o tratamento para o câncer de pele? As boas notícias são que a maioria dos cânceres de pele são diagnosticados no início e o principal tratamento consiste em cirurgia para retirada de lesão ou pinta.
Em alguns casos, especialmente nos de melanoma, além da cirurgia da própria lesão, pode ser indicada a retirada de alguns gânglios (linfonodos) próximos à lesão.
Nas situações em que a cirurgia não for possível, pode ser utilizada a radioterapia para auxílio do tratamento. Já quando o tumor não é mais localizado e apresenta metástases, existem tratamentos com quimioterapia e imunoterapia, a depender do tipo de câncer.
Fonte: Dr. Alexandre Kataoka, Cirurgião Plástico. Perito concursado da Secretaria da Justiça de São Paulo – Instituto de Medicina Social e Criminologia do Estado de São Paulo. Membro Efetivo da Câmara Técnica em cirurgia plástica – CFM. Conselheiro Responsável da Câmara Técnica do Cremesp. Coordenador da Comunicação do Cremesp.

Setembro Dourado alerta para importância do diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil
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Saiba como reconhecer os principais sinais e sintomas das doenças
O câncer infantojuvenil é a principal causa de morte entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Com o objetivo de disseminar mais informações sobre o caso, surge a campanha Setembro Dourado, dedicada à conscientização sobre sinais e formas de prevenção. |
Wagner Fujarra, supervisor clínico do Cecan, em Mogi das Cruzes (SP), explica por que o diagnóstico precoce é essencial em casos de câncer entre crianças.
“Como o desenvolvimento do câncer em crianças está associado a mutações genéticas em determinadas células, a prevenção torna-se muito difícil. Por isso, a prioridade é sempre o diagnóstico precoce, tornando as chances de cura maiores”, indica o profissional.
Além disso, Wagner ressalta a importância da disseminação de informações que ajudem os responsáveis a identificarem os principais sinais das doenças. “É importante que os pais saibam reconhecer os sintomas para ter tempo de realizar o diagnóstico precoce, e impedir que a doença se espalhe”, alerta. Tipos de câncer mais comuns entre crianças Leucemia Linfótica Aguda (LLA) • O que é: câncer que afeta os glóbulos brancos do sangue, responsáveis pela proteção do organismo da criança. Quando diagnosticada e tratada cedo, as chances de cura são de mais de 80%.
• Faixa etária: comum na infância, representando cerca de 30% dos casos.
• Sinais e sintomas: palidez, cansaço, febre prolongada, infecções recorrentes, perda de peso e apetite, manchas roxas, hematomas ou sangramento gengival, aumento de gânglios, dor óssea, irritabilidade e sintomas neurológicos. Tumor de Wilms • O que é: câncer que afeta o funcionamento dos rins.
• Faixa etária: comum entre 2 e 3 anos.
• Sinais e sintomas: aumento do volume abdominal, sangue na urina, pressão alta e dor abdominal. Retinoblastoma • O que é: câncer que se origina nas células da retina.
• Faixa etária: comum em crianças menores de 5 anos.
• Sinais e sintomas: brilho ocular (“reflexo do olho de gato”). Linfoma • O que é: acomete os gânglios e órgãos do sistema imunológico das crianças.
• Faixa etária: afeta em maior intensidade crianças menores de 16 anos.
• Sinais e sintomas: aumento de gânglios, suor noturno, febre, perda de peso, palidez, cansaço, manchas roxas, massa abdominal, aumento de vísceras, enjoos, vômitos, intestino preso e dor abdominal.
Neuroblastoma • O que é: tumor sólido que surge fora do cérebro, mais comum nas glândulas suprarrenais e região torácica, afetando os gânglios e órgãos do sistema imunológico.
• Faixa etária: geralmente diagnosticado nos dois primeiros anos de vida.
• Sinais e sintomas: massa palpável no abdômen ou pescoço, perda de peso e apetite, déficit de crescimento, febre, dor óssea, aumento de gânglios, palidez, mal-estar, irritabilidade, fraqueza nas pernas, sintomas oculares, nódulos subcutâneos, obstrução da bexiga e intestino, déficit neurológico. Tumores do Sistema Nervoso Central • O que é: tumores que afetam o cérebro e o sistema nervoso central.
• Faixa etária: a maioria dos casos são de crianças entre 5 e 9 anos.
• Sinais e sintomas: dor de cabeça persistente, enjoos, vômitos, alteração na coordenação motora, distúrbios visuais (visão dupla, estrabismo), déficits neurológicos, convulsões, baixo rendimento escolar, mudanças de comportamento, torcicolo e sinais de pressão intracraniana elevada.

Ceratocone aumenta risco de catarata em jovens
 Uso frequente de colírio com corticoide e progressão da miopia antecipam a cirurgia de catarata. Entenda
Maior causa de transplante de córnea que não para de receber novas inscrições na fila da cirurgia segundo o SNT (Sistema Nacional de Transplantes), o ceratocone afina e faz a córnea tomar o formato de um cone impulsionado, sobretudo, pelo aumento da poluição e aquecimento global. O supervisor de segurança do trabalho, Marcos Nascimento, 34, convive há anos com 5 graus de astigmatismo irregular que lhe causou a doença. Nascimento também tem 22,5 graus de miopia e conta que desde criança não enxerga bem. Usa lente de contato para corrigir a visão desde o início da alfabetização e sofreu muito na escola com a visão curta da miopia. Isso porque, é alto e os professores não permitiam que se sentasse numa carteira próxima à lousa para não atrapalhar a visão dos colegas menores. Há alguns meses foi surpreendido ao ser reprovado no exame de renovação da CNH. “Esta situação é recorrente nos consultórios”, afirma o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier de Campinas. Um levantamento feito nos prontuários de 940 pacientes do hospital com idade entre 22 e 54 anos, mostra que mais da metade só passa por consulta quando vai renovar a CNH ou sente algum desconforto no olho. |
Riscos da alta miopia Como se fosse pouco o ceratocone e a alta miopia nos olhos de Nascimento, aos 14 anos sofreu um descolamento de retina e até pensou que ia ficar cego, comenta. Queiroz Neto que é membro fundador da ABRACMO (Academia Brasileira de Controle da Miopia e Ortoceratologia), explica que um número cada vez maior de brasileiros corre risco de ter descolamento de retina, condição que pode cegar e em muitos casos está associada ao excessivo crescimento do eixo axial do globo ocular provocado pelo abuso de telas que pode predispor à alta miopia. O especialista afirma que é para evitar este risco, o glaucoma e a degeneração macular que os oftalmologistas membros da ABRACMO não se cansam de trabalhar pela conscientização dos pais para controlar o uso de telas pelas crianças e de lentes que comprovadamente diminuem a progressão da miopia. Diagnóstico de catarata Paciente há mais de 10 anos de Queiroz Neto, Nascimento descobriu em uma consulta após ser reprovado no exame da CNH que o grau da lente de contato continuava o mesmo. Mas recebeu o diagnóstico de catarata, doença que embaça o cristalino e pode causar a perda completa da capacidade de enxergar caso não seja operada. O único tratamento para catarata é a cirurgia em que o cristalino opaco é substituído pelo implante de uma lente intraocular. Queiroz Neto afirma que a cirurgia só pode ser realizada quando o ceratocone está estabilizado há um ano. Nos olhos de Nascimento estava estabilizado a mais tempo e em julho deste ano passou pela cirurgia com Queiroz Neto sem uma única intercorrência. “Eu nunca enxerguei tão bem na minha vida! Nunca imaginei que pudesse enxergar tão bem. Não vejo a hora de receber meus óculos.” diz contente. Fatores de risco Queiroz Neto afirma que o diagnóstico de catarata entre jovens com ceratocone é mais comum do que se possa imaginar. Os fatores de risco elencados pelo oftalmologista são:
1. Aumento da produção de radicais livre no cristalino causado pelo enfraquecimento da córnea com a perda dos ceratócitos, células da córnea que se interconectam com outras para produzir o colágeno, substância essencial à integridade da lente externa do olho.
2. Uso frequente de colírios com corticoide para aliviar a coceira nos olhos que eleva o estresse oxidativo e a dispersão das células do cristalino.
3. Maior predisposição à miopia progressiva que aumenta a formação de radicais livres no cristalino. Desafios pré-cirúrgicos “A cirurgia de catarata em olhos com ceratocone requer a detecção do estágio do ceratocone através de exames precisos da curvatura da córnea, grau de astigmatismo, presença ou ausência de cicatrizes na córnea,” salienta. O oftalmologista afirma que olhos com ceratocone moderado ou avançado podem ficar com algum grau residual para evitar risco de visão distorcida, tendo em vista as irregularidades mais acentuadas na superfície da córnea, tendo em vista o trabalho conjunto da lente externa a interna do olho. Seleção da lente intraocular O especialista ressalta que independente do grau do ceratocone as lentes multifocais são contraindicadas para pacientes com ceratocone porque podem causar aberrações visuais além de grau residual. Não quer dizer que a correção da visão para todas as distâncias esteja descartada para esta parcela da população. Há casos de ceratocone que as lentes de foco estendido podem proporcionar bons resultados cirúrgicos. De modo geral as lentes monofocais esféricas representam o padrão para a correção do astigmatismo desde que o cirurgião domine as equações que permitem o cálculo preciso da lente intraocular.
Queiroz Neto ressalta que a cirurgia de catarata em pacientes com ceratocone segue os mesmos padrões de segurança e etapas das cirurgias realizadas nos outros grupos de pacientes, mas exige expertise do cirurgião, finaliza.

Quando os hormônios caem, a pele sente: os efeitos da menopausa na saúde e na estética
A menopausa, fase natural do envelhecimento feminino que geralmente ocorre entre os 45 e 55 anos, vai muito além da interrupção do ciclo menstrual. As mudanças hormonais que marcam esse período, sobretudo a queda acentuada nos níveis de estrogênio, provocam impactos significativos na saúde da pele, afetando sua textura, firmeza, hidratação e viço. |
Segundo estimativas do IBGE, aproximadamente 30 milhões de mulheres no Brasil estão na faixa etária do climatério e da menopausa, o que corresponde a 7,9% da população feminina. No entanto, apenas cerca de 238 mil receberam diagnóstico por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Por outro lado, a revista científica Climacteric aponta que 82% das brasileiras nessa faixa etária apresentam sintomas que afetam diretamente sua qualidade de vida.
A Dra. Samara S. O. Kouzak, médica dermatologista, especialista em dermatologia clínica e estética avançada, e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que o estrogênio desempenha papel fundamental na manutenção da estrutura e função da pele. Com a queda hormonal, há uma perda acelerada de colágeno – cerca de um terço nos primeiros cinco anos após o início da menopausa – o que provoca flacidez, afinamento da pele e o surgimento de rugas. Nos anos seguintes, esse declínio continua a uma taxa de cerca de 1 a 2% ao ano, agravando gradualmente os sinais do envelhecimento cutâneo.
Além disso, ocorrem alterações nas fibras elásticas da pele, resultando em perda de elasticidade e aumento das rugas. A barreira cutânea torna-se mais frágil, o que reduz a capacidade da pele de reter água, contribuindo para sintomas como ressecamento, coceira, sensibilidade e redução do turgor. Outra manifestação bastante comum são os episódios de flushing – ondas de calor intenso e vermelhidão no rosto e no pescoço – provocados por dilatação súbita dos vasos da pele.
Principais cuidados com a pele na menopausa Para amenizar esses efeitos, a Dra. Samara destaca a importância de adotar uma rotina de cuidados adaptados para essa fase da vida. “Além de alimentação balanceada, boa hidratação, prática regular de atividades físicas e sono de qualidade, é essencial contar com orientação profissional para uma rotina dermatológica personalizada. O uso de hidratantes potentes, protetor solar, antioxidantes e produtos que promovam a renovação celular pode fazer toda a diferença na manutenção da saúde e da beleza da pele”, recomenda.
Em relação à terapia de reposição hormonal (TRH), a médica observa que, embora ela não seja aprovada exclusivamente para fins dermatológicos, estudos indicam que ela pode contribuir para melhorar a densidade do colágeno na derme, especialmente quando iniciada precocemente. “Há evidências de que a TRH com estrogênio pode restaurar os níveis de colágeno e desacelerar a progressão da flacidez nos anos seguintes. No entanto, a reposição hormonal deve ser cuidadosamente indicada, considerando os antecedentes pessoais e familiares, como histórico de trombose ou câncer, que contraindicam o uso”, alerta.
Para pacientes que não podem ou não desejam fazer reposição hormonal sistêmica, alternativas tópicas como o uso géis ou cremes com estrogênio em baixas doses ou derivados vegetais (fitoestrogênios) vêm sendo estudadas. Ainda que promissoras, essas opções carecem de evidência científica robusta para indicações dermatológicas, quando o papel da dermatologia estética cresce em importância.
Tratamentos estéticos como aliados A Dra. Samara também destaca os avanços da dermatologia estética como importantes aliados na manutenção da qualidade da pele e preservação da autoestima durante a menopausa. “Procedimentos como a aplicação de toxina botulínica para suavizar rugas, preenchimentos com ácido hialurônico para restaurar sustentação e hidratação da pele, além de bioestimuladores de colágeno injetáveis, contribuem significativamente para devolver firmeza e elasticidade à pele, não só do rosto, mas também do pescoço, colo, braços e outras áreas do corpo”, explica.
Tecnologias como lasers fracionados, ultrassom microfocado e radiofrequência são especialmente eficazes no estímulo à produção de colágeno e na melhora da espessura e sustentação da pele, combatendo a flacidez e promovendo uma aparência mais jovem e saudável.
A dermatologista reforça que o acompanhamento dermatológico é fundamental para definir as melhores estratégias de cuidado em cada caso. “A pele da mulher na menopausa merece atenção redobrada. Com orientação adequada e um plano de tratamento individualizado, é possível atravessar essa fase com autoestima, conforto e bem-estar”, conclui. Sobre a Dra. Samara S. O. Kouzak: médica dermatologista graduada pela Universidade de Brasília, especialista em Dermatologia Clínica e Estética Avançada. Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e diretora técnica e co-fundadora da Clínica Derma Advance.
Insta: https://www.instagram. com/dermaadvance/
Site: https://dermaadvance. com.br/

Dor no peito: Conheça o problema cardíaco que ataca principalmente mulheres
Pacientes podem ter exames cardíacos normais e ainda sofrer risco grave; saiba como identificar e tratar a tempo
Mais de 932 mil pessoas morreram no Brasil, em 2024, por causas relacionadas à saúde, violência ou acidentes. As doenças do coração ocupam o topo da lista, sendo responsáveis por mais de 237 mil óbitos, segundo dados do Painel de Monitoramento da Mortalidade, do Ministério da Saúde. |
Agora, um novo exame para avaliação de angina microvascular está disponível no Brasil, e o Hospital São Marcelino Champagnat, de Curitiba (PR), é um dos pioneiros na realização. “É comum atendermos pacientes com dor no peito ou isquemia causada por obstrução nas grandes artérias, algo que conseguimos diagnosticar e tratar por meio do cateterismo. No entanto, há um percentual significativo de pacientes, principalmente mulheres, que apresentam artérias normais, mas cujo problema está na microcirculação, formada por artérias microscópicas que não são visíveis no cateterismo e que podem sofrer obstruções capazes de causar dor no peito”, explica a cardiologista Sarah Fagundes.
Cerca de 70% dos pacientes com esse problema são mulheres, o que está diretamente relacionado a fatores anatômicos, hormonais e meniscos fisiopatológicos distintos que envolvem Disfunção microvascular e alteração da vasorreatividade. “Alterações nos níveis de estrogênio, comuns após a menopausa, afetam o equilíbrio da vasodilatação arterial. Doenças autoimunes e processos inflamatórios crônicos — mais prevalentes entre as mulheres — também comprometem o endotélio e a reatividade dos vasos. Além disso, as artérias femininas, em geral mais finas e tortuosas, podem dificultar a circulação sanguínea”, destaca a cardiologista.
Quando fazer o exame A investigação da angina microvascular deve ser considerada pelo médico em pacientes com sintomas típicos de angina ou equivalentes anginosos, ou ainda em casos de isquemia identificada por exames como cintilografia do miocárdio, ecocardiograma de estresse ou ressonância magnética, mas sem evidências de obstruções nas principais artérias coronárias.
No check-up, esse exame não é indicado. “Nem todos os pacientes precisam realizá-lo. A prioridade inicial é avaliar as grandes artérias coronárias, pois elas representam a causa mais comum de angina (dor no peito) e isquemia (falta de circulação sanguínea). Somente quando estão normais e os sintomas persistem é que se justifica investigar a microcirculação, um processo mais detalhado e, muitas vezes, invasivo”, ressalta Sarah.
Diferenças no tratamento após o diagnóstico Confirmar o diagnóstico é fundamental para direcionar o tratamento e melhorar o prognóstico. Sem a identificação correta, é comum que os pacientes tenham múltiplas internações e se submetam a repetidos cateterismos sem alterações relevantes, enquanto a causa real dos sintomas está na microcirculação.
O tratamento inclui medicamentos específicos para a disfunção microvascular, aliados ao controle rigoroso de fatores de risco cardiovascular, como hipertensão, dislipidemia (colesterol alto), diabetes e obesidade. A prática regular de atividade física e mudanças no estilo de vida são pilares essenciais para melhorar a função endotelial e a saúde das artérias.
“Tratar a causa exata, e não apenas os sintomas, é a chave para reduzir as crises de dor no peito e prevenir complicações futuras”, reforça a cardiologista do Hospital São Marcelino Champagnat. Sobre o Hospital São Marcelino Champagnat O Hospital São Marcelino Champagnat faz parte do Grupo Marista e nasceu com o compromisso de atender seus pacientes de forma completa e com princípios médicos de qualidade e segurança. É referência em procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade. Nas especialidades destacam-se: cardiologia, neurocirurgia, ortopedia e cirurgia geral e bariátrica, além de serviços diferenciados de check-up. Planejado para atender a todos os quesitos internacionais de qualidade assistencial, é o único do Paraná certificado pela Joint Commission International (JCI).

Abacate é poder: fruta versátil que nutre, protege e surpreende
Rico em gorduras boas, fibras e vitaminas, alimento é aliado do coração, do intestino e até da beleza
Por muito tempo evitado por quem associava seu alto valor calórico ao ganho de peso, o abacate hoje é reconhecido como um dos alimentos mais completos e funcionais da alimentação saudável. Considerado um verdadeiro “superalimento”, ele se destaca por seu perfil nutricional único e por reunir benefícios que vão da saúde cardiovascular à beleza da pele e dos cabelos. |
A fruta é fonte de gorduras monoinsaturadas, especialmente o ácido oleico, que ajuda no controle do colesterol e na proteção do coração. Também é rica em fibras, que promovem saciedade e regulam o funcionamento do intestino. Além disso, o abacate concentra vitaminas como E, C, K e as do complexo B, associadas à imunidade, ao metabolismo energético, à saúde óssea e à ação antioxidante.
“O abacate oferece uma combinação poderosa de nutrientes. Ele ajuda a equilibrar a pressão arterial, melhora a sensibilidade à insulina e ainda contribui para a prevenção de doenças inflamatórias e cardiovasculares. É um alimento completo, seguro para todas as idades e que pode ser incluído na rotina de forma prática”, afirma a nutricionista e professora do curso de Nutrição do UNINASSAU - Centro Universitário Maurício de Nassau Recife, campus Boa Viagem, Jussara Pessôa.
Por ter baixo índice glicêmico, a fruta é uma excelente opção para diabéticos. Em crianças, colabora para o crescimento saudável. Já em idosos, pode auxiliar na saúde intestinal e no controle da pressão arterial. E os benefícios não param por aí: a presença de antioxidantes e vitamina E atua na hidratação e elasticidade da pele, além de fortalecer os cabelos.
Apesar de todos os pontos positivos, a especialista reforça a importância da moderação. Por ser calórico, o consumo exagerado pode levar ao ganho de peso. A porção ideal gira em torno de duas a quatro colheres de sopa por refeição, variando conforme a necessidade energética de cada pessoa.
Não há um horário certo para incluir o abacate na alimentação. Ele pode aparecer no café da manhã, em lanches, no almoço ou jantar. Amassado no pão com azeite e sementes, batido com leite vegetal e cacau ou servido em cubos nas saladas e guacamole, são muitas as formas de consumir.
Alguns mitos ainda cercam o alimento, mas são facilmente desmentidos por dados científicos. “É mito dizer que o abacate engorda ou faz mal ao fígado. O que engorda é o excesso calórico da dieta como um todo. Também não é verdade que ele só combina com receitas doces, e muito menos que pessoas com diabetes não podem consumir. Pelo contrário, ele ajuda no controle glicêmico”, explica Jussara.
Já o caroço e a casca não são recomendados para consumo humano, apesar de conterem compostos antioxidantes. Por segurança e digestibilidade, o uso mais indicado é em compostagem e jardinagem, evitando o desperdício e promovendo sustentabilidade.
Com sabor suave, alta densidade nutricional e versatilidade na cozinha, o abacate mostra que está longe de ser apenas uma tendência, é um alimento potente, acessível e que pode transformar a saúde de forma simples e eficaz.

Colesterol alto pode ser descoberto na visão mesmo sem sintomas
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Manchas nas pálpebras e alterações na retina podem revelar riscos silenciosos à saúde, alerta oftalmologista
Hoje, dia 8 de agosto, é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Colesterol — uma data que chama atenção para os perigos do acúmulo de gordura no sangue, geralmente associado a doenças cardiovasculares. Mas o que pouca gente sabe é que o colesterol alto também pode afetar diretamente os olhos, provocando alterações visíveis nas pálpebras e silenciosas dentro da retina. |
Sabe aquela manchinha amarelada próxima ao canto dos olhos, que parece inofensiva e que muita gente trata apenas como uma questão estética? Pode ser mais do que isso. “O xantelasma é um acúmulo de gordura e colesterol sob a pele, que aparece nas pálpebras e deve servir como um alerta”, explica a oftalmologista Dra. Cristiane Okazaki, gestora da especialidade de plástica ocular do H.Olhos, Hospital de Olhos, da Vision One. Embora muitas vezes indolor e discreto, ele pode estar apontando para um colesterol descontrolado, mesmo quando os exames parecem normais.
Além do xantelasma, outras alterações podem aparecer dentro do olho, sem que o paciente perceba de imediato. “O colesterol alto pode provocar oclusões vasculares na retina, que são bloqueios nos vasos por placas de gordura e podem causar perda súbita da visão. Também pode gerar exsudatos — depósitos amarelos que indicam vazamento dos vasos e aparecem em doenças como retinopatia hipertensiva ou diabética”, explica a médica do H.Olhos.
Os exsudatos são um sinal de que algo não vai bem nos vasos da retina. “Eles se formam quando o colesterol alto danifica as paredes dos vasos sanguíneos, facilitando o extravasamento de lipídios e proteínas. Isso causa edema e pode comprometer a visão se não for tratado”, afirma Okazaki.
A retina, que funciona como um filme sensível à luz dentro dos olhos, é altamente vascularizada — por isso, qualquer alteração no sangue pode afetá-la diretamente. Segundo a oftalmologista, o colesterol elevado está associado a uma série de doenças oculares, como o xantelasma palpebral, o arco senil precoce (um anel esbranquiçado ao redor da córnea), oclusões vasculares da retina, exsudatos e, em casos mais graves, até neuropatia óptica isquêmica, que pode causar perda irreversível da visão.
“Em algumas situações, a pessoa só descobre que está com o colesterol alto porque apareceu um problema visual”, alerta a Dra. Cristiane. “Visão embaçada por edema na retina, perda súbita da visão ou o surgimento do xantelasma podem ser os primeiros sinais clínicos do descontrole lipídico, completa a oftalmologista.”
Mesmo quem não tem queixas visuais deve ficar atento. “O xantelasma, por exemplo, não desaparece sozinho, mesmo com o colesterol controlado. Ele pode ser removido cirurgicamente, mas seu aparecimento deve ser encarado como um marcador de risco cardiovascular. Estudos mostram que pessoas com xantelasma têm mais chance de infarto e AVC, mesmo com exames normais de colesterol”, alerta a médica do H.Olhos.
A boa notícia é que o exame oftalmológico pode identificar precocemente essas alterações. “Durante a consulta, conseguimos observar o xantelasma externamente, o arco senil com o uso da lâmpada de fenda, e as alterações vasculares ou exsudatos no fundo do olho, por meio do mapeamento de retina. Em casos de oclusão vascular, o paciente costuma procurar o consultório com perda visual repentina”, explica a Dra. Cristiane.
Outros fatores de risco, como hipertensão, diabetes, sedentarismo, tabagismo e obesidade, também aumentam a probabilidade de surgimento dessas lesões oculares. “O colesterol não afeta só o coração. Ele deixa marcas visíveis — nos olhos e na nossa saúde geral”, reforça a oftalmologista.
A principal recomendação para quem já tem diagnóstico de dislipidemia — nome técnico para o desequilíbrio nos níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue — é manter acompanhamento regular com cardiologista e oftalmologista. “Mesmo sem sintomas, é fundamental controlar os níveis de colesterol e triglicerídeos, ter uma alimentação saudável, praticar atividade física e parar de fumar. Além disso, fazer exames oftalmológicos periódicos ajuda a detectar precocemente essas alterações silenciosas”, orienta a Dra. Cristiane Okazaki, do H.Olhos.

Diabetes infantil pode ser desencadeada por estresse? Entenda os gatilhos emocionais da doença
Estresse pode atuar como fator de risco em crianças predispostas; assunto ganhou repercussão graças ao filho de Marília Mendonça, que usa sensor para monitorar doença
Aos 5 anos, o filho da cantora Marília Mendonça, Léo, utiliza um sensor de glicose para controlar a diabetes tipo 1, diagnosticada aos dois anos, pouco após a morte da mãe. O assunto ganhou repercussão nesta semana e despertou o debate sobre o impacto dos fatores emocionais na qualidade de vida de adultos e crianças. Embora a causa seja genética, especialistas afirmam que episódios de estresse podem antecipar o surgimento da doença em indivíduos predispostos. |
“O estresse não provoca a doença, mas pode precipitar os sintomas ao alterar o sistema imunológico e a resposta hormonal. O que muitas famílias chamam de ‘diabetes emocional’ é, na verdade, uma coincidência temporal. A condição já estava se desenvolvendo silenciosamente, mas só foi percebida após um evento marcante. O diagnóstico acaba sendo associado a esse momento”, explica a endocrinologista pediátrica Mônica Gabbay, cofundadora da health tech G7med.
O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune que geralmente se manifesta na infância ou adolescência. Atualmente, o Brasil ocupa a terceira posição mundial em número de casos de diabetes entre crianças e adolescentes de até 19 anos, com 92,3 mil diagnosticados, atrás apenas de Índia e Estados Unidos.
O país também aparece na sexta posição global em número de casos entre pessoas de 20 a 79 anos, com 16,6 milhões de adultos diagnosticados. Os números são do Atlas da Federação Internacional de Diabetes (IDF) de 2025.
Como a doença age? No diabetes tipo 1, o sistema imunológico ataca e destrói as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção da insulina — hormônio essencial para que a glicose presente no sangue entre nas células e seja usada como fonte de energia. Sem insulina suficiente, o açúcar se acumula na corrente sanguínea, provocando hiperglicemia.
Nas crianças pequenas como o filho da cantora, os sintomas podem passar despercebidos ou serem atípicos como irritabilidade, prostração, assadura de fraldas, sede excessiva.
O diabetes tipo 1 pode evoluir rapidamente para uma complicação grave chamada cetoacidose diabética — condição em que o corpo, sem acesso à glicose, passa a queimar gordura como fonte de energia, gerando substâncias tóxicas que causam desidratação, vômitos, confusão mental, dificuldade respiratória e até coma.
A médica explica, ainda, que o tratamento do diabetes tipo 1 exige um controle da glicemia, aplicações diárias de insulina, ajustes na alimentação e acompanhamento médico contínuo. O apoio psicológico também é essencial, tanto para o paciente quanto para sua família, já que o impacto emocional do diagnóstico e as mudanças na rotina podem comprometer a adesão ao tratamento e a qualidade de vida.
“Nosso maior desafio ainda é o diagnóstico precoce. Quanto mais cedo a doença for identificada e tratada, menores as chances de complicações graves. Por isso, é fundamental que pais, professores e profissionais de saúde estejam atentos aos sinais de alerta e busquem orientação médica diante de qualquer suspeita”, reforça a endocrinologista.
Sobre Mônica Gabbay Médica Endocrinologista Pedíatrica; Pós-Doutora em Endocrinologia pela UNIFESP; Professora Afiliada da UNIFESP; Coordenadora do Ambulatório de Bombas de Insulina do Centro de Diabetes da UNIFESP; Cofundadora e Diretora Educacional do G7med.

Dor de cabeça pode ser problema de visão? Saiba como identificar os sinais
Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, mais de 140 milhões de brasileiros sofrem com dores de cabeça – e em muitos casos, a causa pode estar nos olhos
Você sente dor de cabeça com frequência e já tentou de tudo, mas ainda não descobriu a causa? Pois saiba que o problema pode estar nos seus olhos. A dor de cabeça, também conhecida como cefaleia, é um dos sintomas mais comuns entre os brasileiros e pode ter diversas origens. Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, mais de 140 milhões de brasileiros sofrem com o problema, e o que muita gente não imagina é que alterações oculares estão entre os principais gatilhos. E nem sempre é preciso ter um problema grave na visão para isso acontecer. |
“Erros de refração não corrigidos ou corrigidos de forma inadequada, uso excessivo de telas, olho seco, presbiopia, estrabismo, inflamações oculares e até doenças autoimunes podem provocar dores de cabeça”, explica o Dr. Leopoldo Ribeiro, oftalmologista do H.Olhos, Hospital de Olhos da Rede Vision One.
O especialista alerta que os sintomas nem sempre são fáceis de identificar como oculares, o que torna o diagnóstico ainda mais desafiador. “É comum o paciente sentir dor ao redor ou dentro dos olhos, notar uma perda momentânea de parte da visão, enxergar pontos cintilantes, ter lacrimejamento, sensibilidade à luz e até visão dupla”, detalha o médico do H.Olhos.
Entre os principais vilões estão os erros refrativos – como miopia, astigmatismo e hipermetropia –, especialmente quando os óculos estão com a receita desatualizada ou são usados de forma errada. O esforço excessivo para enxergar pode levar à fadiga visual e, consequentemente, à dor de cabeça. Outro fator importante é a chamada presbiopia, popularmente conhecida como “vista cansada”, que costuma aparecer a partir dos 40 anos.
Para quem passa muitas horas em frente ao computador ou ao celular, o alerta é ainda maior. “O uso excessivo de telas exige esforço visual constante e exposição prolongada à luz azul, o que contribui diretamente para o surgimento de dores de cabeça de origem ocular”, ressalta o Dr. Leopoldo.
Segundo o médico, essa exposição prolongada também está associada ao agravamento do olho seco — uma condição em que há redução na produção de lágrimas ou má qualidade da lubrificação ocular —, outro fator importante na origem da cefaleia.
Outro ponto que costuma gerar dúvida é a diferença entre a enxaqueca clássica e a ocular. “A enxaqueca ocular geralmente dura menos tempo e está ligada a espasmos nos vasos sanguíneos da retina. Ela pode provocar pontos cegos, flashes de luz ou distorções nas imagens. Já a enxaqueca comum pode durar até 72 horas e vem acompanhada de dor pulsátil em um dos lados da cabeça, náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som”, diferencia Ribeiro.
Muitas pessoas têm dúvidas sobre quando procurar um oftalmologista. O ideal, segundo o Dr. Leopoldo, é não esperar a dor se tornar constante. “Assim que os primeiros sintomas aparecerem, o paciente deve buscar avaliação oftalmológica. A consulta pode identificar causas visuais que muitas vezes passam despercebidas”, orienta o oftalmologista do H.Olhos.
O exame oftalmológico completo vai muito além do teste de visão tradicional. “Avaliamos a acuidade visual, a necessidade de correção com lentes ou óculos, o reflexo pupilar, a motricidade ocular (a movimentação dos olhos), a superfície ocular, a pressão intraocular e o fundo de olho”, explica o Dr. Leopoldo.
E engana-se quem pensa que o problema atinge apenas adultos. Crianças e adolescentes também podem sofrer com dores de cabeça causadas por questões oculares, especialmente pela exposição excessiva a telas e erros refracionais não diagnosticados.
Além de manter as consultas oftalmológicas em dia, algumas medidas simples ajudam a evitar esse tipo de dor. “É fundamental garantir boa iluminação ao ler ou trabalhar, fazer pausas visuais a cada hora, manter-se bem hidratado e usar os óculos ou lentes com a prescrição correta”, finaliza o Dr. Leopoldo Ribeiro, oftalmologista do H.Olhos, Hospital de Olhos da Rede Vision One.

Um mal crescente e silencioso: conheça os perigos da hepatite, como diagnosticar e se prevenir
O Julho Amarelo alerta para prevenção contra essa que já é a segunda doença infecciosa a causar mais mortes em todo planeta
O Julho Amarelo ganha ainda mais importância neste ano na luta contra a hepatite, que já é a segunda doença infecciosa a causar mais vítimas fatais no mundo, atingindo 1,3 milhão de mortes anuais, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). |
No Brasil, a luta contra as hepatites B e C é uma prioridade de saúde pública e o Ministério da Saúde instituiu com o Programa Brasil Saudável, em 2024, a eliminação das hepatites virais como meta a ser alcançada até 2030. Estima-se que em 2022, 254 milhões de pessoas viviam com hepatite B e 50 milhões com hepatite C.
“A hepatite A é uma doença, que costuma se resolver em poucas semanas, conferindo imunidade para o resto da vida em seguida - é geralmente tratada com hidratação, remédios para dor e para enjoo. Já as hepatites B e C na maioria das vezes se apresentam como doenças crônicas e silenciosas”, explica Pedro Martins, Infectologista, Mestre em Pesquisa Clínica em Doenças Infecciosas e Professor da Afya Educação Médica.
“As hepatites B e C podem passar anos sem manifestar nenhum sintoma. Durante esse tempo, há uma crescente inflamação das células do fígado. A longo prazo, essa inflamação pode causar a cirrose, mesmo nos pacientes que não consomem bebidas alcoólicas. A cirrose é uma condição irreversível, que pode causar insuficiência hepática (mal funcionamento do fígado). Em estágios mais avançados, a pessoa pode precisar de um transplante de fígado. No pior cenário, os vírus podem propiciar o surgimento de câncer de fígado (Carcinoma Hepatocelular)”, acrescenta.
A cirrose e o carcinoma hepatocelular são duas das principais causas de morte em decorrência das hepatites virais. Para combater a disseminação desta doença, é indispensável o acesso da população à informação para a prevenção, o diagnóstico e o tratamento. Além da importância da testagem para impedir a evolução, é preciso conhecer as formas de infecção e evitá-las. Além disso, para alguns tipos de hepatites também existem vacinas específicas.
Conheça as características de cada hepatite: – Hepatite A: diretamente relacionada principalmente às condições de saneamento básico e de higiene e também a relações sexuais. É uma infecção leve e que se cura sozinha na maioria dos casos. Existe vacina para a hepatite A.
– Hepatite B: atinge maior proporção de transmissão por via sexual e contato sanguíneo. A melhor forma de prevenção é a vacina, associada ao uso do preservativo.
– Hepatite C: tem como principal forma de transmissão o contato com sangue. Não existe vacina ainda.
– Hepatite D: ocorre apenas em pacientes infectados pelo vírus da hepatite B. A vacinação contra a hepatite B também protege de uma infecção com a hepatite D.
– Hepatite E: transmitida por via digestiva (transmissão fecal-oral). A hepatite E não costuma se tornar crônica, porém, mulheres grávidas que forem infectadas podem apresentar formas mais graves da doença.
A Hepatite A possui transmissão fecal-oral, ou seja, a infecção ocorre a partir do contato de materiais contaminados com fezes com a boca. Isso pode acontecer no consumo de água ou alimentos contaminados ou durante o sexo, quando houver contato da boca com o ânus. Já a transmissão das Hepatites B e C ocorre a partir de contato com sangue contaminado ou durante o sexo, complementa Martins.
Cuidados com a hepatite C A hepatite C tem gerado preocupação especial nos últimos anos e é considerada hoje a maior epidemia da humanidade, com cinco vezes mais incidência que a AIDS/HIV². Dados do Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais do Ministério da Saúde mostram que entre os casos notificados, entre 2020 e 2023, 40,6% são referentes à hepatite C. “De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, cerca de 520 mil pessoas têm a doença, mas ainda sem diagnóstico e tratamento.” Até 2022, cerca de 150 mil pessoas já tinham sido diagnosticadas, tratadas e curadas da hepatite C3.
Na luta contra a propagação, a Roche Diagnóstica, referência em inovação e excelência em doenças infecciosas, lançou recentemente o teste HCV Duo, capaz de reduzir em quatro semanas a janela imunológica para diagnóstico da doença. O exame possui detecção dupla, conseguindo constatar além dos anticorpos, o antígeno do vírus da hepatite C, que são os componentes estruturais reconhecidos pelo sistema imunológico.
Com a automação dos equipamentos cobas® e 402 / e 801, o ensaio Elecsys® HCV Duo inova ao realizar detecção dupla, ou seja, identifica os anticorpos e também os antígenos do vírus da Hepatite C. O antígeno core do HCV, bem como os anticorpos para o HCV, podem ser identificados simultaneamente a partir de uma única amostra de sangue. O resultado do teste é calculado automaticamente pelo analisador, com a possibilidade do laboratório obter também a diferenciação, já que os resultados individuais do antígeno e anticorpo são acessíveis aos laboratórios.

Dia Mundial da Saúde Ocular: Saiba como proteger seus olhos

Pesquisa da OMS mostra que quase metade das deficiências visuais poderia ser evitada. Entenda
Ontem, quinta-feira, 10 de julho, foi celebrado o Dia Mundial da Saúde Ocular para alertar sobre cuidados que podem diminuir o risco de complicações nos olhos. Pesquisa da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostra que 2,2 bilhões de pessoas no mundo têm deficiência visual. Dessas, pelo menos 1 bilhão poderiam ser evitadas com tratamento correto. Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier, diretor executivo do Instituto Penido Burnier e membro do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) a maioria das doenças oculares passam despercebidas no início, devido à plasticidade da visão e à nossa capacidade de adaptação às mudanças. Pior: doenças como degeneração macular, retinopatia diabética, retinopatia hipertensiva e glaucoma não param de crescer. É urgente, portanto, a implementação de mudanças nos hábitos para reduzir os fatores de risco dessas doenças: hiperglicemia, hipertensão arterial e dislipidemia. |
As recomendações do oftalmologista para manter a saúde ocular são: 1. Consultas anuais para adultos e jovens que tenham diabetes, hipertensão arterial colesterol alto e astigmatismo que podem que funcionar como gatilhos de graves doenças oculares. As doenças detectadas logo no início tem melhores resultados.
2. Crianças recém-nascidas devem ter os olhos examinados a cada 6 meses até a idade de 3 anos para repetir o “teste do olhinho”. Queiroz Neto esclarece que doenças congênitas como a catarata, glaucoma, retinoblastoma, retinopatia da prematuridade e toxoplasmose nem sempre dão sinais no primeiro exame realizado na maternidade. Em bebês também é comum o canal lagrimal entupir e causar desconforto., pontua. 3. Atenção ao estrabismo natural até os quatro meses porque os olhos estão em desenvolvimento. Quando o desvio persiste após 6 meses pode sinalizar ambliopia, diferença importante de refração entre os olhos que requer a oclusão do que tem melhor visão para permitir o desenvolvimento do outro olho. Antes de iniciar o processo de alfabetização deve retornar à consulta para verificar se tem miopia, hipermetropia ou astigmatismo 4. Incentive as atividades ao sol Queiroz Neto afirma que as novas gerações têm mais propensão à miopia que se tornou epidêmica no mundo pela falta de exposição ao sol e excesso de telas. Por isso, a recomendação é expor as crianças durante 2 horas/dia à radiação ultravioleta. O descanso das telas, observa, fortalece as ligações entre as fibras de colágeno da esclera, parte branca do olho, diminuindo desta forma o crescimento axial do olho, maior entre míopes.
5. Evite coçar os olhos para não contrair ceratocone doença que fragiliza a córnea e é uma importante causa de transplante. Levar a mão aos olhos também pode contaminar a superfície com vírus e bactérias e desencadear conjuntivite ou ceratite (inflamação na córnea) 6. Não compartilhe e dispense a maquiagem e as lente de contato caso se tornem desconfortáveis após o compartilhamento. Estes itens são individuais e intransferíveis pontua o oftalmologista. Isso porque, cada pessoa tem uma flora bacteriana e a divisão com a amiga pode antecipar o vencimento de ambos. O sinal de maquiagem vencida é a alteração na cor ou cheiro. Das lentes de contato o desconforto ao usar.
7. Proteja os olhos no sol e esportes: Os óculos de sol precisam filtrar 100% da radiação ultravioleta (UV) emita pelo sol que aumenta em 60% o risco de contrair catarata de acordo com vários estudos. Os traumas nos esportes podem causar glaucoma, traumas superficiais na córnea que diminuem a acuidade visual e até perfurações que podem levar à perda da visão. Nove em cada 10 acidentes são causados por falta de proteção. 8. Limpe a borda das pálpebras com um cotonete embebido em xampu infantil que é neutro e não causa ardência caso toque a superfície do olho. Além de ficar livre de blefarite (inflamação crônica das pálpebras), elimina o risco de calázio, terçol e evita o olho seco por proteger. Usar colírio por conta própria pode causar complicações graves. São sinais de emergência importantes enxergar manchas escuras, cegueira momentânea e enxergar muitas moscas.

Gastrite: o que colocar no prato e o que tirar de vez
Nutricionista explica como a alimentação pode aliviar os sintomas e prevenir as crises
A gastrite é uma inflamação na mucosa do estômago que pode afetar diretamente a qualidade de vida de quem convive com ela. Os sintomas vão desde desconforto persistente na parte superior do abdômen, queimação, dor na “boca do estômago”, enjoo e perda de apetite, até casos mais graves com vômito com sangue ou fezes escurecidas. Segundo o nutricionista e professor do curso de Nutrição da UNINASSAU Olinda, Henrique Gouveia, os sinais variam de acordo com a causa do problema e podem ser confundidos com outras condições, como refluxo ou gastroenterite. Por isso, o ideal é procurar um profissional de saúde para um diagnóstico preciso. |
Embora a alimentação não seja a causa direta da gastrite, ela desempenha um papel importante no agravamento ou no alívio dos sintomas. “Certos alimentos atuam como gatilhos para algumas pessoas, podendo intensificar as crises. Uma dieta desequilibrada não é, por si só, a origem da gastrite, mas pode ser um fator decisivo no agravamento dos sintomas. Por isso, ajustar a refeição é parte essencial do cuidado com o estômago”, afirma Henrique.
Na lista de alimentos que devem ser evitados a todo custo, o nutricionista destaca o álcool, o café em excesso, bebidas gaseificadas, alimentos picantes, frutas ácidas como laranja e abacaxi, frituras e itens ricos em gordura, como hambúrgueres, bacon e embutidos. Sobremesas industrializadas, bolos, tortas, chocolates e sorvetes também merecem atenção, pois costumam ter altas concentrações de açúcar e gordura, o que sobrecarrega ainda mais o estômago. Além disso, temperos industrializados como alho e cebola em pó, curry, mostarda e pimentas devem ser evitados, pois podem irritar a mucosa gástrica inflamada.
Por outro lado, o que entra no prato pode ser tão importante quanto o que sai dele. Durante uma crise, a recomendação é adotar uma dieta leve, com alimentos de fácil digestão, como proteínas magras, frutas menos ácidas, vegetais cozidos e grãos integrais. Mas o cuidado não deve ser restrito apenas aos momentos de desconforto. “Se a pessoa ainda não segue essas orientações fora das crises, é essencial que comece a mudar seus hábitos alimentares. Isso é fundamental para evitar novas crises e proteger o estômago a longo prazo”, ressalta o nutricionista.
A forma como as refeições são realizadas também influencia na saúde digestiva. Pequenas porções distribuídas ao longo do dia, sem longos períodos de jejum, ajudam a manter o estômago em equilíbrio. Após comer, é importante evitar deitar-se imediatamente e priorizar refeições caseiras, preparadas com alimentos minimamente processados. Frutas, vegetais, leguminosas, ovos, azeite de oliva, aves e pequenas quantidades de carne vermelha devem ser incluídos de forma equilibrada no cardápio. “Algumas especiarias naturais, como o gengibre, a cúrcuma, o orégano e o manjericão, podem ser aliadas no alívio dos sintomas, graças às suas propriedades anti-inflamatórias”, destaca o professor.
Henrique Gouveia faz ainda um alerta importante sobre o uso de medicamentos: tratar a gastrite apenas com remédios, sem mudar a alimentação, pode comprometer a eficácia do tratamento. Ele explica que, embora o uso de antiácidos, protetores gástricos ou antibióticos seja necessário em muitos casos, especialmente quando há infecção pela bactéria Helicobacter pylori, a recuperação completa depende também da mudança no estilo de vida. “Negligenciar os ajustes alimentares é um erro comum que pode prolongar o sofrimento do paciente e dificultar a cicatrização da mucosa gástrica”, afirma.
Embora hábitos saudáveis e uma alimentação adequada contribuam significativamente para o alívio dos sintomas, nem sempre são suficientes para reverter a gastrite por completo. O tratamento ideal depende da origem da inflamação, que pode estar associada ao uso prolongado de anti-inflamatórios, excesso de acidez no estômago ou infecções bacterianas. Por isso, o acompanhamento profissional é indispensável.
Para finalizar, o especialista lembra que cuidar da alimentação é também uma forma de autocuidado. “A saúde do estômago não depende apenas do que você come durante uma crise. Ela exige constância, atenção e escolhas conscientes todos os dias”, conclui Henrique Gouveia.

Chegada do inverno marca o aumento de casos de rinite e sinusite
 | A médica otorrinolaringologista Juliana Caixeta alerta que umidade baixa pode ressecar as mucosas do nariz e estimular os sintomas alérgicos, como a rinite alérgica
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 | | A rinite é a inflamação da mucosa nasal, causando sintomas principalmente no nariz, como espirros, coriza e congestão nasal |
A combinação de baixas temperaturas e redução da umidade do ar provocam o ressecamento das vias aéreas, facilitando a entrada de vírus e bactérias |
No dia 20 de junho, começou oficialmente o inverno 2025 no Brasil. As baixas temperaturas e a redução da umidade do ar marcantes nessa estação do ano são fatores agravantes para doenças respiratórias, especialmente asma e rinite. Vale ressaltar que a rinite é uma condição altamente prevalente, chegando a afetar quase 40% da população brasileira. Por isso, nessa época do ano, são necessários cuidados especiais para evitar complicações de saúde, alerta a médica otorrinolaringologista Juliana Caixeta.
“O tempo seco pode causar ou agravar doenças respiratórias devido à baixa umidade do ar, que resseca as vias aéreas e facilita a entrada de vírus e bactérias. Doenças como infecções de vias aéreas superiores, rinite alérgica, bronquite e pneumonia são as que mais levam à procura por atendimento médico nesta época do ano”, afirma Juliana Caixeta.
A médica explica que a umidade baixa pode ressecar as mucosas do nariz e estimular os sintomas alérgicos, como a rinite alérgica. Além disso, a alta circulação de vírus, como o da gripe, aumenta o risco para sinusites virais. O tempo mais frio também favorece aglomerações em ambientes fechados e mal ventilados, o que eleva o risco de transmissão de doenças infectocontagiosas e acúmulo de alérgenos como poeira e ácaros.
Rinite e sinusite são condições inflamatórias relacionadas ao sistema respiratório, mas afetam áreas diferentes. A rinite é a inflamação da mucosa nasal, causando sintomas principalmente no nariz, como espirros, coriza e congestão nasal. A sinusite, também conhecida como rinossinusite, é uma infecção, com sintomas que podem incluir febre, dor facial, dor de cabeça, tosse e secreção nasal espessa.
Os sintomas da rinite são espirros, coriza, congestão nasal, coceira no nariz e olhos, e, em alguns casos, tosse. Já a sinusite é marcada por dor ou pressão facial, secreção nasal purulenta, congestão nasal, tosse, dor de cabeça e, em casos mais graves, febre.
A otorrinolaringologista destaca que a rinite pode evoluir para sinusite, se não tratada adequadamente. “A inflamação nasal pode facilitar a entrada de bactérias e infecções nos seios da face. A obstrução nasal causada pela rinite também pode impedir a drenagem adequada do muco nos seios da face, criando um ambiente propício para infecções.”
O tratamento pode variar dependendo da causa e gravidade dos sintomas. “Em geral, pode envolver repouso, hidratação, descongestionantes nasais, analgésicos, anti-inflamatórios e, em casos de infecção bacteriana, antibióticos. Lavagem nasal também pode ser recomendada para remover o muco. Entretanto, em caso de sintomas persistentes ou agravamento, é crucial consultar um médico para diagnóstico e tratamento adequado”, salienta Juliana Caixeta.
Como se proteger Para se proteger dos males à saúde causados pelo tempo seco e as temperaturas mais baixas, é recomendável se atentar à hidratação, principalmente porque quando está mais frio, é comum ter menos desejo de tomar água. “Beber bastante água ajuda a manter as mucosas hidratadas e a prevenir o ressecamento”, afirma a otorrinolaringologista.
Também é recomendável usar um umidificador de ar para ajudar a aumentar a umidade do ar em ambientes fechados; evitar fumaça, poeira e outros irritantes do ar pode ajudar a proteger as vias aéreas; manter a casa limpa e arejada; higienizar as mãos regularmente, o que pode ajudar a prevenir infecções; e usar soro fisiológico para limpar as narinas e os olhos, para manter as mucosas hidratadas.
É importante ainda evitar permanecer em locais fechados e mal ventilados, especialmente quando esse local estiver com excesso de pessoas; usar máscaras de três camadas quando estiver em transportes públicos; alimentar-se de forma saudável; ter boas noites de sono; manter as vacinas em dia; evitar o hábito de fumar; e também visitar ou receber visitas que estejam com sintomas respiratórios.
Sobre as atividades físicas, é recomendável evitar nos dias muito secos e procurar também praticar longe das vias de grande circulação de carros, devido ao aumento da poluição. É importante também evitar exercícios físicos entre às 10h e 16h, quando a umidade do ar costuma ficar ainda mais baixa.
“E, quando perceber os primeiros sinais de alguma doença respiratória, procure atendimento médico para as devidas orientações de como proceder. No caso de pessoas com doenças respiratórias crônicas, devem consultar um médico para avaliar a necessidade de ajuste na medicação e outras medidas preventivas”, orienta a médica. Estar com as vacinas em dia também pode evitar infecções.
Dicas para amenizar os desconfortos É possível adotar hábitos durante o tempo seco para evitar ou amenizar os desconfortos causados pela baixa umidade relativa do ar. Seguem algumas dicas dadas pela otorrinolaringologista Juliana Caixeta.
· Ingerir bastante líquido.
· Espalhar panos ou baldes com água em ambientes da casa, principalmente no quarto, ao dormir, ou utilizar umidificadores de ar.
· Evitar grandes aglomerações.
· Evitar carpetes ou cortinas que acumulem poeiras.
· Evitar roupas e cobertores de lã ou com pelos.
· Evitar exposição prolongada a ambientes com ar condicionado.
· Manter a casa higienizada, arejada e ensolarada.
· Lavar nariz e olhos com soro fisiológico algumas vezes ao dia.
· Trocar comidas com muito sal ou condimentos por alimentos mais saudáveis.

Gripe e resfriado aumentam casos de conjuntivite
Levantamento mostra que o frio aumentou em 12% a conjuntivite viral este ano e porque a conjuntivite alérgica é maior entre mulheres
Engana-se quem acredita que a conjuntivite acontece só no verão. De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier e membro do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) gripe e resfriado são mais frequentes no outono e inverno funcionam como gatilhos da condição no inverno. Outro fator de risco durante o frio é o ressecamento da lágrima que tem a função de proteger a superfície dos olhos das agressões externas e acontece em 2 mulheres para cada homem. |
Um levantamento nos prontuários do hospital mostra que entre abril e maio do ano o número de diagnósticos de conjuntivite viral no hospital saltou de 48 para 54, um aumento de 12%. O especialista explica que conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, membrana transparente que recobre o globo ocular. “No frio as aglomerações em ambientes pouco arejados facilitam a proliferação de diversas cepas de vírus, entre elas o adenovírus que causa resfriado e o influenza responsável pela maioria dos casos de gripe. Estas duas cepas estão por traz dos casos de conjuntivite viral que ocorrem no frio”, pontua. Contágio Queiroz Neto afirma que a conjuntivite viral é altamente contagiosa e uma importante causa de afastamento do trabalho ou atividades escolares. No inverno, explica, a contaminação dos olhos se dá pelo ducto lacrimal que comunica olhos e nariz, pelas gotículas de espirro ou tosse e através das mãos que são levadas aos olhos após tocar superfícies contaminadas por estas secreções, entre elas, os teclados de computador compartilhados nas empresas, corrimão de escadas, interruptor de luz, bancadas entre outras. Conjuntivite alérgica “No inverno a diminuição da lágrima também aumenta os casos de conjuntivite alérgica decorrentes de uso de cosméticos, maquiagem, cílios postiços e alongamento de cílios”, afirma Queiroz Neto. Outro dia, comenta, atendi uma paciente com extensão de cílios com uma conjuntivite alérgica terrível. Para Queiroz Neto o quadro pode ter sido ocasionado pela cola e detritos de maquiagem que notou nas bordas das pálpebras. “Nossos olhos devem ser higienizados completamente antes de irmos dormir. Nas bordas das pálpebras ficam localizadas pequenas glândulas que respondem pela produção da lágrima e podem ser bloqueadas se a maquiagem não for retirada completamente, pontua. No inverno, salienta, o uso de lente de contato requer cuidado redobrado para manter o conforto dos olhos. Carregar colírio lubrificante sem conservante é crucial para evitar lesões na córnea, orienta. Sintomas e tratamentos “Olhos vermelhos, lacrimejamento, coceira, sensação de corpo estranho, queimação, fotofobia, visão embaçada e secreção viscosa que pode colar as pálpebras ao amanhecer são os sintomas da conjuntivite viral. A única diferença em relação à conjuntivite alérgica é o tipo de secreção que é aquosa nos casos da alérgica”, afirma.
O oftalmologista diz que tanto na conjuntivite viral como na alérgica o tratamento inicial pode ser feito com compressas frias feitas com gaze e água filtrada. “Usar óculos escuros nos ambientes externo também ajuda, mas em geral é necessário instilar colírio anti-inflamatório para acelerar a recuperação da conjuntiva viral, sempre com supervisão do oftalmologista. Isso porque, há vários tipos de anti-inflamatório e a suspensão do colírio não pode ser repentina. “Na conjuntivite alérgica que geralmente é recorrente, a instilação de colírio antialérgico é crucial para conter a coceira que é mais intensa. Coçar ou esfregar os olhos causa astigmatismo que pode evoluir para ceratocone caso o hábito seja mantido. Prevenção As principais recomendações de Queiroz Neto para prevenir a conjuntivite são:
· Lave as mãos sempre que tocar em objetos que foram manipulados por outras pessoas;
· Higienize as mãos com álcool e mantenha um frasco em sua estação de trabalho;
· Não compartilhe produtos de beleza, toalhas de rosto, fronhas ou colírios;
· Interrompa o uso de produtos que causam desconforto nos olhos;
· Sempre lave os olhos em caso de penetração de produtos;
· Lave as esponjas e pinceis de maquiagem logo após o uso;
· Não use água boricada nos olhos. Pode aumentar a irritação;
· Evite ambientes com ar-condicionado quente ou frio direcionado ao seu rosto.

Dia Nacional do Diabetes reforça importância do cuidado com a pele entre os pacientes diabéticos
 | | Foto: Freepik |
Especialista destaca a relação entre a doença e alterações dermatológicas, reforçando a necessidade de atenção redobrada à saúde da pele
No próximo dia 26 de junho, o Brasil celebra o Dia Nacional do Diabetes, uma data dedicada à conscientização sobre essa condição crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Além das já conhecidas complicações cardiovasculares, renais e oftalmológicas, o diabetes também impacta diretamente a saúde da pele, muitas vezes sendo um dos primeiros sinais de alerta da doença.
Segundo o Dr. José Roberto Fraga Filho, dermatologista, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e Diretor Clínico do Instituto Fraga de Dermatologia, as alterações cutâneas estão entre os efeitos mais frequentes do diabetes, justamente porque a doença provoca desequilíbrios importantes em diversas funções do organismo.
“A diabetes é caracterizada por níveis elevados de açúcar no sangue, o que compromete a microcirculação, enfraquece o sistema imunológico, causa desidratação e afeta a sensibilidade da pele devido à lesão nos nervos periféricos”, explica o médico.
Como a pele é o maior órgão do corpo humano, qualquer alteração tende a se tornar perceptível mais rapidamente. Entre os problemas mais comuns estão o ressecamento, infecções fúngicas e bacterianas recorrentes, dificuldade na cicatrização, manchas escurecidas em dobras como pescoço e axilas, e alterações de sensibilidade, especialmente nos pés.
Dr. Fraga Filho destaca que, quando lesões não cicatrizam — especialmente nos pés —, é preciso acender um sinal de alerta.
“A combinação de má circulação e baixa imunidade facilita a entrada de bactérias e pode resultar em infecções graves, com risco inclusive de amputações em casos extremos”, alerta.
Os cuidados diários com a pele devem ser incorporados à rotina dos pacientes diabéticos. O especialista recomenda:
· Banhos rápidos com água morna;
· Uso de sabonetes suaves, sem álcool e sem fragrância;
· Hidratação após o banho com cremes espessos (como os à base de vaselina);
· Secagem cuidadosa das dobras e entre os dedos;
· Atenção redobrada ao corte das unhas dos pés;
· Evitar o uso de calçados apertados.
Durante o inverno, os cuidados devem ser intensificados, já que a tendência a banhos mais quentes pode aumentar o ressecamento e comprometer a barreira de proteção da pele.
Outro ponto crucial é o autoexame da pele, que deve ser feito com frequência. Caso surjam manchas, infecções recorrentes ou feridas que não cicatrizam, é fundamental procurar um dermatologista.
“O maior erro que vejo é o paciente negligenciar sinais importantes e acreditar que as complicações não acontecerão com ele. O acompanhamento multidisciplinar com endocrinologista e dermatologista é essencial para um tratamento eficaz”, reforça o Dr. Fraga Filho.
Neste Dia Nacional do Diabetes, o especialista deixa uma mensagem clara:
“As alterações na pele podem ser o primeiro sinal de que algo não vai bem. O diagnóstico precoce e o cuidado contínuo com a saúde são fundamentais para prevenir complicações e garantir qualidade de vida.”
Fonte: Dr. José Roberto Fraga Filho Médico dermatologista, membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, fundador e Diretor Clínico do Instituto Fraga de Dermatologia.

Doenças respiratórias: entenda as mais comuns e como tratar
 | | Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, esclarece dúvidas sobre o tema |
Com a chegada do inverno e a queda das temperaturas, aumentam os casos de doenças respiratórias, como gripe, resfriado, rinite, sinusite e asma. De acordo com a pesquisa da Planisa, empresa de gestão hospitalar, um levantamento feito em 27 hospitais públicos e filantrópicos do país mostrou que, de janeiro a agosto, as internações causadas por doenças respiratórias aumentaram 27,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior. |
Além disso, segundo dados do Ministério da Saúde, há cerca de 20 milhões de brasileiros asmáticos, entre crianças e adultos e, anualmente, ocorrem 350.000 internações devido a casos mais extremos, sendo a terceira maior causa de hospitalização no Sistema Único de Saúde (SUS).
No Brasil, o dia 21 de junho é marcado como o Dia Nacional do Controle da Asma, um alerta para a importância da prevenção e do tratamento adequado dessas condições.
Segundo o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, a asma é uma das doenças respiratórias crônicas mais prevalentes, afetando cerca de 20 milhões de brasileiros. “A asma é caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas, o que leva a episódios de falta de ar, chiado no peito e tosse. O tratamento adequado e contínuo é essencial para o controle da doença e a prevenção de crises”, explica o especialista.
Além da asma, outras doenças respiratórias se destacam nesta época do ano. A gripe e o resfriado, causados por vírus, apresentam sintomas como febre, coriza, tosse e dor de garganta. A rinite alérgica é uma inflamação da mucosa nasal provocada por alérgenos como poeira, ácaros e poluição. Já a sinusite é uma inflamação dos seios da face, podendo ser viral ou bacteriana, e resulta em congestão nasal, dor facial e secreção espessa.
A prevenção é a melhor estratégia para evitar complicações. De acordo com o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, é fundamental manter a vacinação em dia, especialmente contra gripe e pneumonia, além de higienizar bem as mãos e evitar ambientes fechados e com aglomerações. Manter a casa arejada e livre de poeira e umidade, bem como beber bastante água para garantir a hidratação das vias respiratórias, também são medidas importantes. No caso da asma, seguir corretamente o tratamento prescrito pelo médico, utilizando medicamentos controladores e broncodilatadores quando necessário, é essencial para evitar crises.
“A orientação médica é fundamental para garantir um diagnóstico preciso e o melhor tratamento para cada paciente. O acompanhamento profissional reduz significativamente os riscos de crises e complicações”, ressalta o especialista.
No Dia Nacional do Controle da Asma, o alerta vai além do reconhecimento da doença, reforçando a importância da conscientização e do cuidado contínuo para garantir qualidade de vida aos pacientes. Para mais informações, procure um especialista e adote hábitos saudáveis para manter sua saúde respiratória em dia. Sobre a Carnot Laboratórios A Carnot® Laboratórios é uma empresa focada na pesquisa e desenvolvimento de produtos inovadores para a saúde. Fundada no México há mais de 80 anos, em 1941, a Carnot® é uma empresa empreendedora capaz de gerar medicamentos e tratamentos inovadores, em nichos especializados baseados em pesquisa e tecnologia próprias. O Grupo oferece uma grande variedade de medicamentos especializados em saúde da mulher, dermatologia, pediatria, gastroenterologia, sistema respiratório, sistema nervoso central, entre outros.

Maio Roxo: estomia pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes com DIIs
Campanha de conscientização sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs) informa a respeito dos sintomas e tratamentos, como a estomia
Criada pela European Crohn’s and Colitis Organisation (ECCO) e pela Crohn’s & Colitis Foundation em 2010, a campanha Maio Roxo é dedicada à conscientização das Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs), como a Doença de Crohn e a Colite Ulcerativa. A data foi adotada no Brasil por volta de 2014, com o apoio do Grupo de Estudo das Doenças Inflamatórias Intestinais do Brasil (GEDIIB) e da Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn (ABCD), e seu principal objetivo é informar e apoiar os pacientes que convivem com essas condições, além de aumentar o conhecimento da população, diminuindo o estigma e proporcionando acesso aos cuidados adequados. |
“As Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs) são condições crônicas caracterizadas pela inflamação do trato gastrointestinal. As mais comuns são a Doença de Crohn e a Colite Ulcerativa. Essas doenças podem causar sintomas como dor abdominal, diarreia, perda de peso e fadiga, impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes”, explica Silvia Alves da Silva Carvalho, enfermeira estomaterapeuta focada em doenças inflamatórias intestinais e cuidados com estomias de eliminação.
No Brasil, a prevalência das DIIs alcança cerca de 100 casos para cada 100 mil habitantes no sistema público de saúde. A incidência tem aumentado nas últimas décadas, estima-se que aproximadamente 5 milhões de indivíduos em todo o mundo sejam afetados pelas DIIs, tendo uma maior incidência em adolescentes e adultos na faixa etária de 15 a 40 anos. Segundo Silvia, o tratamento das DIIs pode envolver medicação anti-inflamatória, corticosteroides para controlar surtos agudos, imunossupressores e biológicos para controle a longo prazo e cirurgia. “Em casos de complicações graves, como obstruções intestinais ou perfurações, a remoção de uma parte do intestino ou a realização de uma estomia pode ser necessária”, diz. Estomia é aliada no aumento da qualidade de vida Diagnosticada em 2003 com Doença de Crohn, a enfermeira e embaixadora da Coloplast, Manie de Andrade, vive com uma estomia desde 2015. “Fiz diversos tratamentos que tiveram sucesso apenas por um tempo determinado. Então, no intervalo entre os ciclos de medicamentos tive um quadro mais grave com abscessos, estenose e perfuração intestinal. Foi nesse momento que a estomia chegou na minha vida”, conta.
A estomia é uma cirurgia que cria uma abertura de um órgão para o meio externo do corpo, funcionando como um caminho alternativo para suas funções, como a eliminação das fezes ou urina. Em pacientes com DII, uma estomia pode ser indicada quando a parte afetada do intestino precisa ser retirada ou quando há bloqueios graves, complicações ou risco de perfuração. “Existem diferentes tipos de estomias, como a colostomia e a ileostomia, dependendo da parte do trato gastrointestinal afetada”, esclarece a estomaterapeuta.
Para Manie, mesmo tendo que passar pela adaptação, a estomia foi essencial para que ela voltasse a ter qualidade de vida. “Tenho o diagnóstico de uma forma grave da Doença de Crohn. Quando passei pela cirurgia, eu estava em uma crise muito difícil. Estava tendo dias de dores, depressão e crises de ansiedade. Mal saía de casa. Então, a estomia me proporcionou viver”, admite.
De acordo com Silvia, nos casos de Doenças Inflamatórias Intestinais, a realização de uma estomia normalmente tem um impacto muito positivo na vida do paciente. Porém, a especialista alerta que é fundamental que os pacientes recebam suporte psicológico e orientação adequada sobre cuidados com a estomia para melhor adaptação à nova rotina. “É importante que haja acompanhamento psicológico para lidar com a mudança no corpo e a percepção do autocuidado e também o preconceito social, que infelizmente existe, além de educação a respeito dos cuidados com a estomia, já que a limpeza e a manutenção adequadas são essenciais para evitar complicações”, ressalta.
“Depois da cirurgia, mudei completamente meu estilo de vida. Aprendi que a nutrição era mais do que comer e a musculação mais do que definir os músculos. Ambas têm efeito positivo na minha vida e contribuem com a remissão da doença”, afirma Manie. Atualmente a enfermeira tem uma rotina normal, faz musculação, dança, sai com amigos e constrói relacionamentos como qualquer pessoa. “Uso uma bolsa que tem o tamanho perfeito para mim, com o fechamento em velcro. Por ser super flexível, ela contribui na facilitação de atividades simples como amarrar um tênis, por exemplo. Graças à estomia, posso ter uma vida normal”, conclui. SOBRE A COLOPLAST A Coloplast é líder global no desenvolvimento de produtos e serviços que tornam mais fácil a vida de pessoas com necessidades íntimas de saúde, incluindo cuidados com estomias, retenção urinária, feridas e pele.
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Endometriose afeta mais de 7 milhões de brasileiras e desafia o diagnóstico precoce
Doença causa dores incapacitantes e pode levar à infertilidade; diagnóstico pode demorar até 10 anos
A endometriose é uma doença inflamatória crônica que afeta mais de 7 milhões de mulheres no Brasil, o equivalente a uma em cada dez brasileiras em idade reprodutiva, segundo estimativas do Ministério da Saúde. Apesar de comum, a condição ainda é cercada por desinformação e demora no diagnóstico, podendo levar de sete a dez anos desde o início dos sintomas. A doença é caracterizada pelo crescimento do tecido endometrial fora do útero, atingindo principalmente ovários, bexiga e intestino. |
Os principais sintomas incluem cólicas menstruais intensas, dor durante as relações sexuais, sangramentos irregulares e dificuldade para engravidar. “Não é normal sentir dores constantes e incapacitantes todos os meses. A mulher precisa ser ouvida e investigada com atenção desde os primeiros sinais”, reforçou a ginecologista Cristiane Spíndola, da Pró-Saúde. Segundo a médica, esses sinais ainda são muitas vezes confundidos com questões ginecológicas menos graves, o que atrasa o início do tratamento e afeta diretamente a qualidade de vida das pacientes.
A endometriose também tem impactos profundos na saúde mental das mulheres. “A dor crônica associada à endometriose pode levar à ansiedade, depressão e ao isolamento social. É fundamental olhar para essa mulher de forma integral, com acolhimento e suporte psicológico”, destacou Cristiane. Estudos apontam que a doença pode afetar o desempenho no trabalho, nos estudos e nas relações pessoais, além de comprometer a fertilidade em casos mais graves.
O diagnóstico da doença envolve avaliação clínica ginecológica, exames de imagem como a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e, em alguns casos, ressonância magnética. A biópsia pode ser indicada em situações específicas. O tratamento varia conforme o estágio e os sintomas da paciente, podendo incluir medicamentos para controle da dor, terapia hormonal e, quando necessário, cirurgia para remoção dos focos da doença.
A conscientização e a educação em saúde são ferramentas fundamentais para o diagnóstico precoce da endometriose. A recomendação dos especialistas é que todas as mulheres façam consultas ginecológicas regulares e estejam atentas aos sinais do próprio corpo. “A mulher precisa saber que sentir dor não é normal. Uma cólica menstrual que não melhora com analgésico comum ou que faça a pessoa ir ao hospital, tomar medicação venosa, é preciso ter muita atenção e consultar um profissional”, indicou Cristiane Spíndola.

Maio Verde 2025 destaca a Prevenção e Combate ao Glaucoma: Pesquisa revela panorama da saúde ocular no Brasil e impulsionam campanha educativa
A Campanha “Maio Verde –Prevenção e Combate ao Glaucoma” ganha força, impulsionada por dados de uma pesquisa recente e pela urgência de conscientizar a população sobre essa doença ocular silenciosa que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. |
Em pesquisa conduzida pela Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG) e pela Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO) em 2024, com 1.104 entrevistados em todo o Brasil, revela dados importantes sobre o conhecimento e a percepção da população em relação à saúde ocular e ao glaucoma. O estudo indica que 52,6% dos entrevistados são usuários do SUS, contudo, 44,2% desconhecem que o tratamento para glaucoma é oferecido pelo sistema. Adicionalmente, apesar da recomendação de consulta oftalmológica anual pela natureza assintomática inicial do glaucoma, percebido apenas com perda de visão, 30% dos entrevistados procuram o especialista somente para trocar óculos, reforçando a importância do Maio Verde 2025 para promover exames regulares. Além disso, aponta que 86,8% já ouviram falar em glaucoma, mas 52,5% não distinguem glaucoma de catarata, sinalizando a necessidade de maior esclarecimento. As principais fontes de informação sobre glaucoma são familiares (30,3%) e médicos (27,9%), destacando a responsabilidade médica na divulgação de campanhas educativas. O uso de corticoides pode causar glaucoma, mas apenas 22% dos entrevistados estavam cientes desse risco. Embora incurável, o glaucoma é tratável; entretanto, ao serem questionados sobre tratamentos adequados, 19,8% não souberam indicar nenhum, e 24% mencionaram óculos e exercícios oculares, tratamentos ineficazes para a condição.
Dado o impacto potencial do glaucoma e a necessidade de maior conscientização mostrada pela pesquisa, a SBG intensifica a campanha com materiais educativos para pacientes e oftalmologistas, além de vídeos explicativos. A iniciativa busca informar sobre fatores e risco, sintomas e a importância de exames oftalmológicos para detecção precoce, defendendo o acesso equitativo a serviços oftalmológicos de qualidade, incluindo detecção, diagnóstico e tratamento apropriado. “Estamos empenhados em educar a população sobre o glaucoma e promover a detecção precoce para prevenir a perda de visão irreversível”, afirma o Dr. Emílio Suzuki, presidente da SBG. “A Campanha Maio Verde é uma oportunidade valiosa para disseminar conhecimento e incentivar a participação ativa da comunidade na promoção da saúde ocular.”
O glaucoma, muitas vezes referido como o “ladrão silencioso da visão”, é uma condição ocular progressiva que pode resultar em danos permanentes ao nervo óptico e, eventualmente, levar à cegueira. Sua natureza assintomática nas fases iniciais o torna particularmente perigoso, pois muitos podem sofrer com a doença sem perceber. A pressão intraocular elevada é um fator de risco comum, contribuindo para a lesão do nervo óptico. Dr. Emílio Suzuki enfatiza a importância do diagnóstico precoce para evitar a perda de visão irreversível. “Infelizmente, muitas pessoas não percebem que têm glaucoma até que a doença esteja em estágios avançados”, alerta. “É por isso que exames oculares regulares são fundamentais, especialmente para pessoas com fatores de risco, como idade avançada, histórico familiar de glaucoma, diabetes, pressão arterial elevada, afrodescendentes, asiáticos e míopes”. Durante um exame, o oftalmologista medirá a pressão intraocular, verificará a aparência do nervo óptico e realizará testes complementares para avaliar possíveis danos.
A SBG ressalta que o glaucoma geralmente não apresenta sintomas óbvios nos estágios iniciais. No entanto, à medida que a doença progride, podem surgir sinais como visão embaçada, perda de visão periférica, halos ao redor das luzes, olhos vermelhos, dor ocular e náuseas. Exames oftalmológicos regulares são essenciais para a detecção precoce. Durante os exames, o oftalmologista avalia o paciente e busca por sinais da doença, medindo a pressão intraocular e realizando outros exames complementares. Pacientes já diagnosticados com glaucoma devem seguir a frequência de exames recomendada por seu médico. O Maio Verde 2025 não é apenas uma campanha de informação, mas um movimento em prol da visão. A SBG conclama oftalmologistas, veículos de comunicação, empresas e toda a sociedade a se engajarem ativamente na disseminação do conhecimento sobre o glaucoma. Cada indivíduo tem um papel fundamental na prevenção da cegueira evitável.

Síndrome do pescoço de texto: uso do celular pode adicionar até 27 kg na coluna
Aquela sensação de que o peso do mundo está nas costas, mesmo durante os momentos de relaxamento, pode ter uma explicação. A síndrome do pescoço de texto, tradução livre para o termo em inglês “text neck syndrome”, é uma sobrecarga nas articulações da coluna vertebral e nos músculos da região cervical, causada, normalmente, pela inclinação constante do pescoço ao mexer no celular ou outros aparelhos eletrônicos. |
A má postura ao usar esses aparelhos pode adicionar até 27 kg de peso na coluna. Essa sobrecarga pode causar desde dores nos ombros e pescoço até hérnia de disco. “Além disso, a carga extra pode causar dores na região superior das costas, dor de cabeça, sensação de cansaço e redução da mobilidade do pescoço, quando a pessoa passa a sentir dificuldade de realizar movimentos com a cabeça e pescoço”, explica a professora do curso de Fisioterapia da Universidade Positivo, Christina Cepeda.
A especialista explica que, se não forem tratados, esses problemas físicos podem levar a condições mais graves a longo prazo, principalmente nos discos vertebrais e na coluna cervical. “Essa condição causa problemas de postura corporal e dores crônicas no pescoço e nos ombros, levando a uma redução da qualidade de vida e interferindo no bem-estar do paciente”, revela Christina.
Além das dores crônicas no pescoço e ombros, é fundamental ficar atento a outros sintomas, como sensação de formigamento, dormência ou fraqueza nos braços ou mãos, dificuldade para movimentar o pescoço e dor que irradia para os braços ou costas. “Se algum desses sintomas for persistente por várias horas ou dias, pode ser sinal de algum problema mais grave na coluna”, ressalta.
Como evitar o problema? Para corrigir a postura durante o uso do celular e outros eletrônicos e evitar os impactos negativos, Christina recomenda manter a cabeça erguida e o pescoço reto, sempre colocar o dispositivo móvel em uma altura confortável para evitar a inclinação da cabeça para baixo e fazer pausas regulares para alongar o pescoço e os ombros. “Caso o desconforto permaneça mesmo com esses cuidados, consulte um fisioterapeuta ou ortopedista para detectar e resolver o problema antes que se torne algo mais sério”, finaliza.
De acordo com o coordenador do curso de Educação Física da UP e coordenador técnico da UPX Sports, Zair Candido, é muito importante trabalhar o back line, ou seja, os músculos que fazem a sustentação do corpo. Eles incluem músculos da face, a plantar (sola do pé), o tendão de aquiles, músculos da barriga da perna, posteriores da coxa, quadril, dorsais e intercostais. “Se você tiver uma saúde muscular bacana nessa back line, você vai ter uma qualidade de vida melhor”, aconselha.
Assim, alguns exercícios podem ajudar a mitigar o problema, como ensina o professor:
“Sentado e com a coluna vertebral reta, aproxime o queixo do ombro direito lateralmente, segure por 20 segundos, volte devagar para o centro e, em seguida, aproxime o queixo do ombro direito, segurando por mais 20 segundos. Ainda sentado, faça uma flexão do pescoço, colocando as duas mãos na nuca e segurando para a frente durante 20 segundos. Depois, faça uma hiperextensão da cervical, puxando, elevando o queixo para cima e segurando por 20 segundos. Finalize com circundações da cabeça para os dois lados, o que ajuda a trabalhar a cervical.”
Em seguida, trabalhe a torácica. “Estique os dois braços para cima e procure manter a postura ereta por 20 segundos. Ainda com as mãos esticadas acima da cabeça, e sempre mantendo a coluna reta, faça uma inclinação para a direita e a esquerda, segurando por 20 segundos em cada uma delas. Faça, ainda, uma flexão de tronco para a frente, flexionando um pouquinho os joelhos. Tente fazer um ângulo de 90 graus do quadril e deixar o tronco paralelo com o solo e segure, com os braços esticados, por mais 20 segundos.” Esses são pequenos exercícios básicos para alongar os músculos, mesmo depois de muitas horas no celular ou computador. No entanto, Candido lembra a importância do acompanhamento de um profissional de educação física para manter o corpo em movimento. “É sempre fundamental praticar atividades físicas regularmente e não apenas exercícios básicos de alongamento. É esse movimento frequente que vai realmente ajudar a evitar dores e outros problemas mais graves”, complementa.

Aumento do diabetes piora a visão do brasileiro
Brasil ocupa a sexta posição no mundo em diabetes que aumenta o risco de graves doenças nos olhos
O Brasil tem 16,6 milhões de diabéticos e ocupa a sexta posição mundial de portadores da doença segundo dados da IDF (International Diabetes Federation). O mais grave é que a condição é a quinta maior causa de morte no País e cresce geometricamente há 25 anos. De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier e membro do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) estar acima do peso e o sedentarismo são os principais fatores de risco que impulsionam o diabetes, condição que está associada ao desenvolvimento de graves doenças nos olhos. |
A boa notícia é que a partir deste mês de maio começa a ser comercializado no Brasil o Mounjaro (tirzepatida), injeção subcutânea que controla o diabetes. Como o Ozempic (semaglutida) deve ser aplicada semanalmente para tratar a condição. Queiroz Neto afirma que a diferença entre os dois medicamentos, além do princípio ativo, é a eficácia. Isso porque, explica, embora ambos sejam moléculas sintéticas que se ligam e ativam receptores das nossas células gástricas, uma única molécula do Mounjaro ativa dois receptores - o GIP e o GLP-1, enquanto o Ozempic só ativa o GLP-1. O único problema é que o medicamento também causa maior desconforto gástrico. Sintomas O oftalmologista afirma que não é comum sentir alteração na visão no início do diabetes. Os sintomas mais comuns do diabetes são: sede excessiva, micção frequente, perda de peso e fadiga, mas não acontece com todos. Por isso, quem tem casos na família deve passar por check-up clínico periodicamente. Um simples hemograma pode evitar graves complicações na visão, alterações cardiovasculares, lesões nos nervos, perda de sensibilidade periférica. Retinopatia diabética Queiroz Neto salienta que não basta um bom controle glicêmico para o diabético continuar enxergando. Depende também de quanto tempo convive com a doença. Depois de cinco anos pode surgir edema na mácula, porção central da retina, formação de neovasos no fundo do olho ou depósitos de sorbitol, uma substância que favorece o extravasamento de líquido dos vasos e leva à perda da visão. O tratamento deve ser contínuo, inclui aplicação de laser, injeções antiangiogênicas e cirurgia em casos de hemorragia ou descolamento da retina.
Catarata O especialista esclarece que a repetida hidratação e desidratação do cristalino altera suas fibras, antecipando a formação da catarata, opacificação do cristalino que responde por 49% dos casos de cegueira tratável no Brasil. O único tratamento é a cirurgia em que o cristalino opaco é substituído por uma lente intraocular. “No caso de diabéticos quanto antes o procedimento é feito, melhor”, afirma. Isso porque, a catarata diminui a quantidade de luz azul que chega à retina e a produção de melatonina, hormônio que regula nosso estado de alerta e sono. Resultado – Diabéticos que convivem muito tempo com a catarata ficam estressados pelas noites mal dormidas, ganham peso e maior resistência à insulina. Miopia Queiroz Neto explica que quanto mais alta a glicemia, maior a viscosidade do sangue que provoca miopia. “A viscosidade do sangue geralmente aumenta depois das refeições quando o nível de glicose sobe”, salienta. Nas mulheres, observa, os estrogênios podem fazer a absorção de água pelo cristalino ser maior e isso leva ao aumento da miopia. Períodos prolongados de jejum fazem o cristalino desidratar e a miopia desaparece. Por isso, comenta, antes de prescrever óculos, o oftalmologista verifica se o índice glicêmico está controlado. A dica do médico para manter a estabilidade da refração e glicemia é se alimentar a cada 3 horas, dando preferência aos grãos integrais, verduras e frutas em pequena quantidade. Glaucoma Queiroz Neto afirma que a retinopatia diabética pode ter como reação secundária o glaucoma. Neste caso é caracterizado pela formação de neovasos, menor irrigação sanguínea, inflamações oculares. A dificuldade de escoamento do humor aquoso causa aumento da pressão intraocular e morte de células do nervo óptico.
O especialista ressalta que o glaucoma renovascular tem evolução rápida e o campo visual perdido é irrecuperável. Por isso, é importante que toda pessoa diabética faça exames oftalmológicos anualmente. As alterações oculares que podem cegar geralmente aparecem após 10 anos, mas o tratamento contínuo pode manter a visão até o fim da vida, finaliza.

Dor de ouvido em crianças: erros comuns que podem agravar o quadro
Uso de antibióticos, puxar a orelha e até a utilização de azeite ou leite materno: médica esclarece dúvidas comuns e orienta quais são os cuidados corretos para proteger a saúde auditiva das crianças
A dor de ouvido é uma das queixas mais comuns entre crianças, especialmente em épocas de clima frio, e costuma gerar muitas dúvidas e preocupações entre os pais. Apesar de frequente, esse tipo de dor ainda é cercado por mitos que podem atrapalhar o cuidado adequado. |
“As principais causas da dor de ouvido em crianças são as otites (inflamações ou infecções do ouvido), que podem ser classificadas em dois tipos: otite externa (infecção da pele do canal auditivo externo), geralmente causada por exposição frequente à água em atividades como banhos de mar ou piscina, ou pelo uso inadequado de cotonetes, e otite média (infecção do ouvido médio), que costuma surgir após quadros gripais ou outras infecções respiratórias. No entanto, é importante destacar que nem toda dor de ouvido está ligada a infecções. Existem dores que se originam em outras regiões próximas e irradiam para o ouvido, como o bruxismo, que pode causar disfunção temporomandibular, ou de infecções de garganta e dores dentárias”, explica a Dra. Bárbara Salgueiro, otorrinolaringologista pediátrica do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco.
A exposição frequente à água, como em natação ou banhos prolongados, pode favorecer o surgimento de dor de ouvido, especialmente quando há remoção das barreiras naturais de proteção do ouvido externo. “Isso facilita a entrada de fungos e bactérias, podendo resultar na chamada otite do nadador. Nesses casos, é necessário ter atenção com os hábitos de higiene e prevenção”, comenta a médica.
Um erro comum é o uso de algodão nos ouvidos das crianças, prática que não é recomendada pelos especialistas. “O canal auditivo precisa estar ventilado, e o uso de algodão tende a abafar o local, aumentando a umidade e favorecendo a proliferação de fungos. Da mesma forma, o uso de objetos ou substâncias caseiras, como azeite ou leite materno, deve ser evitado, pois além de não trazerem alívio comprovado, podem agravar o quadro e dificultar o diagnóstico médico”, ressalta Salgueiro.
Alguns sinais devem servir de alerta para os pais e motivar a procura imediata por um otorrinolaringologista. Entre eles, a Dra. Bárbara explica que estão dores que não passam com medicação para dor comum ou que duram mais de 48 horas, febre alta (acima de 38,5°C), inchaço e vermelhidão atrás da orelha, presença de secreção saindo do ouvido, além de alterações no comportamento da criança, como irritabilidade excessiva ou sonolência.
“O tratamento inicial da dor de ouvido pode incluir o uso de analgésicos simples, como paracetamol ou ibuprofeno. Caso a dor persista, é necessária uma avaliação médica, com exame otoscópico, para determinar o tipo de otite e indicar o tratamento adequado, que pode envolver o uso de medicamentos tópicos, anti-inflamatórios ou antibióticos, dependendo da gravidade e do tipo da infecção”, diz a otorrinolaringologista.
A prevenção das dores de ouvido em crianças envolve medidas simples e eficazes. A médica comenta que a principal delas é manter o calendário vacinal em dia, especialmente contra gripes e pneumococos, que estão entre os principais causadores de infecções de ouvido. “Além disso, deve-se evitar o uso de hastes flexíveis para limpar os ouvidos, manter a higiene das mãos, usar máscara em ambientes com risco de contaminação e evitar o contato com pessoas gripadas”, completa a dra.
Muitas vezes, crianças pequenas não conseguem expressar com clareza o que estão sentindo, o que dificulta o diagnóstico precoce. Por isso, os pais devem ficar atentos a sinais como o ato de levar as mãos aos ouvidos, choro persistente, febre e secreções auriculares. Esses comportamentos podem indicar dor de ouvido, mesmo que a criança ainda não consiga verbalizar o desconforto.
Por fim, é importante desmistificar algumas crenças populares. “Nem toda dor de ouvido exige o uso imediato de antibióticos. Em muitos casos, especialmente em crianças maiores de dois anos sem sinais de gravidade, a infecção pode regredir com o uso apenas de analgésicos e observação. Outro mito comum é que a dor de ouvido impede totalmente o contato com a água da piscina, o que não é verdade em todos os casos. Se a infecção for uma otite média, por exemplo, a água da piscina não atinge o ouvido médio. Já na otite externa, o contato com a água deve ser evitado até a resolução do quadro. Também é incorreto afirmar que puxar a orelha é um teste confiável para identificar otite, já que isso pode causar dor apenas em alguns tipos de infecção e não serve como diagnóstico preciso. Por fim, práticas como colocar azeite ou leite materno no ouvido são perigosas e devem ser totalmente evitadas, pois podem agravar a infecção, causar lesões e interferir no diagnóstico médico”, esclarece a Dra. Bárbara Salgueiro.
A dor de ouvido infantil, embora comum, exige atenção e cuidado. “A orientação de um especialista é fundamental para garantir o tratamento adequado e evitar complicações. Ao desconfiar de qualquer sintoma, o melhor caminho é procurar avaliação médica e evitar intervenções caseiras sem respaldo científico”, finaliza a médica do HOPE.

Por que sentimos dores na coluna?
Neurocirurgião da Unimed Araxá comenta sobre esta e outras dúvidas
As dores na coluna estão atualmente entre as principais queixas relatadas nos consultórios médicos. Para o neurocirurgião, Guilherme Augusto Leonel de Magalhães, a explicação é lógica. “As dores na coluna existem desde que o ser humano adotou a posição ereta. Estudos indicam que as dores na coluna estão entre as principais causas de afastamento do trabalho e aposentadoria precoce em todo o mundo, o que levou especialistas a buscar formas de aliviar seus sintomas”, explica. |
Ainda segundo o médico, os tratamentos clínicos evoluíram consideravelmente. Além deles, foram criadas diversas opções cirúrgicas, principalmente na última década. “Se os resultados cirúrgicos, atualmente, são considerados bastante satisfatórios, a indicação cirúrgica, pode-se dizer com toda segurança, ainda se constitui o elemento fundamental no sucesso do tratamento”, ressalta.
Por que sentimos dores de coluna? A coluna vertebral abriga em seu interior a medula espinhal e as raízes nervosas que dão origem aos nervos espinhais, através dos quais o sistema nervoso central se comunica com as estruturas periféricas. Os discos intervertebrais são estruturas de natureza fibrocartilaginosas que separam as vértebras, absorvendo cerca de 70% a 80 % dos impactos na coluna e permitindo movimentos de flexão e extensão, além de inclinação lateral.
Em determinadas circunstâncias, os discos intervertebrais podem comprimir os elementos neurais, mais frequentemente as raízes nervosas e, em alguns casos, até mesmo a medula espinhal. “Essa condição recebe o nome genérico de hérnia de disco, podendo ocorrer em qualquer região da coluna, sendo mais comum na cervical e lombar. Apesar da hérnia de disco ser uma causa comum de dor de coluna, estenoses, infecções, tumores, artroses, osteoporose devem ser consideradas”, destaca Dr. Guilherme.
Com o passar dos anos a coluna naturalmente tende a sofrer anormalidades estruturais e alterações degenerativas que podem ser exacerbadas com o trabalho pesado, obesidade e sedentarismo. Diversos trabalhos demonstram uma forte ligação entre peso corporal, estatura baixa, sedentarismo e dores na coluna. Fatores psicológicos como depressão, distúrbios somáticos, fibromialgia, alcoolismo, divórcio e baixa renda associam-se com dores do tipo crônica. A degeneração do disco é influenciada por algumas profissões, pois o trabalho pesado pode acelerar em até dez anos este processo.
Procure ajuda Doenças de coluna, dores e cirurgias da coluna devem ser avaliadas por um neurocirurgião, desde que este profissional possua capacitação, conhecimento e experiência tanto nos tratamentos clínicos quanto nos tratamentos cirúrgicos, quando indicados. “A cirurgia da coluna vertebral, motivo de medo para vários pacientes devido ao risco de sequelas permanentes, se constitui uma cirurgia rotineira com o risco de todas as outras em geral, desde que bem indicada e realizada por um especialista com experiência na área”, explica o médico.
Toda dor na coluna deve ser bem avaliada para um diagnóstico correto na sua causa. A partir do diagnóstico da causa da dor na coluna, define-se o tratamento, que pode ser conservador — com repouso, medicação analgésica e anti-inflamatória — ou cirúrgico. A fisioterapia deve ser individualizada para cada paciente, incluindo hidroterapia, reeducação postural e pilates. Ela é recomendada tanto no tratamento conservador quanto no pós-operatório. “Quando bem avaliada com um exame neurológico detalhado e tratada corretamente, a dor na coluna tem grande chance de alívio dos sintomas”, finaliza.
 Dr Guilherme Augusto Leonel de Magalhães
Dor nas pernas, inchaço e hematomas? Pode ser lipedema
Do diagnóstico preciso ao tratamento personalizado, tratar o lipedema envolve estilo de vida, tecnologia e ciência para melhorar a qualidade de vida de mulheres com a doença
O lipedema é uma condição inflamatória crônica e progressiva que afeta principalmente as mulheres, caracterizando-se pelo acúmulo anormal de gordura em áreas específicas do corpo, como quadris, coxas e panturrilhas, poupando mãos e pés. Essa gordura, porém, não é apenas localizada, mas uma “gordura doente”, que pressiona vasos linfáticos, sanguíneos e terminações nervosas, causando dor, sensação de peso e dificuldade no emagrecimento. |
A fisioterapeuta dermato-funcional Dr.ª Talita Bessa, especialista em estética corporal e Head do Grupo Clay, explica que a condição é fortemente influenciada por hormônios femininos, como o estrogênio, o que explica seu surgimento em momentos chave da vida da mulher, como primeira menstruação, no uso de anticoncepcionais ou durante a gestação. A doença tem um componente genético significativo e afeta, em sua maioria, a região da cintura para baixo. “O lipedema é uma gordura doente. O adipócito, que é a célula de gordura, cresce desordenadamente, às vezes chegando a centímetros, e comprime vasos linfáticos, sanguíneos e terminações nervosas”, explica.
Embora frequentemente confundido com obesidade ou celulite, o lipedema é uma doença distinta, e sua visibilidade aumentou nas últimas décadas. Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu oficialmente o lipedema como uma condição médica, e em 2022, a doença foi incluída na Classificação Internacional de Doenças (CID-11), um avanço crucial para o diagnóstico e tratamento adequados.
No entanto, no Brasil, a adoção da CID-11, que inicialmente estava prevista para 2025, foi adiada para 2027 pelo Ministério da Saúde. O adiamento, segundo o governo, se deve à necessidade de capacitação de profissionais de saúde e à adaptação de sistemas para que o diagnóstico e o tratamento da doença sejam mais eficazes e padronizados em todo o país. Isso é especialmente relevante em um contexto onde o lipedema é ainda subdiagnosticado e muitas vezes negligenciado.
A inclusão do lipedema na CID-11 representa um passo importante para que o diagnóstico da doença seja mais preciso e amplamente reconhecido, além de permitir a implementação de políticas públicas específicas e a melhoria no acesso ao tratamento.
Sintomas e diagnóstico Dor ao toque, sensação de peso nas pernas, edema no final do dia, dificuldade de emagrecimento em determinadas regiões e hematomas frequentes são sinais que podem indicar a presença da doença. “A mulher se olha no espelho e vê um tronco fino, mas pernas muito grossas. Se mesmo emagrecendo, aquele volume nas coxas ou no bumbum permanece, é um sinal de alerta”, afirma a fisioterapeuta.
Tratamento multidisciplinar: da fisioterapia à cirurgia Embora não tenha cura, o lipedema pode ser controlado com uma abordagem integrada. No Grupo Clay, a paciente é acompanhada por uma equipe multidisciplinar que inclui fisioterapeutas, nutricionistas, nutrólogas, dermatologistas e cirurgiões plásticos. “Tratar lipedema é cuidar da inflamação, e isso exige atenção à alimentação, suplementação, controle hormonal e estilo de vida. É uma jornada conjunta”, pontua Dr.ª Talita.
Entre os tratamentos não cirúrgicos, o Grupo Clay desenvolveu o protocolo LipoControl, voltado ao controle do lipedema. “Usamos recursos como ozonioterapia, ultrassom, radiofrequência em baixa temperatura, taping, pressoterapia e terapias manuais. Cada paciente evolui de maneira diferente, então o protocolo é totalmente personalizado”, destaca.
Quando necessário, a cirurgia é indicada após o controle clínico. “O procedimento cirúrgico melhora significativamente a qualidade de vida, mas é importante lembrar que a doença continua existindo. Por isso, o acompanhamento pós-operatório é essencial”, reforça.
Sobre a Clay Medicina e Estética Clay Medicina e Estética é uma clínica que segue o propósito de inspirar e ajudar pessoas a transformarem seus mundos. Tendo à frente os sócios Talita Bessa (fisioterapeuta, dermato funcional), Flávius Cabral (médico) e Tiago Alcântara (médico), ambos especialistas em cirurgia plástica, a Clay tem foco em contorno corporal, procedimentos cirúrgicos e estética de alta performance. Seja para realizar intervenções com tratamentos minimamente invasivos, a Clay acredita na evolução, na melhoria, na forma e na beleza como ferramentas para uma vida melhor.
A clínica, localizada na Avenida Santos Dumont, 877, possui salas reservadas e design sofisticado que formam um ambiente inteiramente dedicado à satisfação dos pacientes, utilizando somente equipamentos de última geração, aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e com dados científicos publicados em revistas médicas. Para garantir dedicação exclusiva, atua com número limitado de pacientes para promover atendimento personalizado.

Quais são os perigos de uma mastigação inadequada para a saúde? Conheça 5 dicas para evitar:
Colocar porções menores de alimento na boca e mastigar de 15 a 20 vezes o alimento são fundamentais para a digestão
A mastigação é o primeiro passo no processo digestivo e desempenha um papel crucial na saúde geral do indivíduo. Uma mastigação ineficiente, caracterizada pela trituração inadequada dos alimentos devido à falta de dentes ou ao hábito de comer rapidamente, pode acarretar diversos problemas de saúde a longo prazo. |
Um estudo publicado na Ciência & Saúde Coletiva revelou que aproximadamente um terço dos adultos entrevistados relataram dificuldades na mastigação devido a problemas dentários ou com próteses. Essas dificuldades podem levar a restrições alimentares e impactar negativamente a qualidade de vida dos indivíduos.
Quando os alimentos não são devidamente triturados, o estômago é sobrecarregado, recebendo pedaços maiores que dificultam a digestão e a absorção de nutrientes essenciais. Além disso, a má mastigação pode levar a problemas gástricos e nutricionais, que afetam o bem-estar geral.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2019 revelam que 14 milhões de brasileiros acima de 18 anos perderam todos os dentes, enquanto 34 milhões perderam 13 dentes ou mais.
A perda dentária é uma das principais causas da mastigação inadequada. Cada dente possui uma função específica: os dentes anteriores são responsáveis por cortar os alimentos, enquanto os posteriores têm a função de triturá-los. A ausência de um ou mais dentes compromete essa harmonia funcional, levando os dentes remanescentes a se movimentarem para fechar os espaços vazios, o que pode resultar em uma mordida desequilibrada. Esse desequilíbrio não apenas afeta a eficiência mastigatória, mas também pode causar alterações estéticas, impactando a autoestima e a saúde emocional do indivíduo.
A Dra. Adriele Cristina Stein, dentista da Oral Sin, maior rede de clínicas de implante dentário do país, ressalta: “A mastigação é fundamental não apenas para a digestão, mas para a saúde como um todo. Negligenciar a perda de um dente, achando que os demais compensarão, é um equívoco que pode levar a sérias consequências funcionais e estéticas”.
Para melhorar a eficiência da mastigação, a dentista recomenda adotar algumas práticas, como:
1. Colocar porções menores de alimento na boca: é uma prática simples, mas essencial para melhorar a eficiência da mastigação, facilita a trituração e traz saciedade; 2. Mastigar de forma equilibrada dos dois lados da boca: A mastigação unilateral sobrecarrega os músculos de um único lado do rosto, o que pode causar dores na mandíbula, estalos ao abrir a boca e até mesmo assimetrias faciais. Alternar os lados ajuda a equilibrar a força muscular, previne o desgaste desigual dos dentes e evita dores e tensões na mandíbula; 3. Mastigar cada porção entre 15 e 20 vezes, garantindo que o alimento esteja bem triturado e misturado à saliva antes de ser engolido: esse hábito melhora a absorção de nutrientes, ajuda no controle do peso, previne problemas bucais e musculares e reduz gases e inchaço abdominal; 4. Prefira alimentos de diferentes texturas: comer alimentos mais fibrosos, como frutas e legumes crus, fortalece os músculos da mastigação e estimula a produção de saliva, essencial para a digestão; 5. Mantenha a saúde bucal em dia: consultas regulares ao dentista ajudam a corrigir problemas dentários que podem prejudicar a mastigação, como desalinhamento dos dentes, cáries ou próteses mal ajustadas.
“O dentista é o profissional mais qualificado para diagnosticar e tratar problemas relacionados à mastigação inadequada. Consultas regulares permitem a identificação precoce de possíveis complicações e a adoção de medidas preventivas adequadas”, afirma a Dra. Adriele. Investir na saúde bucal é essencial para garantir uma qualidade de vida elevada, prevenindo problemas digestivos, nutricionais e emocionais decorrentes de uma mastigação ineficiente. Sobre a Oral Sin Fundada em 2004, em Arapongas, Paraná, a Oral Sin é a maior rede de franquias de implantes dentários do país e, desde 2009 atua no segmento de franquias. Presente em todo o país, é pioneira na adoção de tecnologias digitais ligadas à odontologia. Além dos implantes, também oferece atendimento clínico em geral, próteses dentárias, estética dental, ortodontia, toxina botulínica e enxerto ósseo.
Atendimento odontológico humanizado e de excelência, acolhimento, respeito, carinho e flexibilidade no pagamento – que promove o melhor custo-benefício do mercado – estão entre seus pilares.

Mulheres têm catarata antes dos homens
Levantamento mostra que o diagnóstico entre 50 e 55 anos é 35% maior entre elas
Os hormônios sexuais femininos estão relacionados a muitas funções no organismo da mulher, inclusive à visão. Pior: Em média, a mulher brasileira entra na menopausa aos 48 anos. A queda na produção dos estrogênios faz com que o diagnóstico da catarata, opacificação do cristalino, ocorra antes entre elas. De acordo com o oftalmologista, Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier, recente levantamento realizado nos prontuários de 520 pacientes do hospital, mostra que entre 50 e 55 anos o diagnóstico de catarata é 35% maior entre mulheres por conta da menopausa. |
Causas e fatores de risco O oftalmologista afirma que isso acontece porque o epitélio, camada externa do cristalino, tem receptores de estrogênios que inibem o desenvolvimento da catarata. Por isso quando a produção desses hormônios é interrompida pela menopausa, acelera a opacificação do cristalino. No Brasil, comenta, a terapia de reposição hormonal é adotada por uma minoria de mulheres. “Isso acontece por falta de acesso ao acompanhamento médico por grande parte da população, recomendação de especialistas quando a mulher tem predisposição à formação de coágulos ou quando há casos de câncer ginecológico na família.
Queiroz Neto destaca que em toda a população a maior causa da catarata é o envelhecimento. Isso porque, o envelhecimento aumenta a produção de radicais livres e a aglomeração das proteínas do cristalino que impedem a transmissão da luz à retina. Para se ter ideia, a estimativa da OMS (Organização Mundial da Saúde) é de que a catarata atinge globalmente 17% dos que têm de 55 a 65 anos, 47% dos que têm 75 anos e 73% das pessoas com mais de 75 anos.
Outras causas da catarata apontadas pelo oftalmologista são: traumas, incluindo lesões no olho, doenças e cirurgias cerebrais, diabetes, alta miopia, ingestão abusiva de sal, disfunções da tireoide, uso contínuo de corticoide para tratar doenças autoimunes e exposição dos olhos ao sol sem lentes com filtro ultravioleta. Sintomas Os sintomas da catarata elencados pelo oftalmologista são: Diminuição da visão de contraste; Dificuldade de adaptação de um ambiente claro para outro escuro; Visão dupla; Redução da visão noturna; Cegueira momentânea ao conduzir um veículo com faróis contra; Troca frequente dos óculos de grau. Tratamento Queiroz Neto afirma que a única cura para catarata é a cirurgia. O procedimento é rápido, seguro, não dói e é feito com aplicação de anestesia local. Consiste na substituição do cristalino opaco pelo implante de uma lente intraocular. Por isso, a escolha da lente, esférica ou asférica, tem importância significativa no resultado da cirurgia, um momento único que determina a qualidade de visão para o resto da vida. O oftalmologista explica que a lente esférica oferecida pelo SUS e planos de saúde corrige hipermetropia ou de miopia, mas não elimina as aberrações ópticas que influem na visão noturna e de contraste. Por isso a qualidade de visão é inferior. Já a lente asférica ou premium pode ser monofocal, ou seja, corrigir a miopia ou hipermetropia, tórica que corrige simultaneamente o astigmatismo, multifocal que inclui a correção da presbiopia além dos vícios de refração ou de foco estendido cuja proposta é corrigir a visão de longe e meia distância. “Todas as lentes premium corrigem também as aberrações visuais”, salienta. Por isso, a qualidade de visão é superior e a dependência dos óculos é menor, esclarece.
Para quem pensa em optar por uma lente barata para depois trocar, o oftalmologista ressalta que o explante é um procedimento de alto risco que pode causar descolamento de retina, infecção e sangramento interno no olho, aumento da pressão intraocular e queda das pálpebras. Por isso não é recomendado. Prevenção A catarata é inevitável, mas pode ser adiada. As orientações do oftalmologista são: Manter os níveis de glicemia sob controle através de hemogramas completos periodicamente, alimentação equilibrada e rica em fibras; Quando um dos pais ou ambos têm alta miopia buscar informações para conter a miopia do filho visando reduzir os riscos de descolamento de retina, degeneração miópica e catarata precoce quando chegar à idade adulta: Controlar o consumo de sal, doces e bebidas alcoólicas; Sempre proteger os olhos nas atividades esportivas de impacto; Usar óculos com lentes que filtrem a radiação UV durante a exposição ao sol, finaliza.

Dia Mundial da Síndrome de Down: entenda a importância da estimulação precoce para o desenvolvimento de bebês e crianças com a condição
A fonoaudióloga e CEO da Clínica Life, Juliana Gomes, explica como terapias especializadas auxiliam na comunicação, coordenação motora e qualidade de vida dos pacientes
No dia 21 de março, é celebrado o Dia Mundial da Síndrome de Down, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para reforçar a importância da inclusão, do acesso a tratamentos especializados e da conscientização sobre a condição. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a incidência da trissomia do cromossomo 21 ocorre em aproximadamente 1 a cada 1.000 nascidos vivos no mundo. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que cerca de 300 mil pessoas tenham a síndrome. |
A Síndrome de Down é uma alteração genética causada pela presença de um cromossomo extra no par 21, impactando aspectos físicos, motores e cognitivos do desenvolvimento. Em muitos casos, o diagnóstico é feito ainda durante a gestação, por meio de exames como a ultrassonografia morfológica e o cariótipo fetal. No entanto, há situações em que os pais recebem a notícia somente após o parto, o que pode gerar dúvidas e insegurança sobre os cuidados necessários.
A informação e o acolhimento são fundamentais nesse momento, ajudando as famílias a compreenderem que a criança pode ter um desenvolvimento pleno, estudar, socializar e conquistar autonomia. “A estimulação adequada e o acesso a terapias especializadas são essenciais para que a criança se desenvolva com qualidade de vida. Quanto mais cedo o acompanhamento começa, maiores são os benefícios no longo prazo”, explica Juliana Gomes, fonoaudióloga especializada em transtornos de linguagem e CEO da Clínica Life.
A importância da estimulação precoce A estimulação precoce tem um papel essencial no desenvolvimento motor, cognitivo e emocional da criança com Síndrome de Down. Ela engloba uma série de terapias que auxiliam no fortalecimento muscular, na aquisição da linguagem, na coordenação motora e na autonomia nas atividades diárias.
A fonoaudióloga Juliana Gomes destaca que muitas crianças com a condição apresentam hipotonia muscular, uma flacidez que afeta a mastigação, a deglutição e a fala. “O trabalho fonoaudiológico é fundamental para fortalecer os músculos da face, facilitando a comunicação e a alimentação da criança. Além disso, a terapia auxilia na melhor articulação das palavras contribuindo para aquisição de fala e linguagem”, explica.
Além dos exercícios, outra estratégia utilizada para potencializar a comunicação da criança é a Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA), que pode incluir o uso de gestos, figuras, pranchas de comunicação e aplicativos específicos. “A comunicação alternativa facilita a interação da criança com os pais e com o mundo ao seu redor, permitindo que ela expresse vontades, sentimentos e necessidades antes mesmo de desenvolver a fala”, ressalta Juliana, que também é especialista no assunto.
A terapia ocupacional também tem um papel essencial na conquista da autonomia nas atividades diárias, como segurar um copo, usar talheres e brincar de forma independente. “Nos primeiros anos de vida, essas habilidades são estimuladas para que a criança desenvolva maior independência e participação na sociedade”, acrescenta Juliana. A especialista reforça que outras áreas da saúde podem ser fundamentais no acompanhamento, como fisioterapia, para fortalecimento muscular global, e psicologia, para favorecer a adaptação e o desenvolvimento socioemocional.
Juliana destaca que o momento ideal para iniciar as terapias é o mais cedo possível, garantindo que a criança tenha suporte desde os primeiros meses de vida. “O mais importante é que os pais busquem informação e apoio especializado assim que o diagnóstico for confirmado. Quanto antes começarmos a estimulação, mais impacto positivo teremos no desenvolvimento da criança”, orienta.
Sobre Juliana Gomes: é fonoaudióloga, especialista em comunicação alternativa e linguagem infantil, capacitada em transtornos de leitura e escrita. Atua há mais de 10 anos nos transtornos de linguagem oral, escrita e autismo. É fundadora e CEO da Clínica Life. Localizada no município de Serra, no Espírito Santo, a Clínica Life realiza cerca de 1.900 atendimentos todos os meses.
As principais terapias oferecidas no espaço incluem fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia e acompanhamento psicológico, sempre adaptadas às necessidades individuais de cada paciente.

Fibromialgia se controla com conscientização e diagnóstico precoce
Informação e tratamento adequado são essenciais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes
A fibromialgia é uma síndrome crônica caracterizada por dor generalizada, fadiga intensa e distúrbios do sono, impactando diretamente a qualidade de vida dos pacientes. Embora não tenha cura, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado permitem o controle dos sintomas e uma rotina mais equilibrada.
A condição afeta principalmente mulheres entre 30 e 60 anos e pode ser confundida com outras doenças devido à sua ampla gama de sintomas. De acordo com o Dr. Marcelo Jerez, diretor do One Day Hospital e da Clínica Alphaview, “o diagnóstico precoce é essencial para garantir um tratamento eficaz. A dor constante, a fadiga extrema e os distúrbios do sono são sinais de alerta que não devem ser ignorados”.
Sintomas e Diagnóstico Os principais sintomas da fibromialgia incluem:
· Dor generalizada e persistente por pelo menos três meses;
· Fadiga extrema, mesmo após uma noite de sono;
· Distúrbios do sono, como insônia ou sono não reparador;
· Dores de cabeça frequentes;
· Problemas de memória e concentração (conhecido como “fibro fog”);
· Sensibilidade aumentada à dor e ao toque.
O diagnóstico é feito a partir da análise clínica, levando em conta os sintomas relatados pelo paciente e a exclusão de outras doenças que possam causar sintomas semelhantes. “Não existe um exame específico para a fibromialgia, mas médicos experientes podem identificá-la por meio de uma avaliação detalhada”, explica o Dr. Marcelo Jerez.
Tratamento e Qualidade de Vida Embora não haja cura para a fibromialgia, diversos tratamentos ajudam a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Algumas abordagens incluem:
· Medicamentos para dor e relaxantes musculares prescritos por um especialista;
· Terapias físicas, como fisioterapia e acupuntura;
· Atividades físicas de baixo impacto, como caminhadas, ioga e hidroginástica;
· Suporte psicológico para lidar com o impacto emocional da doença;
· Alimentação balanceada e hábitos saudáveis para reduzir inflamação e fadiga.
“O tratamento multidisciplinar é fundamental para que o paciente consiga retomar suas atividades diárias com menos dor e mais qualidade de vida. Na clínica Alphaview contamos com o Espaço Mulher com especialistas capacitados para auxiliar no manejo da fibromialgia e de outras doenças crônicas”, ressalta o Dr. Marcelo Jerez.
Conscientização e Apoio A informação e o suporte adequado são essenciais para que pacientes e familiares compreendam a fibromialgia e busquem atendimento médico diante de sintomas persistentes. Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, maiores são as chances de um tratamento eficaz e de uma vida com mais bem-estar e autonomia.
Sobre o ONE DAY HOSPITAL O One Day Hospital foi idealizado e criado por médicos, focando na segurança e comodidade do paciente. Somos um hospital dia moderno e equipado com tecnologia de última geração, localizado em Alphaville, Barueri, São Paulo. Nossa infraestrutura inclui, além de salas cirúrgicas com equipamentos de alta tecnologia, leitos confortáveis e acolhedores, tornando-se uma experiência singular o uso de nossas instalações.
Sobre a ALPHAVIEW O Dr. Marcelo Jerez com a missão de oferecer atendimento humanizado e diferenciado aos seus pacientes, criou em 2013 o Centro Oftalmológico Alphaview, um centro de referência em Oftalmologia na região da Alphaville.
Em 2015, com o objetivo de poder avaliar o paciente como um todo e oferecer um tratamento completo e personalizado, decidiu criar o Centro Médico Alphaview, um centro de referência em cuidado especializado, com profissionais capacitados que atendem mais de 40 especialidades ambulatoriais e um centro de diagnóstico com exames laboratoriais, cardiológicos, ginecológicos e de imagem, visando oferecer ao paciente um atendimento completo e ágil em um único local.

Março Lilás: saúde feminina e prevenção do câncer de colo do útero
Março Lilás é o mês de conscientização sobre a importância de se prevenir contra o câncer do colo do útero, a quarta maior causa de morte de mulheres por câncer no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). |
Durante todo o mês, instituições de saúde pública e privada promovem campanhas para conscientizar a população feminina sobre os riscos de desenvolvimento da doença, sobre os sintomas e como se prevenir.
As ações acontecem de formas distintas de acordo com cada estado, mas todas possuem o mesmo objetivo: reduzir o número de mortes por câncer de colo do útero e promover a prevenção desde cedo.
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), somente em 2018, mais de 16 mil novos casos desse tipo de câncer foram registrados.
A campanha, consequentemente, alerta também sobre a importância de se proteger contra as DSTs, uma vez que o vírus HPV é a principal causa do câncer do colo do útero.
Por isso, durante todo o mês de março, mulheres são incentivadas a manter uma rotina frequente de idas ao ginecologista e a fazer exames preventivos, como o papanicolau, que ajuda a detectar a infecção causada pelo HPV e possíveis alterações no colo do útero.
O que é o câncer do colo do útero? O câncer do colo do útero, também conhecido como câncer cervical, é causado pela infecção persistente do vírus do HPV, o Papilomavírus Humano.
O HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum, sendo na maioria das pessoas infectadas assintomática, mas quando desperta sintomas, pode provocar o surgimento de verrugas genitais e coceira.
Quando a infecção por esse vírus provoca alterações celulares as chances do desenvolvimento do câncer do colo do útero são maiores.
Além da infecção por esse vírus, que acontece através de relações sexuais desprotegidas, outros fatores podem favorecer o desenvolvimento desse tipo de câncer, como outras DSTs, tabagismo e várias gestações.
Apesar de ser uma condição grave, o câncer do colo do útero pode ser facilmente prevenido através da realização periódica do exame papanicolau.
Quais os sintomas? Também faz parte da campanha do Março Lilás informar as mulheres sobre os sintomas do câncer do colo do útero. Contudo, nem sempre é fácil identificar a doença dessa forma. Em alguns casos o desenvolvimento da doença é lento e não manifesta nenhum sinal durante a fase inicial. Por esse e outros motivos é tão importante prevenir a condição. Já no estágio mais avançado, alguns sintomas podem surgir. É importante prestar atenção ao surgimento dos seguintes sinais:
• Dor abdominal associada a problemas intestinais e urinários; • Sangramento vaginal; • Sangramento após relação sexual; • Secreções vaginais anormais; • Menstruação irregular; • Fadiga; • Perda de peso sem motivo aparente; • Náuseas.
Como se prevenir? A principal forma de prevenir o câncer de colo do útero é através do exame preventivo papanicolau, que permite a coleta de células do colo do útero e que mostram se há alguma infecção ou variação nesses tecidos. O exame é simples e dura poucos minutos.
Deve ser feito por todas as mulheres com idade com 25 anos que possuem vida sexual ativa, em intervalos de três anos. Quando a mulher possui fatores de risco para a doença, pode ser solicitado uma frequência menor entre um exame e outro. Esse exame ajuda a identificar a infecção por HPV e outras possíveis complicações que possam levar ao desenvolvimento do câncer do colo do útero.
Além dos exames, a mulher também pode se prevenir recebendo a vacina contra o vírus HPV. No entanto, é importante reforçar que a vacina não dispensa a necessidade dos exames, pois não protege a mulher de todos os tipos de vírus do HPV. O uso de preservativos também deve ser uma medida preventiva contra esse tipo de vírus, prevenindo também outras doenças sexualmente transmissíveis.
Apesar de ser uma doença grave, quando o diagnóstico é precoce, as chances de cura do câncer de colo do útero são grandes. Com os exames realizados de forma periódica, é possível identificar o tumor ainda em fase inicial, melhorando as chances de sucesso no tratamento. Na maioria dos casos, os sintomas surgem apenas quando o câncer se encontra em um estágio mais avançado, por isso a prevenção precisa ser incentivada.

Combate à Dengue: Governo de SP intensifica ações e alerta sobre descarte irregular de lixo
Aedes aegypti tem se adaptado às condições urbanas, tornando-se cada vez mais eficiente na reprodução em ambientes domésticos
O Governo de São Paulo intensificou ações no combate à dengue e reforçou o alerta à população sobre a necessidade de eliminar focos de proliferação, especialmente durante períodos de calor e chuvas intensas, como os vivenciados nas últimas semanas. Um dos pontos de atenção é o descarte correto do lixo, que evita a proliferação do mosquito Aedes aegypti. |
Cristiano Kenji Iwai, subsecretário de Recursos Hídricos e Saneamento da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), explica que o manejo adequado dos resíduos sólidos é essencial para o combate à dengue e outras doenças.
“O descarte incorreto de garrafas, pneus ou qualquer objeto que possa acumular água cria ambientes propícios para a proliferação do Aedes aegypti. Por isso a importância de nos atentarmos, porque depende diretamente da nossa atitude como cidadãos no combate à dengue”, destaca.
Kenji orienta que os resíduos sejam adequadamente acondicionados: “Os sacos devem ser bem fechados e encaminhados para a coleta pública, garantindo que sejam descartados de forma ambientalmente correta”.
Ao longo dos anos, o Aedes aegypti tem se adaptado às condições urbanas, tornando-se cada vez mais eficiente na reprodução em ambientes domésticos. Este mosquito, com hábitos diurnos, alimenta-se de sangue humano, principalmente ao amanhecer e ao entardecer, e se reproduz em água limpa e parada, como a encontrada em recipientes dentro e fora das casas.
Com o início das chuvas no período da primavera e do verão, ocorre um aumento significativo na proliferação do mosquito. A dengue é sazonal, com a elevação de casos e risco de epidemias entre outubro e maio. Ações de combate à dengue nos Parques Estaduais Urbanos Os Parques Estaduais Urbanos geridos pela Semil recebem atenção especial nesta época do ano. Devido à sua extensão e ao ambiente aberto, com potencial para atrair mosquitos, são implementadas medidas preventivas para evitar imprevistos. Entre as ações adotadas de combate à dengue para reduzir os focos de reprodução do Aedes aegypti, destacam-se:
· Limpeza e catação de materiais para redução de pontos de acúmulo de água;
· Monitoramento de locais com alta incidência de água, especialmente durante chuvas intensas, com remoção dos pontos com água parada. Quando a retirada não é possível, são aplicados produtos de limpeza;
· Remoção constante de água de equipamentos e, quando necessário, aplicação de areia para evitar o acúmulo de água;
· Limpeza das calhas para garantir o escoamento adequado das águas pluviais;
· Ações conjuntas com as prefeituras para otimizar o combate ao mosquito e ampliar o alcance das medidas preventivas.
“Para prevenir a dengue, é fundamental eliminar qualquer foco de água parada, usar repelente e proteger os espaços urbanos com a colaboração de todos”, diz Ana Seabra, coordenadora da Coordenadoria de Parques e Parcerias. “Também é essencial adotar medidas específicas de prevenção para garantir a segurança dos visitantes e evitar a disseminação da doença.” Prevenção e cuidados Em menos de 15 minutos, é possível realizar uma varredura eficiente e eliminar os recipientes com água parada, que são ambientes ideais para a procriação do Aedes aegypti. O órgão reforça a importância de a população colaborar com a vigilância e eliminação de focos do mosquito, realizando inspeções frequentes em suas residências e áreas circunvizinhas.
Além da eliminação de criadouros, a orientação é que a população esteja atenta aos sintomas da dengue, como febre alta, dores no corpo e nas articulações, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele. Em caso de suspeita, é importante buscar orientação médica imediatamente.

Dormir bem para lembrar melhor: o impacto do sono na saúde cerebral dos idosos
Médica explica como a qualidade do sono influencia a memória e o risco de doenças como o Alzheimer; veja dicas práticas para melhorar as noites na terceira idade
A qualidade do sono pode influenciar a saúde do cérebro, isso porque dormir mal tende a acelerar o declínio cognitivo e aumentar o risco de doenças como o Alzheimer, sobretudo para a população idosa. De acordo com um estudo publicado na revista médica Neurology, da Academia Americana de Neurologia, pessoas entre 40 e 60 anos que têm noites de sono ruins podem apresentar sinais de envelhecimento cerebral. Além disso, um outro estudo publicado na mesma revista sugere que pessoas entre 30 e 40 anos que costumam passar por interrupções de sono possuem duas vezes mais chances de ter problemas de memória. |
Segundo o Relatório Nacional sobre a Demência, divulgado pelo Ministério da Saúde, cerca de 8,5% da população brasileira com 60 anos ou mais convivem com a doença, representando aproximadamente 2,71 milhões de casos. O levantamento aponta ainda que até 2050, a projeção é que 5,6 milhões de pessoas sejam diagnosticadas no país.
A relação entre o sono e a saúde cerebral Cecília Nobre, médica da área de geriatria do AmorSaúde, rede de clínicas parceiras do Cartão de TODOS, explica que o sono tem um papel fundamental na consolidação da memória e na “limpeza” de toxinas no cérebro, ajudando a manter a função cognitiva em bom estado.
“Durante o sono profundo, o organismo realiza processos importantes para a memória e para a remoção de substâncias tóxicas associadas ao Alzheimer, como a beta-amiloide”, explica Nobre. Segundo a médica, a privação de sono ou a fragmentação do descanso noturno podem comprometer esse mecanismo e aumentar o risco de doenças neurodegenerativas.
Alterações comuns no sono dos idosos Com o envelhecimento, o padrão de sono tende a sofrer alterações naturais, como a redução do sono profundo e o aumento dos despertares noturnos. “Muitos idosos também relatam sentir sono mais cedo e acordar muito cedo, o que pode prejudicar a quantidade total de descanso”, afirma a profissional. Essas mudanças podem impactar diretamente a qualidade de vida, causando fadiga, irritabilidade e dificuldades de concentração.
Além das mudanças naturais do envelhecimento, fatores como dor crônica, doenças como depressão e ansiedade, uso de medicamentos e hábitos inadequados antes de dormir podem comprometer o sono dos idosos. “O uso excessivo de eletrônicos próximo ao horário de ir para a cama e a ingestão de cafeína impactam negativamente o sono na terceira idade”, ressalta Nobre.
A médica destaca que distúrbios do sono, como a apneia obstrutiva, também podem agravar o risco de doenças como o Alzheimer. “A apneia do sono reduz a oxigenação cerebral e está associada a um maior acúmulo de proteínas ligadas ao Alzheimer”, alerta. Além disso, insônia crônica e outros distúrbios podem acelerar o declínio cognitivo.
Quando procurar ajuda médica Nobre recomenda que os idosos e suas famílias fiquem atentos a sinais de alerta, como sonolência excessiva durante o dia, dificuldade constante para dormir ou manter o sono, roncos altos e pausas na respiração durante a noite. “Caso esses sintomas sejam frequentes, é fundamental procurar um médico para avaliação e tratamento adequado”, orienta.
Para diagnosticar distúrbios do sono, exames como a polissonografia podem ser indicados. “Esse exame avalia a qualidade do sono e identifica problemas como apneia e movimentos involuntários que podem prejudicar o descanso noturno”, explica a médica.
Como melhorar o sono na terceira idade? Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 45% dos casos de demência poderiam ser prevenidos ou retardados. A pasta afirma que a explicação para isso está nos fatores e no estilo de vida tidos como modificáveis como baixa escolaridade, perda auditiva, hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo, depressão, inatividade física e isolamento social.
Por isso, Nobre ressalta que cuidar da qualidade do sono é uma estratégia essencial para preservar a memória e a saúde cerebral na terceira idade, sendo um dos fatores modificáveis. “Dormir bem é uma forma de proteger o cérebro e garantir mais qualidade de vida ao longo dos anos”, afirma a profissional. A médica lista cinco medidas essenciais para melhorar a qualidade do sono dos idosos:
1. Estabelecer uma rotina: manter horários regulares para dormir e acordar ajuda a regular o relógio biológico.
2. Criar um ambiente propício: manter o quarto escuro, silencioso e com temperatura agradável favorece o sono profundo.
3. Evitar estimulantes: reduzir o consumo de cafeína e bebidas alcoólicas, especialmente no período noturno.
4. Praticar atividades relaxantes: leituras leves, meditação e alongamentos antes de dormir podem ajudar a induzir o sono.
5. Fazer acompanhamento médico: em caso de dificuldades persistentes, buscar orientação profissional é fundamental.

Mulheres entre 30 e 50 anos são as mais afetadas pela fibromialgia
Prati-Donaduzzi investe em pesquisas e novos medicamentos para amenizar sintomas da doença
“Dor, muita dor no corpo todo. Ela está comigo há tanto tempo que já somos amigas íntimas. Aprendi a conviver com isso, apesar de não ser nada fácil. A sensação que tenho é de estar sendo abraçada por um arame farpado o tempo todo.” Assim a secretária Claudia Aguiar descreve a fibromialgia, diagnosticada em 2013. “Mas não é só a dor. Há também a tristeza, a ansiedade, a fadiga, a sensação de inutilidade por não conseguir tomar um banho direito, porque até a água do chuveiro causa dor quando encosta no couro cabeludo”, complementa. |
A fibromialgia é causada por uma alteração no sistema nervoso central, que amplifica a percepção da dor. Seus sintomas incluem dores generalizadas pelo corpo, principalmente nas articulações, músculos, tendões e tecidos moles, com duração prolongada. Além da dor, a doença pode causar fadiga, distúrbios do sono, depressão que está associada a desequilíbrios de neurotransmissores no cérebro como a serotonina, ansiedade, dificuldades de memória e concentração, bem como alterações intestinais
Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a fibromialgia afeta cerca de 3% da população brasileira, sendo mais prevalente em mulheres entre 30 e 50 anos. A razão dessa predominância ainda não é totalmente compreendida e estudos indicam que não há relação direta com os hormônios, pois a doença pode ocorrer tanto antes quanto depois da menopausa. “O principal sintoma da fibromialgia é uma dor generalizada que acomete os dois lados do corpo por mais de três meses. O diagnóstico é clínico, pois não há alterações detectáveis em exames de sangue ou radiografias”, explica o neurologista e clínico geral Conrado Friggi Bissoli.
A intensidade da dor pode variar ao longo do tempo e ser desencadeada por fatores como estresse, desenvolvimento de outras doenças como infecções virais ou eventos traumáticos.
Tratamento Claudia conta que, além de medicamentos para controlar o desconforto, investe em terapia. “As pessoas me veem e perguntam: ‘Mas você é tão alto astral, está sempre sorrindo, de bem com a vida’. Sigo assim porque não quero me tornar a reclamona. Mas já fiquei afastada do trabalho por dez dias sem conseguir me mexer, de tanta dor”, relata a secretária.
Especialistas afirmam que a fibromialgia não tem cura, mas pode ser controlada com eficácia. O tratamento combina duas abordagens: medicamentosa e integrativa. Os medicamentos têm como objetivo reduzir a dor e melhorar a qualidade de vida do paciente, auxiliando também no sono e no controle do estresse. Para isso, podem ser prescritos antidepressivos, analgésicos e anticonvulsivantes. Já as terapias integrativas como fisioterapia, acupuntura e massagens, envolvem estratégias que ajudam a minimizar a dor e o impacto emocional da doença.
“O tratamento é individualizado e inclui orientações para evitar esforços pesados ou repetitivos, além da prática de alongamentos e exercícios musculares, preferencialmente com acompanhamento de um fisioterapeuta. Além disso, o uso de medicamentos para aliviar e prevenir as dores crônicas é essencial, frequentemente associado a antidepressivos, já que a doença pode causar alterações emocionais devido à dor constante e às limitações diárias”, ressalta Conrado.
Pesquisa e ciência no combate aos sintomas O rol de medicamentos para o tratamento da fibromialgia é amplo e inclui analgésicos, anti-inflamatórios, antidepressivos, ansiolíticos, anticonvulsivantes, relaxantes musculares e medicamentos para distúrbios do sono. “O tratamento medicamentoso da fibromialgia, além de aliviar a dor, busca melhorar a qualidade do sono e tratar sintomas associados, como depressão e ansiedade”, explica a pesquisadora da indústria farmacêutica Prati-Donaduzzi, Amanda Bedin.
A farmacêutica paranaense tem investido e se dedicado à pesquisa de novos fármacos para tratar doenças que afetam o Sistema Nervoso Central, como o canabidiol indicado para casos de epilepsia refratária e também para doenças como distúrbios do sono, dores crônicas, ansiedade e autismo. “Temos a pesquisa e inovação no DNA da Prati-Donaduzzi e além dos medicamentos que já produzimos e que são utilizados no tratamento da doença, estamos em constante pesquisa para o desenvolvimento de novos medicamentos, que diminuem os sintomas da doença”, complementa Amanda.
Fevereiro Roxo O mês de fevereiro é marcado por uma importante ação na área da saúde. A campanha Fevereiro Roxo destaca a importância do diagnóstico precoce de doenças neurológicas como a fibromialgia, do acesso a tratamentos adequados e do suporte às famílias que lidam com essas condições. Além disso, promove a conscientização sobre a necessidade de pesquisas para encontrar novas terapias para essas doenças.

Quais são os direitos dos pacientes com câncer? | | Crédito de imagem: Freepick |
Brasil deve registrar mais de 700 mil casos em 2025; no Dia Mundial do Câncer (04/02), especialista fala sobre como garantir os direitos e acesso ao tratamento
A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê 35 milhões de novos casos de câncer no mundo até 2050; aumento de 77% em relação aos números estimados em 2022. Os dados projetam que uma em cada cinco pessoas desenvolverá a doença durante a vida. Só no Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que devem ser feitos 704 mil novos registros da doença em 2025, com 70% dos casos concentrados nas regiões Sul e Sudeste do país. |
As projeções reforçam a importância do Dia Mundial do Câncer (04/02), que coloca em evidência o tema e acende um alerta sobre como as políticas públicas estão se organizando para atender esse volume de pacientes e assegurar seus direitos. Estatuto da Pessoa com Câncer A advogada e professora do curso de Direito do Centro Universitário Integrado, de Campo Mourão (PR), Dayana Boareto, explica que no Brasil existem diversas normas voltadas aos direitos dos pacientes oncológicos. “A principal delas é a Lei nº 14.238/2021, conhecida como Estatuto da Pessoa com Câncer. Ela estabelece, por exemplo, acesso integral e equânime a serviços de saúde, atendimento prioritário e humanizado e isenção de alguns impostos e taxas.”
Mas além desta lei, a advogada lembra que outros dispositivos legais - como o Estatuto do Idoso, o Código de Defesa do Consumidor e a Legislação Previdenciária - também garantem direitos importantes aos pacientes oncológicos. “As leis asseguram mais do que a integralidade do tratamento de saúde; elas também tratam de questões que envolvem o direito ao trabalho e à educação.”
Quais são os direitos de um paciente com câncer? O acesso ao tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é o primeiro e principal direito que todo paciente oncológico tem. Mas o desdobramento do tratamento inclui diversas etapas e situações que também estão previstas na legislação. A começar pela informação clara e completa sobre a doença, opções de terapia e prognóstico.
O fornecimento sem custo de medicamentos, o acompanhamento psicológico e social e o tratamento fora do domicílio também estão assegurados, assim como a prioridade na tramitação dos processos judiciais e administrativos.
“Os benefícios previdenciários como auxílio-doença, prestação continuada (BPC) e aposentadoria por invalidez podem ser solicitados, mas nesses casos, o paciente precisa atender aos requisitos exigidos pelo INSS para cada tipo de benefício”, esclarece Dayana.
A advogada lembra que existem ainda outros direitos que não são tão comuns, mas que as pessoas com a doença podem exercer. Estão entre eles a prioridade no atendimento em serviços públicos e privados; levantamento do FGTS; quitação de financiamento de imóveis de habitação (pelo seguro habitacional); transporte coletivo gratuito; serviço de atendimento ao consumidor e judiciário de forma preferencial.
“Vale destacar que esses são apenas alguns dos direitos dos pacientes com câncer. A legislação brasileira está em constante evolução e outros direitos podem ser aplicados em casos específicos, a depender da necessidade”, destaca a professora do curso de Direito do Centro Universitário Integrado, de Campo Mourão (PR). Onde buscar ajuda para garantir esses direitos? Embora a legislação brasileira seja clara e específica no amparo aos pacientes oncológicos, a falta de recursos na saúde, a desigualdade na oferta e acesso aos serviços nas diferentes regiões do país, o excesso de burocracia do sistema previdenciário e a falta de conhecimento da população impedem o pleno exercício dos direitos desses indivíduos.
Por isso, além de assegurar que saibam o que a lei os garante, é importante também que esses pacientes conheçam quais providências podem ser tomadas quando seus direitos são violados.
Segundo Dayana, “é possível fazer uma denúncia da situação junto ao Ministério Público e à Ouvidoria do SUS do município. Outra opção é procurar auxílio de associações para pacientes com câncer, para se informar e receber orientações. O indivíduo também pode buscar um advogado para recorrer aos seus direitos na justiça”. Sobre o Centro Universitário Integrado Localizado em Campo Mourão (PR), o Centro Universitário Integrado oferece, há mais de 25 anos, ensino superior de excelência reconhecido pelo MEC com nota máxima (5) no Conceito Institucional e nota 4 no Índice Geral de Cursos (IGC). Atento ao que o mercado necessita, busca ofertar um ensino de qualidade voltado às competências que precisam ser desenvolvidas por todos os profissionais.
Para isso, conta com infraestrutura moderna, laboratórios com tecnologia de ponta, metodologias de ensino inovadoras e corpo docente com forte experiência acadêmica e vivência prática.
Atualmente, o Integrado oferece mais de 55 cursos de graduação presencial, semipresencial e a distância - incluindo Direito, Medicina e Odontologia - e mais de 100 cursos de pós-graduação em diversas áreas do conhecimento.

32% dos brasileiros não foram ao dentista no último ano
Pesquisa realizada pela ABIMO com o apoio do CFO mostra que escolaridade tem impacto direto no acesso à saúde bucal - 46% dos brasileiros com escolaridade básica não passaram por uma consulta odontológica nos últimos 12 meses
Um estudo realizado pela ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos), com apoio do CFO (Conselho Federal de Odontologia) e executado pela consultoria italiana Key-Stone, revelou dados inéditos e importantes sobre a saúde bucal no Brasil. A pesquisa realizada no período de dezembro de 2023 a dezembro de 2024 analisou tanto o comportamento da população em relação à frequência às consultas odontológicas quanto o perfil dos próprios dentistas. |
De acordo com o levantamento, 68% dos brasileiros visitaram o dentista no último ano, sendo que as mulheres lideram essa estatística. Entre aqueles que disseram ter visitado o dentista, a higiene bucal foi o tratamento mais realizado: 70% dos entrevistados afirmaram ter feito. Em contrapartida, 39% deles buscaram serviço de obturação e restauração dentária.
No entanto, os dados mostram uma desigualdade no acesso ao atendimento odontológico: 75% dos pacientes com ensino superior buscaram o dentista, enquanto apenas 54% dos brasileiros com escolaridade básica fizeram o mesmo.
A pesquisa também revelou que a renda tem uma forte correlação com a frequência de consultas: 80% das pessoas que ganham mais de 10 salários mínimos frequentaram regularmente o dentista, enquanto apenas 59% das pessoas com até um salário mínimo buscaram atendimento odontológico.
Para Paulo Henrique Fraccaro, CEO da ABIMO, a situação financeira é determinante para o acesso ao dentista, devido ao alto custo dos tratamentos odontológicos. “Hoje, por exemplo, uma simples obturação pode custar entre R$ 500 e R$ 800. Se a pessoa não tiver condições financeiras adequadas, ela acaba adiando a consulta, e o que poderia ser resolvido com um tratamento simples se transforma em algo mais complexo”, afirma. Ele lembra que o governo federal teve um esforço significativo, por meio do Ministério da Saúde, para levar a odontologia à população por meio de assistência técnica financiada pelas prefeituras, com subsídio da União. “A proposta de saúde bucal do governo federal previa a instalação de gabinetes odontológicos pelas prefeituras para atender a população carente. Contudo, a implementação tem sido muito lenta, dificultando o acesso e ampliando as desigualdades.”
Em relação ao sistema público de saúde, a pesquisa revela que 23% dos pacientes procuraram atendimento odontológico pelo SUS, sendo que a maior parte dessa parcela apresenta níveis educacionais mais baixos e faixas de renda menores. Por outro lado, 74% dos atendimentos ocorreram na rede privada, o que evidencia que a demanda por serviços odontológicos particulares ainda supera significativamente a procura pelo SUS.
"A pesquisa revela dados importantes sobre o comportamento dos brasileiros com relação à busca pelo atendimento odontológico e deixa evidente, por exemplo, a necessidade de ampliação de oferta dos serviços de Saúde Bucal na rede pública. Felizmente há uma perspectiva de que isso possa ocorrer gradualmente por meio da aplicação da Política Nacional de Saúde Bucal, criada por meio da lei federal 14.572 de 2023 e que incluiu o Programa Brasil Sorridente no SUS. Esse foi um avanço importante que deve garantir maior acesso aos tratamentos odontológicos, beneficiando especialmente as pessoas em situação de vulnerabilidade", pontua Claudio Miyake, presidente do Conselho Federal de Odontologia (CFO).
Perfil dos dentistas no Brasil O estudo também traçou o perfil de atuação dos dentistas no Brasil, revelando que apenas 35% dos profissionais trabalham com convênios odontológicos, um percentual que sobe para 39% entre mulheres dentistas.
Além disso, procedimentos estéticos, que incluem ortodontia e tratamento de estética dentária, como clareamento ou lente de contato dental, são praticados por 86% dos dentistas entrevistados. Em contraste, a medicina estética para harmonização orofacial é a disciplina menos praticada dentro dos consultórios odontológicos, com pouco mais de um terço da amostra declarando que a pratica. Dos entrevistados, 8% preveem introduzir a técnica no futuro, 12% estão interessados em explorar essa oportunidade, enquanto quase metade (46%) não demonstra interesse em realizá-las. No entanto, observa-se uma maior difusão em consultórios nos estados da região Sul (44%) e em consultórios maiores (43% nos consultórios com pelo menos três cadeiras).

Hanseníase: entenda porque a doença ainda é um desafio no Brasil
Especialistas do CEJAM abordam sintomas, tratamentos e como buscar ajuda gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS)
O Brasil é o segundo país com mais casos de hanseníase no mundo, ficando atrás apenas da Índia, de acordo com o Ministério da Saúde. A doença, causada pela bactéria Mycobacterium leprae, afeta a pele e nervos periféricos, podendo causar incapacidades físicas se não tratada. |
Entre os sintomas mais comuns estão manchas na pele que podem variar de esbranquiçadas a avermelhadas ou amarronzadas e, geralmente, apresentam também a perda de sensibilidade ao toque, calor, frio ou dor. Em alguns casos, surgem caroços, e, nos estágios mais avançados, pode haver fraqueza muscular e deformidades.
Mesmo tendo cura, o quadro carrega consigo um estigma que transcende séculos e deixa marcas emocionais e sociais. Hoje, muitos pacientes diagnosticados ainda enfrentam preconceito e discriminação.
“A hanseníase é uma doença complexa. É fundamental adotar uma visão mais ampla ao tratá-la, levando em consideração não apenas os aspectos biológicos, mas também suas implicações na vida das pessoas afetadas e as dimensões psicológicas e sociais. Só assim é possível proporcionar um atendimento integral e humanizado aos pacientes”, afirma Dra. Flávia Rosalba, dermatologista do Hospital Dia Campo Limpo, gerenciado pelo CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS-SP).
Sentimentos como ansiedade, baixa autoestima, vergonha, culpa, necessidade de se isolar e depressão podem ser experienciados por pacientes com hanseníase. Essas emoções podem se tornar grandes barreiras ao tratamento, uma vez que alguns pacientes hesitam em buscar ajuda por medo.
“No entanto, o tratamento é crucial para interromper a transmissão. Todo o cuidado é realizado com medicações em comprimidos, disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, explica a médica.
Outro desafio é o diagnóstico tardio da doença. A especialista enfatiza que a regularidade das consultas dermatológicas pode fazer uma grande diferença nesse aspecto, proporcionando uma análise precoce e evitando possíveis complicações de saúde.
Cuidado psicológico como parte necessária do tratamento A reabilitação física e emocional deve andar de mãos dadas, com ações integradas. Assim, o cuidado psicológico é uma parte essencial do tratamento da hanseníase, por conta de todo o impacto que a doença pode acarretar à saúde mental.
“O acompanhamento em psicoterapia é uma forma de trabalhar a aceitação e ressignificação do diagnóstico com o paciente”, complementa Ana Paula Ribeiro Hirakawa, psicóloga que atua no CER IV M’Boi Mirim, gerenciado pelo CEJAM em parceria com a SMS-SP.
Ela explica que o suporte psicológico pode incluir terapias individuais e, principalmente, atividades em grupo que abordem questões de autoestima, enfrentamento e reinserção social. Nesse sentido, os grupos de apoio podem ser um reforço a mais.
Já o suporte social, inclui orientações de assistentes sociais, que podem direcionar a pessoa para programas governamentais e comunitários para inclusão e reintegração.
SUS oferece suporte A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a porta de entrada para o cuidado dos pacientes com hanseníase. Ela dispõe de uma equipe multiprofissional que auxilia no diagnóstico, realizando os encaminhamentos necessários para centros especializados de hanseníase e reabilitação, além de também oferecer o tratamento.
A terapia, um recurso importante para o apoio a esses pacientes, também pode ser acessada gratuitamente a partir da UBS mais próxima. As unidades gerenciadas pelo CEJAM, por exemplo, possuem uma linha de cuidado dedicada exclusivamente à saúde mental, que faz toda a diferença no acolhimento e cuidado dessas pessoas.
Sobre o CEJAM O CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” é uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos. Fundada em 1991, a Instituição atua em parceria com o poder público no gerenciamento de serviços e programas de saúde em São Paulo, Rio de Janeiro, Mogi das Cruzes, Campinas, Carapicuíba, Franco da Rocha, Guarulhos, Itu, Santos, São Roque, Ferraz de Vasconcelos, Pariquera-Açu, Itapevi, Peruíbe e São José dos Campos.
A organização faz parte do Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (IBROSS), e tem a missão de ser instrumento transformador da vida das pessoas por meio de ações de promoção, prevenção e assistência à saúde.
O CEJAM é considerado uma Instituição de excelência no apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS). O seu nome é uma homenagem ao Dr. João Amorim, médico obstetra e um dos fundadores da Instituição.
No ano de 2025, a organização lança a campanha “365 novos dias de saúde, inovação e solidariedade”, reforçando seu compromisso com os princípios de ESG (Ambiental, Social e Governança).
Siga o CEJAM nas redes sociais (@cejamoficial) e acompanhe os conteúdos divulgados no site da instituição.

Janeiro Branco: cuide da sua mente, evite o excesso de celular
Neste mundo cada vez mais agitado, cheio de estímulos e de muitos desafios, precisamos falar sobre saúde mental e emocional. A campanha Janeiro Branco tem como propósito quebrar tabus e também estimular o diálogo, inclusive em torno de questões muito presentes em nosso dia a dia que afetam nossas emoções e podem causar distúrbios psicológicos. A ideia é promover maior reflexão sobre a importância de cuidarmos da mente, assim como cuidamos do corpo, enfatizando que a saúde mental é um aspecto fundamental para nossa qualidade de vida. |
O Janeiro Branco é uma campanha de conscientização. A escolha de janeiro, um mês tradicionalmente associado ao recomeço e à renovação, simboliza a ideia de que esse é um bom momento para refletirmos sobre o bem-estar mental e a adoção de práticas saudáveis para o cuidado emocional. E, dentro deste contexto, é urgente que a sociedade dê maior atenção a um fenômeno crescente e preocupante: a dependência psicológica do celular.
Estudos já comprovaram que o uso excessivo e compulsivo do celular pode afetar significativamente a saúde emocional e psicológica. Como o celular proporciona acesso constante a informações, redes sociais e e-mails, pode gerar sobrecarga cognitiva e aumentar o estresse, já que o cérebro está constantemente processando dados e notificações.
Além disso, a pressão da sociedade para que estejamos sempre disponíveis, com a sensação de que é necessário responder rapidamente às mensagens, ou estar sempre conectado, pode causar muita ansiedade. Atualmente, as pessoas se sentem pressionadas a estar “on” o tempo todo, o que dificulta a desconexão. Muitos estão, inclusive, desenvolvendo comportamentos compulsivos ao verificar constantemente o celular – o que é conhecido como nomofobia (medo de ficar sem o celular) -, e que pode levar a um ciclo de estresse e ansiedade, afetando totalmente o equilíbrio emocional.
“É importante que os pais, educadores e toda a sociedade estejam atentos para ajudar a combater a compulsão doentia pelo celular. Muitas pessoas estão restringindo o convívio em grupo ou mesmo se isolando, já apresentando alterações emocionais e psíquicas. É preciso reintegrá-los em atividades sociais e esportivas e estimular a busca por tratamentos, com foco na mudança de comportamento, na educação digital, e, em alguns casos, com a ajuda de terapia. Precisamos apoiar e incluir todos para que consigam sair do vício e da dependência, trazê-los de volta a uma vida mais saudável e participativa”, pontua o Defensor Público Federal André Naves, especialista em Inclusão Social.
O Janeiro Branco é, portanto, fundamental para mostrar que qualquer um, atualmente, está sujeito a desenvolver transtornos emocionais. A campanha visa a combater o estigma associado a quem apresenta alterações mentais e de comportamento, estimulando a busca por apoio psicológico.
“Sabemos que a saúde emocional e psicológica é o resultado da interação entre fatores ambientais, sociais, pessoais e genéticos. Precisamos lutar contra o preconceito associado aos portadores de transtornos mentais, educando a sociedade sobre a importância de dar atenção à saúde mental tanto quanto à saúde física. E, assim, prevenindo e tratando problemas como depressão, ansiedade e até mesmo o suicídio, que são questões sérias e crescentes na sociedade contemporânea”, afirma o Defensor André Naves.
O autoconhecimento, o equilíbrio emocional e a busca de ajuda, quando necessário, são essenciais. Ao estimular o debate em torno de temas tão presentes na vida moderna, a campanha Janeiro Branco contribui para que as pessoas se sintam mais confortáveis para falar sobre suas emoções, enfrentar seus problemas emocionais de maneira saudável e buscar ajuda profissional sempre que necessário.
Cuidar da saúde mental é fundamental para o equilíbrio e a qualidade de vida. Pense nisso.

Boca, o oráculo da saúde.
Especialista cita algumas doenças podem ser identificadas no exame bucal
Acredite ou não, seu dentista pode ser o primeiro profissional de saúde a detectar sinais de osteoporose. Isso porque a perda dentária, o recuo da gengiva e dentes com mobilidade mais acentuada são indicadores dos estágios iniciais da doença, caracterizada pelo afinamento gradual da densidade óssea e que acomete mais comumente mulheres a partir dos 50 anos. |
Além da osteoporose, outras doenças podem ser identificadas pelo exame bucal. “Estudos estimam dezenas de doenças que se manifestam pela boca. Até a língua é um grande indicador de saúde. Sua coloração, textura e odor podem ser determinantes para o diagnóstico de patologias. Aos interessados em procedimentos estéticos, é crucial ir a um dentista que tenha experiência em diagnóstico e priorize um exame bucal detalhado, antes de iniciar qualquer intervenção. Caso contrário, há o risco de ‘maquiar’ vários sinais de doenças”, alerta Marcelo Kyrillos, cirurgião-dentista da clínica Ateliê Oral.
A seguir, Kyrillos cita outros exemplos de problemas de saúde que podem ser identificados na cadeira do dentista.
Refluxo: dentes rachados e deteriorados podem sinalizar refluxo gastroesofágico ou ácido. No primeiro, o ácido do estômago sobe de volta para o esôfago. Esse ácido pode chegar à boca e, eventualmente, dissolver as camadas dos dentes. A perda do esmalte dentário é permanente e, sem detecção e tratamento adequado, pode resultar na rápida deterioração dos mesmos.
Depressão ou ansiedade: a erosão dentária também pode ser um indicativo de ansiedade ou depressão. Pacientes com esse quadro, costumam desenvolver bruxismo que é o apertamento dos dentes, ocasionando ainda problemas graves de articulação e dores crônicas na região cervical, cabeça e pescoço.
Câncer de boca: lesões na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias; dor persistente na boca, na garganta ou no ouvido; dificuldade ao engolir; qualquer inchaço ou nódulo na boca, na garganta ou no pescoço que não diminuem; rouquidão ou mudanças na voz que persistem, podem ser sinais de câncer oral.
Anemia: a ausência de glóbulos vermelhos saudáveis causa fadiga, palidez, falta de ar e tonturas. Outra manifestação é uma língua mais lisa e descorada (ideal é que esse músculo esteja sempre áspero e brilhante).
Diabetes: os níveis elevados de glicose no sangue podem afetar as células sensoriais do paladar, causando um gosto amargo ou gosto de sal na boca. Além disso, o diabetes pode aumentar o risco de infecções nas gengivas e nos ossos que sustentam os dentes, ocasionando a perda dentária e deixando, frequentes, as gengivas vermelhas e sensíveis. Importante ainda dar atenção ao sangramento gengival, que é frequentemente um dos primeiros sinais de doença periodontal, e pessoas com diabetes têm maior risco de desenvolver essa condição.
“Ir ao dentista é tão sério como os check-ups de sangue, urina, ou de imagem. Isso porque odontologia não se resume a dentes. Por isso, é fundamental escolher profissionais que priorizem um exame clínico aprofundado, considerando a saúde e a função da boca em primeiro lugar, colocando a estética somente como uma aliada”, destaca.

30% dos tumores no Brasil são de pele: Dezembro Laranja reforça a prevenção.
Campanha mostra a importância do diagnóstico precoce para combater a doença mais comum entre os brasileiros
O mês de dezembro traz à tona um tema de extrema relevância para a saúde pública: a prevenção ao câncer de pele. Batizado como Dezembro Laranja, o movimento tem como objetivo conscientizar a população sobre os riscos dessa doença, que é a mais comum entre os brasileiros, representando cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país, de acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer). Além de informar sobre os fatores de risco e formas de prevenção, a campanha também busca destacar a importância do diagnóstico precoce, essencial para aumentar as chances de cura e reduzir sequelas. |
A luz solar, enquanto vital para a vida, também pode ser uma inimiga em potencial. A exposição prolongada e desprotegida é a principal causa do câncer de pele, e os danos acumulados ao longo dos anos podem se manifestar de formas severas. Nesse cenário, o uso de protetor solar, chapéus, óculos de sol e roupas adequadas emerge como uma das principais barreiras contra a doença. Ainda assim, muitas pessoas negligenciam esses cuidados básicos, reforçando a necessidade de campanhas educativas como o Dezembro Laranja.
“O câncer de pele ocorre principalmente nas regiões mais expostas ao sol, como rosto, pescoço e orelhas”, explica a Dra. Sílvia Picado, Médica Cirurgiã de Cabeça e Pescoço da Prefeitura Municipal de Santos e Diretora Social da APM Santos. “Os sinais de alerta incluem manchas que coçam, descamam ou sangram, sinais que mudam de tamanho, forma ou cor, e feridas que não cicatrizam em até quatro semanas. Por isso, é essencial conhecer o ABCD do câncer de pele”, orienta a especialista. Segundo o critério ABCD, deve-se observar a assimetria, as bordas irregulares, as variações de cor e o diâmetro das lesões, sendo que diâmetros superiores a 6 mm merecem atenção.
Entre os tipos de câncer de pele, o carcinoma basocelular é o mais comum e, apesar de atingir camadas mais profundas da pele, não está associado a altas taxas de mortalidade. O carcinoma espinocelular, por sua vez, pode causar sintomas como enrugamento e perda de elasticidade nas áreas afetadas. Já o melanoma, embora menos frequente, é o mais agressivo e exige maior atenção devido à sua alta taxa de mortalidade. “Quando diagnosticado precocemente, o melanoma apresenta altas chances de cura. Por isso, qualquer alteração na pele deve ser avaliada por um médico”, reforça a Dra. Sílvia.
A especialista também destaca a importância de medidas preventivas no dia a dia. “Além de usar protetor solar diariamente, mesmo em dias nublados, é necessário reaplicá-lo a cada duas horas ou após mergulhos e transpiração intensa. Também é importante utilizar protetor labial e lembrar de proteger o couro cabeludo, especialmente os calvos”, afirma. Outro ponto relevante é evitar o bronzeamento artificial, prática que está associada ao aumento significativo do risco de desenvolver a doença.
O tratamento do câncer de pele varia conforme o tipo e o estágio da doença, mas geralmente inclui cirurgia, radioterapia, quimioterapia e imunoterapia. “Com o diagnóstico precoce, é possível realizar cirurgias menos agressivas, reduzindo as sequelas e aumentando as chances de recuperação”, finaliza a Dra. Sílvia Picado. Portanto, o recado é claro: cuidar da pele é mais do que uma questão de estética; é uma questão de saúde.
Sobre Sílvia Picado A Dra. Sílvia Picado possui graduação em Ciências Médicas pelo Centro Universitário Lusíada (UNILUS). Concluiu Residência Médica em Cirurgia de Cabeça e Pescoço em 2015 e obteve o título de especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) no mesmo ano, tornando-se membro efetivo e integrante da atual comissão de marketing da SBCCP.
Em 2019, a Dra. Sílvia Picado concluiu o mestrado no programa de Pós-graduação em Fisiopatologia Experimental da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Atualmente, exerce o cargo de professora na UNILUS e é a Diretora Social da Associação Paulista de Medicina de Santos (APM Santos).

Causas, tipos e tratamentos: saiba tudo sobre feridas em pacientes diabéticos.
Conscientização do Diabetes - momento importante para alertar sobre os riscos e entender melhor o tratamento adequado às feridas
O diabetes é uma doença crônica que pode causar uma série de complicações de saúde, e as feridas estão entre as mais frequentes e preocupantes. As feridas em pacientes diabéticos têm uma maior prevalência devido a uma combinação de fatores que tornam o processo de cicatrização mais lento e as infecções mais comuns: a má circulação sanguínea, a neuropatia (dano nos nervos) e a resposta imunológica comprometida. |
Novembro, Mês Mundial de Conscientização do Diabetes, foi um momento importante para alertar sobre os riscos e entender melhor o tratamento adequado às feridas em pacientes diabéticos. Em todo o país, ações voltadas à informação, educação e prevenção sobre a doença ajudam no enfrentamento de complicações como feridas crônicas e amputações.
Uma delas é o projeto social Dia D, da Cicatriclin, referência nacional no tratamento de feridas e cuidados com pacientes diabéticos, que leva à população dicas de educação física, serviços de podologia e de nutrição, entre outros. O resultado é o aumento no número de diagnósticos precoces, maior adesão a tratamentos preventivos e a redução nos casos de complicações graves associadas à diabetes - menos amputações, menos hospitalizações e uma melhora visível na qualidade de vida dos brasileiros.
Os tipos de feridas mais comuns em pessoas com diabetes são as úlceras nos pés (conhecidas como “pé diabético”) e feridas em outras áreas de pressão, como os calcanhares e a região sacral (no fim da coluna, próximo ao cóccix).
O pé diabético é, sem dúvida, uma das complicações mais sérias, responsável por grande parte das amputações em diabéticos. Essas lesões ocorrem principalmente devido à perda de sensibilidade, causada pela neuropatia, e à má circulação nos membros inferiores, que impede o fornecimento adequado de oxigênio e nutrientes às células, dificultando a cicatrização.
O que torna as feridas em diabéticos diferentes daqueles de outros pacientes. As feridas em diabéticos têm características específicas que as diferenciam de lesões em outros pacientes. Elas frequentemente aparecem como úlceras abertas, com bordas irregulares, pele endurecida ao redor e, muitas vezes, com presença de necrose (tecido morto). Além disso, podem drenar pus, ter um odor forte e exibir sinais de infecção, como vermelhidão e calor na área afetada. A progressão de uma ferida que inicialmente parece pequena pode ser rápida e devastadora se não tratada adequadamente.
Essas feridas podem complicar e gerar graves consequências para a saúde devido à vulnerabilidade dos pacientes a infecções e à dificuldade do corpo em curar feridas. A combinação de má circulação e sistema imunológico enfraquecido significa que até mesmo pequenos ferimentos podem se transformar em grandes infecções, que podem atingir os ossos ou resultar em gangrena. Em muitos casos, se essas complicações não forem controladas, a amputação pode se tornar necessária. Como deve ser o tratamento de feridas em pacientes com diabetes?
O tratamento das feridas em diabéticos deve ser feito de forma multidisciplinar. A primeira medida é o controle rigoroso dos níveis de glicose no sangue, já que a hiperglicemia interfere diretamente no processo de cicatrização. O acompanhamento de um médico especializado, como o angiologista ou cirurgião vascular, é fundamental, e um especialista em tratamento de feridas também deve ser consultado para tratar a pele e as lesões em si.
Ao lidar com a ferida, o profissional deverá fazer a limpeza e o desbridamento (remoção de tecidos mortos), com o uso de curativos específicos para úlceras e, em casos mais avançados, terapias mais intensivas, como a terapia por pressão negativa ou enxertos de pele. Além disso, o uso de antibióticos pode ser necessário para controlar infecções.
Os pacientes também são orientados a reduzir a pressão nas áreas afetadas, usando calçados especiais ou mantendo repouso. A avaliação contínua por uma equipe multidisciplinar é essencial para prevenir complicações mais graves.
A Cicatriclin, maior rede de tratamento de feridas do Brasil, possui em todas suas unidades equipe médica e estrutura completas para o atendimento de pacientes com diabetes e o tratamento de suas feridas. Além disso, dra. Bianca Oliveira, fundadora da rede, está à disposição para entrevistas sobre o assunto e sobre o projeto social Dia D.


Terapias complementares podem ser utilizadas no tratamento da fibromialgia; entenda como.
Especialista da Unimed Araxá explica as abordagens mais recomendadas e seus benefícios
A fibromialgia é uma condição complexa e desafiadora que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Segundo o médico reumatologista da Unimed Araxá, Carlos Eugênio Parolini, a doença é caracterizada por dores crônicas generalizadas, fadiga, distúrbios do sono e dificuldades cognitivas (concentração, raciocínio, controle dos pensamentos, aprendizagem, etc.). “Embora o tratamento convencional com medicamentos e fisioterapia desempenhe um papel importante no manejo da doença, muitas pessoas também buscam terapias complementares para aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida”, ressalta. |
Especialista em tratamentos de fibromialgia, o médico destaca que uma das abordagens mais recomendadas é a prática de exercícios regulares. “Eles podem incluir alongamentos (pilates), atividade aeróbica de baixo impacto como a caminhada, natação e hidroginástica. O treinamento de força também é benéfico para fortalecer os músculos e diminuir a sensação de fadiga”, indica.
A alimentação saudável também desempenha um papel importante. “O uso de dieta anti-inflamatória (restrição de açúcares, farinha refinada) e rica em frutas, vegetais, grãos integrais, além de ácidos graxos e ômega 3 (linhaça, sardinha, salmão, etc.) podem também beneficiar o tratamento. A dieta pode ser acompanhada do uso de suplementos como o magnésio (dimalato) e melatonina. Fora isso, temos as atividades físicas integrativas (mente e corpo) associadas à meditação, respiração e autocontrole: yoga, tai chi e lian gong”, destaca.
Técnicas corporais 1) Acupuntura: sistêmica (agulhas em vários pontos distribuídos no corpo), auriculoterapia (agulhas na orelha), acupuntura com laser (sem agulhas, indolor), eletroestimulação com agulhas; 2) Massoterapia: alívio da tensão muscular; 3) Osteopatia: liberação das fáscias e músculos; 4) Hidroterapia: terapia da água aquecida, assistida por fisioterapeuta para liberar as tensões musculares; 5) TDCS: estimulação elétrica transcraniana, para diminuir a dor; 6) EMT: estimulação magnética transcraniana para diminuir a dor; 7) Reiki: foco no campo energético; 8) Terapia crânio-sacral: equilíbrio do sistema nervoso e das tensões.
Atividades e terapias cognitivo-comportamental: 1) Meditação: alívio da dor, controle do estresse, autoconhecimento; 2) Psicoterapia cognitivo-comportamental – realizada por psicólogo – reestruturação dos pensamentos; 3) Arteterapia: melhora da expressão emocional; 4) Musicoterapia: melhora da expressão emocional; 5) Participação em grupos de apoio com equipe multidisciplinar.
Importante A educação do paciente no sentido de saber o que é a fibromialgia, que tem tratamento, que não leva à invalidez e a importância do conhecimento sobre o autocuidado com sua mente e seu corpo são pontos essenciais no manejo da fibromialgia. Por isto, torna-se imprescindível o tratamento do paciente com fibromialgia por equipes interdisciplinares (médico reumatologista, psicólogo, terapeutas, educadores físicos e nutricionista). “O reumatologista é o especialista responsável para tratar o paciente com fibromialgia e direcioná-lo para quais terapias melhor o atendem naquele momento, em uma decisão compartilhada”, finaliza Dr. Carlos Parolini. |
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